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ESO VLT: O espectro de um exoplaneta foi capturado pela primeira vez

ESO VLT HR 8799 espectroAo estudar um sistema planetário triplo que lembra uma versão amplificada da família de planetas que orbita o Sol, os astrônomos do ESO (European Southern Observatory) conseguiram capturar pela primeira vez o espectro direto (“uma impressão digital química” [1]) de um exoplaneta em órbita de uma estrela distante [2], adquirindo assim novas informações sobre a formação e composição do exoplaneta. Este resultado representa um marco na busca da vida alienígena no Universo.

O espectro de um planeta é como uma impressão digital. O espectro nos fornece informação relevante sobre os elementos químicos que se encontram na sua atmosfera,” disse Markus Janson, primeiro autor do artigo que relata a nova descoberta. “Com esta informação, podemos compreender melhor como é que o exoplaneta se formou e no futuro nós poderemos inclusivamente descobrir possíveis evidências da presença de vida”.

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Nova técnica permite a descoberta de exoplanetas em imagens antigas do acervo do telescópio Hubble

Imagens do arquivo de 1998 de fotos do Hubble da estrela HR 8799 depois do processo de depuração da imagem – um dos exoplanetas foi resolvido (D. Lafrenière et al., ApJ Letters)

Imagens do arquivo de 1998 de fotos do Hubble da estrela HR 8799 depois do processo de depuração da imagem – um dos exoplanetas foi resolvido (D. Lafrenière et al., ApJ Letters)

A nova técnica de processamento de imagens em um conjunto de fotos tiradas pelo telescópio espacial Hubble há 11 anos permitiu a descoberta da imagem direta de um exoplaneta orbitando a jovem estrela HR 8799 (NASA/HST).

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Os exoplanetas habitáveis podem ser classificados em quatro tipos, quais são?

Concepção artística de um exoplaneta. Dividir mundos potencialmente habitáveis em quatro categorias poderá ajudar os astrônomos a estabelecer prioridades em suas pesquisas. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Concepção artística de um exoplaneta. Dividir mundos potencialmente habitáveis em quatro categorias poderá ajudar os astrônomos a estabelecer prioridades em suas pesquisas. Crédito: NASA/JPL-Caltech

A origem da vida e a capacidade de sustentação da mesma (habitabilidade) em outros mundos são dois dos maiores mistérios que a Ciência enfrenta hoje. Muitas pesquisas têm sido dedicadas a estes temas, mas ainda permanecem várias lacunas a serem preenchidas com respostas definitivas.

Um exemplo disso é Jan Hendrik Bredehöft da Open University no Reino Unido. Bredehöft tem estudado a habitabilidade em outros mundos. “Eu sou um daqueles sujeitos que pega um pedaço de meteorito, tritura-o e descobre qual química orgânica está presente ali”, disse Bredehöft.

Baseando-se nesses tipos de estudos, Bredehöft sugere que os mundos habitáveis podem ser classificados em quatro categorias, cada uma com distintas potencialidades para hospedar organismos extraterrestres. Este estudo tem um bom potencial de servir de ajuda na busca da vida no Universo, em especial à medida que a tecnologia progride para um nível onde a observação direta de imagens de exoplanetas se torna possível. Bredehöft apresentou as suas idéias no último Congresso de Ciência Planetária da Europlanet.

Os quatro grupos de mundos habitáveis propostos por Bredehöft são:

  1. Tipo – Terra
  2. Tipo – Marte
  3. Tipo – Europa
  4. Mundo aquático (ou oceânico)

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Grande avanço na astronomia: primeiras fotos de um exoplaneta capturadas pelo telescópio espacial Hubble

O telescópio espacial Hubble capturou a imagem inédita em luz-visível de um exoplaneta orbitando sua estrela. Esse objeto com massa quase 3 vezes a massa de Júpiter está atrelado gravitacionalmente a estrela Fomalhaut que fica a cerca de 25 anos-luz da Terra, na constelação de Piscis Australis. Assim essa descoberta anunciada pela NASA em 13 de novembro representa um marco na história da astronomia pois pela primeira vez a imagem de um exoplaneta foi observada dentro do espectro da luz-visível.

Chamado de Fomalhaut b, o exoplaneta orbita a 17,2 bilhões km (115 UA) de distância da estrela Fomalhaut e 2,9 bilhões de km (19,4 UA) dentro da borda interna do cinturão de asteróides da estrela, que a NASA apontou como “similar ao Cinturão de Kuiper“.

Concepção artística do exoplaneta Fomalhaut b

Concepção artística do exoplaneta Fomalhaut b

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