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Hubble celebra seu 20º aniversário revelando fantásticas imagens de épicas montanhas espaciais na nebulosa Carina

Esta turbulência cósmica reside dentro de um berçário estelar chamado Nebulosa Carina, que dista 7.500 anos-luz na constelação de Carina visível nos céus do hemisfério sul. A Wide Field Camera 3 do Hubble observou estes pilares em 1 e 2 de fevereiro de 2010. Crédito: NASA / ESA / M. Livio & Hubble 20th Anniversary Team (STScI)

Esta turbulência cósmica reside dentro de um berçário estelar chamado Nebulosa Carina, que dista 7.500 anos-luz na constelação de Carina visível nos céus do hemisfério sul. A Wide Field Camera 3 do Hubble observou estes pilares em 1 e 2 de fevereiro de 2010. Crédito: NASA / ESA / M. Livio & Hubble 20th Anniversary Team (STScI)

Hoje, 24 de abril de 2010, celebramos o 20º aniversário do lançamento do telescópio orbital Hubble. Assim, os cientistas do Hubble liberaram novas imagens dos pilares de uma nebulosa bem conhecida por nós.

A fotografia deslumbrante que o Hubble capturou mostra apenas uma pequena parte da nebulosa Carina, um dos maiores berçários estelares próximos de nós.

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M16: ESO mostra uma águia de proporções cósmicas

Nebulosa da Águia. Crédito: ESO La Silla Chile.

Nebulosa da Águia - M16. Crédito: ESO La Silla Chile.

M16: Situada a cerca de 7.000 anos-luz de distância, na direção da Constelação da Serpente, conhecida popularmente como a Nebulosa da Águia é um berçário estelar brilhante, uma região de gás e poeira onde há uma pletora de estrelas em formação e um enxame de estrelas jovens, quentes (NGC 6611) e de grande massa. A poderosa radiação e os ventos fortes provenientes destas estrelas energéticas dão forma aos pilares do tamanho de 1 ano-luz, vistos na imagem em contraste com o fundo brilhante da nebulosa. A própria nebulosa tem uma forma que lembra uma águia, sendo as “garras” os pilares centrais.

O enxame estelar foi descoberto pelo astrônomo suíço, Jean Philippe Loys de Chéseaux, em 1745-46. Vinte anos depois o caçador de cometas francês, Charles Messier, detectou a nebulosa, de forma independente, e a incluiu com o número 16 no seu famoso catálogo. Messier notou que as estrelas se encontravam rodeadas de um brilho fraco. A Nebulosa da Águia atingiu a fama em 1995, quando os seus pilares centrais apareceram em relevo na famosa imagem ‘pilares da criação’, obtida com o Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA. Em 2001, o Very Large Telescope do ESO (VLT) obteve outra imagem espantosa da nebulosa (Foto do ESO 37/01), no espectro do infravermelho, oferecendo aos astrônomos uma visão penetrante das poeiras obscurecidas e mostrando claramente as estrelas em formação nestes pilares.

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O que está acontencendo no centro da Via Láctea? Hubble e Spitzer ajudam a responder

Mosaico do centro da Via Láctea

Mosaico do centro da Via Láctea em infravermelho (clique na imagem para ver o mosaico em alta resolução)

Esta imagem composta do centro da Via Láctea revela uma população de estrelas massivas e detalhes de estruturas complexas no gás ionizado girando em torno do centro (300 anos-luz). Esse panorama é a imagem mais nítida em infravermelho já obtida do núcleo galáctico. Crédito: Hubble, NASA, ESA & D. Q. Wang (U. Mass, Amherst); Spitzer, NASA, JPL & S. Stolovy (SSC/Caltech) {1}

O que está acontecendo no centro da nossa galáxia?

Para ajudar a descobrir os telescópios espaciais orbitais Hubble e Spitzer combinaram seus esforços para inspecionar a região a um nível de detalhe inédito na faixa do espectro da radiação infravermelha. A radiação infravermelha é particularmente muito útil para analisar o centro da Via Láctea uma vez que a luz visível emanada pelos objetos centrais é obscurecida pela poeira cósmica.

A imagem acima é o resultado do agrupamento de mais de 2.000 imagens do NICMOS, equipamento do Hubble Space Telescope, criadas em 2008.

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