Posts Tagged proto-estrela

Herschel revela buraco no céu ao observar a nebulosa NGC 1999

Herchel e o buraco espacial na NGC 1999. Crédito: ESA/Herschel

Herchel e o buraco espacial na NGC 1999. Crédito: ESA/Herschel

Um vazio no espaço?

Herschel, o grande telescópio espacial infravermelho da ESA, fez uma descoberta incomum: um buraco no espaço. Este buraco forneceu aos cientistas um surpreendente caminho para elucidar o final do processo de formação de estrelas.

As estrelas surgem em berçários estelares, nuvens densas de pó e gás que agora podem ser estudadas com detalhe graças aos olhos infravermelhos do Herschel. Embora já tenhamos observado jatos de plasma e ventos estelares originados de estrelas novas, permanece como um mistério a forma exata como uma estrela provoca o afastamento do material envolvente e consegue emergir do seu casulo de nascimento. Ao mirar este ‘buraco cósmico’ o Herschel flagrou um passo inesperado neste processo da formação estelar.

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Como se forma a água onde nascem os mundos similares a Terra

A água tem papel fundamental na formação dos planetas telúricos hospitaleiros a vida.

A água tem papel fundamental na formação dos planetas telúricos hospitaleiros a vida.

Em um estudo que ajuda a explicar as origens da água na Terra, astrônomos da Universidade de Michigan defendem a tese de que o vapor d’água pode formar-se espontaneamente nas zonas habitáveis dos sistemas solares e que desenvolve uma capa na atmosfera do planeta que ajuda proteger as outras moléculas de água e os compostos orgânicos da daninha radiação estelar.

As moléculas orgânicas tais como os açúcares e os aminoácidos são elementos precursores da vida.

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É possível a formação de exoplanetas ao redor de estrelas binárias?

Por dos sóis gêmeos em mundo alienígena. Crédito: NASA/JPL

Por de sóis gêmeos em mundo alienígena. Crédito: NASA/JPL

Os criativos escritores de ficção científica e artistas espaciais descrevem freqüentemente uma encantadora paisagem do por de sóis gêmeos, onde um par de estrelas binárias se oculta atrás do horizonte (lembramos de Star Wars). Embora saibamos que possam existir exoplanetas em tais sistemas binários orbitando em ressonância, isto só aparece como certo para exoplanetas já completamente formados. Poderiam assim os sistemas estelares em formação suportar a existência de um disco de acresção e a partir deste permitir a formação de novos planetas? Esta é a questão que M. G. Petr-Gotzens e S. Daemgen do ESO (European Southern Observatory) junto com S. Correia do Instituto Astronômico de Postdam tentam agora responder.

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Spitzer revela par de anãs marrons bebês

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, contribuiu para a descoberta das anãs marrons (ou anãs castanhas) mais jovens já observadas. Se esta descoberta for confirmada, poderemos resolver o mistério astronômico de como as anãs marrons são formadas.

As anãs marrons objetos proscritos porque se encaixam entre planetas e estrelas, em termos de temperatura intrínseca e sua massa. São objetos mais frios e leves que as estrelas e mais massivas (e normalmente mais quentes) que os planetas. Isto tem gerado debates entre os astrônomos: as anãs marrons se formam como os planetas ou como as estrelas?

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Será o Lítio um elemento chave para a busca de sistemas planetários extra-solares?

Infografía de un hipotético sistema planetario con una estrella similar al Sol. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia/IAC (www.iac.es)

Desenho de um hipotético sistema planetário com uma estrela similar ao Sol. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia/IAC (www.iac.es)

As estrelas similares ao Sol com baixo conteúdo de lítio destacam-se como fortes candidatas a abrigar planetas, segundo afirma um estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC). O lítio (um dos elementos mais leves que se conhece e bem fácil de detectar através das análises do espectro da luz emanada por estrelas) agora se destaca como um novo rastro a seguir na busca de sistemas planetários semelhantes ao nosso.

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Discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 2: Marte e Mercúrio foram formados das sobras da Terra e Vênus?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. Agora, no recente encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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Os campos magnéticos dominam a formação de estrelas?

Imagem de artista do conceito da influência magnética na formação estelar. Crédito: Image courtesy of Manel Carrillo, Josep Miquel Girart (CSIC-IEEC), Nimesh Patel (SMA), Spitzer. Fonte: Universe Today

Imagem de artista do conceito da influência magnética na formação estelar. Crédito: Image courtesy of Manel Carrillo, Josep Miquel Girart (CSIC-IEEC), Nimesh Patel (SMA), Spitzer. Fonte: Universe Today

Quando falamos sobre o papel dos campos magnéticos na formação de estrelas, o tamanho final da estrela resultante parece não ter relevância.

Uma equipe de investigadores, liderados por Josep Girart, do Instituto de Ciência de l’Espai na Espanha, estudou a lenta evolução de uma nuvem cósmica de poeira até tornar-se uma estrela massiva. Os cientistas concluíram que o campo magnético da nuvem de poeira estelar controla o desenvolvimento da estrela mais do que qualquer outro fator. Eles propõem que o processo seja igual para as estrelas pequenas, uma idéia que sugere uma nova forma de se entender a formação estelar no universo primordial.

O que a imagem acima representa?

A nova hipótese foi apresentada na revista Science e a concepção artística acima tenta representar este conceito. O fundo mostra uma imagem gerada pelo observatório espacial Spitzer em cor falsa da formação de estrelas massivas na região G31.41, com as cores indicando diferentes comprimentos de onda de luz. A região em zoom-in representa a emissão da poeira a partir do núcleo maciço e quente, sobrepostas com barras mostrando a estrutura do campo magnético. Retratado na parte inferior da imagem está representada a rede de radiotelescópios Submillimeter Array, no Havaí, que foi utilizada para as observações.

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A misteriosa origem do Sistema Solar tem novas pistas?

Uma estrela seis vezes mais massiva que o Sol influenciou no “nascimento do Sistema Solar”?

Uma equipe internacional liderada pelos astrofísicos espanhóis descobriu que a origem de alguns dos elementos radioativos encontrados nos meteoritos mais primitivos, cuja origem data da época de formação do Sistema Solar, podem ter sido criados a partir de uma estrela com seis massas solares atravessando a última fase de sua vida que passou pela vizinhança solar.

Visão artística do disco protoplanetário nos primeiros instantes da formação do sistema solar. Foto: Gabriel Pérez Díaz.

Visão artística do disco protoplanetário nos primeiros instantes da formação do sistema solar. Foto: Gabriel Pérez Díaz.

A incógnita da origem dos componentes radioativos encontrados nos meteoritos mais primitivos, aqueles que se remontam a formação de nosso Sistema Solar, parece ter uma nova resposta. Um grupo internacional de astrofísicos, liderado por investigadores espanhóis, chegou à conclusão que esses isótopos radioativos poderiam vir de uma antiga estrela do tamanho de seis massas solares nos últimos momentos de sua vida. Estes elementos poderiam ter desempenhado um papel essencial na evolução dos primeiros blocos originais dos planetas rochosos que formam o Sistema Solar.

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Como nasceram as primeiras estrelas no Universo

Concepção artistica mostrando as primeiras estrelas do Universo rodeadas por gás (em vermelho). Cortesia de David A. Aguilar (CfA)

Concepção artística mostrando as primeiras estrelas do Universo rodeadas por gás (em vermelho). Cortesia de David A. Aguilar (CfA)

Atualmente ainda não é possível para nós olharmos as primeiras estrelas do Universo, denominadas estrelas “População III”, com nossos telescópios, mas isso não impede que os pesquisadores entendam como esses enormes objetos estelares emergiram das eras da escuridão ["dark ages"] quando o Universo ainda era jovem.

Através de simulações por supercomputador em 3 dimensões os cientistas conseguiram obter a mais detalhada visão até o momento de como evoluíram as primeiras estrelas após o Big Bang.

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