Posts Tagged explosão de raios gama

FERMI registra a explosão de raios gama mais brilhante do Universo observável

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de rios gama em 3 de dezembro e 18 de novembro, 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de raios gama em 02 de dezembro e 03 de novembro de 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Uma galáxia distante com um buraco negro supermassivo em seu centro tem estado  mais ativa recentemente, emitindo rajadas extremamente brilhantes de raios gama.

As explosões de raios gama começaram em 15 de setembro de 2009, fazendo com que esta galáxia seja atualmente a fonte mais brilhante de raios gama no céu e aumentando seu próprio brilho mais de 10 vezes sua luminosidade habitual nos últimos 6 meses, antes do fenômeno. O Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA tem observado o fenômeno para saber mais sobre como funcionam estas galáxias tão violentas. Os astrônomos julgam que esta galáxia, identificada como 3C 454.3, é o que chamamos de blazar.

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Os buracos negros são as centrais de energia do Universo

A fúria de um Blazar:  concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

A fúria de um Blazar: concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

As luzes mais brilhantes e energéticas do Universo freqüentemente procedem dos buracos mais negros do espaço profundo.

Os buracos negros, chamados assim por que nem sequer a luz pode escapar de sua força gravitacional, só podem ser detectados através da sua influência sobre a matéria em sua volta. Embora os próprios buracos negros sejam invisíveis, as regiões que os rodeiam são governadas por campos magnéticos de potência extrema e forças gravitacionais que aceleram e aquecem a matéria circunvizinha em acresção e criam as radiações mais luminosas jamais vistas.

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Astronomia de Raios Gama: o bom, o mal e o feio…

A atual idade de ouro da astronomia de raios gama tem criado mais perguntas que respostas

Comparacao da curva de energia luminosa entre o GRB050904 e o GRB070110 ao longo do tempo

Análise comparativa de duas explosões de raios-gama: gráfico da curva de energia luminosa do GRB 050904 e do GRB 070110 ao longo do tempo de observação. Crédito: Maxim Lyutikov

As explosões de raios gama (GRB – gamma-ray-burst) têm proporcionado uma fonte constante de entusiasmo desde que foram descobertas nos anos 60 por satélites militares dos EUA que caçavam evidências da ocorrência de testes secretos de armas nucleares por outras nações.

Quando iluminam o céu, as explosões de raios gama são os objetos mais brilhantes do Universo. Emitem tanta luz que os astrônomos acreditam que devem estar de alguma forma colimados (agrupados em um feixe), de outra forma a emissão total não poderia surgir dos fenômenos astrofísicos atualmente conhecidos. De esta forma, liberam em poucos segundos, a energia equivalente a que foi emitida pelo Sol em toda a sua existência.

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O observatório de raios-gama FERMI celebra um ano de atividades e confirma a teoria da Relatividade Geral de Einstein

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carreta um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente  com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons de uma explosão de raios-gama negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carrega um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons da explosão de raios-gama GRB 090510 que durou 2,1 segundos negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos (apenas 0,9 segundos de diferença) depois de terem viajado por 7,3 bilhões de anos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

O FERMI celebra um ano de recordes!

Durante seu primeiro ano de operações, o Telescópio Espacial de Raios-Gama da NASA FERMI vasculhou o lado extremo do céu com resolução e sensibilidade sem precedentes. O FERMI capturou mais de 1.000 fontes discretas de raios-gama (a forma mais energética da radiação). A mais notável das conquistas do FERMI foi a realização da medição que forneceu evidências experimentais raras acerca da estrutura intrínseca do espaço e do tempo, ou melhor, o espaço-tempo unificado conforme estabelecem as teorias de Einstein.

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M31: SWIFT mostra a galáxia de Andrômeda em Ultravioleta

A imagem abaixo, capturada pelo satélite SWIFT da NASA representa a melhor visão em alta resolução já feita da galáxia de Andrômeda (M31) nas freqüências da faixa do espetro em ultravioleta.

Andrômeda em Ultravioleta capturada pela lente UVOT do SWIFT. Crédito: Ultravioleta - NASA/SWIFT/Stefan Immler (GSFC) e Erin Grand (UMCP)

Andrômeda em Ultravioleta capturada pela lente UVOT do SWIFT. Crédito: NASA/SWIFT/Stefan Immler (GSFC) e Erin Grand (UMCP)

Visão ótica de Andrômeda tomada usando um telescópio terrestre. Crédito: Bill Schoening, Vanessa Harvey/REU program/NOAO/AURA/NSF

Visão ótica de Andrômeda via telescópio terrestre. Crédito: Bill Schoening, Vanessa Harvey/REU program/NOAO/AURA/NSF

Este mosaico em UV cobre uma região de aproximadamente 200.000 anos-luz de largura e foi o resultado do trabalho realizado entre 25 de maio e 26 de julho de 2008 pelo telescópio orbital SWIFT que capturou 330 imagens da galáxia M31 (Andrômeda) através do seu dispositivo UVOT (Ultraviolet/Optical Telescope), nos comprimentos de onda de 192,8, 224,6 e 260 nanômetros.

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Sismos estelares em magnetares provocam violentas explosões de raios gama

Uma estrela de nêutrons pode sofrer abalos sísmicos e romper sua densa crostra, gerando explosões de raios-gama

Uma estrela de nêutrons pode sofrer abalos sísmicos e romper sua densa crosta, gerando explosões de raios-gama (GRBs)

As estrelas de nêutrons são as cinzas de estrelas massivas moribundas que colapsaram em esferas muito pequenas, densas e com crostas robustas. Por outro lado, as forças oriundas do seu interior podem quebrar suas crostas durante os eventos chamados sismos estelares, que lembram, mantendo-se as devidas proporções, nossos terremotos.

O poder avassalador dos sismos estelares (‘estrelamotos’) pode irradiar os energéticos raios-gama para o espaço e isto leva aos cientistas a suspeitar que as crostas das estrelas de nêutrons devam ser compostas de materiais extremamente rígidos, difíceis de serem rompidos.

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Supernovas: nova pesquisa visa capturar com rapidez as explosões das estrelas do Cosmos

Os astrônomos usando o detector de tempo real descobriram a supernova SN2009av-1a no exato ato do início da explosão! À esquerda, a imagem da galáxia hospedeira, 800 milhões de anos-luz de distancia foi criada por observações tomadas pela câmera Palomar Trasient Factory em 23 a 27 de fevereiro de 2009. A segunda imagem (da esquerda para direita) foi obtida em 28 de fevereiro. A seguir, usando informações do banco de dados via NERSC para subtrair digitalmente a nova imagem da antiga, os cientistas puderam expor o transiente cósmico: uma supernova. À direita, subtraindo as imagens anteriores da que foi gravada em 2 de março, aparece a fonte tornando-se gradualmente mais brilhante. As observações subseqüentes concluíram tratar-se de uma supernova tipo Ia, agora denominada SN2009av. Crédito: Palomar Transient Factory/Dovi Poznanski, Berkeley Lab

Os astrônomos usando o detector de tempo real descobriram a supernova SN2009av-1a no exato ato do início da explosão! À esquerda, a imagem da galáxia hospedeira, 800 milhões de anos-luz de distancia foi criada por observações tomadas pela câmera Palomar Trasient Factory em 23 a 27 de fevereiro de 2009. A segunda imagem (da esquerda para direita) foi obtida em 28 de fevereiro. A seguir, usando informações do banco de dados via NERSC para subtrair digitalmente a nova imagem da antiga, os cientistas puderam expor o transiente cósmico: uma supernova. À direita, subtraindo as imagens anteriores da que foi gravada em 2 de março, aparece a fonte tornando-se gradualmente mais brilhante. As observações subseqüentes concluíram tratar-se de uma supernova tipo Ia, agora denominada SN2009av. Crédito: Palomar Transient Factory/Dovi Poznanski, Berkeley Lab

Uma inovadora pesquisa nos céus chamada “Palomar Transient Factory” (PTF) usará um telescópio de 48 polegadas junto com o centro computacional National Energy Research Scientific Computing Center (NERSC) pertencente ao U.S. Department of Energy (DOE). O objetivo da pesquisa é descobrir os eventos cósmicos relativamente raros tais como as supernovas e as explosões de raios gama (GRB – gamma-ray burst). A pesquisa está em andamento e durante a fase piloto já foram descobertas mais de 40 supernovas. Assim, com essa pesquisa, os astrônomos esperam conseguir detectar milhares de supernovas por ano.

Uma Pesquisa desbravadora!

“A pesquisa é desbravadora em diversos aspectos, pois consiste no primeiro projeto dedicado exclusivamente a encontrar eventos transitórios e como parte desta missão temos trabalhado com o NERSC para desenvolver um sistema automatizado que irá navegar através dos terabytes dos bancos de dados astronômicos toda noite para encontrar eventos interessantes. Temos tempo reservado em alguns dos telescópios terrestres mais potentes para conduzir prontas observações a medida que os eventos são identificados”, informa Shrinivas Kulkarni, professor de astronomia e ciências planetárias no California Institute of Technology (Caltech) e diretor do Caltech Optical Observatories. Ele é o principal investigador da pesquisa PTF.

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A matéria escura foi responsável pela reconstrução do Universo primordial?

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No Universo primordial, até um bilhão de anos após o Big Bang, os átomos de Hidrogênio foram misteriosamente decompostos em uma sopa universal de íons

Até 380,000 anos após o Big Bang, o Universo era uma sopa quente de plasma que se esfriou. Nessa ocasião a temperatura universal caiu ao nível onde prótons e elétrons podiam se recombinar formando átomos. Esse ‘calmo’ período de formação do Hidrogênio neutro na história universal não durou muito tempo. Os átomos de Hidrogênio primordiais foram desintegrados uma vez mais em um mecanismo denominado reionização que reconstruiu todo o Universo. A era da reionização chegou ao seu fim cerca de 1 bilhão de anos após o Big Bang, quando o Universo tornou-se novamente transparente.

Acreditava-se que as primeiras estrelas que se formaram antes da era da reionização provavelmente despejaram alguma radiação ultravioleta, ionizando o Hidrogênio neutro primordial. No entanto, uma nova e controversa teoria foi recentemente lançada: teve a matéria escura um papel marcante o processo de reionização universal?

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SWIFT detecta o objeto mais distante no Universo visível

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Conforme informado no Sky and Telescope blog, o telescópio espacial SWIFT capturou o tênue GRB 090423 (gamma-ray burst – explosão de raios gama) na última quinta-feira que quebrou o recorde de distância do objeto mais distante do Universo observável.

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