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Conjecturas sobre anãs marrons, discos protoplanetários e a formação de exoplanetas

Paisagem de um exoplaneta orbitando uma anã marron (anã castanha, em Portugal). As anãs marrons emitem sua radiação no espectro próximo do infravermelho, praticamente fora do espectro visível. Crédito: Vistapro Landscape Imagery Rendered by Jeff Bryant

Paisagem de um exoplaneta e sua exolua, orbitando uma anã marron (anã castanha, em Portugal). As anãs marrons emitem sua radiação no espectro próximo do infravermelho, praticamente fora do espectro visível. Crédito: Vistapro Landscape Imagery Rendered by Jeff Bryant

Sistemas exoplanetários em torno das tênues anãs marrons (em Portugal: anãs castanhas) são sempre um tema intrigante, algo fascinante para se contemplar.

Para que você conheça a imaginação vívida do futuro das atividades humanas em tais exoplanetas, sugerimos a leitura do romance de ficção científica Permanence de Karl Schroeder, lançado em 2002.

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Sptizer revela complexas moléculas de Fulereno (composto cristalino de carbono) no espaço

Spitzer revelou a assinatura de presença de fulerenos no espaço, ilustrados nesta concepção artística. Crédito? NASA/JPL-Caltech

Spitzer revelou a assinatura da presença de fulerenos no espaço, ilustrados nesta concepção artística. Crédito? NASA/JPL-Caltech

Um grupo de astrônomos descobriu no espaço a assinatura da presença  dos fulerenos pela primeira vez, usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Estas curiosas moléculas têm uma estrutura parecida com o formato de uma bola de futebol. Os fulerenos foram descobertos há 25 anos atrás em laboratórios e são a terceira forma mais estável do carbono, após o diamante e o grafite.

O nome ‘fulereno’ deriva da semelhança com as cúpulas geodésicas do arquiteto Buckminster Fuller, que têm círculos de encravamento na superfície de uma esfera parcial. Os cientistas estimavam que estas moléculas existiam no espaço, mas sua detecção só foi conseguida agora pela pesquisa utilizando o olho infravermelhos do Spitzer.

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ESO desvenda os segredos do nascimento de uma estrela massiva. Todas as estrelas nascem do mesmo modo?

Ilustração de sistema estelar recém formado onde uma estrela massiva está rodeada por um casulo de poeira e gás. Note os jatos de plasma emitido pelos pólos da estrela bebê. O casulo se estende a uma distância de 130 UA. Na área central do casulo, próxima da estrela, a poeira inexiste. Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser

Ilustração de sistema estelar recém formado onde uma estrela massiva está rodeada por um casulo de poeira e gás. Note os jatos de plasma emitido pelos pólos da estrela bebê. O casulo se estende a uma distância de 130 UA. Na área central do casulo, próxima da estrela, a poeira inexiste. Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser

Os astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira cósmica que rodeia uma estrela recém-nascida de grande massa, obtendo evidências diretas de que as estrelas de supermassivas se formam da mesma maneira que suas irmãs menores. Esta descoberta, feita graças à combinação de observações obtidas por vários telescópios do ESO, aparece em artigo da revista Nature.

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Chandra e Spitzer revelam o jovem aglomerado Westerlund 2 no coração do berçário estelar RCW 49

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

A imagem acima é uma composição de paisagens capturadas em radiação fora do espectro da luz visível. Aqui vemos o berçário estelar RCW 49, repleto de poeira cósmica que cerca o aglomerado estelar jovem Westerlund 2.

A visão em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer aparece em preto e branco complementando os dados da imagem em raios-X (em cores falsas) capturada pelo observatório espacial Chandra, que destaca as energéticas  e quentes estrelas da zona central do aglomerado estelar.

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Há numerosas anãs marrons nas vizinhanças do Sistema Solar? Pesquisa do Spitzer indica que sim

Pesquisa do Spitzer indica que estamos cercados de furtivas anãs marrons

Pesquisa do Spitzer indica que estamos cercados de furtivas anãs marrons

O telescópio espacial Spitzer realizou um novo estudo sobre anãs marrons, concentrando-se em uma região da constelação de Boötes. Entre os diversos objetos encontrados, 14 destes apresentavam temperaturas variando entre 450 e 600 Kelvin.

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Spitzer revela segredos do frenético berçário estelar na Nebulosa de Órion

Nebulosa de Órion-Spitzer-NASA-colonia de estrelas jovens e quentes

Spitzer está acompanhando uma zona específica do berçário estelar na Nebulosa de Órion. Clique na imagem para ver a versão de alta resolução desta fantástica foto. Crédito: NASA/Spitzer

Nebulosa de Órion está sendo monitorada pelo Spitzer

Os Astrônomos têm virado seus olhos para analisar um grupo aquecido de estrelas jovens, acompanhando seu movimento como se fossem paparazzi cósmicos. Recentemente, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA capturou uma nova imagem em infravermelho que mostra a agitada maternidade estelar da Nebulosa de Órion, situada na espada do caçador da constelação de mesmo nome. Assim como as estrelas de Hollywood, estes corpos celestes não brilham sempre na sua plenitude, mas variam sua luminosidade ao longo do tempo. O Spitzer está observando este espetáculo cósmico, ajudando aos cientistas na busca do conhecimento sobre as razões das estrelas mudarem e no entendimento sobre os papéis na formação planetária.

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Spitzer revela dois quasares jovens primordiais

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Astrônomos encontraram o que parecem ser dois dos primeiros e mais primitivos buracos negros conhecidos. Esta descoberta, baseada principalmente em observações do Telescópio Espacial Spitzer, irá fornecer uma melhor compreensão das raízes do Universo e como as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros se formaram.

“Nós encontramos componentes da primeira geração de quasares que nasceram em um ambiente livre de poeira em seus primeiros estágios de desenvolvimento”, disse Linhua Jiang, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do artigo publicado em 18 de março de 2010 na revista Nature: Dust-free quasars in the early Universe.

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Pode haver vida em exoplanetas que orbitam estrelas maiores que o Sol?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

Os exobiólogos há muito especulam sobre vida extraterrestre em exoplanetas que orbitam estrelas como o nosso Sol (das classes espectrais G e K), mas ultimamente tem-se também pensado a respeito das estrelas da classe M (anãs vermelhas). Seriam as anãs vermelhas cercadas de algum exoplaneta habitável? Ou alguma exolua? Vamos deixar as anãs vermelhas para outro debate…

Assim, vamos tratar aqui do outro extremo estelar e responder a pergunta:

Seriam as estrelas das classes A e B, 2 a 15 vezes mais massivas que o Sol, candidatas a hospedar exoplanetas habitáveis?

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Spitzer revela par de anãs marrons bebês

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, contribuiu para a descoberta das anãs marrons (ou anãs castanhas) mais jovens já observadas. Se esta descoberta for confirmada, poderemos resolver o mistério astronômico de como as anãs marrons são formadas.

As anãs marrons objetos proscritos porque se encaixam entre planetas e estrelas, em termos de temperatura intrínseca e sua massa. São objetos mais frios e leves que as estrelas e mais massivas (e normalmente mais quentes) que os planetas. Isto tem gerado debates entre os astrônomos: as anãs marrons se formam como os planetas ou como as estrelas?

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Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.

Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.

O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.

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