Posts Tagged SOHO

As sondas STEREO observam a primeira atividade de grande porte do ciclo solar 24 no lado oculto do Sol

STEREO (Behind) spacecraft observed a coronal mass ejection (CME) that erupted on the sun on May 5. Shocks accelerated by the CME produced a large Type II radio burst. The source of the CME is an active region (seen as a bright area in the green EUV 195 still) just rotating into view from STEREO Behind, and it is being followed by another.Credit: NASA/SOHO

A sonda solar STEREO B observou uma ejeção de massa coronal (CME - coronal mass ejection), na erupção solar de 5 de maio de 2009. A CME produziu uma tempestade de radio de larga escala, tipo II. A fonte da CME é uma região ativa solar (vista em verde mais claro nesta imagem obtida em 07/05 pela STEREO Behind, via dispositivo EUVI 195). Crédito: NASA/STEREO

O Sol tem se mantido muito calmo ultimamente… Assim, a visão de uma nova atividade solar de maior intensidade depois de um longo período de calmaria é saudada pelos meteorologistas espaciais. O fato marcante, contudo, é que a tempestade solar foi vista primeiro no lado oculto do Sol pela sonda solar STEREO!

Uma das sondas gêmeas STEREO da NASA (Solar TErrestrial RElations Observatory) acompanhou recentemente a primeira manifestação de atividade solar de grande porte do ciclo solar 24. Em 05 de maio de 2009 a sonda STEREO-B observou uma explosão de rádio tipo II e uma brilhante e rápida ejeção de massa coronal (CME – coronal mass ejection) que aconteceu no lado oculto do Sol (aquele que não conseguimos ver a partir dos telescópios terrestres). Essa região da ocorrência do fenômeno tornou-se visível para os observadores na Terra a partir de 8 de maio.

Vejamos a seguir mais detalhes deste fenômeno e apreciar fantásticos vídeos da atividade solar em quicktime

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , ,

Nenhum comentário.

Atenção: novo cometa nos céus – Yi-SWAN

Astrônomos amadores italianos, em 6 de abril (Ernesto Guido, Giovanni Sostero e Paul Camilleri) capturaram o cometa Yi-SWAN via telescópio refletor de 10 polegadas operado por Global-Rent-A-Scope em Mayhill, Novo México. Essa imagem é uma composição com 10 exposições de 60 segundos cada. Creditos: Ernesto Guido, Giovanni Sostero, and Paul Camilleri

Astrônomos amadores italianos, em 6 de abril (Ernesto Guido, Giovanni Sostero e Paul Camilleri) capturaram o cometa Yi-SWAN via telescópio refletor de 10 polegadas operado por Global-Rent-A-Scope em Mayhill, Novo México. Essa imagem é uma composição com 10 exposições de 60 segundos cada. Creditos: Ernesto Guido, Giovanni Sostero, and Paul Camilleri

Em 26 de março de 2009 o astrônomo amador coreano DAE-am Yi descobriu um novo cometa através de fotografias. No entanto, sua descoberta não foi anunciada oficialmente até que uma confirmação independente fosse realizada. Isso foi feito através das imagens SWAN do SOHO, obtidas pelo astrônomo profissional Rob Matson em 4 de abril. Os astrônomos do CBAT (Central Bureau for Astronomical Telegrams), centro responsável pela catalogação de cometas, conferiram e confirmaram que as duas observações se relacionavam ao mesmo objeto e oficialmente nomearam o novo cometa como Yi-SWAN (C/2009 F6).

Leia o resto desse post »

, , , , , , ,

Nenhum comentário.

Sol: onde estão as manchas solares afinal?

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Essa imagem espelha a situação do Sol em 03 de abril de 2009, 14h24min, capturada pelo Michelson Doppler Imager no observatório solar SOHO. Vemos aqui uma imagem contínua do Sol, sem nenhuma mancha solar. Crédito: SOHO, NASA/ESA

Nada tem acontecido no Sol há algum tempo, pelo menos quando discutimos sobre a presença (ou melhor: ausência) das manchas solares. “Estamos experimentando um mínimo solar muito profundo”, disse o físico solar Dean Pesnell do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mariland, EUA.

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Gráfico com os anos que apresentaram o menor número de manchas solares no último século. As barras verticais deste histograma representam o número de dias por ano em que as manchas solares estiveram ausentes. Crédito: Tony Phillips (www.science.nasa.gov)

Em 2008 não observamos nenhuma mancha solar em 266 dos 366 dias do ano (73%). A contagem das manchas solares em 2009 caiu ainda mais: até 20 de abril de 2009, 97 dos 112 dias apresentaram nenhuma mancha, ou seja, tivemos um índice de inatividade de 88%. Para aqueles que acompanham a atividade solar rotineiramente esse é o Sol mais calmo já visto em quase um século. Mas, o que isso significa para nós?

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

7 Comentários

Qual é a situação atual do Sol? Como o Sol é monitorado?

Nas imagens deste post você poderá ver as últimas imagens atualizadas do Sol a partir dos diversos observatórios que monitoram o comportamento da nossa estrela.

A imagem abaixo é fornecida pelo instrumento Michelson Doppler Imager (MDI) que é o aparelho que produz a maior quantidade de informações pelo observatório espacial SOHO.

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University

SOHO Michelson Doppler Imager (MDI) 6767 Å - Stanford University (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

Mais imagens atualizadas a seguir…

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , , , , , , , ,

5 Comentários

2012: Não haverá tempestade solar assassina

Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o sexto artigo que fala sobre a terrível tempestade Solar assassina  prevista pelos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Killer Solar Flare (2012: Não Haverá Tempestade Solar Assassina)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 21 de junho de 2008

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

Nós poderemos assistir a um descomunal espetáculo de fogos de artifício em 2012. O Sol se aproximará do seu pico no ciclo solar de 11 anos, conhecido como “máximo solar“, então devemos esperar uma grande atividade solar. Algumas previsões colocam o máximo do Ciclo Solar 24 como até mais energético que os últimos máximos solares de 2002 e 2003 (lembra-se das explosões de classe X quebrando recordes em 2003?). Os físicos solares estão entusiasmados com este novo ciclo e novos métodos de previsão têm sido colocados em uso. Deveríamos preocupar-nos?

Diferentemente dos muitos cenários do apocalipse que apresentamos aqui sobre o final do mundo baseado nas profecias Maias para o ano 2012, este cenário na realidade tem alguma base científica. Além disso, pode eventualmente até existir alguma correlação entre o ciclo solar de 11 anos e os ciclos temporais vistos no calendário Maia. Será que esta antiga civilização conseguiu compreender que os pólos magnéticos do Sol sofrem inversão de polaridade a cada década? Além disso, alguns textos religiosos dizem que o dia do ‘Fim do Mundo‘ implicará em uma grande quantidade de fogo e enxofre. Pelo que parece, a expectativa é que vamos mesmo morrer assados vivos por nossa própria estrela em 21 de dezembro de 2012!

Antes de passarmos direto para as conclusões sobre esse tema, daremos um passo atrás e vamos meditar sobre tudo isto. Assim como as demais formas nas quais o mundo terminará em 2012, a possibilidade de que o Sol expulse uma descomunal tempestade solar daninha até a Terra tem sido bastante atraente para os profetas do apocalipse. Todavia, olhando para o que realmente ocorre durante um evento de explosões solares dirigidas até nosso planeta, nós constatamos que na verdade a Terra tem estado muito bem protegida da fúria solar. Todavia, alguns satélites artificiais não estarão a salvo…

A Terra tem evoluído ao longo das eras rodeada por um ambiente altamente radioativo. O Sol lança constantemente partículas de alta energia, a partir da sua superfície dominada pelo magnetismo, através do vento solar. Durante o máximo solar (quando o Sol está em sua etapa mais ativa no ciclo solar de 11 anos), a Terra pode ter o infortúnio de estar na mira de uma explosão com a energia equivalente a 100 bilhões de vezes a bomba de Hiroshima na II Guerra Mundial. Esta explosão é conhecida como tempestade solar e seus efeitos podem causar alguns problemas aqui na Terra.

Antes de revermos aqui os efeitos colaterais na Terra, vamos analisar o comportamento do Sol e compreender as razões dele se enfurecer tanto cada 11 anos, nos períodos de “máximo solar“.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

37 Comentários

O Sol está muito calmo ultimamente. O que está acontecendo com o Sol?

A região ativa 1002 (em branco, a nordeste do centro) - crédito: SOHO, EIT, ESA, NASA, APOD {1}

A região ativa 1002 (em branco, a nordeste do centro) - crédito: SOHO, EIT, ESA, NASA, APOD {1}

O Sol tem mostrado poucas regiões ativas com uma menor quantidade de manchas solares associadas há quase um ano. Tal período de relativa calma não é usual. Sabemos com certeza que o Sol passa por um período de transição entre os ciclos solares chamado de Mínimo Solar. Historicamente, nesse período, a atividade solar tem sido reduzida. A firme ausência de tumulto na superfície solar tem sido considerada como uma situação excepcional até para o período atual de atividade mínima solar. Uma atividade tão baixa assim não ocorre há várias décadas. Alguns dias atrás, entretanto, uma região ativa “deu um alô” ( com atividades e manchas solares ) e prossegue na sua rotação através da superfície do Sol.

Podemos ver na foto essa região ativa denominada “Região Ativa 1002 (AR 1002), que foi fotografada em ultravioleta no dia 23 de setembro pelo observatório espacial SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), que orbita o Sol partilhando sua órbita com a Terra. Além da tranqüilidade na superfície Solar dados recentes coletados pela espaçonave Ulysses, através do Sistema Solar, indicam que a intensidade do vento solar emanado do Sol está no seu menor nível em 50 anos desde que ‘medidas de alta precisão’ passaram a ser realizadas.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , , ,

4 Comentários