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ESO libera imagem de campo profundo que mostra o aglomerado Abell 315 e um mar de galáxias

Imagem de campo profundo liberada pelo ESO mostra o aglomerado Abell 315 e um exame de galáxias. Clique na imagem para ver em alta resolução no site do ERO. Crédito: ESO/J. Dietrich

Imagem de campo profundo liberada pelo ESO mostra o aglomerado Abell 315 e um exame de galáxias. Clique na imagem para ver as versões em alta resolução no site do ESO. Crédito: ESO/J. Dietrich

Abell 315

ESO divulgou nova imagem de largo campo que revela milhares de galáxias longínquas, entre as quais se encontra um grande grupo pertencente a um aglomerado de galáxias de grande massa Abell 315. Embora nos pareça bem denso em sua composição de objetos, este aglomerado de galáxias é apenas uma “ponta de iceberg”, por que Abell 315 é dominado pela matéria escura. Assim, a gigantesca quantidade de massa de Abell 315 desvia a luz emitida pelas galáxias de fundo, distorcendo ligeiramente seus formatos, aos nossos olhos.

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Técnica baseada nas lentes gravitacionais confirma a idade do Universo

Sistema B1608+656 através de lentes gravitacionais. Crédito:  Sherry Suyu (Argelander Institut für Astronomie, Bonn, Alemanha).

Sistema B1608+656 visto através de lentes gravitacionais. Crédito: Sherry Suyu (Argelander Institut für Astronomie, Bonn, Alemanha).

Usando galáxias inteiras e aglomerados galácticos como lentes para a observação de outras galáxias, os pesquisadores têm uma nova maneira e precisa para medir o tamanho e a idade do Universo e como ele se expande rapidamente, junto com as demais técnicas independentes. Estas medidas determinam um valor para a constante de Hubble, que indica o tamanho do Cosmos e confirma a idade do Universo avaliada em 13,75 bilhões de anos, com uma margem de erro de 170 milhões de anos. Os resultados também confirmam a força da energia escura, responsável pela aceleração da expansão do Universo.

Os pesquisadores do Instituto Kavli para Astrofísica de Partículas e Cosmologia (KIPAC) no SLAC National Accelerator Laboratory do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Universidade de Stanford, a Universidade de Bonn  e outras instituições dos Estados Unidos e Alemanha, publicaram os resultados da pesquisa na edição de 1 de março do The Astrophysical Journal. Os pesquisadores usaram os dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e mostraram maior precisão proporcionada pela combinação com os dados da sonda Wilkinson Anisotrópica de Microondas (WMAP).

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Telescópio APEX do ESO mostra fábricas de estrelas nos confins do Universo através de lente gravitacional

Esta impressão artística da galáxia longínqua SMM J2135-0102 mostra nebulosas brilhantes com centenas de anos-luz de tamanho, que são regiões de ativa formação estelar. Crédito:ESO/M. Kornmesser

Esta impressão artística da galáxia longínqua SMM J2135-0102 mostra nebulosas brilhantes com centenas de anos-luz de tamanho, que são regiões de ativa formação estelar. Crédito:ESO/M. Kornmesser

Pela primeira vez, os astrônomos mediram diretamente o tamanho e o brilho de regiões de formação estelar numa galáxia longínqua, graças a uma descoberta inesperada através do telescópio APEX [3]. A galáxia encontra-se tão distante e sua luz demorou 10 bilhões de anos para nos atingir. A feliz existência de uma “lente gravitacional” cósmica serve como uma lupa que amplifica esta galáxia, dando-nos assim uma visão detalhada que seria impossível de se obter de outra maneira. Com isto temos agora um cenário real para ilustrar a formação estelar vigorosa e agitada nas galáxias do Universo primordial, com maternidades estelares a com taxas de formação estelar cem vezes mais depressa do vemos galáxias próximas. Este trabalho foi publicado na revista Nature.

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CL0024+1654: Hubble mostra como um aglomerado galáctico atua como lente gravitacional

O aglomerado galáctico CL0024 1654 atua aqui como Lente Gravitacional. Crédito: NASA, ESA, H. Lee & H. Ford (Johns Hopkins U.)

O aglomerado galáctico CL0024+1654 atua aqui como Lente Gravitacional. Crédito: NASA, ESA, H. Lee & H. Ford (Johns Hopkins University)

O que são estes estranhos objetos azuis nesta imagem? Vários dos objetos azuis mais brilhantes são imagens de apenas uma única, incomum, galáxia azul em anel. Esta singela galáxia, por uma feliz coincidência cósmica, está alinhada exatamente atrás de um gigantesco aglomerado de galáxias.

Os aglomerados galácticos aqui aparecem em amarelo e junto com a matéria escura existente no aglomerado atuam como uma lente gravitacional, um fenômeno previsto na teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

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Encontraram o primeiro planeta extragaláctico em Andrômeda!

Andrômeda (M31)

Um planeta extrasolar pode ter sido detectado na galáxia vizinha Andrômeda (Imagem: Bill Schoening, Vanessa Harvey/REU program/NOAO/AURA/NSF)

Utilizando uma técnica chamada Pixel-lensing, um grupo de astrônomos italianos pode ter detectado mais um planeta em órbita de outra estrela. Mas o que esse planeta difere dos demais 300 exoplanetas já descobertos? Sua estrela mãe é de outra galáxia, isto é, trata-se do primeiro planeta extra-galáctico já descoberto, pois ele pertence a galáxia de Andrômeda!

Tecnicamente, verificou-se que uma estrela em M31 tem um companheiro com cerca de 6 vezes a massa de Júpiter, e que este companheiro poderia ser uma anã marrom ou um exoplaneta. Seja qual for a situação, isso é uma façanha notável, encontrar um objeto deste tamanho em outra galáxia, distante 2,5 milhões de anos-luz.

A técnica de ‘pixel-lensing’ ou microlente gravitacional, foi uma técnica desenvolvida para pesquisar MACHOs (MAssive Compact Halo Objects) no halo galáctico da Via Láctea. Devido ao fato que os raios luminosos se curvam quando passam perto de um objeto massivo, a gravidade de uma estrela próxima intensifica a luz para a Terra de uma estrela distante. Esta técnica é sensível para encontrar planetas em nossa própria galáxia, com tamanhos variando de planetas de gigantes como Júpiter a super-terras. Recentemente, também, os astrônomos utilizaram a microlente gravitacional para serem capazes de ver cerca de uma dúzia de estrelas em M31, o que representa uma conquista notável por si só.

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