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Novas discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 2: Marte e Mercúrio foram formados das sobras da Terra e Vênus?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. Agora, no recente encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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Novas discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 1: por que Vênus não tem nenhuma lua?

Venus Magellan north pole

Imagem feita por radar de Vênus, gerada pela sonda Magalhães, revela a superfície do planeta em cor falsa a partir do seu pólo norte. Vênus gira no mesmo sentido dos ponteiros de relógio em volta de seu pólo norte, enquanto os demais planetas do Sistema Solar (exceto Urano que gira deitado, com eixo a 98º) rodam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Crédito da imagem: NASA

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. Agora, no recente encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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Mundos em colisão: Spitzer descobre rastros deixados por exoplanetas que se chocaram

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Um violento choque de exoplanetas no jovem sistema HD 172555 mandou para o espaço rochas derretidas e lava aquecida. O telescópio espacial Spitzer da NASA descobriu pistas de uma colisão em alta-velocidade entre dois exoplanetas recém-formados em torno de uma jovem estrela.

Os astrônomos dizem que dois corpos rochosos, um das dimensões da Lua e o outro similar a Mercúrio, colidiram entre si recentemente, nos últimos mil anos – o que é pouco tempo para os padrões cósmicos. O impacto destruiu o objeto menor, vaporizando grandes quantidades de rocha e libertando massivas quantidades de lava fervente para o espaço.

Uma curiosa animação artística ilustra o evento, neste link: http://www.nasa.gov/mission_pages/spitzer/multimedia/spitzer-20090810.html.

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Sondas espaciais STEREO procuram restos de um misterioso protoplaneta chamado Theia

Implantação dos painéis das sondas STEREO. Crédito: Johns Hopkins, University Applied Physics Laboratory. Crédito: Dr. C. J. Eyles, University de Birmingham

Implantação dos painéis das sondas STEREO. Crédito: Johns Hopkins, University Applied Physics Laboratory. Crédito: Dr. C. J. Eyles, University de Birmingham

Como a Lua se formou? A principal hipótese Giant Impact Theory” propõe que no início da formação do Sistema Solar, um protoplaneta com a dimensão de Marte impactou com a Terra. Os restos da colisão, uma mistura do material de ambos os corpos, foram arremessados para fora da órbita da Terra e se aglutinaram dando origem a Lua. Em breve esta teoria poderá ser testada, resolvendo talvez a questão de como a Lua se formou. Duas sondas gêmeas, da NASA, estão prestes a entrar em regiões do espaço conhecidos como Pontos de Lagrange onde os restos deste misterioso protoplaneta podem estar escondidos. As sondas denominadas Solar Terrestrial Relations Observatory, ou simplesmente STEREO, passarão pelos pontos L4 e L5 onde a gravidade do Sol e da Terra se une formando vazios gravitacionais onde asteróides e poeira espacial tendem a recolher-se.

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Pedra lunar revela que a Lua teve um núcleo magnético pastoso

O astronauta Harrison Schmidt coletando amostras na missão Apollo 17. Crédito: NASA. Crédito: NASA

O astronauta Harrison Schmidt coletando amostras na missão Apollo 17. Crédito: NASA. Crédito: NASA

Quando, nos anos 60 e 70, os cientistas afirmaram que as pedras da Lua trazidas pelos astronautas da Apollo iriam manter os pesquisadores bastante ocupados por décadas, eles não estavam brincando. A análise em uma das mais puras rochas coletadas na missão Apollo 17 ajudou a resolver um antigo enigma lunar. Os pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) trabalharam na mais detalhada análise já feita da mais antiga pedra da coleção da Apollo. Traços magnéticos registrados na rocha forneceram uma forte evidência que há 4,2 bilhões de anos a Lua tinha um núcleo líquido com um dínamo, como o manto existente na Terra hoje, o qual produz um poderoso campo magnético.

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Sinais de vulcanismo foram descobertos na face oculta da Lua a partir de fotos da sonda japonesa Kaguya

Sinais de vulcanismo foram descobertos na face oculta da Lua

Science/AAAS

Imagem com detalhes do Mare Moscoviense mostrando uma baixa quantidade de crateras de impacto. Crédito - Science/AAAS

A atividade vulcânica na face oculta da Lua (o lado que não vemos aqui da Terra) pode ter existido por mais tempo que se pensava. A sonda japonesa Kaguya enviou recentemente imagens com novas evidências. A descoberta, detalhada na revista Science em novembro de 2008, vai trazer uma nova luz sobre a formação lunar e sua evolução.

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