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Fantástica precisão! Thierry Legault mostra o inédito duplo eclipse de 4 de janeiro

Dois maiores satélites da Terra em trânsito: a Lua e a Estação Espacial Internacional. Notável precisão. Crédito©: Thierry Legault

Os observadores do céu espalhados pela Europa, Norte da África e Ásia Central se mobilizaram para acompanhar o primeiro eclipse do ano novo em 4 de Janeiro, um eclipse parcial do Sol. No entanto, cabe destacar o notável feito do fotógrafo Thierry Legault que viajou para as vizinhanças de Muscat, capital de Oman para capturar ao mesmo tempo dois eclipses naquela data.

Thierry Legault planejou meticulosamente e calculou em que posição seria possível fotografar por um rápido momento tanto a Lua durante o eclipse parcial quanto a silhueta da Estação Espacial Internacional cruzando o Sol.

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A Terra vista do Espaço: astronautas da ISS fotografam os vulcões da península de Kamchatka

Foto de vulcões da península de Kamchatka. Crédito: NASA/tripulação 25 da Estação Espacial Internacional

Esta rara fotografia obtida por um astronauta da ISS (Estação Espacial Internacional – International Space Station) mostra vários vulcões cobertos de neve na Península de Kamchatka na Rússia. Esta imagem ilustra uma das atribuições exclusivas da ISS: a capacidade de ver as paisagens em ângulo, em vez da visão em linha reta para baixo típica de muitos sensores instalados em satélites que orbitam a Terra. Essa visão oblíqua, juntamente com sombras projetadas pelos vulcões e montanhas, oferece perspectiva inédita sobre a topografia das regiões fotografadas.

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A Terra vista do espaço: não há lugar melhor que o nosso lar!

Dra. Tracy Caldwell Dyson observa a Terra no observatório Cupola da Estação Espacial. Crédito: Expedition 24 Crew, NASA

Não há nada melhor que o nosso lar.

Espiando para fora através das janelas da Estação Espacial Internacional (ISS – International Space Station), a astronauta Tracy Caldwell Dyson reflete sobre o planeta onde nascemos e para o qual ela logo retornará.

A uma altura de cerca de 350 quilômetros, a ISS está longe o suficiente da Terra de forma que o horizonte aparece claramente encurvado. Na janela da astronauta Dyson nós vislumbramos em branco algumas das complexas nuvens da Terra e em azul a atmosfera e os oceanos.

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A Terra vista do Espaço pela Estação Espacial

Constelações de luzes se espalham através desta cintilante cena noturna. No entanto, esta paisagem vista do espaço não pertence propriamente aos céus do planeta Terra!

Trata-se de uma visão a partir da Estação Espacial Internacional (ISS – International Space Station) quando esta passou sobre os EUA ao longo da costa nordeste do Golfo do México em 29 de outubro de 2010.

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03 de abril de 2008 – ATV 1, Júlio Verne. A proposta logística da ESA

Não Há Dia Sem História

03 de abril de 2008

ATV 1, Júlio Verne. A proposta logística da ESA

ATV 1 Jules Verne (Veículo Autônomo de Transferência Júlio Verne)

ATV 1 Jules Verne (Veículo Autônomo de Transferência Júlio Verne)

No dia 3 de abril de 2008, às 14h45min (UTC), há dois anos, o ATV 1 Jules Verne (Veículo Autônomo de Transferência Júlio Verne), com bandeira da Comunidade Européia e pertencente à European Space Agency atracou no módulo russo Zarya, a “praça central” da Estação Orbital Internacional, trazendo mantimentos, equipamentos e combustível .

ATV_PARES

ATV PARES

Lançado a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Ariane 5ES, no início da madrugada do dia 9 de março de 2008, o ATV 1 tinha uma massa de 19 mil kg, 10 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro. Com certificação “human-rate”, é uma cápsula habilitada a conduzir passageiros. Acoplado à ISS, permaneceu durante cinco meses integrado às atividades da estação, tendo feito, com seus propulsores, quatro operações de reboque, elevando a ISS, manobra necessária para compensar a perda de altitude de cerca de um metro por dia.

O ATV passou a compor a estrutura logística da Estação Espacial Internacional, junto das naves Progress russas, mas oferecendo um diferencial de maior espaço interno, cerca de 43 m³, dando maior amplitude e melhorando as condições ambientais da ISS.

Ao final do período, o ATV recebeu todo o lixo retirado dos outros módulos da ISS e, desatracado, foi relançado na atmosfera e incinerado sobre o Tahiti, no Oceano Pacífico. O ATV 1 foi o primeiro de uma série de seis módulos semelhantes planejados pela European Space Agency (ESA). O ATV 2, denominado Johannes Kepler, estava programado, inicialmente, para ser lançado no início de 2010, mas seu lançamento foi protelado para o final do ano.

Segundo conclusões da própria ESA, “a Europa demonstrou a sua capacidade e disponibilidade para prestar apoio logístico essencial para a ISS com o primeiro vôo do Veículo de Transferência Automático. A bem sucedida missão Jules Verne demonstrou várias novas tecnologias e capacidades que podem ser utilizados e adaptadas no futuro para o desenvolvimento de nova nave espacial, como ligação entre a sonda automática de vôo, crucial para a futura exploração humana do planeta, a montagem da infra-estrutura complexa, a robótica e, principalmente, as operações de retorno. Para saber mais, clique aqui.

Milton W.

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30 de março de 2006 – Missão Centenário: um chapéu brasileiro na ISS

Não Há Dia Sem História

30 de março de 2006

Missão Centenário: um chapéu brasileiro na ISS

Missão Centenário

Missão Centenário

Um foguete Soyus foi lançado de Baikonur, no Cazaquistão, Ásia central, às oito e meia da manhã do dia 30 de março de 2006, há quatro anos, levando um brasileiro. Ainda eram 02h30min em Greenwich e onze e meia da noite do dia 29, no Brasil.

O Sol de uma manhã de primavera estava completando sua passagem sobre o oceano Pacífico e já se espalhava sobre a Ásia. O foguete Soyus subiu, inclinando-se no rumo sudeste, até atingir uma altitude de cerca de 340 km, cruzando o hemisfério iluminado da Terra, para ir ao encontro da Estação Espacial Internacional (ISS), a qual ela alcançaria dali a dois dias.

Três astronautas estavam acomodados na exígua cápsula esférica de comando da nave. Os dois tripulantes da missão ISS EO-13. Eram eles o russo Pavel Vinogradov e o norte-amerciano Jeffrey Williams. Junto deles, o passageiro encarregado da missão ISS EP-10, o engenheiro militar brasileiro – paulista de Bauru – Marcos Cesar Pontes, o primeiro sul americano a ir ao espaço.

A Soyus TMA-8, de bandeira russa e pertencente à agência Roskosmos, acoplou-se à escotilha do módulo Zarya da ISS às 04h19min (de Greenwich) do dia 1 de abril, quase 50 horas após o lançamento. Vinogradov e Williams permaneceriam na ISS até o final de setembro de 2006. Já o brasileiro Marcos Pontes cumpriria sua missão ISS EP-10, em “turno corrido”, até o dia 8, quando retornaria à Terra, a bordo da Soyus TMA-7, com os astronautas Valery Tokarev e Bill McArthur.

Kit do experimento GOSUM

Kit do experimento GOSUM

Missão ISS EP-10

Sete experimentos constituíam o âmbito científico da missão ISS EP-10: Gosum, Dnarm, Smek, Nip, Cemex, Wmhp e sementes e Clorofila:

  1. Experimento Gosum:Avaliação do crescimento das sementes em condições de espaço, em comparação com as sementes cultivadas no terreno;
  2. Experimento Dnarm: Estudo do efeito da radiação de alto nível sobre mecanismos de reparação do ADN em condições de micro gravidade;
  3. Experimento Smek: Mini laboratório para estudo do efeito da micro gravidade sobre a cinética das enzimas (FEI);
  4. Experimento Nip: Nuvens de interação protéica (Cenpra);
  5. Experimento Cemex: Desempenho da análise termodinâmica e avaliação das características técnicas do evaporador capilar. Avaliação das tecnologias propostas de evaporadores para as futuras aplicações em condições de espaço;
  6. Experimento Wmhp: Estudo de processos de dinâmica dos fluidos em condições de microgravidade;
  7. Experimento Chrophil: Observação da cromatografia do processo da clorofila em gravidade zero com visão educacional (germinação de feijão, coordenados por equipe da Secretaria de Educação de São José dos Campos, São Paulo, com participação de alunos.

Missão Centenário

No ano de 2006 completava-se o centenário do primeiro vôo com um aerodino mais-pesado-que-o-ar. No Campo de Bagatelle, Paris, o inventor autodidata brasileiro, Alberto Santos Dumont (1873-1932), efetivamente elevou-se do chão por alguns metros, usando um engenho que explorava reações aerodinâmicas, impelido por uma hélice movida por um motor à explosão interna. Sem auxílio ou interferência de outros mecanismos. Indubitavelmente, foi a primeira aparição do avião na história da humanidade.

A Agência Espacial Brasileira, então, incluiu, na missão, uma cerimônia cívica de grande valor histórico e inquestionável bom-gosto. Mandaram junto com Marcos Pontes uma réplica do célebre chapéu, que era uma peça inseparável da indumentária de Alberto Santos Dumont. Entre as imagens que chegaram da ISS, mostrando o astronauta brasileiro, apareceram aquelas em que ele usava o famoso chapéu. Uma concepção brilhante, de imenso valor histórico.

Polêmicas

A Missão Centenário ocorreu em um ano em que havia eleições gerais, no Brasil. Alguns setores dentro do governo procuraram usar o feito – cujos méritos são da aviação e da astronáutica brasileira – com fins eleitorais. Por outro lado, alguns setores de oposição ao governo, entenderam que denunciar o alegado uso eleitoral daquela – belíssima! – missão seria mais importante do que valorizá-la. Resultou um debate mesquinho, inócuo, que infelizmente subtraiu os espaços jornalísticos que poderiam ser usados com fins mais úteis.

Milton W.

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11 de março de 2008 – Dextre, Kibo e a ISS

Não Há Dia Sem História

Dextre, Kibo e a ISS

11 de março de 2008

O poster da missão STS 123 que levou o Dexter e o Kibo para a Estação Espacial Internacional

O poster da missão STS 123 que levou o Dexter e o Kibo para a Estação Espacial Internacional

Na madrugada encoberta do dia 11 de março de 2008, uma terça-feira, há dois anos, o Space Transport System 123 (STS-123), que tinha como veículo orbital (”orbit”) o ônibus espacial Endeavour, foi lançado da plataforma 39A do Centro Espacial Kennedy, Florida, com sete tripulantes a bordo. O risco traçado na noite, pelo propelente queimado, mal começara a se curvar para Leste quando o STS penetrou no denso estrato de nuvens, acelerando o Endeavour para cima, sobre o Atlântico, e fazendo-o deslizar para fora da atmosfera.

A mais de 350 quilômetros de altitude, raspando a quilha pelo topo da atmosfera, a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) precipitava-se para Leste a quase 30 mil km/h, orbitando a Terra e completando uma volta a cada hora e meia.  Era este o endereço de entrega para o qual o Endeavour levava, acomodados no compartimento de carga, um robô canadense e um laboratório japonês.

O robô Dextre criado no Canadá

O robô Dextre criado no Canadá

O Dextre, um mecanismo “bípede” e todo articulado, capaz de manipular objetos e executar tarefas quase com a destreza de um humano (palavra do fabricante), é um dos maiores avanços da robótica canadense e, portanto, mundial.

Já o laboratório Kibo, quando completo, tornou-se a maior e mais complexa instalação da ISS. Naquela missão, porém, a primeira parte do Kibo, que estava sendo entregue, era um cilindro de 4,4 metros de diâmetro e 3,9 metros de altura. Chamado Módulo de Experiências e Logística (ELM), ele é nada menos do que a oficina, almoxarifado e o próprio local de experiências do laboratório Kibo. Atracado provisoriamente ao módulo Harmonia, a “praça central” da ISS, ele seria, depois, conectado ao Módulo Pressurizado, o maior, com capacidade de alojamento para até quatro pessoas, assim que este fosse levado para cima. Isto ocorreu na STS seguinte, a 124, lançada no final de maio e que usou o ônibus Discovery.

O laboratório KIBO

O laboratório KIBO

O Endeavour foi atracado à ISS na madrugada de quinta-feira. Retirado do compartimento de carga, o ELM do Kibo foi fixado em seu encaixe provisório no módulo Harmonia e o desembarque e montagem do Dextre consumiram a maior parte do tempo dos astronautas nos dias seguintes da missão, com várias caminhadas externas. Como ficou provado nas missões seguintes, havia razões de sobra para o comandante Dominic Gorie ter observado: “Gostaríamos de dizer konnichiwa e domo arigato (olá e obrigado)”, pouco depois da decolagem, naquela madrugada escura de 11 de março. Com o Kibo, que significa esperança, a ISS ganhou envergadura e a pesquisa espacial cresceu o equivalente à grandiosidade da cultura japonesa.

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Visão do Sol brilhante, a Terra crescente e a Estação Espacial Internacional

O Sol a Terra e o braço com painéis solares da Estação Espacial Internacional visto a partir do ônibus espacial

O Sol a Terra e o braço com painéis solares da Estação Espacial Internacional visto a partir do ônibus espacial

Esta é mais uma fantástica visão da Estação Espacial Internacional (ISS). O Sol, a Terra em fase crescente e o longo braço de um dos painéis solares estão todos visíveis a partir da janela da Space Shuttle Atlantis, quando o ônibus espacial visitou o posto orbital na semana passada.

Superpõem a esta magnífica imagem tanto os reflexos a partir da janela do ônibus espacial como os efeitos de luz nas lentes da câmera, em formato hexagonal.

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Viagem a Marte em 39 dias? Como conseguir isso?

Espaconave segue viagem para Marte impulsionada pelo motor iônico VASIMR. Crédito: Ad Astra Company

Espaconave segue viagem para Marte impulsionada pelo motor iônico VASIMR. Crédito: Ad Astra Company

Usando os foguetes químicos tradicionais atualmente uma viagem até Marte levará cerca de 6 meses, na melhor das hipóteses.

Agora um novo foguete testado há duas semanas poderá possivelmente cortar o tempo de viagem ao planeta vermelho para apenas 39 dias. A empresa Ad Astra Rocket Company testou um foguete impulsionado a plasma chamado “VASIMR VX-200 engine”, que conseguiu atingir a marca de 201 quilowatts em uma câmera de vácuo, ultrapassando pela primeira vez a marca de 200-quilowatts.

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Viagem até Marte? Cuidado com os raios cósmicos!

viagem a Marte

Colônia em Marte? Cuidado com os raios cósmicos ao explorar o planeta vermelho!

Esqueça o risco de uma explosão acidental de foguetes ou de receber um golpe de algum escombro espacial errante. O maior problema a ser enfrentado pelos astronautas em uma missão espacial de longa duração, fora da órbita inferior terrestre (onde reside a ISS – Estação Espacial Internacional) é, de fato, evitar os danosos raios cósmicos que o campo magnético e a consistente atmosfera terrestre nos protege. Tais ameaças oriundas do espaço exterior podem ser um dos maiores desafios para uma possível futura missão tripulada para Marte.

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Chuva de raios cósmicos. Crédito: Simon Swordy (U. Chicago), NASA

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