Posts Tagged HiRISE

Argilas em Marte preservaram evidências de vida por lá?

Modelo em 3D de imagens do programa HiRISE exibe sinais da presença de fluxos de água na cratera Newton em Marte. Créditos: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

As lamas e argilas ideais para a preservação de registros fósseis são mais raras nas regiões onde existiam lagos marcianos do que aqui na Terra. Um novo estudo de 226 antigos leitos no planeta vermelho revela que atualmente apenas um terço mostra evidências de tais depósitos à superfície marciana.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Brown, no estado americano de Rhode Island, estudou imagens da superfície de Marte obtidas pelas sondas MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), Mars Odyssey e Mars Express em busca de lagos que no passado já tiveram fluxos interiores e exteriores de água. Os pesquisadores analisaram a luz refletida por cada lago para determinar a sua composição química, na tentativa de identificar as lamas e argilas que se encontram em tais sistemas aqui na Terra.

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HiRISE revela campo de curiosas dunas escuras na cratera Proctor em Marte

Oops!?!? Esta imagem foi obtida por um microscópio ou por um telescópio?

Talvez uma dica ajudará na resposta: se as formas escuras desta foto fossem bactérias, cada uma delas ocuparia uma área maior que a de um campo de futebol!

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Mais de um-terço de Marte foi coberto por oceanos?

Há 3,5 bilhões de anos um vasto oceano cobria mais de um-terço da superfície de Marte

Novos estudos sugerem que no passado distante o Planeta Vermelho possuiu um ciclo hidrológico similar ao da Terra, com precipitações, fluxos d’água, formação de nuvens de vapor d’água, geleiras e acumulação de água em lagos e mares.

Este mapa ilustra como Marte se parecia há 3,5 bilhões de anos quando um vasto oceano cobria cerca de 36% da superfície do Planeta Vermelho, conforme o levantamento realizado pela Universidade do Colorado em Boulder a partir das informações das sondas orbitais em Marte. Crédito:Universidade do Colorado - Boulder - EUA

Este mapa ilustra como Marte se parecia há 3,5 bilhões de anos quando um vasto oceano cobria cerca de 36% da superfície do Planeta Vermelho, conforme o levantamento realizado pela Universidade do Colorado em Boulder a partir das informações das sondas orbitais em Marte. Crédito:Universidade do Colorado - Boulder - EUA

Como os cientistas chegaram a essa conclusão?

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HiRISE fotografa a sonda Phoenix em Marte e revela sinais de danos

HiRISE mostra a sonda Phoenix antes do inverno marciano (2008) e agora (2010)

HiRISE mostra a sonda Phoenix antes do inverno marciano (2008) e agora (2010)

Missão operacional oficialmente chega ao fim

A sonda robótica exploradora Phoenix da NASA chegou oficialmente ao fim de suas operações após várias tentativas de contacto pela NASA terem fracassado. Agora, nova imagem capturada e transmitida pela câmera HiRISE da espaçonave Mars Reconnaissance Orbiter nos revela indícios de danos graves nos painéis solares, possivelmente provocados pelo gelo do inverno marciano.

Embora estejamos todos tristes com esta notícia, é importante frisar que “A sonda Phoenix concluiu com sucesso todas as pesquisas estabelecidas e excedeu o tempo da missão planejado,” afirmou Fuk Li, gestor do Programa de Exploração de Marte no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. “Embora o seu trabalho operacional lá em Marte tenha chegado ao fim, a análise dos dados que recebemos da Phoenix vai prosseguir durante mais tempo.”

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HiRISE captura imagens de novas avalanches em Marte

HIRISE_ESP_016423_2640_Avalanche em Marte

Em 19 de feveriro de 2008, ao buscar variações nos padrões em certa região em Marte, a câmara HiRISE a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), flagrou uma avalanche em desenvolvimento. Desde então, a equipe operacional da HiRISE tem estado vigilante, a caça de mais avalanches em Marte.

Felizmente, a procura teve sucesso! Em 27 de janeiro de 2010, a HiRISE capturou uma rara imagem (ver acima) de outra avalanche em ação, em um íngreme desfiladeiro na região próxima ao pólo norte de marciano. Foram observadas pelo menos três nuvens isoladas de partículas caindo pelo desfiladeiro. A equipe informou que estas nuvens devem ter atingido dezenas de metros em altura.

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10 de março de 2006 – Mars Reconnaissance Orbiter em Órbita de Marte

Não Há Dia Sem História
Mars Reconnaissance Orbiter em Órbita de Marte

10 de março de 2006

A sonda robótica Mars Reconnaissance Orbiter iniciou suas operações entrando na órbita de Marte em 10 de março de 2006, há 4 anos.

A sonda robótica Mars Reconnaissance Orbiter iniciou suas operações entrando na órbita de Marte em 10 de março de 2006, há 4 anos.

No dia 10 de março de 2006, há 4 anos, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter entrou na órbita de Marte e iniciou o maior levantamento fotográfico já feito pelo homem em outro planeta.

O “mito dos canais”, que intrigou até mesmo astrônomos sérios, durante séculos, e gerou a hipótese de existência de vida inteligente em Marte, já era, então, uma simples curiosidade histórica, uma sereia cujo canto andara seduzindo até marujos experientes. Mas então, se não havia canais ou marcas de alguma civilização em Marte, o que poderia existir lá que fosse realmente interessante?

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Para chegar até Marte primeiro temos que estabelecer uma base em Fobos

Será Fobos o próximo grande passo da humanidade na exploração espacial?

Será Fobos o próximo grande passo da humanidade na exploração espacial?. Crédito: HiRISE

Fobos (Phobos) é possivelmente um nome que você começará a ouvir intensamente nos próximos anos. Embora Fobos tenha as dimensões de um asteróide, com apenas dois bilionésimos da massa da Terra, atmosfera nula e gravidade muito fraca, trata-se da maior das duas luas de Marte e está destinada a tornar-se nosso próximo posto avançado no espaço. Fobos será nossa segunda casa.

Como chegar lá?

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HiRISE revela contornos pseudo-geométricos em alto-relevo na paisagem marciana

Em 13 de janeiro de 2010 o time do programa HiRISE da Universidade do Arizona liberou intrigantes novas imagens de Marte. Alfred McEwan, membro do time do programa HiRISE, Universidade do Arizona, comentou as descobertas.

1) Relevos intrigantes na bacia de Hellas

Interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: HiRISE

IMAGEM 1: (ESP_016022_1420) interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: NASA / JPL / Universidade do Arizona / HiRISE

O piso da bacia de Hellas em Marte é muitas vezes obscurecido pela névoa atmosférica e a poeira, mas tende a ser bastante claro nesta época do ano, quanto ocorre a primavera no norte e outono no sul do planeta vermelho.

Na imagem acima HiRISE nos apresenta relevos intrigantes no chão da bacia de Hellas, em formatos muito estranhos. Aqui, explicou McEwan, os materiais parecem ter corrido de maneira viscosa, como o gelo, na superfície da bacia de Hellas. As características de fluxo viscoso são mais comuns nas latitudes médias de Marte, mas os da bacia de Hellas são especialmente únicos, por razões desconhecidas.

Esta sub-imagem mostra uma área interessante colorida (as áreas avermelhadas têm mais poeira).

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Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas

Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas  (PSP_007962_2635). Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

CO² em sublimação ejeta nuvem de poeira sobre as dunas marcianas (PSP_007962_2635). Existe uma vasta região de dunas de areia no norte de Marte, em altas latitudes. No inverno marciano, uma camada de gelo de dióxido de carbono (CO²) cobre as dunas, e na primavera o gelo se evapora quando o sol aquece o solo. Este é um processo muito ativo e a areia é deslocada abaixo das cristas das dunas, formando manchas escuras. Como a resolução da imagem é 32 cm/pixel os objetos presentes com mais de 96 cm de diâmetro são discerníveis. Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

Não! Não são arbustos no deserto marciano…

A ilusão marciana

Nuvens de poeira em erupção natural em Marte criaram nesta imagem estruturas surpreendentes que se parecem com ‘arbustos’, nesta paisagem próxima ao pólo norte marciano. Mas não se iluda: trata-se apenas de uma ilusão de ótica.

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Exército multifuncional de robôs exploradores irá invadir Titã

Armada de robôs exploradores invade Titã, lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech

Armada de robôs exploradores invade Titã, lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech

Uma verdadeira armada de robôs poderá um dia voar sobre os cumes das montanhas de Titã, lua de Saturno, cruzar suas vastas dunas e navegar em seus mares.

Wolfgang Fink, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA, diz que estamos à beira de uma grande revolução científica na exploração planetária e que a próxima geração de exploradores robóticos não será em nada parecida como vemos atualmente.

“A maneira pela qual iremos explorar outros mundos amanhã irá ter um gosto diferente de qualquer bebida que já tenhamos experimentado”, disse Fink, recentemente nomeado como Professor Notável Edward e Maria Keonjian em microeletrônica da Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Nós estamos saindo das abordagens tradicionais de espaçonaves robóticas únicas [como a Opportunity em Marte] sem redundâncias e comandadas [pelos engenheiros] aqui na Terra e estaremos adotando novos modelos que permitem levar consigo múltiplos robôs de baixo custo, auto-comandados ou que comandam outros robôs, para explorar vários locais ao mesmo tempo”.

Fink e os membros de sua equipe da Caltech, do USGS (U.S. Geological Survey) e da Universidade do Arizona, estão desenvolvendo software de inteligência artificial e construíram uma plataforma de ensaio robótica que pode simular um robô-geólogo ou um robô-astronauta, capazes de trabalhar independentemente e como parte de um grupo maior de robôs. Este software permitirá a um robô pensar por si próprio, identificar problemas e possíveis riscos, determinar áreas de interesse e priorizar alvos para estudos mais detalhados.

Hoje a exploração robótica funciona da seguinte forma: os engenheiros enviam uma seqüência de comandos a um jipe-robô-explorador ou uma sonda, para executar certas tarefas e depois esperam que sejam executadas. Eles têm pouca ou nenhuma flexibilidade na mudança do seu “plano de jogo” à medida que os eventos se desenrolam em tempo real. Por exemplo, nos cenários de observação de um desmoronamento em ação, de uma erupção criovulcânica à medida que ela se desenvolve ou para investigar um evento de liberação de metano.

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