Posts Tagged oxigênio

Planeta em chamas? O oxigênio que alimentou o fogo ao longo das eras…

Fogo!

Fogo!

Os incêndios que têm assolado vários estados no Brasil recentemente não se comparam aos que infestaram a Terra durante a Era Paleozóica. Naquela época, os níveis de oxigênio na atmosfera terrestre ultrapassavam os 30% (contra os 21% atuais), os insetos eram gigantescos e até as plantas úmidas e verdes alimentavam fogos dezenas de vezes mais freqüentes e vigorosos em comparação aos que atualmente testemunhamos.

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Como funciona a alquimia das estrelas? A nucleossíntese dos elementos químicos no Universo

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturado em 2007 e de rádio fornecido pela rede de radiotelescópios Very Large Array NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturada em 2007, e de rádio fornecida pela rede de radiotelescópios Very Large Array da NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A fabulosa produção de elementos químicos mais pesados em explosões de supernova é algo que hoje em dia não mais nos surpreende. Mas, exatamente, onde e quando a nucleossíntese se processa? Isto ainda não está plenamente claro para nós. Além disso, as tentativas de modelar por computador os cenários de colapso de núcleo das estrelas ainda desafiam os limites de capacidade de processamento atuais dos mais poderosos computadores científicos do mundo.

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Cientistas encontram evidências que planetas tipo Terra são bastante comuns na Via Láctea ao analisar a química de 146 anãs brancas

Anã Branca. Crédito: Frak Gregorio

Anã Branca. Crédito: Frak Gregorio

Estaria Frank Drake certo? Há quase meio século, o astrônomo americano postulava, baseado em probabilidade estatística pura, que a Via Láctea pode estar cheia de planetas semelhantes à Terra. Agora, novas observações da química de estrelas antigas ‘aposentadas’, objetos semelhantes ao que irá acontecer com o Sol no futuro, em 7 bilhões de anos, conhecidas como anãs brancas, sugerem que a esmagadora maioria delas tinha, quando estavam na seqüência principal, pelo menos, um mundo rochoso orbitando-a. Assim, porque as estrelas semelhantes ao Sol poderiam compor até a metade da população da Via Láctea de centenas de bilhões de estrelas, tal implica que pode haver centenas ou mesmo milhares de civilizações habitando nossa galáxia.

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Podem os planetas similares a Terra estar repletos de carbono?

Podem os planetas extrasolares consistir em globos de grafite e diamante?

Os planetas similares a Terra ao redor de outras estrelas podem estar compostos não de rochas mas sim de carbono, com uma crosta de grafite, um interior de diamante e oceanos de alcatrão. Crédito: Lynette Cook

Os planetas similares a Terra ao redor de outras estrelas podem estar compostos não de rochas mas sim de carbono, com uma crosta de grafite, um interior de diamante e oceanos de alcatrão. Crédito: Lynette Cook

A astronomia é a ciência do exótico, no entanto, o que os astrônomos mais desejam encontrar é apenas o que nos é familiar: outro planeta como a Terra, um rosto hospitaleiro em um Cosmos altamente hostil. O observatório espacial Kepler, que foi lançado em março de 2009 é atualmente o melhor instrumento para descobrir planetas similares a Terra ao redor de estrelas similares ao Sol, ao contrário dos planetas gigantes que os caçadores de exoplanetas têm descoberto até o momento. Muitos até estimam que o ano de 2010 será o ano das exo-Terras. Mas se os exoplanetas gigantes até então encontrados, que efetivamente não têm o aspecto que os astrônomos estavam esperando, servem de alguma indicação para nós, essas exo-Terras também não devem ser mundos familiares.

Os teóricos tem estimado nos últimos anos que outros planetas com a massa da Terra podem ser enormes gotas de água, bolas de nitrogênio ou pedaços de ferro. Dê o nome do seu elemento ou composto favorito e alguém irá imaginar um planeta feito primordialmente do mesmo. Na prática, o espectro de possibilidades depende em grande parte da proporção relativa entre o carbono e o oxigênio. Depois dos elementos mais leves (hidrogênio e hélio), sabemos que o carbono e o oxigênio são verdadeiramente os elementos mais comuns em todo o universo. Em um sistema planetário, no seu bojo, estes se emparelham para formar o monóxido de carbono. Assim, o elemento deste par que têm um ligeiro excesso termina por dominar a química do planeta.

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Descobertos dois corpos com o tamanho da Terra e com atmosferas de oxigênio!

O objeto SDSS 1102+2054 é uma anã-branca com forte presença de oxigênio.

O objeto SDSS 1102+2054 é uma anã-branca com forte presença de oxigênio.

Astrofísicos encontraram dois corpos do tamanho da Terra com atmosferas ricas em oxigênio – o único problema é que eles são estrelas, não são planetas.

Astrofísicos da Universidade de Warwick e da Universidade de Kiel descobriram dois corpos do tamanho da Terra com atmosferas ricas em oxigênio – porém há uma desvantagem para quem procura um potencial lar para a vida alienígena ou mesmo uma futura casa para nós porque na realidade não são planetas, mas duas estrelas anãs brancas incomuns.

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Será Europa capaz de suportar vida? Há oxigênio suficiente neste mundo oceânico?

Europa fotografada pela sonda robótica Galileu

Europa fotografada pela sonda robótica Galileu. Crédito: Projeto Galileo, JPL, NASA; reprocessada por Ted Stryk

Europa: A sonda robótica Galileu capturou imagens de Europa durantes sua longa missão orbitando Júpiter  de 1995 a 2003. Aqui vemos planícies de gelo brilhante, fissuras que se estendem até o horizonte e fraturas (trilhas) escuras que possivelmente contem tanto gelo como poeira. Uma superfície mais elevada aparece particularmente perto do zona de penumbra desta foto, onde sombras são projetadas. Europa tem quase o mesmo tamanho da nossa Lua, mas seu relevo é muito mais suave, mostrando poucas áreas elevadas ou largas crateras de impacto. Europa é uma lua que pode ser classificada como um mundo habitável tipo 3, segundo a classificação de Jan Hendrik Bredehöft da Open University no Reino Unido: “Os corpos que possuam água líquida, mas que fica embaixo de uma camada de gelo ao invés da sua superfície”.

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Hubble mostra evidências de um aglomerado de raríssimas anãs brancas de Hélio, cinzas de minúsculas estrelas que morreram prematuramente

Uma anã branca em um sistema binário

Uma anã branca em um sistema binário

Como este antigo aglomerado de estrelas evoluiu?

Vinte e quatro objetos estelares incomuns, cinzas de estrelas consumidas, 18 das quais recentemente descobertas, foram observadas pelo Telescópio Espacial Hubble. Estas estrelas são anãs brancas, o destino comum de uma estrela morta, mas estas são raras porque são compostas principalmente de Hélio-4 em vez das ‘anãs brancas padrão’ compostas de carbono e oxigênio que estamos habituados a encontrar. Esta é a primeira vez que se observa uma grande série de anãs brancas com núcleo de Hélio dentro de um aglomerado globular, um denso enxame estelar que contém algumas das mais antigas estrelas em nossa galáxia.

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