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SN 2007if: a Super-Supernova Ia intriga os astro-físicos e pode impactar a Cosmologia
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Supernovas on 17 de março de 2010

Os cosmologistas usam as supernovas tipo Ia, como esta visível no canto inferior esquerdo desta galáxia, para explorar passado e o futuro da expansão do Universo e entender melhor a natureza da energia escura. Crédito: High-Z Supernova Search Team, HST, NASA
Uma colaboração multinacional liderada pela Universidade de Yale mediu, pela primeira vez, a massa de uma supernova tipo Ia originada em um objeto estelar que ultrapassa o limite superior de massa de Chandrasekhar. Esta descoberta possivelmente poderá refletir no modo como os cosmologistas medem a expansão do Universo.
Os cosmologistas têm usado o padrão intrínseco energético das supernovas Tipo Ia – violentas explosões de núcleos de anãs brancas – como uma espécie de régua cósmica para medir a distância da Terra a galáxia onde ocorreu a supernova e assim compreender melhor o passado e o futuro da expansão do Universo, explorando a natureza da energia escura. Até recentemente, pensava-se que as anãs brancas não poderiam exceder o limite de Chandrasekhar, uma massa crítica equivalente a cerca de 1,4 vezes a massa do Sol, que se ultrapassado provoca a detonação da estrela como uma supernova. Este limite uniforme tem sido uma das ferramentas-chave na medição da distância das supernovas e conseqüentemente das suas galáxias.
Qual é a idade do Universo? Como calcular isso?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 1 de outubro de 2009

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP
Há quanto tempo o Big Bang aconteceu? Qual é melhor estimativa da idade do Big Bang? A resposta mais apurada é:
13,73 bilhões de anos ± 120 milhões de anos
Esta foi a mais recente conclusão do time de astrônomos que trabalhou com os últimos dados da sonda WMAP.
É importante destacar que esta estimativa da idade do Big Bang fornecida pelo time do WMAP é totalmente independente de outras 3 estimativas conhecidas da idade do Universo, tais como:
- A idade dos elementos químicos
- A idade dos aglomerados estelares antigos
- A idade das anãs brancas mais antigas
Vejamos a seguir o que estes 3 métodos independentes calcularam…
O dia em que o Universo foi paralizado: novo modelo cosmológico para a energia escura
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Matéria Escura, Supernovas on 13 de maio de 2009

O destino final do Universo depende da exata natureza da energia escura. Dependendo de suas propriedades, Se a densidade de energia escura for constante, a expansão continuará a acelerar para sempre resultando no 'Big Freeze'. Se aumentar, a aceleração da expansão pode ser tão rápida que as galáxias, estrelas, planetas e mesmo os átomos sejam completamente desintegrados, o chamado 'Big Rip'. Finalmente, se a densidade de energia escura diminuir com o tempo, o universo pode colapsar, o chamado 'Big Crunch'. Crédito: NASA/CXC/M. Weiss / Portal do Astrônomo
Imagine um momento em que o Universo inteiro esteve paralisado. De acordo como o novo modelo para a energia escura, isso é essencialmente o que aconteceu há cerca de 11,5 bilhões de anos, quando o Universo tinha ¼ do tamanho atual.
O novo modelo publicado em 06 de maio de 2009 no jornal Physical Review D, foi desenvolvido pelo pesquisador associado Sourish Dutta e o professor de física Robert Scherrer na Universidade de Vanderbilt, os quais trabalharam junto com o Professor de física Stephen Hsu e o estudante David Reeb da Universidade do Oregon.
A taxa de expansão do Universo foi recalculada com o dobro da precisão
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Supernovas on 11 de maio de 2009
A Constante de Hubble foi reestimada com precisão acima de 95%
Explorando a capacidade poderosa do telescópio espacial Hubble o time aparou as arestas da ‘escala cósmica de distâncias’ envolvendo as incertezas no comportamento das estrelas variáveis cefeidas.

Essa é uma imagem da galáxia espiral NGC 3021. Essa foi uma das diversas galáxias que sofreram explosões de supernovas tipo 1a observadas recentemente pelos astrônomos. A observação dessas supernovas ajuda a medir a taxa de expansão do Universo, a constante de Hubble. Além disso, o telescópio Hubble ajudou a apurar com maior precisão o comportamento das estrelas variáveis cefeidas nesta galáxia, destacadas em círculos verdes nos quatro quadros. As estrelas variáveis cefeidas pulsam em uma freqüência que é associada matematicamente ao seu brilho intrínseco. Tal fenômeno faz delas a ‘vela padrão’ ideal para a medição das distâncias intergalácticas. As Cefeidas são usadas para calibrar também outro ‘marco de milha’ que pode ser usado nas galáxias mais distantes, as supernovas tipo 1a. Crédito: NASA, ESA e A. Riess (STScI/JHU)
O que quer seja a energia escura, explicações para tal são postas a prova se seguirmos as observações do Hubble que refinou a taxa de expansão do Universo a uma taxa com nível de incerteza inferior a 5%. O novo valor da taxa de expansão do Universo, conhecido como constante de Hubble (H0, em homenagem a Edwin Powell Hubble, o astrônomo que primeiro mediu o comportamento do Universo há quase um século), vale 74,2 km/segundo/megaparsec (margem de erro ≈3,6). Os resultados coincidem com uma medida anterior de 72 ± 8 km/s/megaparsec, mas dessa vez a precisão é o dobro da anterior.
A medida do Hubble, conduzida pelo time da pesquisa SHOES (Supernova H0 for the Equation of State) liderado por Adam Riess do Space Telescope Science Institute e da Universidade Johns Hopkins, usou diversos refinamentos para fortalecer a construção da ‘escala básica de distâncias’ ou ‘régua cósmica’, com comprimento de 1 bilhão de anos-luz que os astrônomos utilizam para determinar a taxa de expansão universal.
As observações via Hubble das estrelas pulsantes, denominadas de ‘variáveis cefeidas‘, usando um ‘marco de milha’ próximo, a galáxia NGC 4528, e nas galáxias que tiveram recentemente explosões de supernovas tipo 1ª, ligaram esses indicadores de distância. O uso do Hubble para balizar esses marcos na ‘escada cósmica de distâncias’ minimizou os erros sistemáticos das observações anteriores de diferentes telescópios.



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