set 04

A Águia e o Cisne por Josep Drudis

https://apod.nasa.gov/apod/image/1708/m16-m17-toa3-mosaic-crfl-final17-cc.jpg

M16 e M17 por Josep M. Drudis

A Nebulosa da Águia e a Nebulosa do Cisne se espalham nessa ampla paisagem cósmica, uma visão telescópica na direção do braço espiral de Sagittarius e do centro na nossa galáxia Via Láctea.

A Águia é conhecida formalmente como M16 e a vemos no topo da imagem, enquanto que o Cisne (M17) está na parte inferior do quadro. A astrofotografia processada por Josep Drudis mostra nuvens cósmicas como regiões brilhantes de ativa formação estelar. Esta área reside ao longo do braço espiral preenchida pela emissão característica avermelhada da radiação emanada pelo gás atômico do hidrogênio e da poeirenta nebulosa obscura.

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set 02

Plêiades: observatório Espacial Kepler revela a variabilidade das Sete Irmãs

http://www.ras.org.uk/images/stories/press/RAS-PR-17_37/Pleiades_K2ffi.jpg

Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Kepler mostra os membros do aglomerado das Plêiades. O aglomerado abrange 42 CCDs (charge-coupled devices) dos 95 que constituem a câmara do Kepler. As sete estrelas mais brilhantes (Alcyone, Atlas, Electra, Maia, Merope, Taygeta e Pleione) são visíveis a olho nu. O Kepler não foi desenhado para observar estrelas assim tão brilhantes pois elas fazem com que a câmara fique saturada, produzindo picos e outros artefatos. Apesar desta séria degradação, a nova técnica permitiu que os astrônomos medissem cuidadosamente as mudanças no brilho destas estrelas enquanto o Kepler as observava durante quase três meses. Créditos: NASA/Universidade de Aarhus/T. White

As “Sete Irmãs”, assim conhecidas pelos antigos gregos, são agora conhecidas pelos astrônomos modernos como M45, ou como o aglomerado estelar aberto das Plêiades, um conjunto de estrelas visíveis a olho nu e estudadas há já milhares de anos por culturas espalhadas por todo o mundo. O Dr. Tim White do Centro de Astrofísica Estelar da Universidade de Aarhus, juntamente com o seu time de astrônomos dinamarqueses e internacionais, demonstraram uma poderosa nova técnica para observar estrelas como estas que, normalmente, são demasiadamente brilhantes para avistar com telescópios de alto desempenho. O seu trabalho foi publicado em MNRAS (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society).

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ago 31

O ALMA descobre enormes reservatórios de gás turbulento escondidos em galáxias distantes

Primeira detecção de CH+ em galáxias distantes com formação estelar explosiva fornece pistas novas sobre a história de formação estelar do Universo

https://cdn.eso.org/images/large/eso1727a.jpg

Concepção artística de gás alimentando galáxias distantes com formação estelar explosiva – Esta ilustração mostra como é que o gás que cai em galáxias distantes com formação estelar explosiva termina em vastos reservatórios turbulentos de gás frio que se estendem até 30 000 anos-luz além das regiões centrais. O ALMA foi usado para detectar estes reservatórios turbulentos de gás frio que rodeiam galáxias distantes semelhantes. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. Crédito: ESO/L. Benassi

O ALMA detectou reservatórios turbulentos de gás frio em torno de galáxias distantes com formação estelar explosiva. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. A presença deste íon lança uma nova luz sobre como é que as galáxias conseguem estender o seu período de formação estelar rápida. Os resultados foram publicados hoje na revista Nature.

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ago 28

CLASS B1152+199: VLA revela campo magnético de galáxia distante através de lente gravitacional

http://www.mpifr-bonn.mpg.de/3879318/standard_sans_both-1503667956.jpg

À esquerda: imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble do sistema de lente gravitacional CLASS B1152+199. O quasar de fundo sofre o efeito de lente graças a uma galáxia em frente, que produz duas imagens A e B. Direita: rotação de Faraday das imagens da lente. A imagem A deriva de uma linha de visão através dos arredores menos densos da galáxia que atua como lente com um campo magnético mais fraco, enquanto a imagem B deriva de uma linha de visão mais próxima do centro da galáxia, com mais densidade gasosa e um campo magnético mais forte. Créditos: Sui Ann Mao©; Arquivo Legado do Hubble (Rusin et al. 2002, MNRAS, 330, 205-211).

Com a ajuda de uma gigantesca lente gravitacional cósmica, os astrônomos mediram o campo magnético de uma galáxia a quase cinco bilhões de anos-luz de distância. Este marco astronômico está fornecendo pistas importantes sobre um problema nas fronteiras da cosmologia, a natureza e origem dos campos magnéticos que desempenham um papel importante na forma como as galáxias se desenvolvem ao longo do tempo.

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ago 25

O sistema estelar Trappist-1 é mais velho que nosso Sistema Solar

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/pia21751.jpg

Esta ilustração mostra o possível aspecto do sistema TRAPPIST-1 a partir de um ponto de vista próximo do exoplaneta TRAPPIST-1f (direita). Créditos: NASA/JPL-Caltech

Se queremos saber mais sobre se a vida poderá sobreviver em um planeta além do nosso Sistema Solar, é fundamental estimar a idade da sua estrela principal. As estrelas jovens liberam frequentemente radiação altamente energética sob a forma de erupções que podem atingir as superfícies dos seus exoplanetas. Se os exoplanetas são recém-formados, as suas órbitas também podem ser instáveis. Por outro lado, os exoplanetas que orbitam estrelas mais velhas sobreviveram a estes episódios flamejantes e juvenis, mas também foram expostos aos estragos da radiação estelar durante um período de tempo mais longo.

Agora, os astrônomos obtiveram uma boa estimativa da idade de um dos sistemas exoplanetários mais interessantes descobertos até à hoje, TRAPPIST-1, um sistema com sete mundos do tamanho da Terra em órbita de uma anã ultra fria situada a cerca de 40 anos-luz de distância. Os pesquisadores alegam em novo estudo, que a estrela TRAPPIST-1 é muito antiga: tem sua idade estimada entre 5,4 e 9,8 bilhões de anos. Poderá ser até duas vezes mais velha que o nosso próprio Sistema Solar, que se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos.

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ago 23

Antares: ESO divulga a melhor imagem já obtida da superfície e atmosfera de uma estrela

Primeiro mapa do movimento de matéria em uma estrela diferente do Sol

https://cdn.eso.org/images/screen/eso1726a.jpg

Com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope do ESO, astrônomos construíram esta imagem notável da superfície da estrela supergigante vermelha Antares. Trata-se da imagem mais detalhada até hoje deste objeto, ou de qualquer outra estrela que não o Sol. Créditos: ESO/K. Ohnaka

Com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope do ESO, astrônomos construíram a imagem mais detalhada até hoje de uma estrela — a supergigante vermelha Antares. Os astrônomos criaram também o primeiro mapa de velocidades do material na atmosfera da estrela — pela primeira vez para uma estrela diferente do Sol — revelando turbulência inesperada na enorme atmosfera extensa de Antares. Os resultados foram publicados na revista Nature.

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ago 20

Astrônomos confirmam através do ALMA que a lua Titã tem uma química que permite formar membranas celulares

http://www.almaobservatory.org/wp-content/uploads/2017/07/nrao17cb29a-2.jpg

Dados de arquivo do ALMA confirmaram que as moléculas de acrilonitrila residem na atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Titã é aqui vista em uma composição ótica (sua atmosfera) e no infravermelho (sua superfície) pela sonda robótica Cassini da NASA. Em um ambiente de metano líquido, a acrilonitrila pode eventualmente formar membranas celulares. Créditos: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF) & NASA

Titã, a lua criogênica de Saturno, tem uma atmosfera bastante curiosa. Além de uma mistura nublada de nitrogênio e de hidrocarbonetos como o metano e o etano, a atmosfera de Titã também contém uma série de moléculas orgânicas mais complexas, incluindo a acrilonitrila (cianeto de vinila). Essa molécula foi descoberta pelos astrônomos recentemente em dados dos arquivos levantados pelo complexo de radiotelescópios ALMA do ESO. Sob as condições ideais, como aquelas encontradas à superfície de Titã, a acrilonitrila pode eventualmente coalescer de forma natural formando esferas microscópicas que se assemelham a membranas celulares.

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ago 18

Astrônomos desenvolvem previsões meteorológicas mais precisas das anãs marrons

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/pia21752-16.gif

Esta concepção artística mostra uma anã marrom (em Portugal: anã castanha) com bandas de nuvens, que os astrônomos julgam serem similares as vistas em Netuno e nos outros planetas exteriores. Créditos: NASA/JPL-Caltech

Os objetos tênues denominados “anãs marrons” (em Portugal: “anãs castanhas”), menos massivos que o Sol, porém mais massivos que Júpiter, são cobertos de ventos e nuvens poderosas, especificamente, nuvens irregulares e relativamente quentes feitas de gotículas de ferro e poeira de silicato. Os cientistas perceberam recentemente que estas nuvens gigantes podem se mover e engrossar ou diminuir surpreendentemente depressa, em menos de um dia terrestre, mas não entendiam o porquê.

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ago 17

A galáxia distorcida espiral NGC 2442 por Robert Gendler e Roberto Colombari

https://apod.nasa.gov/apod/image/1708/NGC2442-HST-ESO-L.jpg

NGC 2442 – Créditos da imagem ©: Processamento: Robert Gendler & Roberto Colombari; Dados: Hubble Legacy Archive & European Southern Observatory

A galáxia distorcida NGC 2442 pode ser encontrada na constelação meridional do Peixe Voador (flying fish ou Piscis) Volans. Localizada a cerca de 50 milhões de anos luz da Via Láctea essa galáxia possui dois braços expirais que se estendem a partir de uma pronunciada barra central, parecendo um gancho nas imagens de campo largo.

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ago 16

MUSE: Buracos negros supermassivos alimentam-se de medusas cósmicas

O instrumento MUSE do ESO montado no VLT descobre nova maneira de alimentar buracos negros

https://cdn.eso.org/images/large/eso1725a.jpg

Observações de “galáxias medusa” obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram uma maneira até então desconhecida para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente. Esta imagem de uma das galáxias, chamada JO204, obtida com o instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, no Chile, mostra claramente como é que o material flui da galáxia em longos tentáculos. A cor vermelha mostra o brilho do hidrogênio ionizado, o verde corresponde ao oxigênio ionizado e as regiões mais esbranquiçadas são onde se encontra a maioria das estrelas da galáxia. Crédito: ESO/GASP collaboration

Observações de “galáxias medusa” obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram uma maneira até então desconhecida de alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente.

Uma equipe liderada por astrônomos italianos utilizou o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, para estudar como é que o gás é arrancado das galáxias. A equipe focou-se no exemplo extremo de galáxias medusa, situadas em aglomerados de galáxias próximos e assim chamadas devido aos seus “tentáculos” de matéria notavelmente longos, que se estendem por dezenas de milhares de anos-luz além dos discos galácticos [1] [2].
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