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Missão Dawn revela segredos do asteróide gigante Vesta
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Asteróides, Exploração Espacial on 15/05/2012

Vesta comparado com objetos do Sistema Solar: Marte, Mercúrio, Lua e Ceres
A sonda robótica Dawn [1] da NASA lançada em 2007 e que tem explorado Vesta desde 2011 forneceu dados aos cientistas para a primeira análise orbital deste asteróide gigante. A pesquisa relatou informações inéditas sobre sua formação e “parentesco” com os planetas terrestres e a nossa Lua.
28 de março de 1802 – Olbers descobriu Pallas
Posted by Milton W in -►Astronomia e Espaço, Asteróides, Não Há Dia Sem História on 28/03/2010
Não Há Dia Sem História
28 de março de 1802
Olbers descobriu Pallas
No dia 28 de março de 1802, há 208 anos, o médico e astrônomo alemão Heinrich Wilhelm Matthias Olbers localizou o asteróide 2-Pallas. Cinco anos mais tarde, em 29 de março de 1807, ele descobriria outro asteróide: 4-Vesta. 1-Ceres, hoje classificado como planeta anão, foi descoberto por Giuzeppe Piazzi em 1801. Em 1804, Karl Harding descobriu 3-Juno. Decorreriam 38 anos até que o quinto asteróide, 5-Astrea, fosse descoberto. Assim sendo, Olbers responde por metade dos descobrimentos de asteróides da “primeira geração”, a da primeira metade do século XIX.
Heinrich Wilhelm Matthias Olbers (Arbergen, perto de Bremen, 11 de outubro de 1758 -Viena, 2 de março de 1840) foi um médico e astrônomo alemão. Ele desenvolveu métodos para a determinação das órbitas dos corpos celestes, descobriu os asteróides Vesta e Pallas, e também seis cometas, e formulou o famoso paradoxo de Olbers.
A vida de Olbers
Olbers foi o oitavo entre dezesseis filhos de Johann Georg Olbers, que atuava como pastor em Arbergen. Em 1760, seu pai foi convocado para trabalhar na catedral de Bremen e a família se mudou para lá. Bremen tinha, então, a condição de “cidade-livre”. Em 1777, aos 19 anos, entra no curso de Medicina da Universidade de Gottingen. Desde os dez anos de idade ele mantinha um forte interesse por astronomia, interesse despertado durante a passagem do cometa de 1769 (o Messier 1769, que se tornou muito brilhante). Embora estudante de medicina, freqüentava, como matérias adicionais, as palestras sobre astronomia. Em 1779, durante a residência médica, ele desenvolveu um método para a determinação da órbita de um cometa. Segundo algumas fontes, ele estudava cometas olhando pela janela do quarto do hospital, enquanto acompanhava os doentes. Completou seus estudos em 1780, com uma dissertação sobre o olho humano. No ano seguinte, 1781, ele abriu seu consultório na “rua da Praia”, em Bremen. Ele se casou com Elisabeth Dorothea Kohne em 1785. Ela morreu no ano seguinte ao nascimento de sua filha, Doris. Anos mais tarde ele se casou com Anna Adelheid Lürssen, com quem teve um filho, o futuro senador George Bremen Heinrich Olbers (1790-1861).
Olbers e a astronomia
Olbers dedicava quase todo o tempo livre à astronomia. E aumentava o seu tempo livre dormindo apenas quatro horas por dia. Assim, podia fazer extensas observações astronômicas. Contemporâneo de Charles Messier (1730-1817) também fez uma revisão, catalogando todos os cometas notáveis observados desde 1531. Em 1797, publicou um ensaio sobre a maneira mais fácil e eficaz de se calcular a órbita de um cometa. O ensaio é reeditado em 1847 e novamente em 1864. O método descrito neste ensaio, pode ser usado, ainda hoje, sem ressalvas. Em 1800 é fundada em Lilienthal, perto de Bremen, a Sociedade Astronômica, por iniciativa de Franz Xavier von Zach. O primeiro presidente foi Johann Hieronymus Schröter. O observatório da Astronomische Gesellschaft era um dos melhores do mundo. Outros membros fundadores eram Ferdinand Adolf von Ende, Johann Gildemeister e Karl Ludwig Harding, além de Olbers.
O objetivo da sociedade era a descoberta de corpos celestes ainda desconhecidos em nosso sistema solar, especialmente um planeta que se suspeitava existir entre Marte e Júpiter. Outros 18 astrônomos europeus de renome foram convidados. O ceú foi dividido em 24 seções e a região próxima da eclíptica passou a ser intensamente rastreada. A estrutura funcionou. Em 1 de janeiro de 1801, Giuseppe Piazzi , italiano de Palermo , descobriu 1-Ceres. Em 28 de março de 1802 Olbers descobriu 2-Pallas e, cinco anos mais tarde, em março de 1807, descobriu 4-Vesta. O asteróide 3-Juno, foi descoberto em 1 de setembro de 1804, por Harding.
Em 1806, Olbers conheceu o jovem Frederich Wilhelm Bessel. Ele reconheceu o seu talento matemático e astronômico e o recomendou a Schröter. Bessel trabalhou quatro anos no Observatório de Lilienthal e depois como professor de astronomia na Universidade de Königsberg. Após as guerras napoleônicas, no início do século XIX, o norte da Alemanha ficou sob domínio francês. Em 1811, Olbers foi nomeado para a Assembléia Legislativa em Paris. Posteriormente Olbers esteve em Paris como representante do Departamento dos estuários de Weser (a região de Bremen). Foi assim que conheceu Napoleão Bonaparte.
Terminada a dominação francesa, em 1814, Olbers retomou a atividade astronômica. Nos anos seguintes, ele descobriu seis cometas, incluindo o 13P/Olbers, de curto período, que voltará em 2024. Sua filha morreu em 1818, dois anos depois de sua segunda esposa. Foi uma perda dura, que o fez aposentar-se como médico. A formulação do paradoxo de Olbers consta como uma homenagem a ela. Ele morreu em 1840, em Bremen, vítima de doença.
Cesar G. resumiu o paradoxo de Olbers em poucas linhas:
O paradoxo de Olbers, colocado de forma simples, é: se o Universo é infinito e eterno, por que a noite é escura? Se o Universo fosse realmente infinito e eterno, para onde quer que você apontasse o telescópio para qualquer ponto da esfera celeste, encontraria uma estrela. Como em uma floresta, para qualquer lado que você olhar vai ver um tronco de árvore. Assim, a noite teria que ser clara, iluminada, tanto quanto o dia. A solução do paradoxo de Olbers é simples: o Universo não é infinito, nem eterno. Por isto a noite é escura…
Milton W.




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