Mercúrio revelado pela sonda Messenger

O planeta Mercúrio é conhecido pela humanidade desde que a história tem sido registrada. Por outro lado, partes do planeta mais interno do Sistema Solar nunca haviam sido vistos até agora.

Mercúrio revelado pela sonda Messenger {1}

Mercúrio revelado pela sonda Messenger {1}

Há dois dias (06/outubro) a espaçonave robô MESSENGER deu uma passada por lá espionando Mercúrio pela segunda vez. A sonda MESSENGER fotografou partes do planeta que antes somente eram conhecidas por meio de radar. A imagem acima foi registrada quando a sonda MESSENGER olhou para trás 90 minutos depois de passar por Mercúrio a uma altitude de cerca de 27.000 quilômetros.

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A Terra Vista do Espaço à Noite

A Terra como é vista do espaço, à noite

A Terra Vista do Espaço à Noite (*) - dê um clique na imagem para ver a versão em alta resolução

A Terra Vista do Espaço à Noite (*) – dê um clique na imagem para ver a versão em alta resolução

Como é a Terra vista do espaço à noite? Você consegue localizar na foto acima  seu país ou cidade favorita? As luzes noturnas das cidades permitem que você os localize com relativa facilidade. As luzes destacam certas áreas mais desenvolvidas ou densamente povoadas da superfície terrestre como o leste dos Estados Unidos, a Europa ocidental e o Japão. As áreas escuras incluem as regiões centrais da América do Sul , África, Ásia, e Austrália.

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Mundos em Colisão – indícios de que sistemas planetários podem se formar em volta de estrelas binárias

Concepção artística de planetas em colisão no sistema binário BD+20 307, há aproximadamente 300 anos luz de distância da Terra, na constelação de Áries. ©Lynette R. Cook

Concepção artística de planetas em colisão no sistema binário BD+20 307, há aproximadamente 300 anos luz de distância da Terra, na constelação de Áries. Crédito: APOD,© Lynette R. Cook

O sistema de estrelas binárias BD+20 307 destaca-se excepcionalmente dos demais por ser extremamente ‘sujo’. Uma quantidade enorme de poeira quente ao redor desse par de estrelas bem próximas entre si faz com esse sistema apareça extraordinariamente brilhante aos olhos dos telescópios infravermelhos. Esse tipo de ‘sujeira’ é considerado comum em estrelas bem jovens, ou seja, estrelas com idade de apenas poucos milhões de anos. O problema é que o sistema BD+20 307 tem sua idade calculada em bilhões de anos, ou seja, é um sistema com alto grau de amadurecimento.

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Qual será destino final da Terra e do Sol? [o verdadeiro fim-do-mundo]

Em bilhões de anos no futuro, quando o nosso Sol se transformar em uma estrela gigante vermelha, crescerá e consumirá a órbita da Terra. Mas, se a Terra viaja na sua órbita, o que vai acontecer ao nosso querido planeta? A Terra será “comida” como os pobres planetas Mercúrio e Vênus?

Terra na fase de gigante vermelha do Sol

Ilustração mostra como poderá estar a Terra na fase de gigante vermelha do Sol. Crédito: Fsgregs

Os astrônomos há décadas se dedicam a tentar responder a esta questão. Quando o Sol se tornar numa gigante vermelha, os simples cálculos põem o seu equador para lá de Marte. Todos os planetas interiores serão consumidos.

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O Sol está muito calmo ultimamente. O que está acontecendo com o Sol?

A região ativa 1002 (em branco, a nordeste do centro) - crédito: SOHO, EIT, ESA, NASA, APOD {1}

A região ativa 1002 (em branco, a nordeste do centro) – crédito: SOHO, EIT, ESA, NASA, APOD {1}

O Sol tem mostrado poucas regiões ativas com uma menor quantidade de manchas solares associadas há quase um ano. Tal período de relativa calma não é usual. Sabemos com certeza que o Sol passa por um período de transição entre os ciclos solares chamado de Mínimo Solar. Historicamente, nesse período, a atividade solar tem sido reduzida. A firme ausência de tumulto na superfície solar tem sido considerada como uma situação excepcional até para o período atual de atividade mínima solar. Uma atividade tão baixa assim não ocorre há várias décadas. Alguns dias atrás, entretanto, uma região ativa “deu um alô” ( com atividades e manchas solares ) e prossegue na sua rotação através da superfície do Sol.

Podemos ver na foto essa região ativa denominada “Região Ativa 1002 (AR 1002), que foi fotografada em ultravioleta no dia 23 de setembro pelo observatório espacial SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), que orbita o Sol partilhando sua órbita com a Terra. Além da tranqüilidade na superfície Solar dados recentes coletados pela espaçonave Ulysses, através do Sistema Solar, indicam que a intensidade do vento solar emanado do Sol está no seu menor nível em 50 anos desde que ‘medidas de alta precisão’ passaram a ser realizadas.

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Vamos saudar Haumea o quinto planeta-anão

Haumea e suas luas Hi’iaka (a maior) e Nãmaka - crédito: NASA, APOD

Haumea e suas luas Hi’iaka (a maior) e Nãmaka – crédito: NASA, APOD

A União Astronômica Internacional (IAU) anunciou em 17/09/2008 que o bizarro objeto conhecido como 2003 EL61 passa a fazer parte da categoria de “Planeta-Anão”, batizado com o nome de Haumea, que é o nome da deusa da fertilidade da mitologia do Havaí.

Com essa decisão Haumea passa a ser o quinto planeta-anão da família, cujos demais membros são Ceres, Plutão, Eris e Makemake.

A descoberta de Haumea foi divulgada em 2005 e o mesmo foi inicialmente classificado como um ‘objeto trans-netuniano’. Esse objeto recebeu a designação de 2003 EL61, na ocasião.

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5 anos do WMAP revelaram três grandes segredos do Universo: os neutrinos primordiais, o fim da idade das trevas e a inflação cósmica

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:WMAP_2008.png

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias frequências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Aos 5 anos do programa WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a NASA relembra as grandes descobertas que permitiram aperfeiçoamento do nosso conhecimento sobre a história do Universo. Trata-se de um tesouro de informação, que contempla, entre outras, essas três grandes descobertas:

  1. Novas evidências que um verdadeiro mar de neutrinos cósmicos, permeia o Universo (o ‘fundo cósmico de neutrinos’);
  2. Claras evidências que as primeiras estrelas levaram mais de quinhentos milhões de anos para criar um nevoeiro cósmico;
  3. A teoria da inflação cósmica (expansão do Universo durante o seu primeiro bilionésimo de segundo) foi refinada.

“Estamos a vivendo em uma época extraordinária”, exclamou Gart Hinshaw do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland. “A nossa geração é a primeira na História da Humanidade a realizar medições tão detalhadas e em distâncias tão longínquas no Universo.”

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3C321: o ‘Raio da Morte’ do Buraco Negro Supermassivo em Galáxia Ativa Assassina Provoca o Apocalipse Cósmico na Galáxia Vizinha

Apocalipse cósmico: esta imagem composta do objeto galáctico 3C321 mostra um poderoso jato de partículas e radiações de alta-energia emitido pelo buraco negro supermassivo da galáxia ativa de maior porte (à esquerda). Este jato atinge a galáxia vizinha no sistema binário de galáxias 3C321. Esta violência cósmica, jamais vista anteriormente, deve estar provocando profundos transtornos em quaisquer planetas que estejam caminho destrutivo do jato. O jato também está ativando a formação de novas estrelas, através da compressão do gás por onde passa. Créditos: raios-X: NASA/ CXC/ CfA/ D.Evans et al.; Óptico/Ultravioleta: NASA/ STScI; Ondas de Rádio: NSF/ VLA/ CfA/ D.Evans et al., STFC/ JBO/ MERLIN

Apocalipse cósmico: esta imagem composta do objeto galáctico 3C321 mostra um poderoso jato de partículas e radiações de alta-energia emitido pelo buraco negro supermassivo da galáxia ativa de maior porte (à esquerda). Este jato atinge a galáxia vizinha no sistema binário de galáxias 3C321. Esta violência cósmica, jamais vista anteriormente, deve estar provocando profundos transtornos em quaisquer planetas que estejam caminho destrutivo do jato. O jato também está ativando a formação de novas estrelas, através da compressão do gás por onde passa. Créditos: raios-X: NASA/ CXC/ CfA/ D.Evans et al.; Óptico/Ultravioleta: NASA/ STScI; Ondas de Rádio: NSF/ VLA/ CfA/ D.Evans et al., STFC/ JBO/ MERLIN

Um poderoso jato de matéria e radiação oriundo de um buraco negro supermassivo em 3C321 está devastando uma galáxia vizinha, de acordo com novas descobertas de diversos observatórios da NASA/ESA em um esforço conjunto para estudar o fenômeno. Este evento violento, nunca antes observado, pode ter um profundo efeito nos planetas no percurso do jato e pode fomentar a criação intensa de novas estrelas no âmago de seu rasto destrutivo.

O sistema 3C321 contém duas galáxias que orbitam em torno de seu centro de massa. Os dados do Observatório Chandra de raios-X da NASA mostram que ambas as galáxias contêm no seu centro um buraco negro supermassivo, mas a galáxia maior tem um jato emanando da vizinhança do seu buraco negro. A galáxia menor aparentemente deslocou-se para a corrente deste jato.

A “galáxia da morte” foi descoberta devido a esforços combinados, tanto de telescópios orbitais como terrestres. Os telescópios espaciais Chandra X-ray Observatory, Hubble Space Telescope e Spitzer Space Telescope se somaram ao radiotelescópio Very Large Array, em Socorro, Novo México, e os telescópios MERLIN (Multi-Element Radio Linked Interferometer Network) no Reino Unido também foram necessários para esta descoberta.

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2005 FY9: um corpo distante do Cinturão de Kuiper chamado Makemake é o quarto planeta-anão

Makemake ou 2005 FY9 é o quarto planeta-anão nomeado pela UAI (União Astronômica Internacional)

Makemake ou 2005 FY9 é o quarto planeta-anão nomeado pela UAI (União Astronômica Internacional)

Um dos maiores objetos do Cinturão de Kuiper, um anel de corpos gelados para depois da órbita de Netuno, ganhou o nome de (136472) Makemake, um deus da cultura do povo da Ilha da Páscoa.

Mas a UAI (União Astronômica Internacional), a organização que tem o poder para nomear os objetos descobertos no Sistema Solar, poderá ter muito mais dificuldade em batizar o quinto planeta anão devido à controvérsia que rodeia a sua descoberta.

Makemake, anteriormente conhecido como 2005 FY9, é o primeiro planeta anão a receber um nome desde 2006, quando o seu vizinho gelado 2003 UB313 ganhou o nome de Éris, a deusa Grega da discórdia. Juntaram-se assim a Plutão e Éris como os únicos “plutóides” com nome, um termo estabelecido pela UAI para descrever objetos tipo-Plutão além da órbita de Netuno, neste caso, dois objetos do cinturão de Kuiper.

O nome Makemake pertence ao deus que criou a Humanidade e o deus da fertilidade na cultura mitológica de Rapa Nui, da Ilha da Páscoa. O nome foi proposto por Mike Brown, Chad Trujillo e David Rainowitz, o time da Caltech que descobriu Makemake, em 31 de março de 2005, pouco antes das festividades da Páscoa. Makemake é o quarto planeta-anão no sistema Solar e o terceiro plutóide (o planeta-anão Ceres não é considerado um plutóide, pois está fora do cinturão de Kuiper). Makemake é hoje o segundo KBO (objeto do cinturão de Kuiper) mais brilhante no céu, após Plutão, com uma magnitude aparente calculada em +16,7. Makemake é atualmente visível na constelação de Coma Berenices, mas apenas telescópios amadores de alta-performance conseguem vê-lo.

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