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Ausência de hidrogênio e acetileno na superfície de Titã seriam indícios da presença de vida alienígena? [ATUALIZADO]

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Duas assinaturas potenciais da presença da vida em Titã, lua de Saturno, foram encontradas pela sonda robótica Cassini. Os cientistas, no entanto, apontam que reações químicas não biológicas também podem gerar tais cenários.

Titã tem um clima frio demais para suportar a existência de água líquida em sua superfície. No entanto, alguns exobiólogos têm sugerido que formas exóticas de vida poderiam viver em seus lagos líquidos de metano e etano que pontuam a superfície desta gigantesca lua.

Em 2005, Chris McKay do Ames Research Center da NASA em Moffett Field, junto com Heather R. Smith do International Space University em Strasbourg, França, sugeriram que tais micróbios poderiam existir através da respiração do gás hidrogênio e se alimentando da molécula orgânica acetileno, criando o metano como resíduo do processo digestivo.

Este processo biológico implicaria na falta de acetileno em Titã e na exaustão do hidrogênio na superfície lunar, onde os micróbios habitariam, os cientistas alegam.

Agora, medições realizadas pela sonda Cassini confirmaram estas previsões, sugerindo que este tipo de vida poderia lá estar presente.

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As estranhas manchas detectadas em Plutão pelo Hubble podem ser alcatrão e gelo

Recentemente o telescópio orbital Hubble forneceu aos cientistas imagens em primeiro plano de Plutão com detalhes inéditos. A partir destas imagens sem precedentes foram identificadas misteriosas manchas claras e escuras na superfície deste planeta anão. Agora os pesquisadores julgam ter uma melhor idéia do que está causando essas manchas estranhas.

As faces de Plutão: o disco central (180o) mostra uma região brilhante misteriosa que é rica em monóxido de carbono. Crédito: NASA, ESA e M. Buie (Southwest Research Institute)

As faces de Plutão: o disco central (180o) mostra uma região brilhante misteriosa que é rica em monóxido de carbono. Crédito: NASA, ESA e M. Buie (Southwest Research Institute)

As imagens geradas pelo Hubble, divulgadas em fevereiro de 2010, revelaram Plutão como um mundo cor de mel orbitando na periferia do Sistema Solar, um objeto com surpreendentes variações de brilho em toda a sua superfície. Baseados em análises mais detalhadas posteriores, os cientistas sugerem que as manchas escuras podem representar partes da superfície cobertas por uma camada primordial de compostos orgânicos.

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Aquecimento global: massivas erupções vulcânicas foram responsáveis pelo Máximo Térmico Paleoceno-Eoceno de 55 milhões de anos atrás?

Cristais de Zircônio datados de 55 milhões de anos atrás sugerem que massivas erupções vucânicas aqueceram a Terra. Crédito: Svensen et al.

Cristais de Zircônio datados de 55 milhões de anos atrás sugerem que massivas erupções vucânicas aqueceram a Terra. Crédito: Svensen et al.

Vamos falar sobre aquecimento global? Há cerca de 55 milhões de anos, as temperaturas globais aumentaram em cerca de 5˚C e assim permaneceram durante 170.000 anos. Sabemos que nesta época milhares de espécies marinhas primitivas se extinguiram. Paradoxalmente, esta extinção marinha coincidiu com uma era de aumento na diversidade das plantas sem precedentes bem como a ascensão dos mamíferos como o ramo animal dominante. Agora os pesquisadores julgam ter descoberto a causa do efeito estufa de 55 milhões de anos atrás: uma enorme série de erupções submarinas pode ter saturado o ar com possivelmente bilhões de toneladas de metano (CH4), sabidamente um gás com capacidade de produzir o efeito estufa com intensidade 60 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2).

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O VLT do ESO investiga o verão de Tritão revela sua atmosfera de Metano e Monóxido de Carbono

Ilustração de L. Calçada mostra como a maior lua de Netuno, Tritão, se parece a partir de elevada altura em relação a sua superfície. O Sol aparece distante acima, à esquerda e Netuno crescente surge à direita. Os astrônomos do ESO usaram o dispositivo CRIRES do VLT para inspecionar o verão no hemisfério sul de Tritão. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração de L. Calçada mostra como a maior lua de Netuno, Tritão, se parece a partir de elevada altura em relação a sua superfície. O Sol aparece distante acima, à esquerda e Netuno crescente surge à direita. Os astrônomos do ESO usaram o dispositivo CRIRES do VLT para inspecionar o verão no hemisfério sul de Tritão. Crédito: ESO/L. Calçada

A primeira análise já realizada no espectro infravermelho da atmosfera de Tritão, lua de Netuno, revela detalhes do seu hemisfério sul que se encontra no verão. Uma equipe de cientistas europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO e lá descobriu monóxido de carbono e metano, pela primeira vez a partir de observações de telescópios terrestres. Estas observações revelam que a fina atmosfera de Tritão varia de estação para estação, tornando-se mais espessa quando está quente.

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Nova técnica para detectar exoplanetas tipo Terra a partir de observatórios terrestres

Concepção artística do exoplaneta HD 189733b, do telescópio que o estudou e sua composição química. Crédito: NASA

Concepção artística do exoplaneta HD 189733b, do telescópio que o estudou e sua composição química. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Os astrônomos descobriram uma nova técnica que utiliza telescópios terrestres para estudar as atmosferas de planetas extrasolares, acelerando a nossa procura por planetas tipo-Terra que apresentam moléculas relacionadas com a presença da vida. O artigo que descreve a pesquisa, A ground-based near-infrared emission spectrum of the exoplanet HD 189733b, foi publicado em 04 de fevereiro de 2010 na revista Nature.

Os cientistas desenvolveram a nova técnica ao usar um telescópio infravermelho da NASA, no Havaí, para identificar um tipo de molécula orgânica na atmosfera do exoplaneta HD 189733b, do tamanho de Júpiter, situado a cerca de 63 anos-luz de distância.

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O mistério sobre origem do metano na atmosfera marciana ganha novas pistas

Os cientistas ainda não sabem o suficiente para dizer com certeza qual é a fonte do metano em Marte. Nesta ilustração, a água subsuperficial, o dióxido de carbono e o aquecimento interno do planeta Marte se combinam para libertar metano. Embora não tenhamos evidências da haver atividade vulcânica atual em Marte, metano aprisionado em "gaiolas de gelo" poderá ter sido liberado. Crédito: NASA/Susan Twardy

Os cientistas ainda não sabem o suficiente para dizer com certeza qual é a fonte do metano em Marte. Nesta ilustração, a água subsuperficial, o dióxido de carbono e o aquecimento interno do planeta Marte se combinam para libertar metano. Embora não tenhamos evidências de haver atividade vulcânica atual em Marte, o metano possivelmente aprisionado em "gaiolas de gelo" poderá ter sido liberado. Crédito: NASA/Susan Twardy

A presença do metano sempre causa frisson nos astrônomos…

O mistério da presença do metano na atmosfera de Marte continua intrigando os cientistas. Agora, em novo estudo publicado em 9 de dezembro de 2009, na revista Earth and Planetary Science Letters, os cientistas eliminaram a possibilidade do metano ter sido trazido à Marte por meteoritos, levantando novas esperanças que o gás tenha sido gerado por atividades biológicas no Planeta Vermelho.

O metano tem um curto ciclo de vida em Marte, cerca de poucas centenas de anos, porque é constantemente destruído pelas reações químicas na atmosfera do planeta, causadas pela luz solar. Assim, o metano não resiste muito tempo sob a luz do Sol que o destrói rapidamente, formando outras moléculas orgânicas. Por esta razão o descobrimento de metano em qualquer ponto do Sistema Solar sempre causa frisson nos astrônomos,  já comentado em “Como Titã conseguiu sua atmosfera rica em Metano?“.

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Como Titã conseguiu sua atmosfera rica em Metano?

Oceanos de hidrocarbonetos em Titã, lua de Saturno (Crédito: Steven Hobbs, Brisbane, Austrália)

Oceanos de hidrocarbonetos em Titã, lua de Saturno (Crédito: Steven Hobbs, Brisbane, Austrália)

A presença do metano da atmosfera de Titã, lua de Saturno, tem intrigado a os astrônomos durante décadas. Agora julgam que foi descoberta sua origem.

O metano não resiste muito tempo sob a luz do Sol. Os raios solares o destroem rapidamente, formando outras moléculas orgânicas. Assim, o descobrimento de metano em qualquer ponto do Sistema Solar sempre causa frisson nos astrônomos.

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Metano na atmosfera marciana

Metano-em-Marte-NASA

A figura acima é uma imagem de Marte com um mapa da recente detecção de metano. A parte em vermelho mostra uma maior concentração de metano.

Recentemente, dados de espectroscopia confirmaram a existência do gás metano na atmosfera marciana. Sua fonte ainda é um mistério e isso tem gerado uma possibilidade fantástica: vida extraterrestre! Mas espere um pouco, tenho que deixar algo bem claro, os marcianos não são homenzinhos verdes (ou cinzas) cheios de más intenções para conosco.

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