nov 30

ESO: O instrumento MUSE completa o mais profundo rastreamento espectroscópico executado até hoje

Dez artigos científicos exploram as profundezas por mapear do Campo Ultra Profundo

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Esta imagem a cores mostra a região do Campo Ultra Profundo do Hubble, uma região minúscula mas muito bem estudada na constelação da Fornalha, observada pelo instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO. No entanto, esta imagem dá apenas uma visão muito parcial da riqueza dos dados do MUSE, os quais fornecem também um espectro para cada pixel da imagem. Este conjunto de dados permitiu aos astrônomos não apenas medir distâncias para muito mais destas galáxias do que antes — um total de 1600 — mas também descobrir muito mais sobre cada uma delas. Surpreendentemente, foram descobertas 72 novas galáxias que não tinham sido anteriormente descobertas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Créditos: ESO/MUSE HUDF collaboration

Com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO no Chile, astrônomos efetuaram o rastreamento espectroscópico mais profundo realizado até à hoje. Os pesquisadores focaram-se no Campo Ultra Profundo do Hubble, medindo distâncias e propriedades de 1600 galáxias muito fracas, incluindo 72 galáxias que nunca tinham sido detectadas antes, nem mesmo com o próprio Hubble. Este conjunto de dados inovador deu já origem a dez artigos científicos, que estão sendo publicados em um número especial da revista Astronomy & Astrophysics. Esta enorme quantidade de novos dados fornece aos astrônomos informações sobre a formação estelar no Universo primordial, permitindo o estudo dos movimentos e outras propriedades das galáxias primitivas — possível graças às capacidades espectroscópicas únicas do MUSE.

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nov 27

Como medir o tamanho das estrelas de nêutrons?

 

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Impressão artística de uma estrela de nêutrons. Crédito: Rodion Kutsaev

As estrelas de nêutrons são feitas de matéria ultra densa. O modo como esta matéria se comporta é um dos maiores mistérios da física nuclear moderna. Investigadores desenvolveram um novo método para medir o raio das estrelas de nêutrons, o que os ajuda a entender o que acontece com a matéria dentro da estrela sob pressão extrema.

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nov 20

‘Oumuamua: Observações do ESO mostram que asteroide interestelar é diferente de todos os observados até hoje

VLT revela objeto escuro, vermelho e extremamente alongado

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Esta concepção artística mostra o primeiro asteroide interestelar descoberto: ‘Oumuamua. Este objeto único foi descoberto em 19 de outubro de 2017 pelo telescópio Pan-STARRS 1 no Havaí. Observações subsequentes obtidas pelo Very Large Telescope do ESO no Chile e por outros observatórios, mostram que este objeto viajava no espaço há milhões de anos antes do seu encontro casual com o nosso Sistema Solar. ‘Oumuamua parece ser vermelho escuro, metálico ou rochoso e extremamente alongado, com cerca de 400 metros de comprimento, nada parecido ao que encontramos normalmente no Sistema Solar. Créditos: ESO & /M. Kornmesser

Astrônomos estudaram pela primeira vez um asteroide que entrou no Sistema Solar vindo do espaço interestelar. Observações feitas com o Very Large Telescope do ESO no Chile e em outros observatórios do mundo mostram que este objeto único viajava no espaço há milhões de anos antes do seu encontro casual com o nosso Sistema Solar. O objeto parece ser vermelho escuro e extremamente alongado, metálico ou rochoso, nada parecido com o que encontramos normalmente no Sistema Solar. Estes novos resultados foram publicados na revista Nature em 20 de novembro de 2017.

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nov 15

Ross 128 b: Descoberto o mundo temperado mais perto de nós em órbita de uma estrela calma

O instrumento HARPS do ESO descobre um exoplaneta com a massa da Terra em torno da estrela Ross 128

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Esta concepção artística mostra o planeta temperado Ross 128 b com a sua estrela anã vermelha progenitora ao fundo. Este planeta, que se situa a apenas 11 anos-luz de distância da Terra, foi descoberto por uma equipa que utilizou o instrumento HARPS, o caçador de planetas único do ESO. O novo mundo é o segundo planeta temperado mais próximo a ser detectado, depois de Proxima b. Trata-se também do planeta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que pode aumentar a probabilidade deste planeta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, que poderá procurar marcadores biológicos na atmosfera do planeta. Créditos: ESO & M. Kornmesser

Com o auxílio do instrumento HARPS, o caçador de exoplanetas único do ESO, foi descoberto um exoplaneta temperado do tamanho da Terra a apenas 11 anos-luz de distância do Sistema Solar. O novo mundo, designado por Ross 128 b, é o segundo exoplaneta temperado mais próximo a ser detectado depois de Proxima b. Trata-se também do exoplaneta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que aumenta a probabilidade deste exoplaneta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, o qual terá a capacidade de procurar marcadores biológicos na atmosfera do exoplaneta.

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nov 09

A sonda DAWN revela a evolução do interior do planeta anão Ceres

 

https://www.jpl.nasa.gov/images/dawn/20171109/PIA22086-16.jpg

Esta imagem, feita com dados obtidos pela sonda DAWN da NASA, mostra cadeias de poços no planeta anão Ceres, denominadas Samhain Catenae. Créditos: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

As características existentes na superfície de Ceres, o maior mundo entre Marte e Júpiter, bem como sua evolução interior têm uma relação mais próxima do que pensávamos.

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nov 03

ESO: ALMA descobre poeira fria em torno da estrela mais próxima Proxima Centauri

Concepção artística dos cinturões de poeira em torno de Proxima Centauri

Esta concepção artística mostra como podem ser os recentemente descobertos cinturões de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Proxima Centauri. Observações ALMA revelaram o brilho emitido pela poeira fria numa região situada a uma distância da Proxima Centauri entre uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol. Os dados apontam também para a presença de um cinturão de poeira mais exterior e ainda mais frio, o que poderá indicar a presença de um sistema planetário elaborado. Estas estruturas são semelhantes aos cinturões maiores do Sistema Solar, estimando-se que também sejam constituídos por partículas de rocha e gelo que não conseguiram formar planetas. Note que esta imagem não se encontra em escala — para vermos claramente Proxima b, o mostramos mais afastado da estrela e maior do que é na realidade. Créditos: ESO & M. Kornmesser

O observatório ALMA no Chile detectou poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Proxima Centauri. Estas novas observações revelam o brilho emitido pela poeira fria numa região situada a uma distância da Proxima Centauri entre uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol. Os dados indicam também a presença de um cinturão de poeira mais externo e ainda mais frio, o que poderá apontar para a presença de um sistema planetário elaborado. Estas estruturas são semelhantes aos cinturões maiores do Sistema Solar, estimando-se que também sejam constituídos por partículas de rocha e gelo que não conseguiram formar exoplanetas.

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out 11

Haumea, o mais exótico dos planetas anões, tem um anel

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Impressão artística de Haumea, com as proporções corretas do corpo principal e do seu anel. O anel fica a uma distância de 2.287 km do centro do objeto principal e é mais escuro do que a própria superfície do planeta anão. Crédito: IAA (Instituto de Astrofísica da Andaluzia)

O cinturão de objetos trans-netunianos hospeda quatro planetas anões, entre os quais se destaca Haumea por sua forma extremamente achatada e sua rápida rotação. Uma ocultação estelar permitiu a determinação de suas principais características físicas, pouco conhecidas até então, entre as quais se destaca a surpreendente presença de um anel.

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set 13

WASP-19b: um mundo infernal com céu de titânio

O VLT do ESO faz a primeira detecção de óxido de titânio em um exoplaneta

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Esta concepção artística mostra o exoplaneta WASP-19b, em cuja atmosfera astrônomos detectaram pela primeira vez óxido de titânio. Em quantidades suficientemente elevadas, o óxido de titânio pode impedir o calor de entrar ou escapar de uma atmosfera, levando a uma inversão térmica — a temperatura apresenta-se mais elevada na atmosfera superior e mais baixa na inferior, ou seja, o contrário do que acontece numa situação normal. Crédito: ESO/M. Kornmesser

Astrônomos usaram o Very Large Telescope do ESO para detectar pela primeira vez óxido de titânio na atmosfera de um exoplaneta. Esta descoberta feita em torno do planeta do tipo Júpiter quente chamado WASP-19b fez uso do poder do instrumento FORS2, tendo-nos fornecido informações únicas sobre a composição química e a estrutura de temperatura e pressão na atmosfera deste mundo quente e incomum. Os resultados foram publicados na Nature.

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set 07

LOFAR e FERMI: Telescópios “extremos” descobrem o segundo pulsar mais veloz conhecido  

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O LOFAR (Low-Frequency Array) consiste de uma rede de milhares de antenas rádio, localizado principalmente na Holanda. O LOFAR descobriu dois novos pulsares de milissegundo investigando fontes de raios-gama anteriormente por descobrir avistada pelo Telescópio Espacial FERMI da NASA: O pulsar J0952-0607, realçado perto do centro à direita, gira 707 vezes por segundo e está agora classificado como o segundo pulsar mais rápido conhecido. A localização da primeira descoberta de um pulsar de milissegundo pelo LOFAR, J1552+5437, que gira 412 vezes por segundo, está para cima e à esquerda. A emissão rádio de ambos os pulsares diminui rapidamente a frequências mais altas, tornando-os ideais para o LOFAR. O topo desta composição mostra uma porção do céu em raios-gama medida pelo observatório de altas energias FERMI. Abaixo está o LOFAR perto de Exloo, Holanda, que hospeda as antenas principais do complexo de radiotelescópios. Créditos: NASA/DOE/Colaboração LAT do FERMI e ASTRON

Acompanhando as enigmáticas fontes altamente energéticas mapeadas pelo Telescópio Espacial de Raios-Gama FERMI da NASA, o radiotelescópio LOFAR (Low Frequency Array), na Holanda, identificou um pulsar girando a mais de 42.000 revoluções por minuto. Trata-se do segundo pulsar mais rápido conhecido.

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set 06

Gliese 710: GAIA divulga os encontros próximo do Sistema Solar com outras estrelas

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Impressão artística do Observatório Espacial GAIA mapeando as estrelas da Via Láctea. Crédito: ESA/ATG medialab; fundo – ESO/S. Brunier

Os movimentos de mais de 300.000 estrelas analisadas pelo satélite GAIA da ESA revelam que encontros próximos raros entre estrelas da Via Láctea com o nosso Sol podem perturbar a nuvem de cometas nos confins do nosso Sistema Solar, enviando eventualmente alguns deles na direção da Terra no futuro remoto.

À medida que o Sistema Solar se move através da Via Láctea e enquanto outras estrelas se movem nas suas órbitas, os “encontros próximos” interestelares são inevitáveis, embora o conceito de “próximo” signifique muitos trilhões de quilômetros.

Uma estrela, dependendo da sua massa e velocidade, precisaria chegar até cerca de 60 trilhões de quilômetros antes de começar a ter um efeito no distante reservatório de cometas do Sistema Solar, a Nuvem de Oort, que os astrônomos julgam que se espalhe por até 15 trilhões de quilômetros do Sol, cerca de 100.000 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

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