Posts Tagged infravermelho

Nova técnica para detectar exoplanetas tipo Terra a partir de observatórios terrestres

Concepção artística do exoplaneta HD 189733b, do telescópio que o estudou e sua composição química. Crédito: NASA

Concepção artística do exoplaneta HD 189733b, do telescópio que o estudou e sua composição química. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Os astrônomos descobriram uma nova técnica que utiliza telescópios terrestres para estudar as atmosferas de planetas extrasolares, acelerando a nossa procura por planetas tipo-Terra que apresentam moléculas relacionadas com a presença da vida. O artigo que descreve a pesquisa, A ground-based near-infrared emission spectrum of the exoplanet HD 189733b, foi publicado em 04 de fevereiro de 2010 na revista Nature.

Os cientistas desenvolveram a nova técnica ao usar um telescópio infravermelho da NASA, no Havaí, para identificar um tipo de molécula orgânica na atmosfera do exoplaneta HD 189733b, do tamanho de Júpiter, situado a cerca de 63 anos-luz de distância.

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8 Tecnologias do Programa Espacial que Beneficiam a Humanidade

Astronauta Mark C. Lee flutua no espaço em 16 de setembro de 1994.

Astronauta Mark C. Lee flutua no espaço (16 de setembro de 1994). O programa espacial produz tecnologia sofisticada para uso dos astronautas e de alguma forma isto acaba trazendo benefícios para nós todos. Em alguns casos, os novos produtos desenvolvidos acabam tornando-se objetos de uso doméstico. Crédito: NASA

Ir ao espaço é extremamente complicado e os custos são muito elevados. Por outro lado, as maravilhas tecnológicas e os benefícios que os programas espaciais produzem são inquestionáveis.

Enviar pessoas e robôs de alta tecnologia para o espaço não é simples e a NASA gasta somas vultosas de dinheiro para atingir seus objetivos. Para o ano de 2010 a NASA requisitou cerca de 18,7 bilhões de dólares ao governo americano. Como se justificam estes gastos?

Uma maneira é destacar que as diversas tecnologias desenvolvidas no programa espacial agora beneficiam a sociedade de forma direta. “Uma das razões para se investir em tecnologia espacial é que será usada em um ambiente especialmente desafiador e que também atrai pessoas muito inteligentes”, disse Matthew Colless, diretor do Anglo-Australian Observatory. “Como resultado, você desenvolve soluções de engenharia que de outra forma não teriam chance de aparecer”.

Apresentamos a seguir uma amostra com 8 interessantes avanços tecnológicos advindos do esforço da exploração espacial.

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WISE descobre seu primeiro asteróide: 2010 AB78

O asteróideO asteróide recém descoberto pelo WISE, 2010 AB78, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O asteróide 2010 AB78, recém descoberto pelo WISE, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O telescópio da NASA Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), descobriu um asteróide inédito, o primeiro de centenas de NEOs a serem descobertos durante a sua missão de inspecionar e mapear todo o céu no espectro do infravermelho.

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Pode haver vida em exoplanetas que orbitam estrelas maiores que o Sol?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

É possível a formação de mundos em volta de estrelas massivas da classe A e B?

Os exobiólogos há muito especulam sobre vida extraterrestre em exoplanetas que orbitam estrelas como o nosso Sol (das classes espectrais G e K), mas ultimamente tem-se também pensado a respeito das estrelas da classe M (anãs vermelhas). Seriam as anãs vermelhas cercadas de algum exoplaneta habitável? Ou alguma exolua? Vamos deixar as anãs vermelhas para outro debate…

Assim, vamos tratar aqui do outro extremo estelar e responder a pergunta:

Seriam as estrelas das classes A e B, 2 a 15 vezes mais massivas que o Sol, candidatas a hospedar exoplanetas habitáveis?

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Visão de campo ultra profundo do Hubble revela as primeiras galáxias do Universo

Imagem de campo ultra profundo capturada em agosto de 2009 pela nova câmera WFC3 do Hubble. (Credit: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Lick Observatory and University of California, Santa Cruz), and the HUDF09 Team)

Imagem de campo ultra profundo capturada em agosto de 2009 pela nova câmera WFC3 do Hubble. (Credit: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Lick Observatory and University of California, Santa Cruz), and the HUDF09 Team)

O telescópio espacial Hubble quebrou o limite de distância na busca das galáxias primordiais e descobriu uma população primitiva de galáxias jovens, ultra azuis e compactas, nunca antes observadas.

Olhando para o passado longínquo… o ‘túnel do tempo’

Quanto mais fundo o Hubble olha dentro do Cosmos, mais para trás no tempo ele vê, uma vez que a luz leva bilhões de anos para atravessar o Universo Observável. Esta característica transforma o Hubble em uma poderosa ‘máquina do tempo’ que permite aos astrônomos verem as galáxias como elas se apresentavam há 13 bilhões de anos, entre 600 e 800 milhões de anos após o Big Bang e nos permite atingir a visão do início da história do Universo.

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VISTA: telescópio pioneiro de rastreamento mostra os primeiros resultados

Um novo telescópio – VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) — operado pelo Observatório Paranal do ESO divulgou suas primeiras imagens.

Nebulosa da Flama

Nebulosa da Chama (Flame Nebula)

O VISTA é um telescópio de rastreamento que opera nas frequências do espectro do infravermelho e atualmente é o maior telescópio existente dedicado ao mapeamento celeste. Seu enorme espelho, grande campo de visão e detectores extremamente sensíveis irão nos proporcionar uma visão completamente nova do céu do hemisfério sul. As imagens espectaculares agora divulgadas da Nebulosa da Chama, do Centro da nossa Via Láctea e do aglomerado de galáxias Fornax mostram que o telescópio se encontra em perfeito funcionamento.

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Um buraco negro supermassivo pode construir sua própria uma Galáxia?

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

O que vem primeiro, os buracos negros supermassivos ou as enormes galáxias nas quais eles residem? Um novo cenário surgiu de um conjunto recente de observações extraordinárias feitas de um buraco negro sem casa: os buracos negros podem “construir” a sua própria galáxia hospedeira? O quasar observado pode bem ser o elo perdido, há muito procurado, que explica a  razão de que as massas dos buracos negros são maiores em galáxias que contêm maior número de estrelas.

Quem nasceu primeiro?

A questão do tipo ‘quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha’ a ser desvendada é: o que se forma primeiro: a galáxia ou o seu buraco negro? “Este é um dos assuntos mais debatidos na astrofísica da atualidade”, disse o autor e líder do trabalho, David Elbaz. “O nosso estudo sugere que os buracos negros supermassivos podem acionar a formação estelar, ‘construindo’ assim suas próprias galáxias hospedeiras. Este achado poderá também explicar porque as galáxias que hospedam buracos negros mais massivos possuem mais estrelas.”

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Sinais de mundos alienígenas em galáxias muito, muito distantes

M51HST-Robert_Gendler

M51 por Robert Gendler

Regularmente tomamos conhecimento a respeito de novas descobertas de planetas extrasolares dentro de nossa galáxia, mas no início de 2009 chegaram notícias do possível primeiro planeta descoberto fora da Via Láctea, na galáxia de Andrômeda.

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Quer saber onde estão os alienígenas? Procure pelos rastros de poluição deixados pelos ETs

A Terra Vista do Espaço à Noite (*) - dê um clique na imagem para ver a versão em alta resolução

Há uma civilização inteligente vivendo neste planeta!

Os ALIENS também poluem seus planetas? Esperamos que sim, pois isso nos dará uma excelente maneira de saber onde eles vivem.

A busca dos sinais de rádio (programa SETI)

A busca pelos sinais de rádio extraterrestres (como a realizada há décadas pelo programa SETI por radiotelescópio), vindos de outros sistemas estelares pode ter um curto ciclo de vida, se as atividades humanas servirem como guia. Durante a maior parte do século XX nossas antenas de transmissão de sinais de TV despejaram sua energia no espaço. Mas recentemente, com as novas tecnologias, elas começaram a ser suplantadas pelos satélites que miram suas transmissões na direção da superfície terrestre, além dos sinais transmitidos diretamente por cabo. Assim, os alienígenas curiosos que tentarem procurar por sinais de vida inteligente aqui na Terra em breve não vão encontrar absolutamente nada e eles desistirão de nós se persistirem em usar a técnica de captar transmissões de rádio.

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Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.

Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.

O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.

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