Posts Tagged remanescente de supernova

Fermi estuda misteriosos ‘raios cósmicos’ gerados por supernovas

Imagem da remanescente de supernova SNR W44 gerada peloFermi LAT (Large Area Telescope). As cores brilhantes indicam áreas das quais uma maior quantidade de raios-gama estão chegando. Os contornos em verde indicam a remanescente de supernova vista através da radiação infravermelha. Crédito: Colaboração NASA/DOE/LAT

Imagem da remanescente de supernova SNR W44 gerada pelo Fermi LAT (Large Area Telescope). As cores brilhantes indicam áreas das quais uma maior quantidade de raios-gama estão chegando. Os contornos em verde indicam a remanescente de supernova vista através da radiação infravermelha. Crédito: Colaboração NASA/DOE/LAT

Vindos de todas as direções do céu, os raios cósmicos viajam pelo espaço a velocidades incríveis (próximas da velocidade da luz). Estes “raios”, que em sua maior parte são partículas eletricamente carregadas chamadas prótons livres, estão entre as partículas mais energéticas do Universo.

Durante quase 100 anos, estas energéticas partículas também têm estado entre as mais enigmáticas, devido às suas origens desconhecidas. Agora, pesquisadores encontraram evidências para apoiar uma velha teoria de que os raios são provenientes de supernovas, estrelas massivas em explosão.

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M1: o que resulta de uma explosão de supernova?

M1: a Nebulosa do Caranguejo fotografada pelo Hubble.

M1: a complexa nebulosa do Caranguejo fotografada pelo Hubble. Crédito: NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)

Aqui vemos o caótico resultado de uma estrela que explodiu. A Nebulosa do Caranguejo, a nebulosa remanescente da supernova vista em 1054 DC, está preenchida com filamentos misteriosos. Os filamentos, além de incrivelmente complexos, parecem ter menos massa que a expelida na supernova original e uma velocidade maior que a esperada de uma explosão livre, veja a tabela comparativa da massa do objeto antes e depois da supernova.

Antes e depois da supernova

Massa (em massa solares – M)

Estrela progenitora (antes)

9 a 11 M

Pulsar do Caranguejo (depois)

1,4 a 2 M

Nebulosa remanescente do Caranguejo (depois)

4.6 ± 1.8 M [1]

[1] An Optical Study of the Circumstellar Environment Around the Crab Nebula

A imagem acima, gerada pelo Hubble Space Telescope, está colorizada artificialmente em 3 tons de interesse científico.

SN 1054 (ou Supernova do Caranguejo) foi uma supernova Tipo II amplamente observada em todo o mundo no ano de 1054. Ela foi registrada pelos astrônomos chineses e árabes enquanto esteve brilhante o suficiente para ser vista à luz do dia por 23 dias e durante à noite por 653 dias. A estrela progenitora que sofreu colapso de seu núcleo localizava-se a uma distância de cerca de 6.300 anos luz, na nossa galáxia, a Via Láctea.

A Nebulosa do Caranguejo se espalha por cerca de 10 anos luz. No centro desta remanescente de supernova tempos o resto da estrela progenitora, um pulsar: uma estrela de nêutrons super densa, ligeiramente mais massiva que o Sol, mas com o diminuto tamanho de uma cidade pequena. O Pulsar do Caranguejo gira 30 vezes por segundo.

Foto

APOD: M1: The Crab Nebula from Hubble – Crédito: NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)

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A nebulosa de Gum sob a lente de Axel Mellinder

Vela_50mm_HaRGB_1000 Axel Mellinger Gum Nebula

Nebulosa de Gum. Crédito©: Axel Mellinder

A nebulosa de Gum ganhou esse nome em homenagem ao astrônomo australiano Colin Stanley Gum (1924-1960).

A Nebulosa de Gum é tão grande e próxima que na verdade é até difícil de visualizá-la. Na verdade, estamos a cerca de 450 anos-luz da borda frontal desta nuvem cósmica de hidrogênio brilhante e a 1.500 anos-luz de sua borda traseira.

Capturada nesta imagem de 41° de largura, um mosaico de diversas fotos em Hidrogênio-alpha, esta tênue região se esconde cercada do fundo de estrelas da Via-Láctea.

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FERMI revela os segredos dos pulsares silenciosos que só irradiam na faixa de raios-gama

Este mapa de todo o céu mostra as posições e nomes dos 16 novos pulsares detectados pelo FERMI (em amarelo) e 8 pulsares de milissegundo (magenta) estudados através do LAT. Os famosos pulsares Vela, Crab (caranguejo) e Geminga (à direita) são os mais brilhantes. Os pulsares Taz, Eel, Rabbit (coelho) foram assim chamados em função das nebulosas as quais eles energizam. O pulsar Gamma Cygni reside dentro de uma nebulosa remanescente de supernova de mesmo nome.

Este mapa de todo o céu mostra as posições e nomes dos 16 novos pulsares detectados pelo FERMI (em amarelo) e 8 pulsares de milissegundo (magenta) estudados através do LAT. Os famosos pulsares Vela, Crab (Caranguejo) e Geminga (à direita) são os mais brilhantes. Os pulsares Taz, Eel, Rabbit (Coelho) foram assim chamados em função das nebulosas as quais eles energizam. O pulsar Gamma Cygni reside dentro de uma nebulosa remanescente de supernova de mesmo nome.

Explicação sobre a imagem acima: Criados pelas supernovas, os pulsares são estrelas de nêutrons em rotação, restos de núcleos colapsados de estrelas moribundas, cinzas remanescentes das explosões de estrelas massivas. Tradicionalmente identificados e estudados através das suas emissões regulares de pulsações de rádio, duas dúzias de pulsares já foram detectadas por sua emissão de raios gama de alta energia pelo telescópio espacial FERMI (Fermi Gamma-ray Space Telescope). As descobertas incluem 16 novos pulsares identificados tão somente por sua emissão pulsante de raios gama (são pulsares silenciosos na faixa de rádio). O mapa celeste acima mostra uma visão nas frequências do espectro dos raios gama, alinhado com o plano da nossa galáxia, a Via Láctea, destacando as posições destes 24 pulsares. Os 16 novos pulsares silenciosos foram marcados com círculos amarelos. Neste mapa, os 8 pulsares de milissegundo de rádio já conhecidos estão circulados na cor magenta. Corpos estelares bizarros, os pulsares Vela, Crab (Caranguejo) e Geminga à direita são os mais brilhantes no céu de raios gama, mapeado pelo FERMI. Os pulsares Taz, Eel, e Rabbit (Coelho) ganharam seus nomes por causa das nebulosas as quais pertencem e energizam. Os pulsares Gamma Cygni e CTA 1 à esquerda residem dentro de suas nebulosas remanescentes de supernova em expansão, do mesmo nome.

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SNR 0104: os telescópios espaciais Chandra e Spitzer mostram imagens dessa misteriosa remanescente de supernova

Remanescente de supernova SNR 0104

A intrigante nebulosa formada pelos escombros da espetacular supernova SN 0104 gerou uma nuvem irregular capturada pelas câmeras especiais do Chandra (raios-X) e Spitzer (infravermelho), que conseguem ver o que o olho humano não enxerga. Créditos: imagem em raios-X: NASA / CXC / Penn State / S.Park & J.Lee; imagem em infravermelho: NASA / JPL-Caltech

A SNR 0104 é uma remanescente de supernova com um formato incomum, como podemos ver na imagem composta acima. A SNR 0104 dista 190.000 anos-luz da Terra na galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães. Os estudos estimam que a SNR 0104 consiste de uma nebulosa remanescente com os detritos ejetados por uma supernova tipo Ia, a cataclísmica explosão de uma estrela anã-branca quando a mesma atinge o limite de Chandrasekhar (*).

Como sabemos que a progenitora da SNR 0104 foi uma supernova Ia?

Há várias evidências, por exemplo, uma típica supernova tipo Ia gera nuvens de matéria com altas quantidades de ferro e esse é o caso que se apresenta na SNR 0104.

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O que acontece com a matéria atraída por um energético buraco negro?

Microquasar Cygnus X-1 e seu jato relativístico fotografado por Steve Cullen

Imagem contendo o sistema que contém o microquasar Cygnus X-1, estrela supergigante azul HDE 226868, seu jato relativístico e seu arco de matéria, formando uma nebulosa em forma de bolha. Crédito: Steve Cullen

O que acontece com a matéria que cai em um energético buraco negro?

Sabemos que no caso do microquasar Cygnus X-1, apenas uma pequena parte dessa matéria atraída caiará, de fato, dentro do buraco negro.

O gás atraído pela singularidade colide com o disco de acresção que contém o material em queda espiral ao redor do buraco negro. O resultado pode ser um microquasar que brilha em todas as freqüências do espectro eletromagnético e produz poderosos jatos expelindo a maior parte da matéria atraída, enviando-a de volta ao cosmos em velocidades próximas a velocidade da luz (velocidades relativísticas), antes mesmo que a mesma consiga se aproximar do horizonte de eventos.

A confirmação que os jatos relativísticos criados por buracos negros podem criar camadas de nuvens de matéria em expansão foi recentemente detectada pela descoberta das conchas de matéria ao redor de Cygnus X-1.

Na imagem acima, na parte superior, à direita está uma dessas conchas de material criado pelo jato relativístico do microquasar e candidato a buraco Negro Cygnus X-1.

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Foto: estrela de Wolf Rayet alimenta a nebulosa azul de bolha Sharpless 308

Sharpless 2 308 (RCW 11) é uma enorme e tênue nebulosa anelar que envolve a estrela de Wolf-Rayet (WR 6) EZ CMa na constelação de Cão Maior

Sharpless 2 308 (RCW 11) é uma enorme e tênue nebulosa anelar que envolve a estrela azul de Wolf-Rayet (WR 6) EZ CMa, no centro da foto, na constelação de Cão Maior. A estrela amarela brilhante à direita é a Omicron 1 CM. Crédito©: Don Goldman (http://dg-imaging.astrodon.com)

Empurrada pelos rápidos ventos estelares de uma estrela massiva e quente, essa  bolha cósmica é gigantesca.

A nebulosa 308 lembra um frasco de destilação em vidro usado em laboratórios de química

A nebulosa 308 lembra um frasco de destilação usado em laboratórios de química

Catalogada como Sharpless 2 308 (RCW 11), pelo astrônomo Stewart Sharpless, ela fica a cerca de 5.200 anos luz de distância na constelação do Cão Maior e cobre 2/3 de grau no céu (lembramos que a Lua cheia ocupa ½ graus no céu). Essas dimensões correspondem a um diâmetro de 60 anos-luz.

O astro que gerou essa nebulosa é a estrela de Wolf-Rayet (WR 6) EZ CMa, a brilhante estrela azul no centro da nebulosa.

Os ventos massivos gerados pela estrela de Wolf-Rayet criaram essa nebulosa em forma de bolha quando se chocaram com material anterior ejetado anteriormente por essa estrela. A nebulosa 308 tem uma idade estimada em 70.000 anos. A emissão luminosa capturada nessa imagem mostra um brilho de gás ionizado. Os átomos de oxigênio tingiram os riscos azuis.

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Estrelas desaparecidas ajudam astrônomos a comprovar a origem das supernovas tipo II

Representação artística da supernova SN 1993J

Representação artística da supernova SN 1993J, onde uma a estrela progenitora supergigante vermelha classe K (à esquerda) iniciou sua explosão depois de ter transferido parte do gás hidrogênio (cerca de 7 vezes a massa do Sol) para a sua companheira binária gigante azul classe B (à direita). Crédito: ESA

Os astrônomos confirmaram através de imagens dos telescópios Hubble e Gemini o que há muito suspeitavam: as supernovas tipo II são de fato resultantes da explosão de estrelas supergigantes vermelhas.

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Simeis 147: a Intrincada Remanescente de Supernova

Simeis 147: Remanescente de Supernova - Crédito©: J-P Metsävainio (Astro Anarchy)

Simeis 147: Remanescente de Supernova - Crédito©: J-P Metsävainio (Astro Anarchy)

É fácil se perder seguindo visualmente os intrincados filamentos nessa imagem detalhada dessa tênue nebulosa remanescente de supernova Simeis 147. Também catalogada como Sh2-240 e visível na constelação de Taurus (Touro), ela cobre quase 3º (6 luas cheias) no céu.

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O telescópio Fermi resolve mistério e descobre uma nova classe de pulsares

Mistério: onde está o pulsar? Como é que a nebulosa remanescente de supernova CTA 1 foi gerada? Onde está a estrela de nêutrons que restou da supernova que criou essa nebulosa em expansão?

O telescópio espacial Fermi revelou a estrela de nêutrons na remanescente de supernova CTA-1. Crédito: NASA, S. Pineault (DRAO) {1}

O telescópio espacial Fermi revelou a estrela de nêutrons na remanescente de supernova CTA-1. Crédito: NASA, S. Pineault (DRAO) {1}

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