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A Terra é Rara? Ou não?

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A Terra e a Lua em montagem feita a partir de imagens da sonda Mariner 10, que se dirigia para Vênus e Mercúrio em 1973. A Terra e a Lua estão em escala real de tamanho. Crédito: NASA

Se as civilizações alienígenas ou a vida inteligente extraterrestre são realmente raras em nossa galáxia, a Via Láctea, então é provável que não iremos ouvir algo dos ET antes do Sol tornar-se uma gigante vermelha, em cerca de cinco bilhões anos, no entanto, se contatarmos os alienígenas inteligentes antes disso, nós teremos muitas boas conversas antes da Terra ser esterilizada.

Essa é a conclusão de um recente estudo realizado por Duncan Forgan e Ken Rice, baseado na hipótese da Terra Rara de Peter Ward e D. Brownlee, no qual eles criaram um modelo computacional de uma galáxia hipotética, que simula a Via Láctea onde vivemos, processando esta simulação por 30 vezes. Como premissa, os cientistas consideraram em  sua galáxia simulada que a vida inteligente formou-se em plantas similares a Terra apenas, tal como estabelece a hipótese da Terra Rara.

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Fermi estuda misteriosos ‘raios cósmicos’ gerados por supernovas

Imagem da remanescente de supernova SNR W44 gerada peloFermi LAT (Large Area Telescope). As cores brilhantes indicam áreas das quais uma maior quantidade de raios-gama estão chegando. Os contornos em verde indicam a remanescente de supernova vista através da radiação infravermelha. Crédito: Colaboração NASA/DOE/LAT

Imagem da remanescente de supernova SNR W44 gerada pelo Fermi LAT (Large Area Telescope). As cores brilhantes indicam áreas das quais uma maior quantidade de raios-gama estão chegando. Os contornos em verde indicam a remanescente de supernova vista através da radiação infravermelha. Crédito: Colaboração NASA/DOE/LAT

Vindos de todas as direções do céu, os raios cósmicos viajam pelo espaço a velocidades incríveis (próximas da velocidade da luz). Estes “raios”, que em sua maior parte são partículas eletricamente carregadas chamadas prótons livres, estão entre as partículas mais energéticas do Universo.

Durante quase 100 anos, estas energéticas partículas também têm estado entre as mais enigmáticas, devido às suas origens desconhecidas. Agora, pesquisadores encontraram evidências para apoiar uma velha teoria de que os raios são provenientes de supernovas, estrelas massivas em explosão.

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FERMI registra a explosão de raios gama mais brilhante do Universo observável

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de rios gama em 3 de dezembro e 18 de novembro, 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de raios gama em 02 de dezembro e 03 de novembro de 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Uma galáxia distante com um buraco negro supermassivo em seu centro tem estado  mais ativa recentemente, emitindo rajadas extremamente brilhantes de raios gama.

As explosões de raios gama começaram em 15 de setembro de 2009, fazendo com que esta galáxia seja atualmente a fonte mais brilhante de raios gama no céu e aumentando seu próprio brilho mais de 10 vezes sua luminosidade habitual nos últimos 6 meses, antes do fenômeno. O Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA tem observado o fenômeno para saber mais sobre como funcionam estas galáxias tão violentas. Os astrônomos julgam que esta galáxia, identificada como 3C 454.3, é o que chamamos de blazar.

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Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida?

Podem as super terras serem superiores a hospedar a vida? O exoplaneta recém descobero orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertencem a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha) a uma distância de 'apenas' 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs vermelhas, que podem ser vistas nesta concepção artística à esquerda. Crédito: ESO

Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida? O exoplaneta Gliese 667 Cb recém descoberto orbita a estrela Gliese 667 C a qual pertence a um sistema triplo de estrelas. Este exoplaneta com 6 vezes a massa da Terra circula em volta de sua estrela hospedeira de baixa massa (anã vermelha) a uma distância de apenas 5% da distância Terra x Sol. A estrela mãe é companheira de duas outras estrelas anãs vermelhas, que podem ser vistas nesta concepção artística, acima e à esquerda. Crédito: ESO

Os astrônomos já descobriram centenas de exoplanetas similares ao planeta Júpiter em nossa galáxia. Entretanto, alguns exoplanetas que foram encontrados orbitando estrelas distantes têm tamanhos mais próximos ao da Terra. Isto dá esperanças aos astrobiólogos os quais julgam que estamos mais próximos de encontrar vida em planetas rochosos com água líquida.

Os planetas rochosos encontrados até agora são efetivamente mais massivos que o nosso. Dimitar Sasselov, professor de astronomia na Universidade de Harvard, ressalta que os cientistas cunharam o termo “Super-Terra” para refletir sua massa maior que a da Terra,  e não para indicar quaisquer qualidades superiores.

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Os buracos negros são as centrais de energia do Universo

A fúria de um Blazar:  concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

A fúria de um Blazar: concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

As luzes mais brilhantes e energéticas do Universo freqüentemente procedem dos buracos mais negros do espaço profundo.

Os buracos negros, chamados assim por que nem sequer a luz pode escapar de sua força gravitacional, só podem ser detectados através da sua influência sobre a matéria em sua volta. Embora os próprios buracos negros sejam invisíveis, as regiões que os rodeiam são governadas por campos magnéticos de potência extrema e forças gravitacionais que aceleram e aquecem a matéria circunvizinha em acresção e criam as radiações mais luminosas jamais vistas.

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Astronomia de Raios Gama: o bom, o mal e o feio…

A atual idade de ouro da astronomia de raios gama tem criado mais perguntas que respostas

Comparacao da curva de energia luminosa entre o GRB050904 e o GRB070110 ao longo do tempo

Análise comparativa de duas explosões de raios-gama: gráfico da curva de energia luminosa do GRB 050904 e do GRB 070110 ao longo do tempo de observação. Crédito: Maxim Lyutikov

As explosões de raios gama (GRB – gamma-ray-burst) têm proporcionado uma fonte constante de entusiasmo desde que foram descobertas nos anos 60 por satélites militares dos EUA que caçavam evidências da ocorrência de testes secretos de armas nucleares por outras nações.

Quando iluminam o céu, as explosões de raios gama são os objetos mais brilhantes do Universo. Emitem tanta luz que os astrônomos acreditam que devem estar de alguma forma colimados (agrupados em um feixe), de outra forma a emissão total não poderia surgir dos fenômenos astrofísicos atualmente conhecidos. De esta forma, liberam em poucos segundos, a energia equivalente a que foi emitida pelo Sol em toda a sua existência.

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Fermi: detectada a assinatura da antimatéria em raios

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Tempestades elétricas podem produzir antimatéria e a seguir raios-gama, conforme detectado pelo observatório espacial Fermi

O telescópio Fermi encontrou evidências de que também há pósitrons, partículas de antimatéria, nas tempestades atmosféricas terrestres.

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O observatório de raios-gama FERMI celebra um ano de atividades e confirma a teoria da Relatividade Geral de Einstein

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carreta um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente  com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons de uma explosão de raios-gama negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carrega um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons da explosão de raios-gama GRB 090510 que durou 2,1 segundos negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos (apenas 0,9 segundos de diferença) depois de terem viajado por 7,3 bilhões de anos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

O FERMI celebra um ano de recordes!

Durante seu primeiro ano de operações, o Telescópio Espacial de Raios-Gama da NASA FERMI vasculhou o lado extremo do céu com resolução e sensibilidade sem precedentes. O FERMI capturou mais de 1.000 fontes discretas de raios-gama (a forma mais energética da radiação). A mais notável das conquistas do FERMI foi a realização da medição que forneceu evidências experimentais raras acerca da estrutura intrínseca do espaço e do tempo, ou melhor, o espaço-tempo unificado conforme estabelecem as teorias de Einstein.

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Como usar o observatório espacial Kepler para descobrir exoluas habitáveis?

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

examinamos aqui em Eternos Aprendizes há alguns meses o trabalho de David Kipping sobre exoluas (também chamadas de luas extrasolares). O exame das luas pertencentes aos planetas do Sistema Solar nos indica que encontrar um satélite habitável em outro planeta não está fora de nosso alcance. Afinal, estamos a cada dia coletando informações em possíveis habitats para suportar, pelo menos, a vida microbiana em locais como Europa (Júpiter) e Enceladus (Saturno). Além disso, há especulações sobre biosferas similares presentes em alguns objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs) que também fazem parte deste novo contexto.

Assim, que tal uma exolua habitável em volta de um exoplaneta gigante gasoso? David Kipping (University College London) tem trabalhado intensivamente nestas questões com relação ao observatório espacial recém lançado Kepler. Kipping alega notáveis conclusões de seu recente estudo: a existência de um exoplaneta do tamanho de Saturno na zona de habitação de uma pequena estrela anã-vermelha, classe M, já permite a detecção de uma exolua de até 0,2 vezes a massa da Terra!

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O paradoxo de Fermi foi recalculado. Quantas civilizações podem haver na nossa galáxia?

Sondas galácticas

Sondas galácticas

A notória ausência de sondas alienígenas visitando nosso Sistema Solar impõe severas limitações ao número de civilizações avançadas que supostamente poderiam estar explorando a galáxia.

O famoso Paradoxo de Fermi se baseia na pressuposta existência de civilizações avançadas por toda a galáxia. Se estas civilizações estão lá fora – e muitas análises sugerem que a galáxia deveria estar repleta de vida — por que não as temos visto?

O Portal do Astrônomo publicou sobre o Paradoxo de Fermi no artigo “Da Terra Rara à Xenobiologia” onde explica:

“Esta foi a pergunta que há pouco mais de meio século o físico Enrico Fermi (1901-1954), Prêmio Nobel da Física, inteligentemente colocou. Depois da bomba atômica, no início da escaldante Guerra Fria e na paranóia norte-americana dos discos voadores, esta era uma pergunta inevitável. Ficou conhecida como Paradoxo de Fermi e desde então centenas de respostas têm sido apresentadas, embora nenhuma verdadeiramente satisfatória até agora.”

“Será que as civilizações, por um fanatismo social ou religioso, colapso econômico ou esgotamento das reservas energéticas e alimentares, guerras, epidemias ou outras catástrofes se destroem? Será que a vida forçosamente, em outros locais, evoluiu no sentido da inteligência e de formas semelhantes à nossa, com curiosidade, o gosto pela exploração espacial e o interesse em contatar eventuais extraterrestres?”

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