Posts Tagged Universo primordial

ESO usa o Very Large Telescope para investigar a galáxia mais distante conhecida

Ilustração mostra as galáxias durante a era da reionização (z=8).

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope (VLT) do ESO para medir a distância à galáxia mais distante conhecida até hoje. Ao analisar cuidadosamente a fraca luminosidade da galáxia, a equipe descobriu que está na realidade a observar esta galáxia quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos (o que corresponde a um desvio para o vermelho z=8,6). Estas são as primeiras observações que confirmam os dados desta galáxia primordial cuja radiação está dissipando o denso nevoeiro de hidrogênio que enchia o Universo recém formado.

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A sonda anisotrópica WMAP se aposenta após 9 anos de operação, mas as pesquisas prosseguem…

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 7 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 7 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

A sonda anisotrópica de rastreamento de microondas WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) concluiu as suas observações da radiação cósmica de fundo, a radiação primordial do Universo, após nove anos de operação. A sonda forneceu a comunidade científica informações inéditas sobre o brilho cósmico remanescente e propiciou a consolidação do modelo científico que descreve a história e a estrutura do Universo.

“A WMAP abriu uma janela para o Universo antigo que só podíamos imaginar há uma geração atrás,” afirmou Gary Hishaw, astrofísico do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, que coordena esta missão. “A equipe ainda está ocupada analisando os dados coletados ao longo dos 9 anos de operação, resultados estes ansiosamente aguardados pela comunidade científica.”

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Cientistas esclarecem sobre o nascimento das primeiras estrelas

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

No começo, havia o Hidrogênio e o Hélio… [1]. Estes elementos primordiais foram criados nos primeiros três minutos após o Big Bang. Posteriormente, foram estes elementos que deram origem a todos os outros elementos no Universo. Desde então, as estrelas têm sido as verdadeiras fábricas de construção destes elementos. Através da fusão nuclear, as estrelas produziram elementos como o carbono, oxigênio, magnésio, silício e outras matérias-primas fundamentais para a formação de planetas e posteriormente a vida.

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Física: Quem tem medo do LHC? Quem tem medo de um mini-buraco-negro?

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidos se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Uma vez que hoje, 30 de março de 2010, o CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear – França e Suíça) está iniciando as tentativas para recriar condições que ocorreram no Universo nos seus primórdios, logo após o Big Bang, confirmar a existência da supersimetria e descobrir o misterioso bóson de Higgs no acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons), vamos esclarecer sobre o tema mini-buracos-negros.

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Por que as pesquisas de galáxias longínquas deixam de detectar 90% de seus alvos?

Esta é a imagem composta do campo GOODS-do-Sul, alvo da pesquisa do ESO, para entender porque 90% das galáxias distantes escapam da detecção nas pesquisas.

Esta é a imagem composta do campo GOODS-do-Sul, alvo da pesquisa do ESO, para entender porque 90% das galáxias distantes escapam da detecção nas pesquisas. Note, na foto, a presença das galáxias avermelhadas...

Os astrônomos têm notado há algum tempo que em muitas pesquisas sobre objetos do Universo longínquo uma grande fração da radiação intrínseca total não tem sido capturada. Agora, graças a um rastreamento profundo executado com dois dos quatro telescópios gigantes (8,2 metros cada) do sistema Very Large Telescope do ESO (VLT), usando um filtro de alta qualidade, os astrônomos determinaram as razões porque uma enorme fração das galáxias, cuja luz demorou 10 bilhões de anos para chegar até nós, não foi descoberta. Esta nova pesquisa ajudou a encontrar algumas das galáxias menos luminosas já vistas nos confins do Universo.

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Spitzer revela dois quasares jovens primordiais

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Astrônomos encontraram o que parecem ser dois dos primeiros e mais primitivos buracos negros conhecidos. Esta descoberta, baseada principalmente em observações do Telescópio Espacial Spitzer, irá fornecer uma melhor compreensão das raízes do Universo e como as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros se formaram.

“Nós encontramos componentes da primeira geração de quasares que nasceram em um ambiente livre de poeira em seus primeiros estágios de desenvolvimento”, disse Linhua Jiang, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do artigo publicado em 18 de março de 2010 na revista Nature: Dust-free quasars in the early Universe.

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Visão de campo ultra profundo do Hubble revela as primeiras galáxias do Universo

Imagem de campo ultra profundo capturada em agosto de 2009 pela nova câmera WFC3 do Hubble. (Credit: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Lick Observatory and University of California, Santa Cruz), and the HUDF09 Team)

Imagem de campo ultra profundo capturada em agosto de 2009 pela nova câmera WFC3 do Hubble. (Credit: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Lick Observatory and University of California, Santa Cruz), and the HUDF09 Team)

O telescópio espacial Hubble quebrou o limite de distância na busca das galáxias primordiais e descobriu uma população primitiva de galáxias jovens, ultra azuis e compactas, nunca antes observadas.

Olhando para o passado longínquo… o ‘túnel do tempo’

Quanto mais fundo o Hubble olha dentro do Cosmos, mais para trás no tempo ele vê, uma vez que a luz leva bilhões de anos para atravessar o Universo Observável. Esta característica transforma o Hubble em uma poderosa ‘máquina do tempo’ que permite aos astrônomos verem as galáxias como elas se apresentavam há 13 bilhões de anos, entre 600 e 800 milhões de anos após o Big Bang e nos permite atingir a visão do início da história do Universo.

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Novo Hubble revela a imagem mais profunda do Universo

Esta imagem de campo profundo foi capturada pela nova WFC3/IR câmera instalada no Hubble em agosto de 2009 durante uma exposição de 4 dias por 173.000 segundos. Os objetos mais tênues tem cerca de 1 bilionésimo do brilho que pode ser visto a olho-nu.

Esta imagem de campo profundo foi capturada pela nova WFC3/IR câmera instalada no Hubble em agosto de 2009 durante uma exposição de 4 dias por 173.000 segundos. Os objetos mais tênues têm cerca de 1 bilionésimo do brilho que pode ser visto a olho-nu. A luz das galáxias observadas levou em torno de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Crédito: Hubble/ESA/NASA

Quando as galáxias se formaram? A para ajudar nesta questão é que o reformado Hubble Space Telescope capturou com a sua nova Wide Field Camera 3 a mais profunda imagem nas freqüências próximas do infravermelho da fatia do céu com o mesmo campo de visão que a imagem na luz visível de campo profundo de 2004: Hubble Ultra Deep Field (HUDF).

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As estrelas primodiais alimentadas pela matéria escura conteriam os segredos do Universo?

Visão artística do Universo Primordial. Crédito: Adolf Schaller NASA-MSFC

Visão artística do Universo Primordial. Crédito: Adolf Schaller NASA-MSFC

As primeiras estrelas do Universo podem ter sido muito diferentes das estrelas que vemos na atualidade, até podem trazer pistas para compreender algumas das misteriosas características do Cosmos. Estas “estrelas obscuras”, teorizadas pela primeira vez em 2007, poderiam crescer e até tornar-se muito maiores que as estrelas modernas. Assim estas estrelas primordiais poderiam ter sido alimentadas por partículas de matéria escura que se aniquilariam em seu interior, no lugar da fusão nuclear. No início do Universo, as estrelas obscuras devem ter emitido luz visível como o Sol, mas atualmente sua luz estaria desviada de forma extrema para o vermelho (pelo efeito Doppler da velocidade da expansão do Universo), chegando até nós na faixa de freqüências do infravermelho. Desta forma, considerando este desvio, as estrelas primordiais seriam obscuras para nós, isto é, invisíveis para nós à primeira vista.

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Descobertas 22 das galáxias mais antigas do Universo

Esta é uma imagem composta em falso cor das galáxias encontradas em uma época antiga de cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. O painel acima à esquerda representa a galáxia confirmada em 787 milhões de anos de idade do Universo. Estas galáxias estão  no Campo Profundo do telescópio Subaru. Crédito: M. Ouchi et ao.

Esta é uma imagem composta em cor falsa das 22 galáxias encontradas em uma época antiga de cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. O painel acima à esquerda representa a galáxia confirmada em 787 milhões de anos de idade do Universo. Estas galáxias estão no Campo Profundo do telescópio Subaru. Crédito: M. Ouchi et al.

Um novo estudo encontrou 22 das primeiras galáxias que se formaram no Universo, confirmando a sua idade em cerca de 787 milhões de anos após o nascimento do Universo. Estas e outras galáxias da infância do Universo poderiam ajudar a trazer nova luz para a cosmologia, mostrando as condições que governaram o início do Universo.

Com os recentes avanços tecnológicos, os astrônomos tem sido capazes de observar mais da conhecida “era da re-ionização“, uma das visões mais antiga do Universo que os astrônomos podem observar via telescópios óticos.

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