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Na caça por exoplanetas que orbitam anãs marrons

O zoológico estelar: da esquerda para a direita, do Sol à Júpiter, com 3 anãs marrons. Crédito: Space Telescope Science Institute.

O zoológico estelar: da esquerda para a direita, o Sol, uma anã vermelha, duas anãs marrons e Júpiter. Crédito: Space Telescope Science Institute.

As anãs marrons (em Portugal: anãs castanhas) são objetos que nos fascinam, porque elas são a mais recente adição ao zoológico celestial. Na verdade, as anãs marrons são objetos exóticos sobre as quais sabemos muito pouco. As evidências sugerem que as anãs marrons podem hospedar planetas, mas até agora nós só encontramos poucas evidências. Podemos citar duas detecções significativas que foram realizadas através da técnica das microlentes gravitacionais em estrelas de baixa massa. A primeira foi o objeto com 3,2 vezes a massa da Terra em órbita de uma estrela primária com massa de 0,084 vezes a do Sol, que coloca esta estrela no território limítrofe entre as anãs marrons e estrelas. No segundo caso, o famoso Gliese 1214b, foi o projeto MEarth que descobriu um planeta com 6,6 vezes a massa da Terra orbitando uma estrela de massa 0,16 a massa do Sol.

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Nebulosa da Águia: a conjugação de imagens de vários observatórios fornece uma nova visão de um ícone cósmico

A Nebulosa da Águia (M16) foi retratada agora de forma inédita em um esforço conjunto de vários observatórios espaciais e terrestres

A impressionante imagem inédita captada pelo XMM-Newton e pelo Herschel. Créditos: infravermelho extremo: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium; raios-X: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger

Em 1995, a imagem da Nebulosa da Águia, capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, tornou-se uma das mais icónicas imagens do século vinte, tendo sido “batizada” de: «Os Pilares da Criação». Agora, dois observatórios da ESA (Agência Espacial Européia) trouxeram novas informações sobre este enigmático berçário de estelar.

A Nebulosa da Águia reside a 6.500 anos-luz de distância, na direção da constelação da Serpente. A nebulosa contém o jovem aglomerado estelar NGC 6611, também visível através de modestos telescópios de menor porte. Este aglomerado ilumina a poeira e o gás em volta, resultando em uma enorme cavidade, alicerçada em pilares, cada um com vários anos luz de comprimento.

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ESO: Telescópio VISTA revela detalhes inéditos da nebulosa da Hélice (Helix) no infravermelho

Close da nebulosa da Hélice. Créditos: ESO/VISTA/J. Emerson/Cambridge Astronomical Survey Unit

O telescópio VISTA do ESO instalado no Monte Paranal, Chile, obteve esta nítida visão da Nebulosa da Hélice (Helix). Capturada nas frequências do espectro infravermelho e processada para sofrer colorização, esta imagem revela filamentos de gás nebular mais frio, invisíveis em imagens convencionais capturadas em telescópios óticos [veja A Nebulosa da Helix revelada por Ed Henry via observatório Hay Creek], ao mesmo tempo que nos mostra um fundo rico em estrelas e galáxias, antes escondidas pelo véu de poeira e gás.

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Olhos infravermelhos do VISTA revelam 96 novos aglomerados estelares escondidos pelo disco da Via Láctea

Este mosaico mostra 30 dos 96 aglomerados detectados pelo VISTA. Crédito: ESO/J. Borissova

O telescópio de rastreamento em infravermelho VISTA [1], pertencente ao ESO (Observatório Europeu Meridional) no Monte Paranal, deserto de Atacamama, no Chile, ajudou uma equipe internacional de astrônomos a descobrir 96 novos aglomerados estelares abertos escondidos pela poeira cósmica da Via Láctea. Dentro desta equipe trabalharam dois astrônomos brasileiros [2]. Estes conjuntos tênues de estrelas, invisíveis em buscas anteriores, não conseguiram escapar dos detectores infravermelhos extremamente sensíveis do mais poderoso telescópio de rastreamento do céu já construído. O VISTA tem conseguido desvendar o que está escondido pela poeira interestelar. Esta descoberta por si só é um recorde, nunca tantos aglomerados esmaecidos foram encontrados de uma só vez.

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ESO: Telescópio VISTA de infravermelho busca objetos variáveis e revela detalhes da Nebulosa da Lagoa

Nebulosa da Lagoa em infravermelho rastreada pelo VISTA dentro do programa VVV (Variáveis VISTA na Via Láctea) de procura por objetos variáveis. Créditos: ESO/VVV/Cambridge Astronomical Survey Unit

Esta nova imagem infravermelha da Nebulosa da Lagoa foi obtida num estudo da Via Láctea que durará 5 anos e que está a ser realizado com o telescópio VISTA do ESO instalado no Observatório do Paranal, no Chile. Esta é uma pequena parte de uma imagem muito maior da região que rodeia a nebulosa, a qual é por sua vez apenas uma parte de um vasto rastreamento realizado pelo VISTA.

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Astrônomos do ESO esclarecem o mistério das explosões de raios gama obscuras: a presença da poeira cósmica

Impressão artística de uma explosão de raios-gama em uma região de ativa formação estelar. Crédito: ESO/L. Calçada

As explosões de raios gama (sigla GRB, em inglês, Gamma Ray Burst) estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, Entretanto, algumas destas poderosas explosões parecem curiosamente fracas quando observadas no espectro da luz visível. Os astrônomos do ESO fizeram agora uma pesquisa mais detalhada sobre estes tipo peculiar de GRBs, denominada de ‘explosões de raios gama obscuras’, utilizando o dispositivo GROND instalado no telescópio de 2,2 metros MPG/ESO situado em La Silla, Chile. Este estudo mostrou que estas explosões obscuras de raios gama não carecem de explicações complicadas. A sua fraca luminosidade é perfeitamente explicada pela combinação de causas diversas. Destas, a mais importante é justamente a presença de um véu de poeira cósmica na direção entre a Terra e o fenômeno de explosão.

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ESO usa o Very Large Telescope para investigar a galáxia mais distante conhecida

Ilustração mostra as galáxias durante a era da reionização (z=8).

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope (VLT) do ESO para medir a distância à galáxia mais distante conhecida até hoje. Ao analisar cuidadosamente a fraca luminosidade da galáxia, a equipe descobriu que está na realidade a observar esta galáxia quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos (o que corresponde a um desvio para o vermelho z=8,6). Estas são as primeiras observações que confirmam os dados desta galáxia primordial cuja radiação está dissipando o denso nevoeiro de hidrogênio que enchia o Universo recém formado.

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NGC 1365: A Grande Galáxia Espiral Barrada foi estudada em infravermelho pela câmera HAWK-I do VLT do ESO

Comparação das imagens feitas pelo VLT do ESO com a NGC 1365 no visível (câmera FORS1) e no infravermelho (câmera HAWK-I, à direita). Crédito: ESO/P. Grosbøl

Comparação das imagens feitas pelo VLT do ESO com a NGC 1365 no visível (câmera FORS1) e no infravermelho (câmera HAWK-I, à direita). Crédito: ESO/P. Grosbøl

O ESO divulgou uma nova imagem obtida com a potente câmara HAWK-I montada no Very Large Telescope do ESO, Observatório Monte Paranal, Chile, que exibe a galáxia NGC 1365 na faixa do espectro infravermelho. Esta bela e grande galáxia espiral barrada faz parte do aglomerado de galáxias Fornax, que dista cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra.

ESO1038a - NGC 1365 em infravermelho: a imagem é uma composição de 4 tomadas nos filtros Y, J, H e K da câmera HAWK-I do VLT. Os tempos de exposição foram, respectivamente, 4, 4, 7 e 12 minutos. Crédito: ESO/P. Grosbøl

ESO1038a – NGC 1365 em infravermelho: a imagem é uma composição de 4 tomadas nos filtros Y, J, H e K da câmera HAWK-I do VLT. Os tempos de exposição foram, respectivamente, 4, 4, 7 e 12 minutos. Crédito: ESO/P. Grosbøl

 

A Grande Galáxia Espiral Barrada

NGC 1365 tem sido uma das mais bem estudadas galáxias espirais barradas, também chamada de Grande Galáxia Espiral Barrada, devido à sua forma praticamente perfeita, com uma barra bem definida e dois elegantes e alongados braços espirais exteriores. Próximo do centro galáctico há uma segunda estrutura espiralada. A galáxia encontra-se imersa em um ‘mar de poeira’.

Esta galáxia é considerada um ótimo modelo no estudo da formação e evolução das galáxias espirais barradas. Estas novas imagens infravermelhas do HAWK-I são menos prejudicadas pela poeira que esconde partes da galáxia quando observável no espectro visível (veja The Great Barred Spiral Galaxy ESO1037a). Assim, as novas observações nos mostram de maneira nítida, o brilho de um grande número de estrelas situadas tanto na barra como nos braços em espiral.

Como funcionam as galáxias espirais barradas?

Estes dados foram adquiridos com a intenção de se entender o funcionamento da complexo fluxo de matéria situada no interior da galáxia e a maneira pela qual esta corrente interage com os depósitos de gás onde nascem novas estrelas. A enorme barra perturba a forma do campo gravitacional da galáxia originando zonas onde o gás é comprimido, gerando a formação estelar. Aglomerados estelares jovens grandes ornamentam os braços espirais principais, cada qual contendo centenas a milhares de estrelas jovens brilhantes com menos de dez milhões de anos de idade. Infelizmente, esta galáxia encontra-se longe demais para que possamos discernir estrelas individuais, ou seja, muitos dos pequenos pontos luminosos da imagem são na realidade aglomerados estelares.  A taxa de formação estelar média em toda a galáxia foi estimada em cerca de três vezes a massa do nosso Sol por ano.

Embora a barra da galáxia seja predominantemente formada por estrelas antigas, muitas estrelas ainda nascem nas maternidades estelares de gás e poeira situadas na espiral interior próxima do núcleo. A barra também canaliza gravitacionalmente gás e poeira para o centro galáctico, onde os astrônomos encontraram evidências da presença de um buraco negro supermassivo, escondido entre as miríades de estrelas novas intensamente brilhantes.

NGC 1365 no espectro visível, capturada pelo telescópio Dinamarquês de 1,5m em La Silla, Chile. Crédito: ESO/IDA/Danish 1,5 m/ R. Gendler, J-E. Ovaldsen, C. Thöne, and C. Feron.

NGC 1365 no espectro visível, capturada pelo telescópio Dinamarquês de 1,5m em La Silla, Chile. Crédito: ESO/IDA/Danish 1,5 m/ R. Gendler, J-E. Ovaldsen, C. Thöne, and C. Feron.

A NGC 1365 tem um diâmetro medido em 200.000 anos-luz, incluindo seus dois gigantes braços em espiral. As diferentes partes da galáxia levam tempos diferentes a dar uma volta completa em torno do centro, estima-se que a zona mais exterior da barra leva cerca de 350 milhões de anos a completar uma órbita.

A NGC 1365 e outras galáxias do mesmo tipo foram observadas mais atentamente em anos recentes quando novas observações indicaram que a Via Láctea poderia também ser uma galáxia espiral barrada. Este tipo de galáxias é relativamente comum, calculou-se recentemente que dois terços de todas as galáxias espirais são barradas e por isso estudar outras galáxias do mesmo tipo poderá ajudar os astrônomos compreender melhor nossa própria casa galáctica, a Via Láctea.

Fonte

O artigo acima é uma tradução livre, com adaptações editoriais e complementos, do anúncio do ESO no link abaixo:

ESO: An Elegant Galaxy in an Unusual Light

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Chandra e Spitzer revelam o jovem aglomerado Westerlund 2 no coração do berçário estelar RCW 49

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos – raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

A imagem acima é uma composição de paisagens capturadas em radiação fora do espectro da luz visível. Aqui vemos o berçário estelar RCW 49, repleto de poeira cósmica que cerca o aglomerado estelar jovem Westerlund 2.

A visão em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer aparece em preto e branco complementando os dados da imagem em raios-X (em cores falsas) capturada pelo observatório espacial Chandra, que destaca as energéticas  e quentes estrelas da zona central do aglomerado estelar.

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Há numerosas anãs marrons nas vizinhanças do Sistema Solar? Pesquisa do Spitzer indica que sim

Pesquisa do Spitzer indica que estamos cercados de furtivas anãs marrons

Pesquisa do Spitzer indica que estamos cercados de furtivas anãs marrons

O telescópio espacial Spitzer realizou um novo estudo sobre anãs marrons, concentrando-se em uma região da constelação de Boötes. Entre os diversos objetos encontrados, 14 destes apresentavam temperaturas variando entre 450 e 600 Kelvin.

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