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Como usar o observatório espacial Kepler para descobrir exoluas habitáveis?

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

examinamos aqui em Eternos Aprendizes há alguns meses o trabalho de David Kipping sobre exoluas (também chamadas de luas extrasolares). O exame das luas pertencentes aos planetas do Sistema Solar nos indica que encontrar um satélite habitável em outro planeta não está fora de nosso alcance. Afinal, estamos a cada dia coletando informações em possíveis habitats para suportar, pelo menos, a vida microbiana em locais como Europa (Júpiter) e Enceladus (Saturno). Além disso, há especulações sobre biosferas similares presentes em alguns objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs) que também fazem parte deste novo contexto.

Assim, que tal uma exolua habitável em volta de um exoplaneta gigante gasoso? David Kipping (University College London) tem trabalhado intensivamente nestas questões com relação ao observatório espacial recém lançado Kepler. Kipping alega notáveis conclusões de seu recente estudo: a existência de um exoplaneta do tamanho de Saturno na zona de habitação de uma pequena estrela anã-vermelha, classe M, já permite a detecção de uma exolua de até 0,2 vezes a massa da Terra!

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O telescópio Kepler começa sua missão de caça dos exoplanetas similares a Terra

Uma das áreas alvo do Kepler na Via Láctea. Crédito: Carter Roberts

Uma das áreas alvo do Kepler na Via Láctea. Crédito: Carter Roberts

O telescópio Kepler da NASA começou a caça de exoplanetas similares a Terra na Via Láctea. A missão foi lançada em 06 de março de 2009, a partir da base da NASA no Cabo Canaveral, EUA. O observatório espacial Kepler passará os próximos três anos e meio vasculhando em mais de 100.000 estrelas buscando por sinais que indicam a presença de exoplanetas. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade singular de conseguir detectar exoplanetas tão pequenos quanto a Terra orbitando estrelas semelhantes ao Sol dentro da zona de habitação destas estrelas: distâncias onde as temperaturas são amenas o suficiente para a existência de lagos e oceanos.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

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Métodos propostos para detecção de exoluas

Exolua massiva, de tamanho similar ao da Terra, orbitando um exoplaneta gigante gasoso

Exolua massiva, de tamanho similar ao da Terra, orbitando um exoplaneta gigante gasoso

O que é uma exolua?

Uma lua extra-solar, ou exolua, é um termo que se refere a um satélite natural que orbita um planeta extra-solar ou outro corpo extra-solar maior que o próprio objeto.

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Astrônomos começam a caça de exoluas orbitando exoplanetas

Impressão artística (crédito: Andy McLatchie) de uma exolua habitável orbitando um exoplaneta. Poderá a flutuação orbital de um exoplaneta ajudar os astrônomos a achar exoluas?

Impressão artística (crédito: Andy McLatchie) de uma exolua habitável orbitando um exoplaneta. Poderá a flutuação orbital de um exoplaneta ajudar os astrônomos a achar exoluas?

[ Tradução do artigo "Astronomers Now Looking For Exomoons Around Exoplanets" escrito por Ian O'Neill na Universe Today em 14 de dezembro de 2008 ]

Está começando a parecer que os astrônomos estão se tornando cansados de observar diretamente os exoplanetas, já estivemos aqui, já fizemos isso… Assim eles estão agora se aprofundando mais visando uma nova grande descoberta: a detecção de exoluas (ou lua extrasolar) orbitando exoplanetas. Em novo estudo um astrônomo britânico quer usar a técnica mais comumente utilizada na observação indireta de exoplanetas. Essa tradicional e amplamente usada técnica verifica a estrela candidata para ver se ela tremula. A tremulação ou flutuação orbital estelar é usualmente causada pela presença de um objeto massivo orbitando a estrela, revelando indiretamente a presença de um exoplaneta (ou um objeto sub-estelar como uma anã-marrom).

Agora, de acordo com David Kipping, a presença de exoluas também poderá ser detectada pelo “método da análise da flutuação orbital”. Como fazê-lo? Rastreando-se um exoplaneta durante sua órbita ao redor da estrela-mãe para ver seus desvios orbitais devido à interação gravitacional do sistema exoplaneta/exolua. E tem muito mais! Como se não bastasse já considerarmos espetacular esse novo projeto, Kipping tem outra forte motivação por trás da tremulação dos exoplanetas: ele quer achar uma exolua com dimensões e características similares a Terra com potencial para abrigar vida extraterrestre

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