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TED: O astrônomo Dimitar Sasselov explica sobre astrobiologia, o programa Kepler e a intrigante busca por exoplanetas similares a Terra

Dimitar Sasselov falando no TED em julho de 2010

Dimitar Sasselov falando no TED em julho de 2010

Em julho de 2010, o astrônomo Dimitar Sasselov proferiu uma apresentação no TED sobre astrobiologia e o programa Kepler de busca por exoplanetas.

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HD 209458 b: VLT detecta pela primeira vez uma super tempestade em exoplaneta

Impressão artística do exoplaneta HD 209458 b por L. Calçada (ESO)

Impressão artística do exoplaneta HD 209458 b por L. Calçada (ESO)

Pela primeira vez os astrônomos conseguiram avaliar uma mega-tempestade na atmosfera de um exoplaneta, um “Júpiter quente”. As observações do comportamento atmosférico do monóxido de carbono mostraram que este gás se move em um turbilhão de alta velocidade que se desloca do lado diurno super aquecido para o lado noturno mais frio. Além disso, os astrônomos descobriram algo inédito: mediram a velocidade orbital do próprio exoplaneta, permitindo assim a determinação direta de sua massa.

HD 209458 b claramente não é um local hospitaleiro. Ao estudar o venenoso monóxido de carbono com precisão, descobrimos evidências de um super vento, que sopra a uma velocidade espantosa de 5.000 a 10.000 km por hora,” disse Ignas Snellen, que lidera a equipe de astrônomos.

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Como encontrar um mundo habitável? Por que a taxonomia dos exoplanetas é a dor de cabeça dos cientistas planetários?

O zoológico exoplanetário

O zoológico exoplanetário

Caleb Scharf escreveu uma interessante crítica na Scientific American descrevendo as dores dos cientistas planetários (How to find a habitable exoplanet: Don’t look for oneComo encontrar um exoplaneta habitável: não procure especificamente por ele) e faz algumas recomendações interessantes sobre como a pesquisa exoplanetária deve ser conduzida:

Como encontrar um mundo habitável: não procure especificamente por ele!

A maioria dos cientistas planetários diz que os objetos que eles estudam são muito mais complexos e difíceis de categorizar que quaisquer outros objetos lá fora no Universo. Esta assertiva contundente é, de fato, surpreendente e interessante, e tem se tornado um ponto comum entre os especialistas em ciência exoplanetária. Devemos nos lembrar que a maior parte da exploração telescópica ao longo dos últimos 400 anos tem sido basicamente sobre taxonomia estelar, dispondo os objetos estelares dentro de suas classes correspondentes.

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Programa Kepler informa sobre 706 estrelas candidatas a hospedar exoplanetas

Observatório Espacial Kepler da NASA

Observatório Espacial Kepler da NASA

Em 15 de junho de 2010 a equipe da missão Kepler de busca por exoplanetas divulgou os resultados de 43 dias de análise sobre o comportamento de mais de 156.000 estrelas. Kepler mantém estas estrelas sobre vigilância rotineira a fim de detectar mudanças sutis na sua luminosidade. O programa Kepler tem como principal objetivo a pesquisa por planetas extrasolares similares a nossa Terra.

Os cientistas irão usar este banco de dados para determinar se há (ou não) exoplanetas em órbita, causando variações no brilho de 306 estrelas candidatas. Estas estrelas compõem uma gama completa de diversas temperaturas, tamanhos e idades. Há estrelas estáveis e outras pulsantes. Há estrelas manchadas, parecidas com as manchas solares e há outras que produzem explosões de plasma que poderiam esterilizar seus exoplanetas mais próximos.

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Inédito! ESO segue diretamente o movimento de um exoplaneta em Beta Pictoris

Ilustração do exoplaneta Beta Pictoris b. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração do exoplaneta Beta Pictoris b. Crédito: ESO/L. Calçada

Grande avanço! O ESO anunciou que os astrônomos conseguiram, pela primeira vez, rastrear o movimento de um exoplaneta, à medida que este se move de um lado de sua estrela hospedeira, Beta Pictoris para o outro lado. Considerando apenas os poucos exoplanetas observados por imagens diretas, este objeto em questão é o que tem a menor órbita, situando-se quase tão perto da sua estrela como Saturno está do Sol. Dada esta similaridade, os cientistas sugerem que este exoplaneta pode ter sido gerado de forma semelhante aos planetas gigantes do Sistema Solar. Como Beta Pictoris é uma estrela relativamente bem jovem, esta descoberta trás evidências que planetas gigantes gasosos podem se formar a partir dos discos de poeira e gás em apenas alguns milhões de anos, uma escala de tempo consideravelmente curta em termos cosmológicos.

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Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas

Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas por M López del Fresno

Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas. Crédito da ilustração: M López del Fresno

Um estudo conduzido por astrônomos do Centro Espanhol de Astrobiologia (CSIC-INTA) mostra pela primeira vez evidências claras de que a radiação coronal das estrelas tem vaporizando a atmosfera dos exoplanetas durante suas primeiras etapas de vida. O estudo analisou informações sobre 75 planetas extra-solares para verificar a relação entre a radiação de raios X produzidos na corona da estrela hospedeira e a massa de seus exoplanetas.

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BD +20 1790b é o exoplaneta mais jovem já descoberto

Visão artística do exoplaneta mais jovem já identificado: BD +20 1790b. Crédito: M. Hernán-Obispo

Visão artística do exoplaneta mais jovem já identificado: BD +20 1790b. Crédito: M. Hernán-Obispo

Um time multinacional de astrônomos descobriu o mais novo planeta extra-solar em torno de uma estrela similar ao Sol, chamado BD +20 1790b. Trata-se também do exoplaneta mais jovem já catalogado.

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Será o Lítio um elemento chave para a busca de sistemas planetários extra-solares?

Infografía de un hipotético sistema planetario con una estrella similar al Sol. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia/IAC (www.iac.es)

Desenho de um hipotético sistema planetário com uma estrela similar ao Sol. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia/IAC (www.iac.es)

As estrelas similares ao Sol com baixo conteúdo de lítio destacam-se como fortes candidatas a abrigar planetas, segundo afirma um estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC). O lítio (um dos elementos mais leves que se conhece e bem fácil de detectar através das análises do espectro da luz emanada por estrelas) agora se destaca como um novo rastro a seguir na busca de sistemas planetários semelhantes ao nosso.

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WASP 18b: o raro planeta suicida que espirala em queda para dentro de sua estrela mãe

Visão artística mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter Quente' que orbita bem próximo de sua estrela mãe.

Visão artística mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter Quente' que orbita bem próximo de sua estrela mãe.

Um exoplaneta muito raro, recentemente descoberto, está caindo em espiral e será absorvido pela sua estrela no futuro próximo. A descoberta, realizada por uma equipe internacional que inclui astrônomos da Universidade de St. Andrews, é tão extravagante que as probabilidades de achar tal cenário desta etapa final de vida de um exoplaneta como este seriam de 1.000 contra 1. O “enorme novo planeta”  foi descoberto pelo programa SuperWASP do Reino Unido, onde a Universidade de St. Andrews é uma das organizações patrocinadoras.

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Encontraram o primeiro planeta extragaláctico em Andrômeda!

Andrômeda (M31)

Um planeta extrasolar pode ter sido detectado na galáxia vizinha Andrômeda (Imagem: Bill Schoening, Vanessa Harvey/REU program/NOAO/AURA/NSF)

Utilizando uma técnica chamada Pixel-lensing, um grupo de astrônomos italianos pode ter detectado mais um planeta em órbita de outra estrela. Mas o que esse planeta difere dos demais 300 exoplanetas já descobertos? Sua estrela mãe é de outra galáxia, isto é, trata-se do primeiro planeta extra-galáctico já descoberto, pois ele pertence a galáxia de Andrômeda!

Tecnicamente, verificou-se que uma estrela em M31 tem um companheiro com cerca de 6 vezes a massa de Júpiter, e que este companheiro poderia ser uma anã marrom ou um exoplaneta. Seja qual for a situação, isso é uma façanha notável, encontrar um objeto deste tamanho em outra galáxia, distante 2,5 milhões de anos-luz.

A técnica de ‘pixel-lensing’ ou microlente gravitacional, foi uma técnica desenvolvida para pesquisar MACHOs (MAssive Compact Halo Objects) no halo galáctico da Via Láctea. Devido ao fato que os raios luminosos se curvam quando passam perto de um objeto massivo, a gravidade de uma estrela próxima intensifica a luz para a Terra de uma estrela distante. Esta técnica é sensível para encontrar planetas em nossa própria galáxia, com tamanhos variando de planetas de gigantes como Júpiter a super-terras. Recentemente, também, os astrônomos utilizaram a microlente gravitacional para serem capazes de ver cerca de uma dúzia de estrelas em M31, o que representa uma conquista notável por si só.

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