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Pode haver vida em exoplanetas que orbitam estrelas maiores que o Sol?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

Os exobiólogos há muito especulam sobre vida extraterrestre em exoplanetas que orbitam estrelas como o nosso Sol (das classes espectrais G e K), mas ultimamente tem-se também pensado a respeito das estrelas da classe M (anãs vermelhas). Seriam as anãs vermelhas cercadas de algum exoplaneta habitável? Ou alguma exolua? Vamos deixar as anãs vermelhas para outro debate…

Assim, vamos tratar aqui do outro extremo estelar e responder a pergunta:

Seriam as estrelas das classes A e B, 2 a 15 vezes mais massivas que o Sol, candidatas a hospedar exoplanetas habitáveis?

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Spitzer revela par de anãs marrons bebês

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, contribuiu para a descoberta das anãs marrons (ou anãs castanhas) mais jovens já observadas. Se esta descoberta for confirmada, poderemos resolver o mistério astronômico de como as anãs marrons são formadas.

As anãs marrons objetos proscritos porque se encaixam entre planetas e estrelas, em termos de temperatura intrínseca e sua massa. São objetos mais frios e leves que as estrelas e mais massivas (e normalmente mais quentes) que os planetas. Isto tem gerado debates entre os astrônomos: as anãs marrons se formam como os planetas ou como as estrelas?

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Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.

Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.

O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.

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Mundos em colisão: Spitzer descobre rastros deixados por exoplanetas que se chocaram

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Um violento choque de exoplanetas no jovem sistema HD 172555 mandou para o espaço rochas derretidas e lava aquecida. O telescópio espacial Spitzer da NASA descobriu pistas de uma colisão em alta-velocidade entre dois exoplanetas recém-formados em torno de uma jovem estrela.

Os astrônomos dizem que dois corpos rochosos, um das dimensões da Lua e o outro similar a Mercúrio, colidiram entre si recentemente, nos últimos mil anos – o que é pouco tempo para os padrões cósmicos. O impacto destruiu o objeto menor, vaporizando grandes quantidades de rocha e libertando massivas quantidades de lava fervente para o espaço.

Uma curiosa animação artística ilustra o evento, neste link: http://www.nasa.gov/mission_pages/spitzer/multimedia/spitzer-20090810.html.

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Spitzer vê o Cosmos através de seus olhos “quentes” infravermelhos

Berçário Estelar DR22 na constelação de Cisne.

Berçário Estelar DR22 na constelação de Cisne.

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA está iniciando uma segunda fase da sua carreira, tomando suas primeiras imagens do Universo desde começou a esquentar.

O telescópio infravermelho esgotou seu líquido refrigerante em 15 de maio de 2009, mais de cinco anos e meio depois de seu lançamento. Desde então o Sptizer já aqueceu até os gélidos 30º Kelvin (-243º C).

As novas imagens obtidas com os dois canais do detector infravermelho de Spitzer – os dois que trabalham na nova temperatura mais temperada – demonstram que o observatório segue como uma poderosa ferramenta para estudar o empoeirado Universo. As imagens mostram uma animada região de formação estelar, os restos de uma estrela similar ao Sol e uma galáxia girando repleta de estrelas.

“O rendimento dos dois canais de comprimento curto de onda da câmara infravermelha do Spitzer basicamente não se alterou com relação ao desempenho anterior ao esgotamento do hélio líquido [refrigerante] do observatório”, disse Doug Hudgins, cientista do programa Spitzer no escritório central da NASA em Washington. “Colocando isto em perspectiva, isto significa que a sensibilidade de Spitzer nestes comprimentos de onda é aproximadamente a mesma que um telescópio em Terra de 30 metros. Estas imagens esfuziantes demonstram que o Spitzer continuará fornecendo imagens espetaculares e dados científicos de primeiro nível durante sua ‘missão aquecida’”.

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ESA/Herschel: novas imagens prometem um futuro de descobertas brilhantes

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

O observatório espacial Herschel encerrou o primeiro teste de observações com todos os seus instrumentos, com resultados espetaculares. Galáxias, berçários estelares e estrelas moribundas concorreram como os primeiros alvos do Herschel. Os instrumentos testados forneceram dados espetaculares nessa primeira tentativa, encontrando água e carbono e revelando dúzias de galáxias distantes.

Estas observações mostram que os instrumentos do Herschel estão funcionando acima das expectativas. Em decorrência do sucesso dessa primeira batelada de observações os cientistas estão otimistas e esperam que a missão Herschel seja recheada de descobertas fantásticas para o deleite dos astrônomos ansiosos. Aqui estão algumas informações sobre os ensaios efetuados com seus três principais equipamentos.

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Os campos magnéticos dominam a formação de estrelas?

Imagem de artista do conceito da influência magnética na formação estelar. Crédito: Image courtesy of Manel Carrillo, Josep Miquel Girart (CSIC-IEEC), Nimesh Patel (SMA), Spitzer. Fonte: Universe Today

Imagem de artista do conceito da influência magnética na formação estelar. Crédito: Image courtesy of Manel Carrillo, Josep Miquel Girart (CSIC-IEEC), Nimesh Patel (SMA), Spitzer. Fonte: Universe Today

Quando falamos sobre o papel dos campos magnéticos na formação de estrelas, o tamanho final da estrela resultante parece não ter relevância.

Uma equipe de investigadores, liderados por Josep Girart, do Instituto de Ciência de l’Espai na Espanha, estudou a lenta evolução de uma nuvem cósmica de poeira até tornar-se uma estrela massiva. Os cientistas concluíram que o campo magnético da nuvem de poeira estelar controla o desenvolvimento da estrela mais do que qualquer outro fator. Eles propõem que o processo seja igual para as estrelas pequenas, uma idéia que sugere uma nova forma de se entender a formação estelar no universo primordial.

O que a imagem acima representa?

A nova hipótese foi apresentada na revista Science e a concepção artística acima tenta representar este conceito. O fundo mostra uma imagem gerada pelo observatório espacial Spitzer em cor falsa da formação de estrelas massivas na região G31.41, com as cores indicando diferentes comprimentos de onda de luz. A região em zoom-in representa a emissão da poeira a partir do núcleo maciço e quente, sobrepostas com barras mostrando a estrutura do campo magnético. Retratado na parte inferior da imagem está representada a rede de radiotelescópios Submillimeter Array, no Havaí, que foi utilizada para as observações.

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M51: Herschel abre os olhos e apresenta sua primeira imagem

Imagem infravermelha colorizada em 3 cores da M51. Os tons de vermelho, verde e azul usados aqui correspondem respectivamente aos comprimentos de onda de 160, 100 e 70 mícron, capturados pela câmera PACS (Photoconductor Array Camera and Spectrometer) do telescópio espacial Herschel. As áreas azuis indicam regiões de poeira aquecida por estrelas massivas jovens, enquanto que a matéria mais fria aparece registrada em vermelho. Créditos: ESA and the PACS Consortium

Imagem com a visão ultra infravermelha colorizada em 3 tons da M51. Os tons de vermelho, verde e azul usados aqui correspondem respectivamente aos comprimentos de onda de 160, 100 e 70 mícron, capturados pela câmera PACS (Photoconductor Array Camera and Spectrometer) do telescópio espacial Herschel. As áreas azuis indicam regiões de poeira aquecida por estrelas massivas jovens, enquanto que a matéria mais fria aparece registrada em vermelho. Créditos: ESA and the PACS Consortium

Herschel, o maior telescópio de captura de imagens infravermelho já lançado ao espaço apresenta sua primeira imagem!

Essa é a galáxia M51, mais conhecida como a Galáxia do Rodamoinho, uma galáxia espiral que fica apenas a 25 milhões de anos-luz de nós. Devido a sua posição especial podemos ver seus magníficos braços espirais e toda a sua estrutura. O observatório espacial Herschel foi projetado para capturar imagens nas freqüências ultra infravermelhas, que apresentam energias bem abaixo do que nossos olhos podem ver. Nas galáxias o maior emissor desse tipo de radiação é a poeira interestelar, ou seja, as nuvens de matéria residente entre as estrelas. Essas nuvens são criadas, por exemplo, quando estrelas massivas morrem explodindo em fantásticas supernovas, espalhando 90% de sua massa, a qual irá formar novas e estrelas e sistemas planetários. O nascimento de estrelas se dá nos braços espirais desse tipo de galáxias, então quando o Herschel olhou para a M51 foi isso o que ele viu: os braços espirais destacados pela poeira cósmica aquecido. Os pontos brilhantes são nuvens de matéria aquecidas por estrelas jovens quentes e massivas. Estas áreas foram ‘coloridas artificialmente’ em tons de azul para realçar o fenômeno, significando que são regiões de mais alta energia na imagem. Aos nossos olhos, contudo, tais regiões jamais seriam vistas por emitirem apenas radiação infravermelha.

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SNR 0104: os telescópios espaciais Chandra e Spitzer mostram imagens dessa misteriosa remanescente de supernova

Remanescente de supernova SNR 0104

A intrigante nebulosa formada pelos escombros da espetacular supernova SN 0104 gerou uma nuvem irregular capturada pelas câmeras especiais do Chandra (raios-X) e Spitzer (infravermelho), que conseguem ver o que o olho humano não enxerga. Créditos: imagem em raios-X: NASA / CXC / Penn State / S.Park & J.Lee; imagem em infravermelho: NASA / JPL-Caltech

A SNR 0104 é uma remanescente de supernova com um formato incomum, como podemos ver na imagem composta acima. A SNR 0104 dista 190.000 anos-luz da Terra na galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães. Os estudos estimam que a SNR 0104 consiste de uma nebulosa remanescente com os detritos ejetados por uma supernova tipo Ia, a cataclísmica explosão de uma estrela anã-branca quando a mesma atinge o limite de Chandrasekhar (*).

Como sabemos que a progenitora da SNR 0104 foi uma supernova Ia?

Há várias evidências, por exemplo, uma típica supernova tipo Ia gera nuvens de matéria com altas quantidades de ferro e esse é o caso que se apresenta na SNR 0104.

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Cometas não só podem aniquilar a vida, mas também impedir que ela apareça!

Impressão artística de um planeta esterilizado pelo contínuo bombardeio de cometas e meteoros. Crédito: David Hardy em http://www.pparc.ac.uk/Nw/tc_images.asp

Impressão artística de um planeta esterilizado pelo contínuo bombardeio de cometas e meteoros. Crédito: David Hardy em http://www.pparc.ac.uk/Nw/tc_images.asp

Algumas estrelas têm um elevado nível de cometas à sua volta e isso pode trazer o apocalipse sobre as possíveis formas de vida enraizadas em seus planetas. Visando entender melhor como isso funciona, há uma investigação em curso para determinar qual fração de sistemas estelares que podem ser inabitáveis por causa de impactos de cometas.

Muitos dos cometas no nosso sistema Solar estão no Cinturão Kuiper, um disco cheio de detritos que se estende desde a órbita de Netuno (30 UA) para quase duas vezes o superior a essa distância. Outras estrelas têm mostrado discos de detritos semelhantes a esse. Um exemplo disso é Epsilon Eridani, estrela gêmea do Sol a 10 anos-luz da Terra, que é um sistema jovem que possui três anéis.

epsilon-eridaniCerca de 20 por cento das estrelas semelhantes ao Sol têm discos de detritos que são mais substanciais que o nosso Cinturão de Kuiper, de acordo com os dados do Telescópio Espacial Spitzer. Mais detritos podem significar mais cometas, mas isso também pode significar mais impactos assassinos em planetas semelhantes à Terra orbitando essas estrelas?

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