Posts Tagged zona habitável

Como encontrar um mundo habitável? Por que a taxonomia dos exoplanetas é a dor de cabeça dos cientistas planetários?

O zoológico exoplanetário

O zoológico exoplanetário

Caleb Scharf escreveu uma interessante crítica na Scientific American descrevendo as dores dos cientistas planetários (How to find a habitable exoplanet: Don’t look for oneComo encontrar um exoplaneta habitável: não procure especificamente por ele) e faz algumas recomendações interessantes sobre como a pesquisa exoplanetária deve ser conduzida:

Como encontrar um mundo habitável: não procure especificamente por ele!

A maioria dos cientistas planetários diz que os objetos que eles estudam são muito mais complexos e difíceis de categorizar que quaisquer outros objetos lá fora no Universo. Esta assertiva contundente é, de fato, surpreendente e interessante, e tem se tornado um ponto comum entre os especialistas em ciência exoplanetária. Devemos nos lembrar que a maior parte da exploração telescópica ao longo dos últimos 400 anos tem sido basicamente sobre taxonomia estelar, dispondo os objetos estelares dentro de suas classes correspondentes.

Leia o resto desse post »

, , ,

6 Comentários

Programa Kepler informa sobre 706 estrelas candidatas a hospedar exoplanetas

Observatório Espacial Kepler da NASA

Observatório Espacial Kepler da NASA

Em 15 de junho de 2010 a equipe da missão Kepler de busca por exoplanetas divulgou os resultados de 43 dias de análise sobre o comportamento de mais de 156.000 estrelas. Kepler mantém estas estrelas sobre vigilância rotineira a fim de detectar mudanças sutis na sua luminosidade. O programa Kepler tem como principal objetivo a pesquisa por planetas extrasolares similares a nossa Terra.

Os cientistas irão usar este banco de dados para determinar se há (ou não) exoplanetas em órbita, causando variações no brilho de 306 estrelas candidatas. Estas estrelas compõem uma gama completa de diversas temperaturas, tamanhos e idades. Há estrelas estáveis e outras pulsantes. Há estrelas manchadas, parecidas com as manchas solares e há outras que produzem explosões de plasma que poderiam esterilizar seus exoplanetas mais próximos.

Leia o resto desse post »

, , , ,

Nenhum comentário.

Poderá Alfa Centauri abrigar planetas tipo Terra em sua zona habitável?

Localização de Alfa Centauri em relação ao Cruzeiro do Sul (The Southern Cross): Crédito: Akira Fujii / David Malin Images

Localização de Alfa Centauri em relação ao Cruzeiro do Sul (The Southern Cross) e a nebulosa Saco de Carvão (The Coalsack): Crédito©: Akira Fujii / David Malin Images

Os sistemas binários turbulentos, tais como nossos companheiros mais próximos (sistema tríplice Alfa Centauri, distante 4,2 anos-luz da Terra) podem hospedar planetas do tamanho da Terra em órbitas dentro da zona de habitável?

Leia o resto desse post »

, , , , , , ,

3 Comentários

Como se forma a água onde nascem os mundos similares a Terra

A água tem papel fundamental na formação dos planetas telúricos hospitaleiros a vida.

A água tem papel fundamental na formação dos planetas telúricos hospitaleiros a vida.

Em um estudo que ajuda a explicar as origens da água na Terra, astrônomos da Universidade de Michigan defendem a tese de que o vapor d’água pode formar-se espontaneamente nas zonas habitáveis dos sistemas solares e que desenvolve uma capa na atmosfera do planeta que ajuda proteger as outras moléculas de água e os compostos orgânicos da daninha radiação estelar.

As moléculas orgânicas tais como os açúcares e os aminoácidos são elementos precursores da vida.

Leia o resto desse post »

, , , ,

4 Comentários

Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida?

Podem as super terras serem superiores a hospedar a vida? O exoplaneta recém descobero orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertencem a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha) a uma distância de 'apenas' 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs vermelhas, que podem ser vistas nesta concepção artística à esquerda. Crédito: ESO

Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida? O exoplaneta Gliese 667 Cb recém descoberto orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertence a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha) a uma distância de apenas 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs vermelhas, que podem ser vistas nesta concepção artística, acima e à esquerda. Crédito: ESO

Os astrônomos já descobriram centenas de exoplanetas similares ao planeta Júpiter em nossa galáxia. Entretanto, alguns exoplanetas que foram encontrados orbitando estrelas distantes têm tamanhos mais próximos ao da Terra. Isto dá esperanças aos astrobiólogos os quais julgam que estamos mais próximos de encontrar vida em planetas rochosos com água líquida.

Os planetas rochosos encontrados até agora são efetivamente mais massivos que o nosso. Dimitar Sasselov, professor de astronomia na Universidade de Harvard, ressalta que os cientistas cunharam o termo “Super-Terra” para refletir sua massa maior que a da Terra,  e não para indicar quaisquer qualidades superiores.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , ,

8 Comentários

Se fossemos obrigados a desocupar a Terra, para onde iríamos?

A habitabilidade no Sistema Solar. Crédito: UPR Arecibo, NASA PhotoJournal

A habitabilidade no Sistema Solar. Crédito: UPR Arecibo, NASA PhotoJournal

Se os seres humanos fossem obrigados a desocupar a Terra, onde seria o próximo lugar em nosso Sistema Solar para nós vivermos melhor? Um estudo da Universidade de Porto Rico em Arecibo proporcionou uma avaliação quantitativa da habitabilidade para identificar os habitats potenciais em nosso Sistema Solar. O Professor Abel Mendez, que produziu o estudo, também analisou a forma como a habitabilidade da Terra mudou no passado, e constatou que em alguns períodos a habitabilidade da Terra foi até mesmo melhor do que hoje.

Leia o resto desse post »

, , , ,

11 Comentários

Zona Habitável na Galáxia, o que significa isso?

Zona de Habitação Galáctica e zona de Habitação Estelar

A visão conservadora do conceito da zona de 'cachinhos dourados' mostra uma comparação entre Zona de Habitação Galáctica (ZHG) e Zona de Habitação Estelar (ZHE)

Para abrigar vida complexa, um sistema estelar deve estar suficientemente próximo ao centro de sua galáxia para possuir um nível elevado de metalicidade (é necessária a presença massiva no sistema estelar de elementos pesados, acima do hidrogênio e hélio na tabela periódica) para permitir a formação de planetas rochosos, do tipo terrestre, que permitam o suporte a vida como a conhecemos, segundo os conceitos da “habitabilidade planetária”.

Além de permitir a formação dos planetas telúricos*, os elementos mais pesados formam a base das complexas moléculas da vida como conhecemos (proteínas, aminoácidos, DNA, etc…) e compõem os processos energéticos necessários ao seu desenvolvimento.

* Um planeta telúrico (do latim Tellus um sinônimo de Terra) ou planeta sólido é um planeta rochoso do mesmo tipo que a Terra. No Sistema Solar os planetas telúricos são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Estão mais próximos do Sol, e têm maior densidade que os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). São compostos basicamente de rochassilicatos), ferro e outros metais pesados.

Por outro lado, o sistema planetário candidato a hospedar vida tem que residir longe do conturbado e inóspito centro galáctico, para permanecer livre dos danos causados pelas radiações daninhas nas complexas moléculas de DNA (ou equivalentes), que regem a vida baseada em carbono. Além da concentração de estrelas no núcleo galáctico, grande parte das estrelas residentes por lá são antigas e muitas delas estão em fase terminal, saindo ou já fora da seqüência principal. Uma vez que os planetas telúricos se formam a partir dos mesmos tipos de nebulosas que criam as estrelas, parece razoável inferir que se novas estrelas não se formam mais no núcleo galáctico, também não temos a geração de novos planetas rochosos.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , , , ,

3 Comentários

HAT-P-7b: primeiro exoplaneta analisado pela missão Kepler!

WASP-12b é considerado o planeta mais quente já encontrado (Ilustração: ESA/C Carreau)

Ilustação mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter-quente', similar ao HAT-P-7b analisado pela missão Kepler (Ilustração: ESA/C Carreau)

Pesquisadores da NASA publicaram a confirmação de que a missão Kepler será capaz de revelar a presença de exoplanetas do tamanho da Terra em torno de estrelas similares ao Sol. Os primeiros resultados científicos da missão da foram publicados na revista Science.

O líder da pesquisa William Borucki, do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia, e seus colegas anunciaram que o Kepler analisou o planeta extrasolar gigante HAT-P-7b, um exoplaneta semelhante aos das duas dúzias de exoplanetas que haviam sido descobertos quando “transitaram” na frente de suas estrelas e foram detectados via observações terrestres e também pela missão CoRoT. Esta técnica de observação dos trânsitos planetários é baseada no princípio de que um planeta ao passar em frente de sua estrela, periodicamente provoca o obscurecimento da mesma.

Leia o resto desse post »

, , , , , ,

3 Comentários

O telescópio Kepler começa sua missão de caça dos exoplanetas similares a Terra

Imagem mostra o campo de visão do Kepler na Via Láctea, entre as constelações de Cygnus e Lyra. Crédito: Carter Roberts

Imagem mostra o campo de visão do Kepler na Via Láctea, entre as constelações de Cygnus e Lyra. Crédito: Carter Roberts

O telescópio Kepler da NASA começou a caça de exoplanetas similares a Terra na Via Láctea. A missão foi lançada em 06 de março de 2009, a partir da base da NASA no Cabo Canaveral, EUA. O observatório espacial Kepler passará os próximos três anos e meio vasculhando em mais de 100.000 estrelas buscando por sinais que indicam a presença de exoplanetas. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade singular de conseguir detectar exoplanetas tão pequenos quanto a Terra orbitando estrelas semelhantes ao Sol dentro da zona de habitação destas estrelas: distâncias onde as temperaturas são amenas o suficiente para a existência de lagos e oceanos.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

Leia o resto desse post »

, , , , ,

12 Comentários

Gliese 581 d pode ser um exoplaneta oceânico?

Visão artística de Gliese 581 e, o exoplaneta de menor massa já descoberto. Crédito: ESO

Visão artística de Gliese 581 e, o exoplaneta de menor massa já descoberto. Crédito: ESO

Gliese 581, a estrela anã-vermelha que há alguns anos apareceu nos noticiários sobre sua possível “super-terra” em zona de habitação, voltou a ser manchete. O famoso astrônomo suíço Michel Mayor, caçador de exoplanetas,  e seu time de astrônomos do Observatório de Genebra na Suíça localizaram um quarto planeta nesse sistema, Gliese 581 e o qual tem massa de apenas 1,9 vezes a massa da Terra.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , ,

10 Comentários