Posts Tagged radiação de fundo
Experimento QUaD: os cosmologistas descobrem mais evidências para a Matéria Escura
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Matéria Escura on 5 de novembro de 2009

Os pesquisadores do QUaD usaram o telescópio de 2,6 metros mostrado aqui para ver a temperatura e polarização do fundo de microondas cósmico, uma tênue relíquia brilhante do denso e quente universo jovem. Crédito da imagem: Nicolle Rager Fuller, NSF
Um grupo de pesquisadores usando como base as medidas da radiação de fundo de microondas cósmico (uma tênue relíquia brilhante do denso e quente Universo jovem) diz que seus resultados proporcionam um apoio ao modelo cosmológico do Universo, uma previsão de que a matéria escura e a energia escura formam cerca de 95% de tudo o que existe, enquanto que a matéria convencional constitui apenas 5% do todo.
Conforme publicaram na revista The Astrophysical Journal, os pesquisadores deste projeto utilizaram o telescópio QUaD e publicaram mapas detalhados da radiação de fundo de microondas cósmico (CMB). Os cientistas centraram suas medidas nas variações de temperatura da CMB e a polarização para conhecer a distribuição de matéria nos primórdios do Universo.
Planck revela segredos do nascimento do Universo
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 3 de outubro de 2009

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será produzido em cerca de 6 meses.
A espaçonave PLANCK da ESA (European Space Agency) foi lançada no espaço em 14 de maio de 2009. Seu destino é observar o brilho do gás cósmico cerca de 380.000 anos após o Big Bang (13,73±0,12 bilhões de anos atrás), a radiação de microondas cósmica de fundo (CMB – Cosmic Microwave Background radiation).
As propriedades desta radiação de fundo poderão conter informações sobre dimensões extras ou universos múltiplos, assim como fornecer pistas sobre o que causou uma curta e incrivelmente rápida expansão universal, a Inflação Cósmica.
Quando Universos colidem, como saber sobre isso?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 2 de outubro de 2009
Se nosso Universo se chocou uma vez contra outro, como poderíamos ser capazes de ver as evidências disso nos confins do cosmos? Perguntam-se os astrofísicos.
Até onde podemos dizer, o Universo tem aproximadamente 93 bilhões de anos luz de tamanho e menos de 13,73±0,12[1] bilhões de anos de idade.
Isto é algo que tem feito os cosmologistas coçar a cabeça. Em 14[1] bilhões de anos a luz pode viajar não mais que 14 bilhões de anos-luz (!). Então, como se produziu um Universo tão grande de uma forma tão rápida?
A melhor explicação que temos hoje é o misterioso processo chamado ‘inflação cósmica’. A idéia geral por trás disto é que pouco depois de seu nascimento, o Universo incrementou rapidamente seu tamanho por muitas ordens de magnitude em uma pequena fração de tempo, um instante cósmico.
Os cosmologistas adoram pensar sobre qual foi o gatilho que disparou a inflação universal. Resposta curta: nada se sabe na realidade, embora a especulação sobre isso continue firme e forte.
Um problema menos conhecido e explorado é ‘o que poderia haver detido a inflação’. Por que então o Cosmos não seguiu expandindo-se neste ritmo exponencial?
Uma das respostas mais curiosas é esta: que o Universo ainda está se expandindo e que vivemos em uma diminuta região de estabilidade, uma bolha cósmica em meio a uma gigantesca tormenta universal.
Obviamente, nossa bolha cósmica seria apenas uma entre outras incontáveis bolhas.
Mas, como poderíamos ver alguma vez uma destas bolhas se elas devem estar além da fronteira intransponível (para os nossos instrumentos de medição) do Universo visível?
Qual é a idade do Universo? Como calcular isso?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 1 de outubro de 2009

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP
Há quanto tempo o Big Bang aconteceu? Qual é melhor estimativa da idade do Big Bang? A resposta mais apurada é:
13,73 bilhões de anos ± 120 milhões de anos
Esta foi a mais recente conclusão do time de astrônomos que trabalhou com os últimos dados da sonda WMAP.
É importante destacar que esta estimativa da idade do Big Bang fornecida pelo time do WMAP é totalmente independente de outras 3 estimativas conhecidas da idade do Universo, tais como:
- A idade dos elementos químicos
- A idade dos aglomerados estelares antigos
- A idade das anãs brancas mais antigas
Vejamos a seguir o que estes 3 métodos independentes calcularam…
Planck: a nave espacial criogênica atingiu seu destino no ponto de Lagrange L2
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Telescópios on 12 de julho de 2009
Na quinta-feira passada, à noite, os detectores do Instrumento de Alta Freqüência do observatório espacial Planck alcançaram a sua extraordinariamente baixa temperatura de funcionamento: – 273,05ºC, tornando este satélite o objeto conhecido mais frio no Espaço. O satélite também acaba de atingir a sua órbita definitiva, em torno do segundo ponto de Lagrange do sistema solar, conhecido como L2.
O observatório espacial Planck está equipado com um complexo sistema de refrigeração com quatro componentes. O primeiro é um equipamento de refrigeração passivo que reduz a sua temperatura até aos -230ºC, através da emissão de calor para o espaço. Três refrigeradores ativos conseguem a partir daí reduzir ainda mais a temperatura até -273,05ºC, apenas 0,1ºC acima do zero absoluto – a temperatura mais baixa do Universo.
Esta temperatura ultra baixa é necessária para que os detectores do Planck possam estudar a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background radiation – CMB), a primeira luz emitida pelo Universo, apenas 380 mil anos após o Big Bang, montando um mapa cartográfico com as medições da temperatura da CMB em todo o céu.
Novo modelo cosmológico tenta dar novas pistas sobre o Big-Bang e o Universo inflacionário
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Matéria Escura on 27 de dezembro de 2008
A comunidade científica em geral pensa que todo e qualquer traço do que havia antes do Big-Bang foi apagado, ou seja, não pode ser medido, detectado ou observado. Agora, um grupo de astrofísicos acredita que interpretando vestígios dos estágios iniciais do Universo poderão trazer-nos algumas pistas sobre isso. Marc Kamionkowski, do Caltech (California University of Technology), EUA, declarou que “Não é mais uma completa loucura perguntar-se ‘o que aconteceu antes do Big-Bang‘”. Kamionkowski liderou um time que propôs um modelo matemático explicando uma anomalia na teoria da distribuição uniforme da radiação e matéria. Esse estudo foi detalhado no jornal cientifico Physical Review D.
O Universo Inflacionário – Crédito: WMAP Science Team, NASA. O Universo tem se expandido gradualmente. Entretanto, sua expansão inicial foi extraordinariamente tão rápida quanto o seu crescimento desde as flutuações em escala quântica em um trilionésimo de um segundo. De fato, esse cenário cosmológico, denominado Inflação, tem sido esmiuçado, evidenciado e quantificado pela análise de 5 anos dos dados do observatório espacial WMAP. Os equipamentos do WMAP detectaram a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background – CMB) – o brilho residual do Universo primordial. O extraordinário sucesso WMAP na exploração do primeiro trilionésimo de segundo, favorecendo os cenários da teoria inflacionária se apóia na sua habilidade de realizar medidas precisas e inéditas das propriedades da radiação de microondas de fundo. As sutis propriedades são destiladas das condições do Universo primordial relacionadas aos seus primeiros momentos de existência. O diagrama esquemático acima retrata os 13,7 bilhões de anos (além do trillionésimo de um segundo) da história do Universo desde a escala quântica inicial até a escala da formação das estrelas, galáxias e planetas.
A Expansão Exponencial do Universo
Os investigadores analisaram o fenômeno chamado inflação, inicialmente proposto em 1980 por Alan Güth, que infere que o espaço expandiu-se exponencialmente nos instantes seguintes ao Big-Bang.
Adrienne Erickcek, do time da Caltech, explicou que o problema da tese da inflação, entretanto, é que o Universo não é tão uniforme quanto à forma simplificada que a teoria original preconiza – há assimetria.
Até recentemente as medidas da radiação cósmica de fundo (CMB – uma forma de radiação eletromagnética que permeou o Universo cerca de 400.000 anos depois do Big-Bang) estavam consistentes com a tese da inflação cósmica – as flutuações minúsculas na CMB pareciam, na média, estarem espalhadas por todas as direções.
Há alguns anos um grupo de pesquisadores que incluía Krzysztof Gorski do Jet Propulsion Laboratory da NASA (JPL), Pasadena, Califórnia, emiuçou dados do observatório espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe). Os cientistas perceberam que a amplitude das flutuações na CMB não é a mesma em todas as direções como a tese inflacionária sustenta.
5 anos do WMAP revelaram três grandes segredos do Universo: os neutrinos primordiais, o fim da idade das trevas e a inflação cósmica
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 2 de setembro de 2008

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP
Aos 5 anos do programa WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a NASA relembra as grandes descobertas que permitiram aperfeiçoamento do nosso conhecimento sobre a história do Universo. Trata-se de um tesouro de informação, que contempla, entre outras, essas três grandes descobertas:
- Novas evidências que um verdadeiro mar de neutrinos cósmicos, permeia o Universo (o ‘fundo cósmico de neutrinos’);
- Claras evidências que as primeiras estrelas levaram mais de quinhentos milhões de anos para criar um nevoeiro cósmico;
- A teoria da inflação cósmica (expansão do Universo durante o seu primeiro bilionésimo de segundo) foi refinada.
“Estamos a vivendo em uma época extraordinária”, exclamou Gart Hinshaw do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland. “A nossa geração é a primeira na História da Humanidade a realizar medições tão detalhadas e em distâncias tão longínquas no Universo.”





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