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TED: Patricia Burchat esclarece sobre Matéria Escura e Energia Escura

Patricia Burchat

Patricia Burchat

O excelente site TED colocou legendas em Português em diversas palestras. Assim, nós aproveitamos para divulgar a excepcional aula da Patrícia Burchat sobre Energia Escura e Matéria Escura.

A física Patricia Burchat elucida dois ingredientes básicos de nosso universo: a matéria escura e a energia escura. Formando 96% do universo, elas não podem ser medidas diretamente, mas sua influência é imensa.

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Planck revela segredos do nascimento do Universo

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será completado em cerca de 6 meses.

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será produzido em cerca de 6 meses.

A espaçonave PLANCK da ESA (European Space Agency) foi lançada no espaço em 14 de maio de 2009. Seu destino é observar o brilho do gás cósmico cerca de 380.000 anos após o Big Bang (13,73±0,12 bilhões de anos atrás), a radiação de microondas cósmica de fundo (CMB – Cosmic Microwave Background radiation).

As propriedades desta radiação de fundo poderão conter informações sobre dimensões extras ou universos múltiplos, assim como fornecer pistas sobre o que causou uma curta e incrivelmente rápida expansão universal, a Inflação Cósmica.

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Quando Universos colidem, como saber sobre isso?

Representação gráfica do choque de 'universos-bolha'

Representação gráfica do choque de 'universos-bolha'

Se nosso Universo se chocou uma vez contra outro, como poderíamos ser capazes de ver as evidências disso nos confins do cosmos? Perguntam-se os astrofísicos.

Até onde podemos dizer, o Universo tem aproximadamente 93 bilhões de anos luz de tamanho e menos de 13,73±0,12[1] bilhões de anos de idade.

Isto é algo que tem feito os cosmologistas coçar a cabeça. Em 14[1] bilhões de anos a luz pode viajar não mais que 14 bilhões de anos-luz (!). Então, como se produziu um Universo tão grande de uma forma tão rápida?

A melhor explicação que temos hoje é o misterioso processo chamado ‘inflação cósmica’. A idéia geral por trás disto é que pouco depois de seu nascimento, o Universo incrementou rapidamente seu tamanho por muitas ordens de magnitude em uma pequena fração de tempo, um instante cósmico.

Os cosmologistas adoram pensar sobre qual foi o gatilho que disparou a inflação universal. Resposta curta: nada se sabe na realidade, embora a especulação sobre isso continue firme e forte.

Um problema menos conhecido e explorado é ‘o que poderia haver detido a inflação’. Por que então o Cosmos não seguiu expandindo-se neste ritmo exponencial?

Uma das respostas mais curiosas é esta: que o Universo ainda está se expandindo e que vivemos em uma diminuta região de estabilidade, uma bolha cósmica em meio a uma gigantesca tormenta universal.

Obviamente, nossa bolha cósmica seria apenas uma entre outras incontáveis bolhas.

Mas, como poderíamos ver alguma vez uma destas bolhas se elas devem estar além da fronteira intransponível (para os nossos instrumentos de medição) do Universo visível?

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Qual é a idade do Universo? Como calcular isso?

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Há quanto tempo o Big Bang aconteceu? Qual é melhor estimativa da idade do Big Bang? A resposta mais apurada é:

13,73 bilhões de anos ± 120 milhões de anos

Esta foi a mais recente conclusão do time de astrônomos que trabalhou com os últimos dados da sonda WMAP.

É importante destacar que esta estimativa da idade do Big Bang fornecida pelo time do WMAP é totalmente independente de outras 3 estimativas conhecidas da idade do Universo, tais como:

  1. A idade dos elementos químicos
  2. A idade dos aglomerados estelares antigos
  3. A idade das anãs brancas mais antigas

Vejamos a seguir o que estes 3 métodos independentes calcularam…

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Estarão as civilizações galácticas em ilhas isoladas de um vasto oceano interestelar?

Allen Telescope Array, Califórnia

Allen Telescope Array (ATA), Califórnia: O sistema de radiotelescópios ATA entrou em operação em setembro de 2008 e foi testado pelo SETI no dia 10/09 quando foi apontado para a sonda New Horizons (que está a caminho de Plutão) e capturou seu sinal de rádio com sucesso.

Dr. Seth Shostak, astrônomo e líder do programa de procura por vida extraterrestre inteligente, o SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), falou aqui sobre a impossibilidade de existir um “império galáctico” e as formidáveis dificuldades de contato entre as possíveis civilizações inteligentes da galáxia. Vamos ver a seguir o que pensa Dr. Seth sobre esse tema…

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A matéria escura foi responsável pela reconstrução do Universo primordial?

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No Universo primordial, até um bilhão de anos após o Big Bang, os átomos de Hidrogênio foram misteriosamente decompostos em uma sopa universal de íons

Até 380,000 anos após o Big Bang, o Universo era uma sopa quente de plasma que se esfriou. Nessa ocasião a temperatura universal caiu ao nível onde prótons e elétrons podiam se recombinar formando átomos. Esse ‘calmo’ período de formação do Hidrogênio neutro na história universal não durou muito tempo. Os átomos de Hidrogênio primordiais foram desintegrados uma vez mais em um mecanismo denominado reionização que reconstruiu todo o Universo. A era da reionização chegou ao seu fim cerca de 1 bilhão de anos após o Big Bang, quando o Universo tornou-se novamente transparente.

Acreditava-se que as primeiras estrelas que se formaram antes da era da reionização provavelmente despejaram alguma radiação ultravioleta, ionizando o Hidrogênio neutro primordial. No entanto, uma nova e controversa teoria foi recentemente lançada: teve a matéria escura um papel marcante o processo de reionização universal?

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O dia em que o Universo foi paralizado: novo modelo cosmológico para a energia escura

O destino final do Universo depende da exata natureza da energia escura. Dependendo de suas propriedades, Se a densidade de energia escura for constante, a expansão continuará a acelerar para sempre resultando no 'Big Freeze'. Se aumentar, a aceleração da expansão pode ser tão rápida que as galáxias, estrelas, planetas e mesmo os átomos sejam completamente desintegrados, o chamado 'Big Rip'. Finalmente, se a densidade de energia escura diminuir com o tempo, o universo pode colapsar, o chamado 'Big Crunch'. Crédito: NASA/CXC/M. Weiss / Portal do Astrônomo

O destino final do Universo depende da exata natureza da energia escura. Dependendo de suas propriedades, Se a densidade de energia escura for constante, a expansão continuará a acelerar para sempre resultando no 'Big Freeze'. Se aumentar, a aceleração da expansão pode ser tão rápida que as galáxias, estrelas, planetas e mesmo os átomos sejam completamente desintegrados, o chamado 'Big Rip'. Finalmente, se a densidade de energia escura diminuir com o tempo, o universo pode colapsar, o chamado 'Big Crunch'. Crédito: NASA/CXC/M. Weiss / Portal do Astrônomo

Imagine um momento em que o Universo inteiro esteve paralisado. De acordo como o novo modelo para a energia escura, isso é essencialmente o que aconteceu há cerca de 11,5 bilhões de anos, quando o Universo tinha ¼ do tamanho atual.


O novo modelo publicado em 06 de maio de 2009 no jornal Physical Review D, foi desenvolvido pelo pesquisador associado Sourish Dutta e o professor de física Robert Scherrer na Universidade de Vanderbilt, os quais trabalharam junto com o Professor de física Stephen Hsu e o estudante David Reeb da Universidade do Oregon.

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A taxa de expansão do Universo foi recalculada com o dobro da precisão

A Constante de Hubble foi reestimada com precisão acima de 95%

Explorando a capacidade poderosa do telescópio espacial Hubble o time aparou as arestas da ‘escala cósmica de distâncias’ envolvendo as incertezas no comportamento das estrelas variáveis cefeidas.

Essa é uma imagem da galáxia espiral NGC 3021. Essa foi uma das diversas galáxias que sofreram explosões de supernovas tipo 1a observadas recentemente pelos astrônomos. A observação dessas supernovas ajuda a medir a taxa de expansão do Universo, a constante de Hubble. Além disso, o telescópio Hubble ajudou a apurar com maior precisão o comportamento das estrelas variáveis Cefeidas nesta galáxia, destacadas em círculos verdes nos quatro quadros. As Cefeidas pulsam em uma freqüência que é associada matematicamente ao seu brilho intrínseco. Tal fenômeno faz delas a ‘vela padrão’ ideal para a medição das distâncias intergalácticas. As Cefeidas são usadas para calibrar também outro ‘marco de milha’ que pode ser usado nas galáxias mais distantes, as supernovas tipo 1a. Crédito: NASA, ESA e A. Riess (STScI/JHU)

Essa é uma imagem da galáxia espiral NGC 3021. Essa foi uma das diversas galáxias que sofreram explosões de supernovas tipo 1a observadas recentemente pelos astrônomos. A observação dessas supernovas ajuda a medir a taxa de expansão do Universo, a constante de Hubble. Além disso, o telescópio Hubble ajudou a apurar com maior precisão o comportamento das estrelas variáveis cefeidas nesta galáxia, destacadas em círculos verdes nos quatro quadros. As estrelas variáveis cefeidas pulsam em uma freqüência que é associada matematicamente ao seu brilho intrínseco. Tal fenômeno faz delas a ‘vela padrão’ ideal para a medição das distâncias intergalácticas. As Cefeidas são usadas para calibrar também outro ‘marco de milha’ que pode ser usado nas galáxias mais distantes, as supernovas tipo 1a. Crédito: NASA, ESA e A. Riess (STScI/JHU)

O que quer seja a energia escura, explicações para tal são postas a prova se seguirmos as observações do Hubble que refinou a taxa de expansão do Universo a uma taxa com nível de incerteza inferior a 5%. O novo valor da taxa de expansão do Universo, conhecido como constante de Hubble (H0, em homenagem a Edwin Powell Hubble, o astrônomo que primeiro mediu o comportamento do Universo há quase um século), vale 74,2 km/segundo/megaparsec (margem de erro ≈3,6). Os resultados coincidem com uma medida anterior de 72 ± 8 km/s/megaparsec, mas dessa vez a precisão é o dobro da anterior.

A medida do Hubble, conduzida pelo time da pesquisa SHOES (Supernova H0 for the Equation of State) liderado por Adam Riess do Space Telescope Science Institute e da Universidade Johns Hopkins, usou diversos refinamentos para fortalecer a construção da ‘escala básica de distâncias’ ou ‘régua cósmica’, com comprimento de 1 bilhão de anos-luz que os astrônomos utilizam para determinar a taxa de expansão universal.

As observações via Hubble das estrelas pulsantes, denominadas de ‘variáveis cefeidas‘, usando um ‘marco de milha’ próximo, a galáxia NGC 4528, e nas galáxias que tiveram recentemente explosões de supernovas tipo 1ª, ligaram esses indicadores de distância. O uso do Hubble para balizar esses marcos na ‘escada cósmica de distâncias’ minimizou os erros sistemáticos das observações anteriores de diferentes telescópios.

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SWIFT detecta o objeto mais distante no Universo visível

gamma-ray-burst

Conforme informado no Sky and Telescope blog, o telescópio espacial SWIFT capturou o tênue GRB 090423 (gamma-ray burst – explosão de raios gama) na última quinta-feira que quebrou o recorde de distância do objeto mais distante do Universo observável.

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Há vida em outros planetas?

pagina_do_zeca_coruja_eUma pergunta que me é feita com muita freqüência é se eu acredito que exista vida em outros planetas. Para respondê-la precisamos definir alguns pontos.

Acreditar? Saber? Ou supor?

Acreditar é uma questão de foro íntimo, é especulação livre sem embasamento, é “achismo”.

Saber: ninguém sabe se existe vida alienígena e se disser que sabe está mentido.

Supor: sim, é possível supor pelas dimensões do universo, pelo enorme número de estrelas e possíveis planetas que giram ao redor delas, sim, há uma razoável chance de existir vida no universo além da Terra. Em um cálculo grosseiro podemos dizer que existe um sextilhão (1 .000.000.000.000.000.000.000) de planetas no Universo, a grande maioria deles sem a mínima condição de abrigar vida, mas mesmo uma pequeníssima fração deste número já é algo realmente grande. Leia o resto desse post »

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