Posts Tagged Mars Reconnaissance Orbiter

MRO revela vastas geleiras escondidas em Marte

Mapa de Marte gerada pelo instrumento Shallow Radar da MRO mostra depósitos glaciais. O mapa cobre uma área de 1050 por 775 km. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/University of Rome/Southwest Research Institute

Mapa de Marte gerada pelo instrumento Shallow Radar da MRO mostra depósitos glaciais. O mapa cobre uma área de 1050 por 775 km. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/University of Rome/Southwest Research Institute

Imagens de radar recentemente capturadas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) mostraram que vastos glaciares (de água congelada em Marte) são comuns na região de latitude média ao norte de Marte, mas temos que procurar sob a superfície para encontrá-las.

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HiRISE revela contornos pseudo-geométricos em alto-relevo na paisagem marciana

Em 13 de janeiro de 2010 o time do programa HiRISE da Universidade do Arizona liberou intrigantes novas imagens de Marte. Alfred McEwan, membro do time do programa HiRISE, Universidade do Arizona, comentou as descobertas.

1) Relevos intrigantes na bacia de Hellas

Interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: HiRISE

IMAGEM 1: (ESP_016022_1420) interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: NASA / JPL / Universidade do Arizona / HiRISE

O piso da bacia de Hellas em Marte é muitas vezes obscurecido pela névoa atmosférica e a poeira, mas tende a ser bastante claro nesta época do ano, quanto ocorre a primavera no norte e outono no sul do planeta vermelho.

Na imagem acima HiRISE nos apresenta relevos intrigantes no chão da bacia de Hellas, em formatos muito estranhos. Aqui, explicou McEwan, os materiais parecem ter corrido de maneira viscosa, como o gelo, na superfície da bacia de Hellas. As características de fluxo viscoso são mais comuns nas latitudes médias de Marte, mas os da bacia de Hellas são especialmente únicos, por razões desconhecidas.

Esta sub-imagem mostra uma área interessante colorida (as áreas avermelhadas têm mais poeira).

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Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas

Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas  (PSP_007962_2635). Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

CO² em sublimação ejeta nuvem de poeira sobre as dunas marcianas (PSP_007962_2635). Existe uma vasta região de dunas de areia no norte de Marte, em altas latitudes. No inverno marciano, uma camada de gelo de dióxido de carbono (CO²) cobre as dunas, e na primavera o gelo se evapora quando o sol aquece o solo. Este é um processo muito ativo e a areia é deslocada abaixo das cristas das dunas, formando manchas escuras. Como a resolução da imagem é 32 cm/pixel os objetos presentes com mais de 96 cm de diâmetro são discerníveis. Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

Não! Não são arbustos no deserto marciano…

A ilusão marciana

Nuvens de poeira em erupção natural em Marte criaram nesta imagem estruturas surpreendentes que se parecem com ‘arbustos’, nesta paisagem próxima ao pólo norte marciano. Mas não se iluda: trata-se apenas de uma ilusão de ótica.

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Exército multifuncional de robôs exploradores irá invadir Titã

Armada de robôs exploradores invade Titã, lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech

Armada de robôs exploradores invade Titã, lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech

Uma verdadeira armada de robôs poderá um dia voar sobre os cumes das montanhas de Titã, lua de Saturno, cruzar suas vastas dunas e navegar em seus mares.

Wolfgang Fink, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA, diz que estamos à beira de uma grande revolução científica na exploração planetária e que a próxima geração de exploradores robóticos não será em nada parecida como vemos atualmente.

“A maneira pela qual iremos explorar outros mundos amanhã irá ter um gosto diferente de qualquer bebida que já tenhamos experimentado”, disse Fink, recentemente nomeado como Professor Notável Edward e Maria Keonjian em microeletrônica da Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Nós estamos saindo das abordagens tradicionais de espaçonaves robóticas únicas [como a Opportunity em Marte] sem redundâncias e comandadas [pelos engenheiros] aqui na Terra e estaremos adotando novos modelos que permitem levar consigo múltiplos robôs de baixo custo, auto-comandados ou que comandam outros robôs, para explorar vários locais ao mesmo tempo”.

Fink e os membros de sua equipe da Caltech, do USGS (U.S. Geological Survey) e da Universidade do Arizona, estão desenvolvendo software de inteligência artificial e construíram uma plataforma de ensaio robótica que pode simular um robô-geólogo ou um robô-astronauta, capazes de trabalhar independentemente e como parte de um grupo maior de robôs. Este software permitirá a um robô pensar por si próprio, identificar problemas e possíveis riscos, determinar áreas de interesse e priorizar alvos para estudos mais detalhados.

Hoje a exploração robótica funciona da seguinte forma: os engenheiros enviam uma seqüência de comandos a um jipe-robô-explorador ou uma sonda, para executar certas tarefas e depois esperam que sejam executadas. Eles têm pouca ou nenhuma flexibilidade na mudança do seu “plano de jogo” à medida que os eventos se desenrolam em tempo real. Por exemplo, nos cenários de observação de um desmoronamento em ação, de uma erupção criovulcânica à medida que ela se desenvolve ou para investigar um evento de liberação de metano.

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HiRISE apresenta Noctis Labyrinthus em Marte

Espetacular visão de Noctis Labyrinthus (labirinto de Noctis) por HiRISE. Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Espetacular visão de Noctis Labyrinthus (labirinto de Noctis) por HiRISE. Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Imagem do Labirinto de Noctis mostra camadas de sedimentos na porção inferior de dois pequenos platôs (buttes) vizinhos.

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Viagem até Marte? Cuidado com os raios cósmicos!

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Colônia em Marte? Cuidado com os raios cósmicos ao explorar o planeta vermelho!

Esqueça o risco de uma explosão acidental de foguetes ou de receber um golpe de algum escombro espacial errante. O maior problema a ser enfrentado pelos astronautas em uma missão espacial de longa duração, fora da órbita inferior terrestre (onde reside a ISS – Estação Espacial Internacional) é, de fato, evitar os danosos raios cósmicos que o campo magnético e a consistente atmosfera terrestre nos protege. Tais ameaças oriundas do espaço exterior podem ser um dos maiores desafios para uma possível futura missão tripulada para Marte.

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Chuva de raios cósmicos. Crédito: Simon Swordy (U. Chicago), NASA

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HiRISE liberou milhares de novas imagens que mostram Marte em alta resolução

Formações sobre a capa residual de gelo no pólo sul marciano

Formações sobre a capa residual de gelo no pólo sul marciano (ESP_012941_0930). Resolução de 24,5 cm/pixel: objetos com ≈74 cm de diâmetro são visíveis. Crédito: NASA/JPL/University of Arizona

Milhares de novas imagens de Marte, geradas a partir de mais de 1.500 observações telescópicas pela sonda robótica MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) foram liberadas ao público. Essas imagens mostram fantásticas visões de dunas, crateras, camadas geológicas, sedimentos, marcas causadas pelo degelo e outras facetas do Planeta Vermelho.

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Imagens de Marte da HiRISE impressionam os cientistas na conferência de Geomorfologia

Cratera Herschel em Marte fotografada pelo High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE). Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona

Cratera Herschel em Marte fotografada pelo High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE). Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona

Imagens dramáticas de Marte têm revelado vulcões, lagos e gelo na superfície do planeta vermelho, graças ao satélite orbital MRO (Mars Reconnaissance Orbiter).

Dunas de areia em Marte. Crédito: NASA/JPL/University of Arizona

Dunas de areia em Marte. Crédito: NASA/JPL/University of Arizona

As fotos de Marte, capturadas pelos sensíveis instrumentos da MRO conseguem resolução tão poderosa que são capazes de mostrar características do solo marciano em detalhes menores que 1 metro e que permitirão aos cientistas encontrar os lugares mais seguros para futuras missões. Essas imagens ajudam também a entender como se comporta o clima marciano, no presente e no passado e também contribui para compreendermos melhor o clima terrestre.

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E a pedra rolou ladeira abaixo… em Marte!

Imagem da pedra que rolou ladeira abaixo em uma avalanche em Marte. Crédito: HiRISE e colorização feita por Stuart Atkinson (http://cumbriansky.wordpress.com/)

Imagem da pedra que rolou ladeira abaixo em uma avalanche em Marte. Crédito: HiRISE e colorização feita por Stuart Atkinson (http://cumbriansky.wordpress.com/)

Marte não é um mundo morto como se pensava e diversas imagens retratam esse fato.

Stuart Atkinson (Stu) é membro da UnmannedSpaceflight.com e tem um blog, Cumbrian Sky.

Em 30 de março de 2009, Stu colocou algumas fotos de Marte em seu website, contando sua história de como ele criou essa imagem fantástica da “pedra que rolou a ladeira” a partir de uma foto comum da câmera HiRISE na sonda robô Mars Reconnaisaince Orbiter.

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HiRISE guia o robô explorador Opportunity em sua incrível jornada pelas dunas de Marte rumo à cratera Endeavour

Robô Opportunity trafega sobre as dunas marcianas (NASA/HiRISE/Universidade do Arizona)

Robô Opportunity trafega sobre as dunas marcianas (NASA/HiRISE/Universidade do Arizona)

Não nos resta dúvida que são imagens como essa que reforçam as perspectivas do programa de exploração de Marte. Atualmente temos dois veículos de exploração que têm viajado através da paisagem de Marte há 5 anos (Êpa! Eles foram projetados para operar por apenas três meses!), além de 3 satélites orbitando o planeta vermelho suportando uma grande variedade de estudos científicos. A sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) orbita Marte a 250 km de altura e tem cumprido sua missão de “reconhecimento orbital” brilhantemente. É através desse satélite que o programa High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) está ajudando o robô explorador Opportunity a achar o melhor caminho através das ondulantes dunas de areia do Meridiani Planum. São robôs ajudando outros robôs em Marte…

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