Posts Tagged tempestade solar

NOAA: como os cientistas podem prever as erupções solares (solar flares)?

Solar flare capturada em 04 de novembro de 2003 pelo observatório SOHO. Trata-se de uma explosão solar gigantesca da classe X-40. (Crédito: NASA)

Solar flare capturada em 04 de novembro de 2003 pelo observatório SOHO. Trata-se de uma explosão solar gigantesca da classe X-40. (Crédito: NASA)

Por décadas os especialistas têm procurado por sinais no Sol que poderiam indicar pistas para incrementar a previsão da ocorrência de erupções solares (solar flares — poderosas explosões de energia solar que podem supercarregar eletricamente a alta atmosfera terrestre e danificar satélites e eventualmente nos perturbar pois cada vez mais dependemos destas tecnologias).

Agora, um time de cientistas do Space Weather Prediction Center da NOAA informa ter encontrado uma técnica para prever as erupções solares (solar flares) dois a três dias antes da ocorrência, com uma precisão inédita.

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O enigma da corona solar superaquecida parte 3: A ‘chuva solar’ pode explicar o mistério?

A chuva solar pode explicar as razões do calor infernal da corona?

A atmosfera exterior do Sol, com a temperatura que chega a um milhão de graus do Sol é o último lugar onde esperaríamos encontrar algo como a chuva, no entanto a encontramos por lá sob uma forma exótica. Este fenômeno poderia ajudar a explicar por que a atmosfera exterior do Sol, a corona, é muito mais quente que a camada mais interna, próxima da superfície solar.

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O enigma da corona solar superaquecida parte 2: As nanoflamas solares explicam a alta temperatura da corona solar?

Pequenas explosões de calor e energia denominadas de nanoflamas provocam a elevação das temperaturas da atmosfera do Sol que alcançam milhões de graus de temperatura, conforme os cientistas da NASA.

Este Mapa de temperatura em cor falsa mostra a região ativa solar AR10923, observada próxima ao centro do disco solar. As regiões azuis indicam o plasma a quase 10 milhões de graus Kelvin. Crédito: Reale, et ao. (2009)

Este mapa de temperatura em cor falsa mostra a região ativa solar AR10923, observada próxima ao centro do disco solar. As regiões azuis indicam o plasma a quase 10 milhões de graus Kelvin. Crédito: Reale, et ao. (2009)

A atmosfera exterior do Sol, chamada de corona solar, está repleta de loops de gás aquecido que se formam arcos a grande altura sobre a superfície. Estes loops estão formados por hastes de tubos magnéticos menores individuais que podem atingir temperaturas de vários milhões de graus Kelvin (K), bem acima da temperatura da superfície do Sol que permanece na faixa dos 5.700º K.

As nanoflamas são pequenas e súbitas explosões de energia que tem lugar dentro destes finos tubos magnéticos na corona solar. Ao contrário das explosões solares, que podem ser observadas  com relativa facilidade através de satélites e telescópios terrestres, as nanoflamas são tão pequenas que não podem ser observadas de forma isolada. Só podemos vê-las através do efeito combinado de muitas delas ocorrendo ao mesmo tempo.

As descobertas foram apresentadas por James Klimchuk, astrofísico do Centro de Vôo Espacial Goddard em Greenbelt, Maryland em 6 de agosto de 2009, na reunião da Assembléia Geral da União Astronômica Internacional no Rio de Janeiro, Brasil.

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As sondas STEREO observam a primeira atividade de grande porte do ciclo solar 24 no lado oculto do Sol

STEREO (Behind) spacecraft observed a coronal mass ejection (CME) that erupted on the sun on May 5. Shocks accelerated by the CME produced a large Type II radio burst. The source of the CME is an active region (seen as a bright area in the green EUV 195 still) just rotating into view from STEREO Behind, and it is being followed by another.Credit: NASA/SOHO

A sonda solar STEREO B observou uma ejeção de massa coronal (CME - coronal mass ejection), na erupção solar de 5 de maio de 2009. A CME produziu uma tempestade de radio de larga escala, tipo II. A fonte da CME é uma região ativa solar (vista em verde mais claro nesta imagem obtida em 07/05 pela STEREO Behind, via dispositivo EUVI 195). Crédito: NASA/STEREO

O Sol tem se mantido muito calmo ultimamente… Assim, a visão de uma nova atividade solar de maior intensidade depois de um longo período de calmaria é saudada pelos meteorologistas espaciais. O fato marcante, contudo, é que a tempestade solar foi vista primeiro no lado oculto do Sol pela sonda solar STEREO!

Uma das sondas gêmeas STEREO da NASA (Solar TErrestrial RElations Observatory) acompanhou recentemente a primeira manifestação de atividade solar de grande porte do ciclo solar 24. Em 05 de maio de 2009 a sonda STEREO-B observou uma explosão de rádio tipo II e uma brilhante e rápida ejeção de massa coronal (CME – coronal mass ejection) que aconteceu no lado oculto do Sol (aquele que não conseguimos ver a partir dos telescópios terrestres). Essa região da ocorrência do fenômeno tornou-se visível para os observadores na Terra a partir de 8 de maio.

Vejamos a seguir mais detalhes deste fenômeno e apreciar fantásticos vídeos da atividade solar em quicktime

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As estrelas anãs-laranjas são os verdadeiros oásis para a evolução da vida

Exoplaneta rico em CO2 orbitando a estrela anã-laranja HD 189733

Exoplaneta rico em CO2 orbitando a estrela anã-laranja HD 189733. Crédito: The Register

O lugar mais apropriado para a existência da vida deve ser em volta de estrelas ligeiramente menos massivas que o Sol, denominadas anãs-laranjas, conforme análise publicada recentemente.

Essas estrelas da classe espectral K correspondem a 12,1% das estrelas próximas do Sol e vivem bem mais que o Sol (a vida útil de uma estrela é o tempo de permanência na seqüência principal) e têm zonas habitáveis (regiões onde água líquida pode existir em planetas) bem mais seguras (tanto quanto a do Sol) que aquelas que se apresentam nas estrelas anãs-vermelhas menores.

As estrelas semelhantes em massa ao Sol, classificadas como anãs-amarelas têm recebido o máximo de atenção dos caçadores de exoplanetas. Mas as pesquisas recentes sugerem que as anãs-laranjas constituem de fato melhores lugares para a busca de planetas habitáveis.

Edward Guinan da Universidade Villanova na Pensilvânia lidera um time que tem estudado como as propriedades dessas estrelas variam com a sua massa. O time está baseando seus estudos em observações disponíveis de uma variedade de fontes existentes, tais como medições do satélite ROSAT de raios-X e mais recentes medidas de diversos telescópios terrestres.

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Sol: onde estão as manchas solares afinal?

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Nada tem acontecido no Sol há algum tempo, pelo menos quando discutimos sobre a presença (ou melhor: ausência) das manchas solares. “Estamos experimentando um mínimo solar muito profundo”, disse o físico solar Dean Pesnell do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mariland, EUA.

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Em 2008 não observamos nenhuma mancha solar em 266 dos 366 dias do ano (73%). A contagem das manchas solares em 2009 caiu ainda mais: até 20 de abril de 2009, 97 dos 112 dias apresentaram nenhuma mancha, ou seja, tivemos um índice de inatividade de 88%. Para aqueles que acompanham a atividade solar rotineiramente esse é o Sol mais calmo já visto em quase um século. Mas, o que isso significa para nós?

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Qual é a situação atual do Sol? Como o Sol é monitorado?

Nas imagens deste post você poderá ver as últimas imagens atualizadas do Sol a partir dos diversos observatórios que monitoram o comportamento da nossa estrela.

A imagem abaixo é fornecida pelo instrumento Michelson Doppler Imager (MDI) que é o aparelho que produz a maior quantidade de informações pelo observatório espacial SOHO.

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

Mais imagens atualizadas a seguir…

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2012: Não haverá tempestade solar assassina

Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o sexto artigo que fala sobre a terrível tempestade Solar assassina  prevista pelos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Killer Solar Flare (2012: Não Haverá Tempestade Solar Assassina)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 21 de junho de 2008

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

Nós poderemos assistir a um descomunal espetáculo de fogos de artifício em 2012. O Sol se aproximará do seu pico no ciclo solar de 11 anos, conhecido como “máximo solar“, então devemos esperar uma grande atividade solar. Algumas previsões colocam o máximo do Ciclo Solar 24 como até mais energético que os últimos máximos solares de 2002 e 2003 (lembra-se das explosões de classe X quebrando recordes em 2003?). Os físicos solares estão entusiasmados com este novo ciclo e novos métodos de previsão têm sido colocados em uso. Deveríamos preocupar-nos?

Diferentemente dos muitos cenários do apocalipse que apresentamos aqui sobre o final do mundo baseado nas profecias Maias para o ano 2012, este cenário na realidade tem alguma base científica. Além disso, pode eventualmente até existir alguma correlação entre o ciclo solar de 11 anos e os ciclos temporais vistos no calendário Maia. Será que esta antiga civilização conseguiu compreender que os pólos magnéticos do Sol sofrem inversão de polaridade a cada década? Além disso, alguns textos religiosos dizem que o dia do ‘Fim do Mundo‘ implicará em uma grande quantidade de fogo e enxofre. Pelo que parece, a expectativa é que vamos mesmo morrer assados vivos por nossa própria estrela em 21 de dezembro de 2012!

Antes de passarmos direto para as conclusões sobre esse tema, daremos um passo atrás e vamos meditar sobre tudo isto. Assim como as demais formas nas quais o mundo terminará em 2012, a possibilidade de que o Sol expulse uma descomunal tempestade solar daninha até a Terra tem sido bastante atraente para os profetas do apocalipse. Todavia, olhando para o que realmente ocorre durante um evento de explosões solares dirigidas até nosso planeta, nós constatamos que na verdade a Terra tem estado muito bem protegida da fúria solar. Todavia, alguns satélites artificiais não estarão a salvo…

A Terra tem evoluído ao longo das eras rodeada por um ambiente altamente radioativo. O Sol lança constantemente partículas de alta energia, a partir da sua superfície dominada pelo magnetismo, através do vento solar. Durante o máximo solar (quando o Sol está em sua etapa mais ativa no ciclo solar de 11 anos), a Terra pode ter o infortúnio de estar na mira de uma explosão com a energia equivalente a 100 bilhões de vezes a bomba de Hiroshima na II Guerra Mundial. Esta explosão é conhecida como tempestade solar e seus efeitos podem causar alguns problemas aqui na Terra.

Antes de revermos aqui os efeitos colaterais na Terra, vamos analisar o comportamento do Sol e compreender as razões dele se enfurecer tanto cada 11 anos, nos períodos de “máximo solar“.

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A NASA vê o lado oculto do Sol

A espaçonave STEREO-A observou essa fantástica protuberância solar em 29 de setembro de 2008. Essa tempestade solar cresceu e permaneceu ativa por várias horas, como uma bandeira desfraldada e em seguida quebrou-se em pedaços em direção do espaço. O material observado é na realidade Hélio ionizado a cerca de 60.000 K de temperatura. Protuberâncias solares são nuvens de gás suspensas sobre a superfície do Sol e controladas por suas forças magnéticas. Crédito: NASA

A espaçonave STEREO-A observou essa fantástica protuberância solar em 29 de setembro de 2008. Essa tempestade solar cresceu e permaneceu ativa por várias horas, como uma bandeira desfraldada e em seguida quebrou-se em pedaços em direção do espaço. O material observado é na realidade Hélio ionizado a cerca de 60.000 K de temperatura. Protuberâncias solares são nuvens de gás suspensas sobre a superfície do Sol e controladas por suas forças magnéticas. Crédito: NASA

As sondas gêmeas STEREO da NASA estão nos oferecendo as primeiras visões do lado oculto do Sol, conforme anunciou a agência espacial NASA.

As duas naves, lançadas em 25 de outubro de 2006, estão enviando imagens por trás do horizonte solar “as quais têm mantido os pesquisadores e meteorologistas espaciais com os olhos grudados em seus monitores“.

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O Sol volta a ter pequena atividade e manchas solares voltam a aparecer

Após mais de dois anos apresentando atividade mínima, com baixíssima quantidade de manchas e raras tempestades de plasma, o Sol agora tem mostrado uma pequena atividade.

Manchas solares voltam a aparecer na superfície do Sol.

Manchas solares voltam a aparecer na superfície do Sol.

As atividades do Sol oscilam em um ciclo de 11 anos denominado Ciclo Solar. Esse comportamento pode variar desde a calmaria até as violentas tempestades solares que tem o poder de detonar redes elétricas na Terra e interromper as comunicações de rádio e satélites. O último pico solar ocorreu no ano 2000 e estamos enfrentando um período de calmaria, o chamado Mínimo Solar, há mais de um ano. As novas manchas solares que têm sido detectadas recentemente indicam que o Mínimo Solar já terminou. Leia o resto desse post »

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