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O campo magnético da Terra é mais antigo do que pensávamos

Interpretação artística de uma aurora na Terra Aurora há 3,4-4,45 bilhões de anos. A oval da aurora era bem maior em relação ao que acontece hoje. Trata-se do resultado da interação de um fraco campo magnético dipolar terrestre e a pressão do vento solar com uma dinâmica mais acentuada. A intensidade da aurora é mais brilhante, devido à maior densidade do vento solar, muitas vezes maior do ocorre hoje. A cor dominante reflete as energias das partículas em precipitação na antiga atmosfera redutora. Créditos: J. Tarduno e R. Cottrell

Interpretação artística de uma aurora na Terra Aurora há 3,4-4,45 bilhões de anos. A oval da aurora era bem maior em relação ao que acontece hoje. Trata-se do resultado da interação de um fraco campo magnético dipolar terrestre e a pressão do vento solar com uma dinâmica mais acentuada. A intensidade da aurora é mais brilhante, devido à maior densidade do vento solar, muitas vezes maior do ocorre hoje. A cor dominante reflete as energias das partículas em precipitação na antiga atmosfera redutora. Créditos: J. Tarduno e R. Cottrell

O campo magnético da Terra, que nos protege da radiação letal do Sol, bem como dos ventos solares, surgiu no núcleo do planeta ainda mais cedo do que se pensava na história da Terra. Embora esse campo, há 3,45 bilhões de anos, não tenha sido forte o suficiente para proteger a vida na Terra, novas descobertas sugerem que o jovem planeta era significativamente mais úmido do que é agora, conforme grupo de pesquisadores que descobriram um campo magnético antigo congelado nas rochas encontradas na África do Sul.

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Vamos descobrir em breve uma exolua tal como a lua Pandora do filme Avatar?

Nesta concepção artística vemos um planeta gigante hipotético com uma lua 'tipo-Terra' similar a exolua Pandora do filme Avatar. Pesquisas recentes mostram que se econtrarmos tal exolua na zona habitável de uma estrela próxima, o telescópio James Webb Space Telescope será capaz de estudar sua atmosfera e detectar gases importantes para a vida tais como o dióxido de carbono, o metano, o vapor d'-água e o oxigênio. Crédito: David A. Aguilar, CfA

Nesta concepção artística vemos um planeta gigante hipotético com uma enorme lua 'tipo-Terra' similar a exolua Pandora do filme Avatar. Pesquisas recentes mostram que se econtrarmos tal exolua na zona habitável de uma estrela próxima, o telescópio James Webb Space Telescope será capaz de estudar sua atmosfera e detectar gases importantes para a vida tais como o dióxido de carbono, o metano, o vapor d'-água e o oxigênio. Crédito: David A. Aguilar, CfA

O novo sucesso do cinema “Avatar” se passa em uma lua habitável e habitada chamada Pandora, que orbita o planeta fictício gigante gasoso Polyphemus no sistema real de Alfa Centauri.

Embora as luas que conseguem suportar a vida como Pandora ou a lua coberta de florestas de Endor (do filme Star Wars) sejam criações da ficção científica, os astrônomos estão ainda por descobrir as luas extrasolares (exoluas). Entretanto, a existência de exoluas tem relevância científica e os pesquisadores poderão em breve não só conseguir descobri-las como também analisar suas atmosferas buscando por sinais da presença de vida como a conhecemos, tais como a existência de oxigênio e de vapor d’-água.

“Se Pandora existisse, nós potencialmente poderemos detectá-la e estudar sua atmosfera nos próximos anos”, disse a astrofísica Lisa Kaltenegger do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Massachusetts. EUA.

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2012: Don Yeomans, cientista da NASA e coordenador do programa NEO, explica o que não vai acontecer em 2012

Don Yeomans, cientista e pesquisador sênior da NASA, responsável pelo programa de busca de asteróides potencialmente perigosos (NEO) publicou um artigo falando a respeito das verdades científicas sobre os alegados eventos de 2012.

Don Yeomans é cientista sênior na NASA e coordenador responsável pelo programa NEO de busca por asteróides perigosos.

Don Yeomans é cientista sênior na NASA e coordenador responsável pelo programa NEO de busca por asteróides perigosos.

Aparentemente há uma grande dose de interesse das pessoas em objetos celestiais, suas localizações e trajetórias ao final do ano de 2012 Eu pessoalmente adoro um bom livro ou um filme, tanto como você. Mas é importante ressaltar que o que estamos vendo no ciberespaço, na TV e nos cinemas sobre 2012 não é baseado em ciência. Existe até um falso website com ‘notícias da NASA’ na rede…

Veja abaixo o vídeo da sua entrevista sobre 2012:

Assim, tendo em vista estes fatos, apresentaremos aqui a realidade científica sobre os eventos celestiais previstos para o ano de 2012.

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2012: Não haverá tempestade solar assassina

Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o sexto artigo que fala sobre a terrível tempestade Solar assassina  prevista pelos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Killer Solar Flare (2012: Não Haverá Tempestade Solar Assassina)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 21 de junho de 2008

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

Nós poderemos assistir a um descomunal espetáculo de fogos de artifício em 2012. O Sol se aproximará do seu pico no ciclo solar de 11 anos, conhecido como “máximo solar“, então devemos esperar uma grande atividade solar. Algumas previsões colocam o máximo do Ciclo Solar 24 como até mais energético que os últimos máximos solares de 2002 e 2003 (lembra-se das explosões de classe X quebrando recordes em 2003?). Os físicos solares estão entusiasmados com este novo ciclo e novos métodos de previsão têm sido colocados em uso. Deveríamos preocupar-nos?

Diferentemente dos muitos cenários do apocalipse que apresentamos aqui sobre o final do mundo baseado nas profecias Maias para o ano 2012, este cenário na realidade tem alguma base científica. Além disso, pode eventualmente até existir alguma correlação entre o ciclo solar de 11 anos e os ciclos temporais vistos no calendário Maia. Será que esta antiga civilização conseguiu compreender que os pólos magnéticos do Sol sofrem inversão de polaridade a cada década? Além disso, alguns textos religiosos dizem que o dia do ‘Fim do Mundo‘ implicará em uma grande quantidade de fogo e enxofre. Pelo que parece, a expectativa é que vamos mesmo morrer assados vivos por nossa própria estrela em 21 de dezembro de 2012!

Antes de passarmos direto para as conclusões sobre esse tema, daremos um passo atrás e vamos meditar sobre tudo isto. Assim como as demais formas nas quais o mundo terminará em 2012, a possibilidade de que o Sol expulse uma descomunal tempestade solar daninha até a Terra tem sido bastante atraente para os profetas do apocalipse. Todavia, olhando para o que realmente ocorre durante um evento de explosões solares dirigidas até nosso planeta, nós constatamos que na verdade a Terra tem estado muito bem protegida da fúria solar. Todavia, alguns satélites artificiais não estarão a salvo…

A Terra tem evoluído ao longo das eras rodeada por um ambiente altamente radioativo. O Sol lança constantemente partículas de alta energia, a partir da sua superfície dominada pelo magnetismo, através do vento solar. Durante o máximo solar (quando o Sol está em sua etapa mais ativa no ciclo solar de 11 anos), a Terra pode ter o infortúnio de estar na mira de uma explosão com a energia equivalente a 100 bilhões de vezes a bomba de Hiroshima na II Guerra Mundial. Esta explosão é conhecida como tempestade solar e seus efeitos podem causar alguns problemas aqui na Terra.

Antes de revermos aqui os efeitos colaterais na Terra, vamos analisar o comportamento do Sol e compreender as razões dele se enfurecer tanto cada 11 anos, nos períodos de “máximo solar“.

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2012: Não haverá inversão dos pólos magnéticos da Terra

Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o quinto artigo que fala sobre a suposta inversão dos pólos magnéticos da Terra  prevista pelos falsos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Geomagnetic Reversal (2012: Não Haverá Inversão Geomagnética)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 3 de outubro de 2008

2012: Não haverá inversão geomagnética na Terra!

2012: Não haverá inversão geomagnética na Terra!

Aparentemente, em 21 de dezembro de 2012, nosso planeta experimentará um poderoso evento. Desta vez não estamos falando do Planeta X, Nibiru ou uma tempestade solar “assassina”, este evento terá suas origens nas profundezas do núcleo do nosso planeta, forçando uma mudança catastrófica em nosso campo magnético protetor. Não apenas notaremos uma rápida redução na força do campo magnético como também nós veremos como os pólos magnéticos irão reverter rapidamente sua polaridade, isto é, o pólo norte magnético se deslocará para o pólo sul geográfico e vice-versa. Então, o que tal significa para nós? Se nós acreditarmos nos profetas do apocalipse, estaremos então expostos a vastas quantidades de radiação emitida pelo Sol.

raios-cosmicos

Raios Cósmicos - Crédito: Simon Swordy (U. Chicago), NASA

Com uma inversão do campo magnético terrestre virá também um enfraquecimento na capacidade da Terra em desviar os raios cósmicos. Nossa armada de satélites de comunicação e militares sofrerá queda em suas órbitas, adicionando caos ao cenário. Haverá distúrbios sociais, guerras, fome e um colapso econômico. Sem GPS, nossas linhas aéreas também se arrebentarão contra o solo…

Usando as Profecias Maias como desculpa para criar novas e explosivas formas nas que nosso planeta poderá ser destruído em 2012, os profetas do apocalipse usam a teoria do deslocamento geomagnético como se a mesma fosse uma verdade absoluta e inquestionável. Essa atitude é simplesmente devida ao fato que os cientistas estimaram que mudanças na polarização magnética terrestre talvez pudessem acontecer dentro de milhares de anos. Para os falsos profetas, todavia, tal parece evidência suficiente de que ocorrerá nos próximos quatro anos. Desgraçadamente, embora a teoria das migrações nos pólos magnéticos tenha algum respaldo científico, como veremos mais a frente aqui, não há hoje nenhuma forma ou técnica com a qual alguém possa afirmar que uma inversão geomagnética terá lugar nos próximos dias ou nos próximos milhões de anos

Primeiro, devemos diferenciar os conceitos de “inversão geomagnética” e “mudança polar”. A “inversão geomagnética” é uma mudança no campo magnético da Terra que se dá quando o pólo norte magnético desloca-se para o pólo sul geográfico e vice-versa. Quando tal processo se completar as nossas bússolas passariam a apontar para Antártida, no pólo-sul geográfico, como o sendo o pólo norte ao invés do nordeste do Canadá. As “mudanças polares” são eventos incomparavelmente menos freqüentes, que provavelmente ocorreram raríssimas vezes dentro escala de tempo do Sistema Solar (cerca de 4,55 bilhões de anos). Há exemplos de planetas que sofreram uma mudança polar catastrófica: Vênus (que gira na direção oposta do resto dos planetas por ter sido golpeado por um evento descomunal, tal como uma colisão com um planeta errante – veja as razões aqui em “Qual a razão do movimento retrógrado de Vênus?“) e Urano (o qual gira de lado, com seu eixo deslocado por um impacto, ou algum efeito gravitacional causado por Júpiter e Saturno). Muitos autores (incluindo os próprios profetas do apocalipse) citam freqüentemente esses dois cenários notadamente distintos, inversão geomagnética e mudança polar, como sendo a mesma coisa, o que está totalmente errado. Tendo esclarecido esse ponto, vamos então tratar a seguir do cenário: “inversão geomagnética“.

Qual é a freqüência das ocorrências do fenômeno da inversão geomagnética?

Vejamos a seguir…

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Amostras de rochas lunares trazidas pela missão Apollo 17 ajudam cientistas a apurar a idade da Lua

O Cientista-astronauta Harrison Schmidt fotografado perto de uma grande rocha durante uma exploração da superficie lunar feita por ele e pelo companheiro, o astronauta da Apollo 17, Eugene Cernan. Esta grande rocha foi chamada “Split Rock” (Pedra Rachada). Cientistas analisaram amostras tiradas da "Split Rock" e concluiram que ela foi formada por solidificação de material de impacto. Isto quer dizer que "Split Rock" foi formada por rocha derretida, lançada pelo impacto de um meteorito. Ao fundo vemos o jipe lunar que foi utilizado pelos astronautas para se deslocarem para longe do local de pouso e coletar amostras lunares.

O cientista-astronauta Harrison Schmidt fotografado perto de uma grande rocha durante uma exploração da superfície lunar feita por ele e pelo companheiro, o astronauta da Apollo 17 Eugene Cernan. Esta grande rocha foi chamada “Split Rock” (Pedra Rachada). Os cientistas analisaram amostras tiradas da "Split Rock" e concluíram que ela foi formada por solidificação de material de impacto. Isto quer dizer que "Split Rock" foi formada por rocha derretida, lançada pelo impacto de um meteorito. Ao fundo vemos o jipe lunar que foi utilizado pelos astronautas para se deslocarem para longe do local de pouso e coletar amostras lunares.

Uma pequena quantidade do mineral zircônio, mais antiga que qualquer uma já encontrada na Terra, foi extraída a partir de uma amostra de rocha trazida pelos astronautas da missão Apollo 17. O mineral encontrado ajudará na apuração da data em que a Lua recém formada se solidificou.

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