Posts Tagged European Southern Observatory

NGC 346: ESO revela berçário estelar dentro da Pequena Nuvem de Magalhães

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

O ESO (European Southern Observatory) publicou a imagem do berçário estelar NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante de nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, que reside a 210.000 anos-luz, na constelação de Tucano. Neste aglomerado estelar, o gás é aquecido, excitado e dispersado pela radiação, vento e calor emitidos por estrelas de grande massa, formando uma estrutura de nebulosa envolvente em filamentos que lembram uma teia de aranha. Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.

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ESO NTT revela os segredos da galáxia canibal Centaurus A

Esta imagem da região central da galáxia elíptica Centaurus A revela os restos em formato de paralelogramo de uma galáxia elíptica menor canibalizada.

Esta imagem da região central da galáxia elíptica Centaurus A revela os restos em formato de paralelogramo de uma galáxia elíptica menor canibalizada pela galáxia gigante. Crédito: ESO/Y. Beletsky

Usando uma técnica especial que utiliza imagens na faixa de freqüências próximas do infravermelho, através telescópio do ESO New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, os astrônomos foram capazes de olhar através das camadas espessas de poeira da galáxia canibal gigante Centaurus A. Assim, conseguiram nos revelar sua última refeição com detalhes inéditos: uma galáxia espiral menor canibalizada, atualmente torcida e deformada. Esta imagem extraordinária mostra igualmente, espalhados como jóias, milhares de aglomerados estelares em movimento dentro de Centaurus A.

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VISTA: Nebulosa de Órion analisada no infravermelho

O VISTA revela ejeções de matéria em alta velocidade a partir de estrelas jovens

Imagem no infravermelho da Nebulosa de Órion obtida com o VISTA. Crédito:  ESO/J. Emerson/VISTA/Cambridge Astronomical Survey Unit

Imagem no infravermelho da Nebulosa de Órion obtida com o VISTA. Crédito: ESO/J. Emerson/VISTA/Cambridge Astronomical Survey Unit

A nebulosa de Órion nos revela muitos de seus segredos, em uma imagem extraordinária obtida pelo VISTA, o novo telescópio de rastreamento do ESO (European Southern Observatory). O grande campo de visão do telescópio possibilita a observação da nebulosa em todo o seu esplendor enquanto que a visão infravermelha do VISTA permite-nos perscrutar profundamente regiões de poeira que se encontram geralmente invisíveis, e onde podemos observar o comportamento de estrelas jovens muito ativas que lá residem.

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NGC 6334: ESO revela a ‘Pata do Gato Cósmico’

NGC 6334 - nebulosa da 'Pata do Gato'. Crédito: ESO

NGC 6334 - nebulosa da 'Pata do Gato'. Crédito: ESO

O ESO divulgou novas imagens fantásticas da Nebulosa ‘Pata do Gato’. Esta intrincada região de gás e poeira cósmica, onde encontramos uma pletora de estrelas massivas em formação, reside perto do centro da Via Láctea. Infelizmente sua observação é difícil, pois a proximidade do núcleo de nossa galáxia faz com que esta nebulosa permaneça obscurecida por nuvens de poeira.

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ESO VLT: O espectro de um exoplaneta foi capturado pela primeira vez

ESO VLT HR 8799 espectroAo estudar um sistema planetário triplo que lembra uma versão amplificada da família de planetas que orbita o Sol, os astrônomos do ESO (European Southern Observatory) conseguiram capturar pela primeira vez o espectro direto (“uma impressão digital química” [1]) de um exoplaneta em órbita de uma estrela distante [2], adquirindo assim novas informações sobre a formação e composição do exoplaneta. Este resultado representa um marco na busca da vida alienígena no Universo.

O espectro de um planeta é como uma impressão digital. O espectro nos fornece informação relevante sobre os elementos químicos que se encontram na sua atmosfera,” disse Markus Janson, primeiro autor do artigo que relata a nova descoberta. “Com esta informação, podemos compreender melhor como é que o exoplaneta se formou e no futuro nós poderemos inclusivamente descobrir possíveis evidências da presença de vida”.

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VISTA: telescópio pioneiro de rastreamento mostra os primeiros resultados

Um novo telescópio – VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) — operado pelo Observatório Paranal do ESO divulgou suas primeiras imagens.

Nebulosa da Flama

Nebulosa da Chama (Flame Nebula)

O VISTA é um telescópio de rastreamento que opera nas frequências do espectro do infravermelho e atualmente é o maior telescópio existente dedicado ao mapeamento celeste. Seu enorme espelho, grande campo de visão e detectores extremamente sensíveis irão nos proporcionar uma visão completamente nova do céu do hemisfério sul. As imagens espectaculares agora divulgadas da Nebulosa da Chama, do Centro da nossa Via Láctea e do aglomerado de galáxias Fornax mostram que o telescópio se encontra em perfeito funcionamento.

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É possível a formação de exoplanetas ao redor de estrelas binárias?

Por dos sóis gêmeos em mundo alienígena. Crédito: NASA/JPL

Por de sóis gêmeos em mundo alienígena. Crédito: NASA/JPL

Os criativos escritores de ficção científica e artistas espaciais descrevem freqüentemente uma encantadora paisagem do por de sóis gêmeos, onde um par de estrelas binárias se oculta atrás do horizonte (lembramos de Star Wars). Embora saibamos que possam existir exoplanetas em tais sistemas binários orbitando em ressonância, isto só aparece como certo para exoplanetas já completamente formados. Poderiam assim os sistemas estelares em formação suportar a existência de um disco de acresção e a partir deste permitir a formação de novos planetas? Esta é a questão que M. G. Petr-Gotzens e S. Daemgen do ESO (European Southern Observatory) junto com S. Correia do Instituto Astronômico de Postdam tentam agora responder.

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ESO revela os segredos da “Caixa de Jóias” na constelação do Cruzeiro do Sul

O equipamento FORS1 do Very Large Telescope (VLT) no observatório do ESO no Monte Paranal foi usado para capturar esta imagem aguçada da colorida "Caixa de Jóias", o aglomerado estelar NGC 4755. Devido ao enorme espelho do VLT bastou ajustar o tempo de exposição de 'apenas' 2,6 segundos, através filtro azul (B), 1,3 via filtro amarelo/verde (V) e 1,3  segundos para o filtro vermelho (R). O campo de visão se espalha por 7 minutos de arco. Crédito: ESO

O equipamento FORS1 do Very Large Telescope (VLT) no observatório do ESO no Monte Paranal foi usado para capturar esta imagem aguçada da colorida "Caixa de Jóias", o aglomerado estelar NGC 4755. Devido ao enorme espelho do VLT bastou ajustar o tempo de exposição de 'apenas' 2,6 segundos para o filtro azul (B), 1,3 segundos para o filtro amarelo/verde (V) e 1,3 segundos para o filtro vermelho (R). O campo de visão se espalha por 7 minutos de arco. Crédito: ESO

A combinação de imagens obtidas por três telescópios excepcionais, o Very Large Telescope do ESO, o telescópio de 2,2 metros MPG/ESO que se encontra no observatório de La Silla, do ESO, e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, permitiu observar o aglomerado estelar chamado “Caixa de Jóias” sob uma inédita perspectiva.

Os aglomerados estelares estão entre os mais interessantes objetos que podemos observar no céu e também um dos mais fascinantes em termos astrofísicos. Um dos mais espetaculares encontra-se no céu do hemisfério sul, na constelação do Cruzeiro do Sul.

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Astrônomos do ESO estudam os mistérios do fim da vida das estrelas semelhantes ao Sol

Astrônomos enfrentam a “ignorância” socrática

Um longo trabalho desenvolvido através do Very Large Telescope do ESO amplia um mistério de longa data relativo ao estudo das estrelas semelhantes ao Sol. Carecem de explicação as estranhas e inexplicáveis variações na duração no brilho de cerca de um terço das estrelas similares ao Sol em suas fases finais de suas vidas. Nas últimas décadas, os astrônomos tentaram formular várias hipóteses possíveis, mas as novas observações contradizem todas as justificativas e apenas aumentam este enigma estelar.

Nascidas do gás e poeira dos berçários estelares, as estrelas semelhantes ao Sol gastam a maior parte de sua vida útil queimando o seu combustível nuclear primário, o hidrogênio, no processo de nucleossíntese que gera o hélio. Após viver esta brilhante e relativamente calma etapa ao longo de bilhões de anos, o hidrogênio do núcleo estelar praticamente se esgota e a estrela passa a processar o hélio em um núcleo muito mais aquecido. Estas ‘estrelas anciãs’ inflam e ficam gigantescas, mas a temperatura da sua superfície cai à metade tornando-as avermelhadas. As estrelas gigantes vermelhas em geral mostram uma lenta oscilação no seu brilho como uma ‘respiração estelar’. Cerca de 30% das estrelas vermelhas anciãs são também afetadas por outras misteriosas mudanças cíclicas na luminosidade. Após esta relativamente rápida e tumultuada fase de sua existência estas estrelas não explodem em dramáticas supernovas (como as estrelas massivas), elas morrem pacificamente formando as belíssimas nebulosas planetárias e deixam suas cinzas em uma pequena remanescente, uma anã branca com cerca da metade de sua massa original.

Nascidas do gás e poeira dos berçários estelares, as estrelas semelhantes ao Sol gastam a maior parte de sua vida útil queimando o seu combustível nuclear primário, o hidrogênio, no processo de nucleossíntese que gera o hélio. Após viver esta brilhante e relativamente calma etapa ao longo de bilhões de anos, o hidrogênio do núcleo estelar praticamente se esgota e a estrela passa a processar o hélio em um núcleo muito mais aquecido. Estas ‘estrelas anciãs’ inflam e ficam gigantescas, mas a temperatura da sua superfície cai à metade tornando-as avermelhadas. As estrelas gigantes vermelhas em geral mostram uma lenta oscilação no seu brilho como uma ‘respiração estelar’. Cerca de 30% das estrelas vermelhas anciãs são também afetadas por outras misteriosas mudanças cíclicas na luminosidade. Após esta relativamente rápida e tumultuada fase de sua existência estas estrelas não explodem em dramáticas supernovas (como as estrelas massivas), elas morrem pacificamente formando as belíssimas nebulosas planetárias e deixam suas cinzas em uma pequena remanescente, uma anã branca com cerca da metade de sua massa original.

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Um buraco negro supermassivo pode construir sua própria uma Galáxia?

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

O que vem primeiro, os buracos negros supermassivos ou as enormes galáxias nas quais eles residem? Um novo cenário surgiu de um conjunto recente de observações extraordinárias feitas de um buraco negro sem casa: os buracos negros podem “construir” a sua própria galáxia hospedeira? O quasar observado pode bem ser o elo perdido, há muito procurado, que explica a  razão de que as massas dos buracos negros são maiores em galáxias que contêm maior número de estrelas.

Quem nasceu primeiro?

A questão do tipo ‘quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha’ a ser desvendada é: o que se forma primeiro: a galáxia ou o seu buraco negro? “Este é um dos assuntos mais debatidos na astrofísica da atualidade”, disse o autor e líder do trabalho, David Elbaz. “O nosso estudo sugere que os buracos negros supermassivos podem acionar a formação estelar, ‘construindo’ assim suas próprias galáxias hospedeiras. Este achado poderá também explicar porque as galáxias que hospedam buracos negros mais massivos possuem mais estrelas.”

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