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Terá sido Vênus um planeta habitável?

Atmosfera de Vênus, sofrendo erosão pelo vento Solar. Vênus perdeu grandes quantidades de água para o espaço.

Imagem da atmosfera de Vênus sofrendo erosão pelo vento Solar. Vênus perdeu grandes quantidades de água para o espaço.

A missão Venus Express da ESA está ajudando os cientistas a investigar a possibilidade de Vênus ter tido oceanos no passado remoto. Caso positivo, a história do astro pode até ter começado como um planeta habitável, semelhante à nossa Terra.

Atualmente, a Terra e Vênus são mundos completamente distintos. A Terra é um lugar luxuriante, com vida abundante, enquanto Vênus é um planeta infernal, com a sua superfície fervente que apresenta temperaturas superiores às de um forno da cozinha (464º C).

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Novo mapa de Vênus sugere um passado vulcânico com presença de oceanos

MAPA DE VÊNUS: O primeiro mapa térmico do hemisfério sul de Vênus no infravermelho, detalhado pelo instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) da sonda Venus Express. Créditos: ESA/VIRTIS/INAF-IASF/Obs. de Paris-LESIA

MAPA DE VÊNUS: O primeiro mapa térmico do hemisfério sul de Vênus no infravermelho, detalhado pelo instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) da sonda Venus Express. Créditos: ESA/VIRTIS/INAF-IASF/Obs. de Paris-LESIA

Vênus é muitas vezes citado como o planeta irmão da Terra, uma vez que ambos têm tamanhos similares. Mas as semelhanças talvez não se limitem a isso. Um novo mapeamento de Vênus feito pela Venus Express em infravermelho nos sugere que nosso vizinho mais próximo foi uma vez mais parecido com a Terra, com atividades tectônicas de placas e um oceano profundo. Enquanto as imagens por radar tinham nos dado um vislumbre da superfície coberta por densas nuvens de Vênus, agora temos o primeiro mapa que assinala a composição química das rochas. Os novos dados são consistentes com as suspeitas que os platôs elevados (as superfícies mais altas) em Vênus são, na verdade, antigos continentes que em passado remoto foram circundados por oceanos e que sofreram atividade vulcânica intensa.

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Vênus observado sob a ótica do ultravioleta e do infravermelho

Imagem obtida pela Venus Monitoring Camera na faixa do ultravioleta (0,365 micrômetros), a partir da distância de cerca de 30.000 km. Vemos aqui numerosas características contrastantes, causadas por uma química desconhecida nas nuvens venusianas que absorvem a luz ultravioleta e criam as áreas brilhantes e as zonas obscuras. A partir dos dados fornecidos pela Venus Express, os cientistas têm aprendido que as áreas equatoriais de Vênus que aparecem escurecidas para a luz ultravioleta são região com temperatura relativamente mais baixa, onde convecções intensas trazem matéria escura da parte inferior. Em contrate, as regiões mais claras nas latitudes médias são áreas onde a temperatura atmosférica decresce com a profundidade. A temperatura atinge um mínimo no topo das nuvens suprimindo a mistura vertical. Tal fenômeno chamado anel de ar-frio aparece como uma tira brilhante nestas imagens de ultravioleta. Créditos: ESA/MPS/DLR/IDA

Imagem obtida pela Venus Monitoring Camera na faixa do ultravioleta (0,365 micrômetros), a partir da distância de cerca de 30.000 km. Vemos aqui numerosas características contrastantes, causadas por uma química desconhecida nas nuvens venusianas que absorvem a luz ultravioleta e criam as áreas brilhantes e as zonas obscuras. A partir dos dados fornecidos pela Venus Express, os cientistas têm aprendido que as áreas equatoriais de Vênus que aparecem escurecidas para a luz ultravioleta são região com temperatura relativamente mais baixa, onde convecções intensas trazem matéria escura da parte inferior. Em contrate, as regiões mais claras nas latitudes médias são áreas onde a temperatura atmosférica decresce com a profundidade. A temperatura atinge um mínimo no topo das nuvens suprimindo a mistura vertical. Tal fenômeno chamado anel de ar-frio aparece como uma tira brilhante nestas imagens de ultravioleta. Créditos: ESA/MPS/DLR/IDA

Aos olhos humanos, Vênus não passa de um discreto ponto amarelo. Mas olhando-o nas freqüências de luz ultravioletas e infravermelhas, o planeta gêmeo da Terra ganha vida. Novas imagens obtidas a partir de instrumentos a bordo da nave da ESA, Venus Express, revelam a atmosfera turbulenta do planeta.

Com a Venus Express, é possível comparar o aspecto do planeta em diferentes comprimentos de onda, uma potente ferramenta para os cientistas estudarem as condições físicas e a dinâmica atmosférica do planeta.

Usando a Venus Express é possível comparar como Vênus se mostra em diferentes comprimentos de onda, dando aos cientistas uma ferramenta poderosa para estudar sua turbulenta atmosfera. Na parte inferior, à esquerda, vemos um mapa diferencial de temperaturas (não são valores absolutos) das nuvens venusianas no topo da atmosfera, derivadas do espectrômetro VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer), no lado noturno do planeta. Quanto mais escura a região, mais frias são as nuvens superiores. Na parte superior, à direita, vemos uma imagem em ultravioleta do lado diurno de Vênus, capturada pela câmera VMC (Venus Monitoring Camera), simultaneamente com a visão infravermelha do lado noturno. O ultravioleta revela a estrutura das nuvens e as condições dinâmicas na atmosfera, enquanto que o infravermelho fornece a informação sobre a temperatura e altura das nuvens superiores. Créditos: VMC ultravioleta: ESA/MPS/DLR/IDA  VIRTIS infravermelho: ESA/VIRTIS/INAF-IASF/Obs. de Paris-LESIA

Usando a Venus Express é possível comparar como Vênus se mostra em diferentes comprimentos de onda, dando aos cientistas uma ferramenta poderosa para estudar sua turbulenta atmosfera. Na parte inferior, à esquerda, vemos um mapa diferencial de temperaturas (não são valores absolutos) das nuvens venusianas no topo da atmosfera, derivadas do espectrômetro VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer), no lado noturno do planeta. Quanto mais escura a região, mais frias são as nuvens superiores. Na parte superior, à direita, vemos uma imagem em ultravioleta do lado diurno de Vênus, capturada pela câmera VMC (Venus Monitoring Camera), simultaneamente com a visão infravermelha do lado noturno. O ultravioleta revela a estrutura das nuvens e as condições dinâmicas na atmosfera, enquanto que o infravermelho fornece a informação sobre a temperatura e altura das nuvens superiores. Créditos: VMC ultravioleta: ESA/MPS/DLR/IDA VIRTIS infravermelho: ESA/VIRTIS/INAF-IASF/Obs. de Paris-LESIA

Visto na faixa do espectro ultravioleta, Vênus apresenta numerosos contrastes. A causa disso é a distribuição heterogênea dos componentes químicos presentes na atmosfera e que absorvem a luz ultravioleta, criando zonas claras e escuras.

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