Posts Tagged exolua

Vamos descobrir em breve uma exolua tal como a lua Pandora do filme Avatar?

Nesta concepção artística vemos um planeta gigante hipotético com uma lua 'tipo-Terra' similar a exolua Pandora do filme Avatar. Pesquisas recentes mostram que se econtrarmos tal exolua na zona habitável de uma estrela próxima, o telescópio James Webb Space Telescope será capaz de estudar sua atmosfera e detectar gases importantes para a vida tais como o dióxido de carbono, o metano, o vapor d'-água e o oxigênio. Crédito: David A. Aguilar, CfA

Nesta concepção artística vemos um planeta gigante hipotético com uma enorme lua 'tipo-Terra' similar a exolua Pandora do filme Avatar. Pesquisas recentes mostram que se econtrarmos tal exolua na zona habitável de uma estrela próxima, o telescópio James Webb Space Telescope será capaz de estudar sua atmosfera e detectar gases importantes para a vida tais como o dióxido de carbono, o metano, o vapor d'-água e o oxigênio. Crédito: David A. Aguilar, CfA

O novo sucesso do cinema “Avatar” se passa em uma lua habitável e habitada chamada Pandora, que orbita o planeta fictício gigante gasoso Polyphemus no sistema real de Alfa Centauri.

Embora as luas que conseguem suportar a vida como Pandora ou a lua coberta de florestas de Endor (do filme Star Wars) sejam criações da ficção científica, os astrônomos estão ainda por descobrir as luas extrasolares (exoluas). Entretanto, a existência de exoluas tem relevância científica e os pesquisadores poderão em breve não só conseguir descobri-las como também analisar suas atmosferas buscando por sinais da presença de vida como a conhecemos, tais como a existência de oxigênio e de vapor d’-água.

“Se Pandora existisse, nós potencialmente poderemos detectá-la e estudar sua atmosfera nos próximos anos”, disse a astrofísica Lisa Kaltenegger do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Massachusetts. EUA.

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Como usar o observatório espacial Kepler para descobrir exoluas habitáveis?

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

Exolua orbitando um exoplaneta joviano por Dan Durda

examinamos aqui em Eternos Aprendizes há alguns meses o trabalho de David Kipping sobre exoluas (também chamadas de luas extrasolares). O exame das luas pertencentes aos planetas do Sistema Solar nos indica que encontrar um satélite habitável em outro planeta não está fora de nosso alcance. Afinal, estamos a cada dia coletando informações em possíveis habitats para suportar, pelo menos, a vida microbiana em locais como Europa (Júpiter) e Enceladus (Saturno). Além disso, há especulações sobre biosferas similares presentes em alguns objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs) que também fazem parte deste novo contexto.

Assim, que tal uma exolua habitável em volta de um exoplaneta gigante gasoso? David Kipping (University College London) tem trabalhado intensivamente nestas questões com relação ao observatório espacial recém lançado Kepler. Kipping alega notáveis conclusões de seu recente estudo: a existência de um exoplaneta do tamanho de Saturno na zona de habitação de uma pequena estrela anã-vermelha, classe M, já permite a detecção de uma exolua de até 0,2 vezes a massa da Terra!

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Vida extraterrestre: a presença da tectônica de placas é condição necessária para a vida

'The Millennium Planet' depicts a planet of the star tau Boötis ~ a huge, bluish gas giant, bigger than Jupiter. At the time, this was thought to be the first visual confirmation of such a world.

Exoplaneta por David A. Hardy (http://www.hardyart.demon.co.uk)

Para suportar a vida extraterrestre um exoplaneta deve simplesmente estar a uma faixa de distâncias onde o calor de sua estrela mãe permite a existência de água abundante no estado líquido, certo?

Errado. Nova pesquisa nos sugere que para que o exoplaneta tenha condições de suportar a vida este tem que possuir o processo de placas tectônicas e tal capacidade é acionada em uma faixa de distâncias bem mais restrita em sua estrela hospedeira que a necessária a suportar água líquida.

Rory Barnes, um astrônomo da Universidade de Washington  é o autor líder de novo artigo a ser  publicado pelo The Astrophysical Journal Letters o qual contem novos cálculos via modelo de simulação computacional para definir a “zona de habitabilidade com marés”.

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Novo método para a procura da vida em exoplanetas


Com a ajuda do "high resolution imager" da sonda "Deep Impact", Cowan e seu time observaram como as cores de Terra modificam-se do azul (oceanos) para o vermelho (continentes) com a sua rotação sobre o eixo. Crédito: Donald J. Lindler, Sigma Space Corporation/GSFC; EPOCh/DIXI Science Teams

Com a ajuda do "high resolution imager" da sonda "Deep Impact", Cowan e seu time observaram como as cores de Terra modificam-se do azul (oceanos) para o vermelho (continentes) com a sua rotação sobre o eixo. Crédito: Donald J. Lindler, Sigma Space Corporation/GSFC; EPOCh/DIXI Science Teams

Cientistas recentemente desenvolveram um novo método de procura por oceanos em exoplanetas. O método que envolve a obtenção e análise da variação da freqüência (cores) do espectro de radiação causada pela rotação do exoplaneta e tais estudos poderão ajudar na busca pela vida extraterrestre.

Existem atualmente diversos métodos usados para a detecção de água em exoplanetas. Uma delas é a técnica da espectroscopia, a qual revela os comprimentos de onda das moléculas de água e que tem sido usada com sucesso para a descoberta de água em exoplanetas gigantes. Outras técnicas envolvem a procura de nuvens ou detecção da reflexão de luz de uma superfície reflexiva, embora a técnica da reflexão tenha até agora sido usada para outros líquidos como metano na lua Titã de Saturno.

Agora Nick Cowan da Universidade de Washington em Seattle e sua equipe de cientistas, incluindo o time do projeto da NASA EPOXI, desenvolveram um método complementar que deverá aumentar a probabilidade de se encontrar exoplanetas com oceanos – e conseqüentemente, fortes candidatos a conter vida. “Uma vez que a água é considerada um pré-requisito para a existência da vida, nos propusemos mais um teste da habitabilidade do exoplaneta”, Cowan disse a physicsworld.com.

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Métodos propostos para detecção de exoluas

Exolua massiva, de tamanho similar ao da Terra, orbitando um exoplaneta gigante gasoso

Exolua massiva, de tamanho similar ao da Terra, orbitando um exoplaneta gigante gasoso

O que é uma exolua?

Uma lua extra-solar, ou exolua, é um termo que se refere a um satélite natural que orbita um planeta extra-solar ou outro corpo extra-solar maior que o próprio objeto.

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Existem outras civilizações? Elas também sonham em viajar para outras estrelas e mundos?

Planeta oceânico orbitando Gliese 581 - Crédito©: Karen Wehrstein

Planeta oceânico orbitando Gliese 581 - Crédito©: Karen Wehrstein {1}

George Dvorsky defende uma forte opinião quanto à ‘hipótese da terra rara’ em seu blog Sentient Developments, referindo-se a esse tema como uma desilusão e contestando os motivos pelos quais a vida na galáxia é provável de ser incomum. O post lembra o livro que deu origem a tudo isso: Rare Earth: Why Complex Life is Uncommon in the Universe (Copernicus, 2000), escrito por Peter Ward e Donald Brownlee. Os autores do livro argumentam que a vida complexa (multicelular) na Terra só foi possível devido a uma incrível cadeia de circunstâncias acidentais. Ward e Brownlee defendem que grande parte da nossa galáxia é composta de ‘zonas mortas’.

O tema é complexo e envolve fatores como o lugar do planeta na zona habitável da galáxia (um assunto controverso), sua órbita em torno da sua estrela, seu tamanho, seus satélites, sua magnetosfera, suas placas tectônicas, e muito mais.

Quem afinal está com a razão?

Vejamos a seguir…

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Astrônomos começam a caça de exoluas orbitando exoplanetas

Impressão artística (crédito: Andy McLatchie) de uma exolua habitável orbitando um exoplaneta. Poderá a flutuação orbital de um exoplaneta ajudar os astrônomos a achar exoluas?

Impressão artística (crédito: Andy McLatchie) de uma exolua habitável orbitando um exoplaneta. Poderá a flutuação orbital de um exoplaneta ajudar os astrônomos a achar exoluas?

[ Tradução do artigo "Astronomers Now Looking For Exomoons Around Exoplanets" escrito por Ian O'Neill na Universe Today em 14 de dezembro de 2008 ]

Está começando a parecer que os astrônomos estão se tornando cansados de observar diretamente os exoplanetas, já estivemos aqui, já fizemos isso… Assim eles estão agora se aprofundando mais visando uma nova grande descoberta: a detecção de exoluas (ou lua extrasolar) orbitando exoplanetas. Em novo estudo um astrônomo britânico quer usar a técnica mais comumente utilizada na observação indireta de exoplanetas. Essa tradicional e amplamente usada técnica verifica a estrela candidata para ver se ela tremula. A tremulação ou flutuação orbital estelar é usualmente causada pela presença de um objeto massivo orbitando a estrela, revelando indiretamente a presença de um exoplaneta (ou um objeto sub-estelar como uma anã-marrom).

Agora, de acordo com David Kipping, a presença de exoluas também poderá ser detectada pelo “método da análise da flutuação orbital”. Como fazê-lo? Rastreando-se um exoplaneta durante sua órbita ao redor da estrela-mãe para ver seus desvios orbitais devido à interação gravitacional do sistema exoplaneta/exolua. E tem muito mais! Como se não bastasse já considerarmos espetacular esse novo projeto, Kipping tem outra forte motivação por trás da tremulação dos exoplanetas: ele quer achar uma exolua com dimensões e características similares a Terra com potencial para abrigar vida extraterrestre

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