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A sonda anisotrópica WMAP se aposenta após 9 anos de operação, mas as pesquisas prosseguem…

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 7 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 7 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

A sonda anisotrópica de rastreamento de microondas WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) concluiu as suas observações da radiação cósmica de fundo, a radiação primordial do Universo, após nove anos de operação. A sonda forneceu a comunidade científica informações inéditas sobre o brilho cósmico remanescente e propiciou a consolidação do modelo científico que descreve a história e a estrutura do Universo.

“A WMAP abriu uma janela para o Universo antigo que só podíamos imaginar há uma geração atrás,” afirmou Gary Hishaw, astrofísico do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, que coordena esta missão. “A equipe ainda está ocupada analisando os dados coletados ao longo dos 9 anos de operação, resultados estes ansiosamente aguardados pela comunidade científica.”

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Novo mapa celeste gerado pelo Planck ajuda a entender como o Universo se formou

Resultado do primeiro ano do Planck

Resultado do primeiro ano do Planck

 

O observatório espacial Planck da ESA concluiu a primeira (de uma série de quatro) varredura de todo o céu e nos revela detalhes em primeira mão das duas maiores fontes celestes de microondas: o fundo cósmico e a Via Láctea.

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Energia Escura: Por que as supernovas Ia são confiáveis como velas padrão?

A figura demonstra a estrutura de uma supernova tipo Ia a partir de diversas observações. As cinzas das fagulhas iniciais aparecem em amarelo. Dependendo da linha de visão sob a qual a supernova é observada, diferentes características espectrais se manifestam. Por um lado a supernova mostra um desvio para o azul depois de algum tempo. No lado oposto a supernova exibe um "alto gradiente de velocidades" e seu espectro apresenta um desvio para o vermelho. Crédito: IPMU/Universidade de Tókio.

A figura demonstra a estrutura de uma supernova tipo Ia a partir de diversas observações. As cinzas das fagulhas iniciais aparecem em amarelo. Dependendo da linha de visão sob a qual a supernova é observada, diferentes características espectrais se manifestam. Por um lado a supernova mostra um desvio para o azul depois de algum tempo. No lado oposto a supernova exibe um “alto gradiente de velocidades” e seu espectro apresenta um desvio para o vermelho. Crédito: IPMU/Universidade de Tókio.

Entender a energia escura é um dos maiores objetivos da física moderna. Mas, o conhecimento de suas implicações na expansão acelerada do Universo depende da precisão das medidas cósmicas. Nós podemos tentar entender esta aceleração através do estudo do comportamento das supernovas tipo Ia, que atualmente são usadas como “velas padrão”. Assim, a distância entre nós e uma galáxia distante pode ser aferida quando lá ocorre uma supernova Ia, uma vez que a magnitude visual deste fenômeno depende da distância. Entretanto, quão precisas são estas “velas padrão”? Novos estudos confirmam a utilidade destas explosões estelares e tentam explicar porque algumas supernovas podem ser diferentes de outras.

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Cientistas esclarecem sobre o nascimento das primeiras estrelas

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

No começo, havia o Hidrogênio e o Hélio… [1]. Estes elementos primordiais foram criados nos primeiros três minutos após o Big Bang. Posteriormente, foram estes elementos que deram origem a todos os outros elementos no Universo. Desde então, as estrelas têm sido as verdadeiras fábricas de construção destes elementos. Através da fusão nuclear, as estrelas produziram elementos como o carbono, oxigênio, magnésio, silício e outras matérias-primas fundamentais para a formação de planetas e posteriormente a vida.

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Física: Por que existimos? A supremacia da Matéria sobre a Antimatéria foi finalmente medida e comprovada

Matéria + Antimatéria = Energia: ao colidirem uma partícula de matéria com sua antimatéria transformam-se em energia pura, proporcional a massa consumida, gerando a energia E=mc²

Matéria + Antimatéria = Energia: ao colidir partículas de matéria com sua antimatéria são criados fótons de grande energia (raios gama) e outros pares de partículas e antipartículas.

O fato inexorável das partículas de matéria e antimatéria se aniquilam se entrarem em contato tem deixado os físicos perplexos durante muitos anos, imaginando como a Vida, o Universo, ou alguma coisa sequer poderia efetivamente existir.

No entanto, agora, análise de resultados de experimentos utilizando aceleradores de partículas sugerem que a matéria prevalece sobre a antimatéria na formação do Universo.

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Stephen Hawking coloca grandes questões sobre o Universo

Stephen Hawking no TED

Stephen Hawking no TED, disse: "Por toda a minha vida eu tenho procurado entender o Universo e achar respostas para essas perguntas. Eu tive muita sorte de que a minha incapacitação não tem sido um obstáculo muito sério; na verdade, talvez ela tenha me dado mais tempo que a maioria das pessoas para seguir em busca de conhecimento."

Em 2008 o gênio Stephen Hawking proferiu esta palestra para o TED. Nesta ocasião Hawking abordou 5 questões interessantes sobre o Universo em que vivemos, a existência de vida extraterrestre e nosso destino:

  1. De onde nós viemos?
  2. Como o Universo veio a surgir?
  3. Estamos sozinhos no Universo?
  4. Existe vida alienígena lá fora?
  5. Qual é o futuro da raça humana?

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SN 2007if: a Super-Supernova Ia intriga os astro-físicos e pode impactar a Cosmologia

Os cosmologistas usam as supernovas tipo Ia, como esta visível no canto inferior esquerdo desta galáxia, para explorar passado e o futuro da expansão do Universo e entender melhor a natureza da energia escura. Crédito: High-Z Supernova Search Team, HST, NASA

Os cosmologistas usam as supernovas tipo Ia, como esta visível no canto inferior esquerdo desta galáxia, para explorar passado e o futuro da expansão do Universo e entender melhor a natureza da energia escura. Crédito: High-Z Supernova Search Team, HST, NASA

Uma colaboração multinacional liderada pela Universidade de Yale mediu, pela primeira vez, a massa de uma supernova tipo Ia originada em um objeto estelar que ultrapassa o limite superior de massa de Chandrasekhar. Esta descoberta possivelmente poderá refletir no modo como os cosmologistas medem a expansão do Universo.

Os cosmologistas têm usado o padrão intrínseco energético das supernovas Tipo Ia – violentas explosões de núcleos de anãs brancas – como uma espécie de régua cósmica para medir a distância da Terra a galáxia onde ocorreu a supernova e assim compreender melhor o passado e o futuro da expansão do Universo, explorando a natureza da energia escura. Até recentemente, pensava-se que as anãs brancas não poderiam exceder o limite de Chandrasekhar, uma massa crítica equivalente a cerca de 1,4 vezes a massa do Sol, que se ultrapassado provoca a detonação da estrela como uma supernova. Este limite uniforme tem sido uma das ferramentas-chave na medição da distância das supernovas e conseqüentemente das suas galáxias.

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TED: Patricia Burchat esclarece sobre Matéria Escura e Energia Escura

Patricia Burchat no TED

Patricia Burchat no TED

O excelente site TED colocou legendas em Português em diversas palestras. Assim, nós aproveitamos para divulgar a excepcional aula da Patrícia Burchat sobre Energia Escura e Matéria Escura.

A física Patricia Burchat elucida dois ingredientes básicos de nosso universo: a matéria escura e a energia escura. Formando 96% do universo, elas não podem ser medidas diretamente, mas sua influência é imensa.

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Planck revela segredos do nascimento do Universo

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será completado em cerca de 6 meses.

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será produzido em cerca de 6 meses.

A espaçonave PLANCK da ESA (European Space Agency) foi lançada no espaço em 14 de maio de 2009. Seu destino é observar o brilho do gás cósmico cerca de 380.000 anos após o Big Bang (13,73±0,12 bilhões de anos atrás), a radiação de microondas cósmica de fundo (CMB – Cosmic Microwave Background radiation).

As propriedades desta radiação de fundo poderão conter informações sobre dimensões extras ou universos múltiplos, assim como fornecer pistas sobre o que causou uma curta e incrivelmente rápida expansão universal, a Inflação Cósmica.

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Quando Universos colidem, como saber sobre isso?

Representação gráfica do choque de 'universos-bolha'

Representação gráfica do choque de 'universos-bolha'

Se nosso Universo se chocou uma vez contra outro, como poderíamos ser capazes de ver as evidências disso nos confins do cosmos? Perguntam-se os astrofísicos.

Até onde podemos dizer, o Universo tem aproximadamente 93 bilhões de anos luz de tamanho e menos de 13,73±0,12[1] bilhões de anos de idade.

Isto é algo que tem feito os cosmologistas coçar a cabeça. Em 14[1] bilhões de anos a luz pode viajar não mais que 14 bilhões de anos-luz (!). Então, como se produziu um Universo tão grande de uma forma tão rápida?

A melhor explicação que temos hoje é o misterioso processo chamado ‘inflação cósmica’. A idéia geral por trás disto é que pouco depois de seu nascimento, o Universo incrementou rapidamente seu tamanho por muitas ordens de magnitude em uma pequena fração de tempo, um instante cósmico.

Os cosmologistas adoram pensar sobre qual foi o gatilho que disparou a inflação universal. Resposta curta: nada se sabe na realidade, embora a especulação sobre isso continue firme e forte.

Um problema menos conhecido e explorado é ‘o que poderia haver detido a inflação’. Por que então o Cosmos não seguiu expandindo-se neste ritmo exponencial?

Uma das respostas mais curiosas é esta: que o Universo ainda está se expandindo e que vivemos em uma diminuta região de estabilidade, uma bolha cósmica em meio a uma gigantesca tormenta universal.

Obviamente, nossa bolha cósmica seria apenas uma entre outras incontáveis bolhas.

Mas, como poderíamos ver alguma vez uma destas bolhas se elas devem estar além da fronteira intransponível (para os nossos instrumentos de medição) do Universo visível?

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