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24 de junho de 1993 – Chile e ESO aprimoram as relações

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24 de junho de 1993

Chile e ESO aprimoram as relações

Bandeira do ChileESO - European Southern Observatory

Em 24 de junho de 1993, há 17 anos, quando os grandes telescópios europeus no Chile ainda estavam sendo projetados, o ESO publicou a nota abaixo. Um documento interessante, que traz informações sobre a natureza do diálogo entre a República do Chile e o European Southern Observatory.

As delegações do Governo do Chile e da Organização Internacional do ESO [1] um relatório sobre o resultado das suas discussões sobre a instalação do maior telescópio do mundo “O Grande Telescópio Muito” e “Very Large Telescope Interferometer (VLT / VLTI) em Cerro Paranal (Chile na região II – Antofagasta) e a clarificação das relações futuras entre ESO e Chile. O objetivo destas discussões era uma cooperação mais estreita entre ESO e Chile, para benefício mútuo do país e os oito países membros da União Européia do ESO.

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NGC 253: as entranhas da galáxia explosiva do Escultor foram reveladas pela visão infravermelha do telescópio VISTA

magem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit

magem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit

O telescópio infravermelho VISTA do ESO, situado no Observatório em Cerro Paranal, Chile, capturou uma surpreendente imagem da galáxia do Escultor (NGC 253), como parte da sua primeira grande campanha. Ao varrer os céus no espectro do infravermelho, a visão do VISTA é menos prejudicada pela poeira, revelando uma pletora de estrelas vermelhas frias, assim como a barra estelar da região central desta galáxia explosiva. Assim, o VISTA contribui para demonstrar a história e o desenvolvimento da NGC 253.

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23 de maio de 1990 – Telescópio do ESO em La Silla vence a turbulência atmosférica

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23 de maio de 1990

Telescópio do ESO em La Silla vence a turbulência atmosférica

eso9006a - Ótica Adaptativa - sem correção (à esquerda) e com correção

No dia 23 de maio de 1990, há vinte anos, o então European Southern Observatory, hoje European Organisation for Astronomical in the Southern Hemisphere, ESO, publicava (eso9006 – Adaptive Optics sharpens telescopes’ sight) o resultado (composição acima) do trabalho do telescópio de 3,6 metros de diâmetro do Observatório de La Silla. Não é uma imagem de grande impacto visual, mas tem grande significado na evolução da Astronomia.

Galileu Galilei (1564-1642) usou um pequeno telescópio, do tamanho que hoje pode ser encontrado em praticamente qualquer loja de ótica, para reconhecer detalhes da topografia da Lua, as fases de Venus e os quatro satélites de Júpiter a cerca de 650 milhões de quilômetros de distância. Não obstante, Galileu morreu sem ter conseguido entender o que eram as protuberâncias laterais que apareciam no distante planeta Saturno, a mais de 1 bilhão de quilômetros de distância. Ele só via uma mancha. Chegou a sugerir, sem muita convicção, que fossem dois satélites.

A geração seguinte de astrônomos aumentou o tamanho dos equipamentos e Christiaan Huyggens (1629-1695) observou as “protuberâncias” de Saturno e as descreveu como elas realmente são, anéis. Giovanni Cassini (1625-1712) penetrou ainda mais no espaço profundo e descobriu Titã, o maior satélite de Saturno. Veio uma fase da Astronomia em que os equipamentos foram sendo aumentados e as descobertas se sucederam, trazendo realidades e imagens de pontos cada vez mais remotos do Universo.

Porém, a turbulência da atmosfera, que causa ao olho nu a ilusão de que as estrelas piscam e aos telescópios distorções fortíssimas nas imagens, era um problema real e insolucionável. “Desde a invenção do telescópio no começo do século 17, os astrônomos tiveram de aceitar que a nitidez das imagens astronômicas obtidas com os instrumentos ground-based é severamente limitada por um fator que está além de seu controle, que é a turbulência na atmosfera da Terra” (eso8908 – Catching a Twinkling Star: Successful Tests of Adaptive Optics Herald New Era). A Astronomia passou a procurar lugares altos, com o que conseguiu diminuir um pouco o problema. O lançamento do telescópio orbital Hubble, em abril de 1990, foi uma evolução, mas o Hubble custou 2 bilhões de dólares e não pode ser tão democrático e acessível quanto um telescópio construído na superfície do planeta.

Na mesma época em que o Hubble era lançado, “em um importante avanço para a astronomia baseada no chão, um novo dispositivo, conhecido como o Adaptive Optics VLT Prototype (ver: eso8717 – Europe Decides To Build The World’s Largest Optical Telescope, eso8808 – ESO Places Contract for World’s Largest Mirror Blanks e eso8707 – Important Events in the Southern Sky), já demonstrou a sua capacidade de superar esta barreira natural durante uma série de testes bem sucedidos no período de 12 a 23 outubro de 1989. Eles foram realizados no foco do telescópio coudé 1,52 m no Observatoire de Haute Provence (OHP), França. Veja a imagem do equipamento, abaixo:

eso8908a - Teste VLT Adaptive Optics Prototype System

O diagrama básico do mecanismo:

eso8908b - diagrama do protótipo do mecanismo de interferometria

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16 de maio de 1997 – Começa a ser montado o VLT em Cerro Paranal, o maior complexo de telescópios do mundo

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16 de maio de 1997

Começa a ser montado o VLT em Cerro Paranal, o maior complexo de telescópios do mundo

Plataforma de produção de um dos espelhos de 9,4 metros do complexo VLT (Very Large Telescope) do ESO

Plataforma de produção de um dos espelhos de 8,2 metros do complexo VLT (Very Large Telescope) do ESO. Trata-se de uma câmara de vácuo com diâmetro de 9,4 metros e 122.000 litros de capacidade. O vácuo necessário foi gerado por 8 bombas no topo da câmara de vácuo.

No dia 16 de maio de 1997, há 13 anos, um “press release” da administração do Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory – ESO), informava que havia assinado um contrato com a empresa Linde, alemã, no ano de 1995, a qual forneceria as unidades de revestimento dos espelhos gigantes que comporiam o VLT (Very Large Telescope), cuja construção estava em pleno andamento em Cerro Paranal, pico localizado nos Andes chilenos a 130 km ao sul da cidade de Antofagasta.

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ESO libera imagem de campo profundo que mostra o aglomerado Abell 315 e um mar de galáxias

Imagem de campo profundo liberada pelo ESO mostra o aglomerado Abell 315 e um exame de galáxias. Clique na imagem para ver em alta resolução no site do ERO. Crédito: ESO/J. Dietrich

Imagem de campo profundo liberada pelo ESO mostra o aglomerado Abell 315 e um exame de galáxias. Clique na imagem para ver as versões em alta resolução no site do ESO. Crédito: ESO/J. Dietrich

Abell 315

ESO divulgou nova imagem de largo campo que revela milhares de galáxias longínquas, entre as quais se encontra um grande grupo pertencente a um aglomerado de galáxias de grande massa Abell 315. Embora nos pareça bem denso em sua composição de objetos, este aglomerado de galáxias é apenas uma “ponta de iceberg”, por que Abell 315 é dominado pela matéria escura. Assim, a gigantesca quantidade de massa de Abell 315 desvia a luz emitida pelas galáxias de fundo, distorcendo ligeiramente seus formatos, aos nossos olhos.

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NGC 3190: imagem de uma galáxia espiral em perfil processada por Robert Gendler

Esta imagem foi capturada pelo observatório espacial Hubble e reprocessada por Robert Gendler. Créditos:  Dados originais - Hubble Legacy Archive, ESA, NASA;  Processamento - Robert Gendler.

Esta imagem foi capturada pelo observatório espacial Hubble e reprocessada por Robert Gendler. Créditos: Dados originais - Hubble Legacy Archive, ESA, NASA; Processamento - Robert Gendler.

Há galáxias belíssimas que são visualizadas de forma peculiar, quase de perfil.

A galáxia espiral NGC 3190 é o maior membro do Grupo de galáxias Hickson 44. Hickson 44 é um dos grupos de galáxias mais próximos do nosso Grupo Local de galáxias. Em destaque acima, gigantescos redemoinhos de poeira cósmica, finamente construídos, rodeiam o centro brilhante e fervente desta maravilhosa galáxia espiral.

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O VLT do ESO investiga o verão de Tritão revela sua atmosfera de Metano e Monóxido de Carbono

Ilustração de L. Calçada mostra como a maior lua de Netuno, Tritão, se parece a partir de elevada altura em relação a sua superfície. O Sol aparece distante acima, à esquerda e Netuno crescente surge à direita. Os astrônomos do ESO usaram o dispositivo CRIRES do VLT para inspecionar o verão no hemisfério sul de Tritão. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração de L. Calçada mostra como a maior lua de Netuno, Tritão, se parece a partir de elevada altura em relação a sua superfície. O Sol aparece distante acima, à esquerda e Netuno crescente surge à direita. Os astrônomos do ESO usaram o dispositivo CRIRES do VLT para inspecionar o verão no hemisfério sul de Tritão. Crédito: ESO/L. Calçada

A primeira análise já realizada no espectro infravermelho da atmosfera de Tritão, lua de Netuno, revela detalhes do seu hemisfério sul que se encontra no verão. Uma equipe de cientistas europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO e lá descobriu monóxido de carbono e metano, pela primeira vez a partir de observações de telescópios terrestres. Estas observações revelam que a fina atmosfera de Tritão varia de estação para estação, tornando-se mais espessa quando está quente.

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ESO: Teoria planetária foi posta em cheque com a descoberta de 6 exoplanetas retrógrados

Exoplaneta retrógrado WASP 8b. Crédito: ESO/L. Calçada

Concepção artística do trânsito do exoplaneta retrógrado WASP 8b. Crédito: ESO/L. Calçada

Foi anunciada no Encontro Nacional de Astronomia do Reino Unido (RAS National Astronomy Meeting, NAM2010) a descoberta de nove novos exoplanetas através da técnica da observação do seu trânsito. Ao combinar os novos achados com as observações anteriores de exoplanetas em trânsito, os astrônomos ficaram intrigados com o fato de seis deles, uma parte considerável em uma amostragem de 27, orbitarem na direção oposta ao sentido de rotação de sua estrela hospedeira. Assim, estes 6 exoplanetas orbitam na direção contrária ao que presenciamos aqui, com os 8 planetas do nosso Sistema Solar. Estas novas descobertas põem em cheque, de maneira séria e contundente, as teorias correntes sobre a formação planetária. Estas descobertas também sugerem que sistemas que possuem exoplanetas do tipo ‘Júpiter quente’ provavelmente não devem conter exoplanetas rochosos como a Terra.

“Esta notícia é uma verdadeira bomba que lançamos nas ciências planetárias”, disse Amaury Triaud, estudante de doutoramento no Observatório de Genebra que, junto com Andrew Cameron e Didier Queloz, liderou a maior parte da campanha observacional.

O famoso ‘caçador de exoplanetas’ Didier Queloz também afirmou com relação aos ‘Júpiteres Quentes’: “Um dramático efeito colateral deste processo é que ele eliminaria quaisquer outros exoplanetas menores tipo Terra nestes sistemas“.

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NGC 346: ESO revela berçário estelar dentro da Pequena Nuvem de Magalhães

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

O ESO (European Southern Observatory) publicou a imagem do berçário estelar NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante de nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, que reside a 210.000 anos-luz, na constelação de Tucano. Neste aglomerado estelar, o gás é aquecido, excitado e dispersado pela radiação, vento e calor emitidos por estrelas de grande massa, formando uma estrutura de nebulosa envolvente em filamentos que lembram uma teia de aranha. Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.

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ESO NTT revela os segredos da galáxia canibal Centaurus A

Esta imagem da região central da galáxia elíptica Centaurus A revela os restos em formato de paralelogramo de uma galáxia elíptica menor canibalizada.

Esta imagem da região central da galáxia elíptica Centaurus A revela os restos em formato de paralelogramo de uma galáxia elíptica menor canibalizada pela galáxia gigante. Crédito: ESO/Y. Beletsky

Usando uma técnica especial que utiliza imagens na faixa de freqüências próximas do infravermelho, através telescópio do ESO New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, os astrônomos foram capazes de olhar através das camadas espessas de poeira da galáxia canibal gigante Centaurus A. Assim, conseguiram nos revelar sua última refeição com detalhes inéditos: uma galáxia espiral menor canibalizada, atualmente torcida e deformada. Esta imagem extraordinária mostra igualmente, espalhados como jóias, milhares de aglomerados estelares em movimento dentro de Centaurus A.

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