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Encontrando Terras ao procurar Júpiteres em Sistemas Extrasolares

Ilustração de um Júpiter quente, o primeiro exoplaneta encontrado pelo observatório CoRoT da ESA em 2007. O exoplaneta CoRoT EXO-1b tem 1,78 vezes a massa de Júpiter, seu período orbital é de somente 1,5 dias e reside a 1500 anos luz de distância na constelação de Monoceros (Unicórnio)

Na caça de exoplanetas similares ao nosso é útil procurarmos por evidências e padrões que possam servir na delimitação das categorias dos sistemas onde exoplanetas em zonas habitáveis poderão eventualmente ser encontrados. Novos estudos estabelecem restrições pela busca por exoplanetas tipo-Terra perto de exoplanetas tipo-Júpiter. Os cientistas neste trabalho explicam que os movimentos (migrações planetárias) após a formação dos Júpiteres quentes provavelmente perturbam a formação de exoplanetas tipo-Terra.

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WASP12b: um exoplaneta de grafite e diamante intriga cientistas

Concepção artística do exoplaneta ‘júpiter-quente’ WASP-12b e sua estrela hospedeira. Créditos: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC)

Embora grande parte dos mais de 500 exoplanetas, descobertos até hoje, sejam demasiado quentes para serem habitáveis, a probabilidade de descobrirmos um exoplaneta pequeno e frio o bastante sustentar a vida deverá aumentar à medida que a tecnologia melhora, nos próximos anos. Telescópios maiores e melhores deverão ajudar os astrônomos a decompor as atmosferas de planetas extrasolares menores e a determinar se contêm moléculas fundamentais como água e oxigênio, essenciais para a vida como a conhecemos.

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WASP 12b: exoplaneta da classe Júpiter quente é assassinado lentamente por estrela vampira

Ilustração mostra o exoplaneta WASP-12b sendo absorvido pela sua estrela mãe

Ilustração mostra o exoplaneta WASP-12b sendo absorvido pela sua estrela mãe

O exoplaneta mais aquecido já descoberto será também o de vida mais curta. Novas observações realizadas pelo dispositivo COS (Cosmic Origins Spectrograph) instalado recentemente do Observatório Espacial Hubble demonstram que este exoplaneta está condenado ser absorvido por sua estrela-mãe. Os cientistas estimam que dentro de 10 milhões de anos WASP-12b será integralmente consumido.

O que está acontecendo com o exoplaneta WASP-12b? Vejamos a seguir...

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ESO: Teoria planetária foi posta em cheque com a descoberta de 6 exoplanetas retrógrados

Exoplaneta retrógrado WASP 8b. Crédito: ESO/L. Calçada

Concepção artística do trânsito do exoplaneta retrógrado WASP 8b. Crédito: ESO/L. Calçada

Foi anunciada no Encontro Nacional de Astronomia do Reino Unido (RAS National Astronomy Meeting, NAM2010) a descoberta de nove novos exoplanetas através da técnica da observação do seu trânsito. Ao combinar os novos achados com as observações anteriores de exoplanetas em trânsito, os astrônomos ficaram intrigados com o fato de seis deles, uma parte considerável em uma amostragem de 27, orbitarem na direção oposta ao sentido de rotação de sua estrela hospedeira. Assim, estes 6 exoplanetas orbitam na direção contrária ao que presenciamos aqui, com os 8 planetas do nosso Sistema Solar. Estas novas descobertas põem em cheque, de maneira séria e contundente, as teorias correntes sobre a formação planetária. Estas descobertas também sugerem que sistemas que possuem exoplanetas do tipo ‘Júpiter quente’ provavelmente não devem conter exoplanetas rochosos como a Terra.

“Esta notícia é uma verdadeira bomba que lançamos nas ciências planetárias”, disse Amaury Triaud, estudante de doutoramento no Observatório de Genebra que, junto com Andrew Cameron e Didier Queloz, liderou a maior parte da campanha observacional.

O famoso ‘caçador de exoplanetas’ Didier Queloz também afirmou com relação aos ‘Júpiteres Quentes’: “Um dramático efeito colateral deste processo é que ele eliminaria quaisquer outros exoplanetas menores tipo Terra nestes sistemas“.

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Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas

Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas por M López del Fresno

Efeitos da radiação coronal na erosão atmosférica em exoplanetas. Crédito da ilustração: M López del Fresno

Um estudo conduzido por astrônomos do Centro Espanhol de Astrobiologia (CSIC-INTA) mostra pela primeira vez evidências claras de que a radiação coronal das estrelas tem vaporizando a atmosfera dos exoplanetas durante suas primeiras etapas de vida. O estudo analisou informações sobre 75 planetas extra-solares para verificar a relação entre a radiação de raios X produzidos na corona da estrela hospedeira e a massa de seus exoplanetas.

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Como são os 5 novos exoplanetas gigantes detectados pelo Kepler?

A missão Kepler descobriu 4 exoplanetas tipo-Júpiter e um tipo-Netuno

Os tamanhos dos 5 exoplanetas encontrados pela missão Kepler, comparados com Júpiter e a Terra. Crédito: NASA, Borucki et al.

Os tamanhos dos 5 exoplanetas encontrados pela missão Kepler, comparados com Júpiter e a Terra. Crédito: NASA, Borucki et al.

A missão Kepler de caça de exoplanetas já está apresentando resultados precoces. As primeiras 6 semanas de observações através deste telescópio orbital investigador, combinadas com estudos complementares a partir de observatórios terrestres, já revelaram 5 novos mundos extrasolares: um objeto do tamanho de Netuno e 4 versões em baixa densidade de Júpiter. Todos os 5 corpos residem em distâncias exíguas de suas estrelas hospedeiras.

Estas descobertas aparentemente reforçam pistas a partir de observações anteriores de telescópios terrestres que as estrelas têm poucos exoplanetas próximos da estrela mãe com massa entre Saturno e Netuno, disse o cientista Dimitar Sasselov da missão Kepler, membro do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Massachusetts, EUA.

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Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida?

Podem as super terras serem superiores a hospedar a vida? O exoplaneta recém descobero orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertencem a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha) a uma distância de 'apenas' 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs vermelhas, que podem ser vistas nesta concepção artística à esquerda. Crédito: ESO

Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida? O exoplaneta Gliese 667 Cb recém descoberto orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertence a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha classe M) a uma distância de apenas 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs laranjas classe K, que podem ser vistas nesta concepção artística, acima e à esquerda. Crédito: ESO

Os astrônomos já descobriram centenas de exoplanetas similares ao planeta Júpiter em nossa galáxia. Entretanto, alguns exoplanetas que foram encontrados orbitando estrelas distantes têm tamanhos mais próximos ao da Terra. Isto dá esperanças aos astrobiólogos os quais julgam que estamos mais próximos de encontrar vida em planetas rochosos com água líquida.

Os planetas rochosos encontrados até agora são efetivamente mais massivos que o nosso. Dimitar Sasselov, professor de astronomia na Universidade de Harvard, ressalta que os cientistas cunharam o termo “Super-Terra” para refletir sua massa maior que a da Terra,  e não para indicar quaisquer qualidades superiores.

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WASP 18b: o raro planeta suicida que espirala em queda para dentro de sua estrela mãe

Visão artística mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter Quente' que orbita bem próximo de sua estrela mãe.

Visão artística mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter Quente' que orbita bem próximo de sua estrela mãe.

Um exoplaneta muito raro, recentemente descoberto, está caindo em espiral e será absorvido pela sua estrela no futuro próximo. A descoberta, realizada por uma equipe internacional que inclui astrônomos da Universidade de St. Andrews, é tão extravagante que as probabilidades de achar tal cenário desta etapa final de vida de um exoplaneta como este seriam de 1.000 contra 1. O “enorme novo planeta”  foi descoberto pelo programa SuperWASP do Reino Unido, onde a Universidade de St. Andrews é uma das organizações patrocinadoras.

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HAT-P-7b: primeiro exoplaneta analisado pela missão Kepler!

WASP-12b é considerado o planeta mais quente já encontrado (Ilustração: ESA/C Carreau)

Ilustação mostra um exoplaneta tipo 'Júpiter-quente', similar ao HAT-P-7b analisado pela missão Kepler (Ilustração: ESA/C Carreau)

Pesquisadores da NASA publicaram a confirmação de que a missão Kepler será capaz de revelar a presença de exoplanetas do tamanho da Terra em torno de estrelas similares ao Sol. Os primeiros resultados científicos da missão da foram publicados na revista Science.

O líder da pesquisa William Borucki, do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia, e seus colegas anunciaram que o Kepler analisou o planeta extrasolar gigante HAT-P-7b, um exoplaneta semelhante aos das duas dúzias de exoplanetas que haviam sido descobertos quando “transitaram” na frente de suas estrelas e foram detectados via observações terrestres e também pela missão CoRoT. Esta técnica de observação dos trânsitos planetários é baseada no princípio de que um planeta ao passar em frente de sua estrela, periodicamente provoca o obscurecimento da mesma.

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O telescópio Kepler começa sua missão de caça dos exoplanetas similares a Terra

Imagem mostra o campo de visão do Kepler na Via Láctea, entre as constelações de Cygnus e Lyra. Crédito: Carter Roberts

Imagem mostra o campo de visão do Kepler na Via Láctea, entre as constelações de Cygnus e Lyra. Crédito: Carter Roberts

O telescópio Kepler da NASA começou a caça de exoplanetas similares a Terra na Via Láctea. A missão foi lançada em 06 de março de 2009, a partir da base da NASA no Cabo Canaveral, EUA. O observatório espacial Kepler passará os próximos três anos e meio vasculhando em mais de 100.000 estrelas buscando por sinais que indicam a presença de exoplanetas. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade singular de conseguir detectar exoplanetas tão pequenos quanto a Terra orbitando estrelas semelhantes ao Sol dentro da zona de habitação destas estrelas: distâncias onde as temperaturas são amenas o suficiente para a existência de lagos e oceanos.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

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