Posts Tagged tempestade solar

Nova Ejeção de Massa Coronal (EMC) a caminho da Terra

O observatório solar SOHO capturou esta sequência de imagens no dia 09 de março mostrando a massa expelida pela explosão solar.

A mancha solar AR1429 continua em forte atividade tendo liberado um nova erupção da classe M6 em 9 de março 03:58 UT.

A explosão expulsou uma nuvem de plasma praticamente na direção da Terra. Conforme reportaram os analistas do Goddard Space Weather Lab, a EMC (Ejeção de Massa Coronal – em inglês: CME) chegará ao nosso planeta em 11 de março de 2012, 06:49 UT (+/- 7 hr) adicionando atividade a tempestade geomagnética atualmente em andamento.

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Sol mostrou sua força em uma explosão classe X5,4 em 07 de março de 2012 [atualizado]

A mancha solar número 1429 liberou em 7 de março de 2012 uma explosão classe X5,4. Crédito: NASA/SDO

A região ativa solar 1429 explodiu gerando uma tempestade solar (“solar flare” ou fulguração solar) classe X5,4 hoje pela manhã (00:28 UT), conforme capturado na imagem acima pelo Observatório de Dinâmica Solar (Solar Dynamics Observatory – AIA 304).

A erupção solar expulsou uma enorme quantidade de plasma, uma EMC (Ejeção de Massa Coronal), veja abaixo o filme:

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A Terra foi atingida hoje (24/01/2012) pela maior tempestade solar dos últimos 7 anos

Imagem do Sol capturada pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) em 23/01/2012 - 04h11min. A região mais brilhante (acima, à direita) é a número 1402 de onde se originou a explosão. Crédito: SDO

Está previsto que uma potente erupção solar descarregue enormes quantidades de partículas ionizadas sobre o campo magnético da Terra a partir de hoje, resultado da maior tempestade solar desde 2005 que prossegue em andamento no Sol.

De acordo com o site Spaceweather.com, às primeiras horas da madrugada de 23 de Janeiro (03h59min UT), a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA detectou um violento flash ultravioleta gerado por uma erupção solar.

A sonda GOES-15, operada pela NOAA, capturou esta imagem em raios-X de uma gigantesca tempestade solar em 23 de Janeiro de 2012. Crédito: NOAA

A protuberância solar surgiu a partir da mancha solar número 1402, uma região do Sol que ultimamente tem estado cada vez mais ativa. Vários satélites, incluindo a SDO, as sondas SOHO e a STEREO estão acompanhando esta poderosa atividade solar.

Segundo os especialistas do SWPC (Space Weather Prediction Center), uma divisão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), espera-se que uma torrente de partículas carregadas expelidas pela proeminência solar de 23/01 atinjam a Terra pelas 12 horas de hoje (24/jan – hora do Brasil/Rio de Janeiro).

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UAU! O SDO (Solar Dynamics Observatory) revela suas primeiras visões do Sol

Imagem em multiplos comprimentos de onda EUV pelo SDO em 30 03 2010

Imagem que agrega visões do Sol em múltiplos comprimentos de onda ultravioleta extremo (EUV) pelo SDO em 30 03 2010. As 'cores-falsas' foram atribuídas para mostrar as diferentes temperaturas. Os tons vermelhos se referem a menores temperaturas (60.000K) e os azuis e verdes relacionam-se a altas temperaturas (1.000.000K). Clique na imagem para ver sua versão em alta resolução. Crédito: NASA/missão SDO

O momento tão esperado da astrofísica solar chegou: o novo observatório solar da NASA (SDO – Solar Dynamics Observatory) está em operação. E o que podemos dizer? UAU! As primeiras imagens foram liberadas pala o público, mostrando-nos visões incríveis do Sol, com close-ups extremos em detalhes jamais vistos. Há manchas solares, explosões, labaredas gigantescas de plasma ejetado, observados sob os sensores ultravioletas de amplo espectro do SDO.

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NOAA: como os cientistas podem prever as erupções solares (solar flares)?

Solar flare capturada em 04 de novembro de 2003 pelo observatório SOHO. Trata-se de uma explosão solar gigantesca da classe X-40. (Crédito: NASA)

Solar flare capturada em 04 de novembro de 2003 pelo observatório SOHO. Trata-se de uma explosão solar gigantesca da classe X-40. (Crédito: NASA)

Por décadas os especialistas têm procurado por sinais no Sol que poderiam indicar pistas para incrementar a previsão da ocorrência de erupções solares (solar flares — poderosas explosões de energia solar que podem supercarregar eletricamente a alta atmosfera terrestre e danificar satélites e eventualmente nos perturbar pois cada vez mais dependemos destas tecnologias).

Agora, um time de cientistas do Space Weather Prediction Center da NOAA informa ter encontrado uma técnica para prever as erupções solares (solar flares) dois a três dias antes da ocorrência, com uma precisão inédita.

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O enigma da corona solar superaquecida parte 3: A ‘chuva solar’ pode explicar o mistério?

A chuva solar pode explicar as razões do calor infernal da corona?

A atmosfera exterior do Sol, com a temperatura que chega a um milhão de graus do Sol é o último lugar onde esperaríamos encontrar algo como a chuva, no entanto a encontramos por lá sob uma forma exótica. Este fenômeno poderia ajudar a explicar por que a atmosfera exterior do Sol, a corona, é muito mais quente que a camada mais interna, próxima da superfície solar.

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O enigma da corona solar superaquecida parte 2: As nanoflamas solares explicam a alta temperatura da corona solar?

Pequenas explosões de calor e energia denominadas de nanoflamas provocam a elevação das temperaturas da atmosfera do Sol que alcançam milhões de graus de temperatura, conforme os cientistas da NASA.

Este Mapa de temperatura em cor falsa mostra a região ativa solar AR10923, observada próxima ao centro do disco solar. As regiões azuis indicam o plasma a quase 10 milhões de graus Kelvin. Crédito: Reale, et ao. (2009)

Este mapa de temperatura em cor falsa mostra a região ativa solar AR10923, observada próxima ao centro do disco solar. As regiões azuis indicam o plasma a quase 10 milhões de graus Kelvin. Crédito: Reale, et ao. (2009)

A atmosfera exterior do Sol, chamada de corona solar, está repleta de loops de gás aquecido que se formam arcos a grande altura sobre a superfície. Estes loops estão formados por hastes de tubos magnéticos menores individuais que podem atingir temperaturas de vários milhões de graus Kelvin (K), bem acima da temperatura da superfície do Sol que permanece na faixa dos 5.700º K.

As nanoflamas são pequenas e súbitas explosões de energia que tem lugar dentro destes finos tubos magnéticos na corona solar. Ao contrário das explosões solares, que podem ser observadas  com relativa facilidade através de satélites e telescópios terrestres, as nanoflamas são tão pequenas que não podem ser observadas de forma isolada. Só podemos vê-las através do efeito combinado de muitas delas ocorrendo ao mesmo tempo.

As descobertas foram apresentadas por James Klimchuk, astrofísico do Centro de Vôo Espacial Goddard em Greenbelt, Maryland em 6 de agosto de 2009, na reunião da Assembléia Geral da União Astronômica Internacional no Rio de Janeiro, Brasil.

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As sondas STEREO observam a primeira atividade de grande porte do ciclo solar 24 no lado oculto do Sol

STEREO (Behind) spacecraft observed a coronal mass ejection (CME) that erupted on the sun on May 5. Shocks accelerated by the CME produced a large Type II radio burst. The source of the CME is an active region (seen as a bright area in the green EUV 195 still) just rotating into view from STEREO Behind, and it is being followed by another.Credit: NASA/SOHO

A sonda solar STEREO B observou uma ejeção de massa coronal (CME - coronal mass ejection), na erupção solar de 5 de maio de 2009. A CME produziu uma tempestade de radio de larga escala, tipo II. A fonte da CME é uma região ativa solar (vista em verde mais claro nesta imagem obtida em 07/05 pela STEREO Behind, via dispositivo EUVI 195). Crédito: NASA/STEREO

O Sol tem se mantido muito calmo ultimamente… Assim, a visão de uma nova atividade solar de maior intensidade depois de um longo período de calmaria é saudada pelos meteorologistas espaciais. O fato marcante, contudo, é que a tempestade solar foi vista primeiro no lado oculto do Sol pela sonda solar STEREO!

Uma das sondas gêmeas STEREO da NASA (Solar TErrestrial RElations Observatory) acompanhou recentemente a primeira manifestação de atividade solar de grande porte do ciclo solar 24. Em 05 de maio de 2009 a sonda STEREO-B observou uma explosão de rádio tipo II e uma brilhante e rápida ejeção de massa coronal (CME – coronal mass ejection) que aconteceu no lado oculto do Sol (aquele que não conseguimos ver a partir dos telescópios terrestres). Essa região da ocorrência do fenômeno tornou-se visível para os observadores na Terra a partir de 8 de maio.

Vejamos a seguir mais detalhes deste fenômeno e apreciar fantásticos vídeos da atividade solar em quicktime

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As estrelas anãs-laranjas são os verdadeiros oásis para a evolução da vida

Exoplaneta rico em CO2 orbitando a estrela anã-laranja HD 189733

Exoplaneta rico em CO2 orbitando a estrela anã-laranja HD 189733. Crédito: The Register

O lugar mais apropriado para a existência da vida deve ser em volta de estrelas ligeiramente menos massivas que o Sol, denominadas anãs-laranjas, conforme análise publicada recentemente.

Essas estrelas da classe espectral K correspondem a 12,1% das estrelas próximas do Sol e vivem bem mais que o Sol (a vida útil de uma estrela é o tempo de permanência na seqüência principal) e têm zonas habitáveis (regiões onde água líquida pode existir em planetas) bem mais seguras (tanto quanto a do Sol) que aquelas que se apresentam nas estrelas anãs-vermelhas menores.

As estrelas semelhantes em massa ao Sol, classificadas como anãs-amarelas têm recebido o máximo de atenção dos caçadores de exoplanetas. Mas as pesquisas recentes sugerem que as anãs-laranjas constituem de fato melhores lugares para a busca de planetas habitáveis.

Edward Guinan da Universidade Villanova na Pensilvânia lidera um time que tem estudado como as propriedades dessas estrelas variam com a sua massa. O time está baseando seus estudos em observações disponíveis de uma variedade de fontes existentes, tais como medições do satélite ROSAT de raios-X e mais recentes medidas de diversos telescópios terrestres.

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Sol: onde estão as manchas solares afinal?

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Nada tem acontecido no Sol há algum tempo, pelo menos quando discutimos sobre a presença (ou melhor: ausência) das manchas solares. “Estamos experimentando um mínimo solar muito profundo”, disse o físico solar Dean Pesnell do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mariland, EUA.

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Em 2008 não observamos nenhuma mancha solar em 266 dos 366 dias do ano (73%). A contagem das manchas solares em 2009 caiu ainda mais: até 20 de abril de 2009, 97 dos 112 dias apresentaram nenhuma mancha, ou seja, tivemos um índice de inatividade de 88%. Para aqueles que acompanham a atividade solar rotineiramente esse é o Sol mais calmo já visto em quase um século. Mas, o que isso significa para nós?

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