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jul 22

New Horizons detectou uma região densa de íons atmosféricos gerando uma cauda em Plutão

http://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/03_bagenal_02.jpg

O infográfico mostra a interação do vento solar (o fluxo supersônico de partículas eletricamente carregadas do Sol – solar wind) com a atmosfera dominada pelo nitrogênio em Plutão. Algumas das moléculas que formam a atmosfera têm energia suficiente para vencer a fraca gravidade de Plutão e escapar para o espaço, onde são ionizadas pela radiação ultravioleta do Sol. À medida que o vento solar encontra o obstáculo formado pelos íons, este é retardado e desviado (demonstrado pela região vermelha), possivelmente formando uma onda de choque (shock). Os íons são “capturados” pelo vento solar e transportados para além do planeta anão para formar uma cauda de plasma ou cauda iônica (demonstrada na região azul – escaping nitrogen atmosphere). Créditos: NASA / APL / SwRI

A sonda New Horizons descobriu uma região de gás ionizado fria e densa com milhares de quilômetros além de Plutão formando uma “cauda de plasma”. A atmosfera do planeta anão está sendo arrancada pelo vento solar e perde-se para o espaço.

Cerca de uma hora e meia depois da maior aproximação, o instrumento SWAP (Solar Wind Around Pluto) observou uma cavidade no vento solar, fluxo de partículas eletricamente carregadas do Sol, entre 77.000 km e 109.000 km a jusante de Plutão. Os dados do dispositivo SWAP revelam que esta cavidade está preenchida com íons de nitrogênio que formam uma “cauda de plasma” com estrutura e comprimento indeterminado e que se estende para trás do planeta anão.

Caudas de plasma similares têm sido observadas em planetas como Vênus e Marte. No caso da atmosfera dominada pelo nitrogênio em Plutão, as moléculas que escapam são ionizadas pela luz ultravioleta do Sol, “capturadas” pelo vento solar e transportadas para fora da atmosfera de Plutão, formando uma cauda de plasma que foi identificada pela New Horizons. Antes da aproximação, foram detectados íons de nitrogênio mais a montante de Plutão pelo instrumento PEPSSI (Pluto Energetic Particle Spectrometer Science Investigation), proporcionando uma previsão da atmosfera em fuga de Plutão.

A formação da cauda de plasma é apenas um dos aspetos fundamentais da interação de Plutão com o vento solar, cuja natureza é determinada por vários fatores fracamente conhecidos. Destes, talvez o mais importante seja a taxa de perda atmosférica.

A pesquisadora Fran Bagenal, da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA, que lidera a equipe de Partículas e Plasma da New Horizons, explicou:

Este é apenas a primeira tentativa de olhar para o ambiente de plasma de Plutão. Nós vamos receber mais dados em agosto de 2015, que poderemos combinar com as medições atmosféricas dos dispositivos ALICE e REX (Radio Science Experiment) a fim de determinar a velocidade a que Plutão perde a sua atmosfera. Uma vez conhecida esta taxa, vamos ser capazes de responder a perguntas em aberto sobre a evolução da atmosfera e superfície de Plutão e determinar até que ponto a interação do vento solar com Plutão é similar a de Marte.

Fonte

NASA: Pluto Wags its Tail: New Horizons Discovers a Cold, Dense Region of Atmospheric Ions Behind Pluto

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