Posts Tagged ESO
Pode a constante de estrutura fina variar conforme a direção observada no Cosmos?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Física on 26 de agosto de 2010
Uma variação espacial na constante de estrutura fina, se comprovada, poderia trazer profundos impactos no estudo de cosmologia.
A Constante de Estrutura Fina (α) pode variar?
A constante de estrutura fina é uma constante física adimensional, ou seja, seu valor não depende do sistema de unidades de medida usado. A fórmula acima a define, com: e = carga do elétron; h = constante de Planck; c = velocidade da luz no vácuo; ε0 = permissividade do vácuo.
Ao longo dos anos, muitos físicos têm indagado se as constantes fundamentais da Natureza poderiam ter tido valores diferentes quando o Universo era mais jovem. Se isto for verdade, as evidências devem estar disponíveis para medirmos dentro do próprio Universo observável, onde podemos observar objetos distantes exatamente como os mesmos eram no passado remoto.
Algo que deveria ser óbvio é se o número conhecido como constante de estrutura fina já apresentou valores distintos [ou não] na história do Universo. A constante de estrutura fina (α) determina o quão forte se unem os átomos a seus elétrons e por isso é um fator importante na freqüência com que os átomos absorvem a luz.
Se a constante de estrutura fina (α) foi efetivamente diferente no início do Universo, deveríamos ser capazes de observar as evidências disto na forma em que as nuvens de gás distante estão a absorver a luz em seu caminho até aqui originada em objetos cósmicos extremamente distantes, tais como os quasares.
ESO revela a Supernova 1987A modelada em 3 dimensões
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Supernovas on 18 de agosto de 2010
Baseando-se nos dados fornecidos pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrônomos modelaram uma imagem tridimensional da distribuição do material ejetado pela supernova SN1987A, cuja explosão se deu há pouco mais de 23 anos. Os resultados do estudo indicam que a explosão estelar foi intensa e teve uma direção privilegiada, o que sugere que a supernova foi muito turbulenta, suportando assim os mais recentes modelos computacionais.
WR 22: Massiva estrela de Wolf Rayet destaca-se na colorida nebulosa Carina
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia on 28 de julho de 2010
Uma nova imagem espetacular capturada pelo dispositivo Wide Field Imager do ESO, instalado no Observatório de La Silla, Chile, exibe detalhes de uma estrela brilhante, violenta e incomum, a WR 22, bem como a sua belíssima vizinhança. A WR 22 é uma estrela muito quente que se encontra a expulsar suas camadas externas para o espaço a uma taxa dezenas de milhões de vezes mais violenta que o nosso Sol produz através do vento solar. Esta estrela reside na região exterior da Nebulosa Carina, onde nasceu.
ESO desvenda os segredos do nascimento de uma estrela massiva. Todas as estrelas nascem do mesmo modo?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço on 15 de julho de 2010

Ilustração de sistema estelar recém formado onde uma estrela massiva está rodeada por um casulo de poeira e gás. Note os jatos de plasma emitido pelos pólos da estrela bebê. O casulo se estende a uma distância de 130 UA. Na área central do casulo, próxima da estrela, a poeira inexiste. Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser
Os astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira cósmica que rodeia uma estrela recém-nascida de grande massa, obtendo evidências diretas de que as estrelas de supermassivas se formam da mesma maneira que suas irmãs menores. Esta descoberta, feita graças à combinação de observações obtidas por vários telescópios do ESO, aparece em artigo da revista Nature.
ESO e NASA revelam o mais poderoso microquasar já observado
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros on 8 de julho de 2010

Micro-quasar: buraco negro estelar que pertence a um sistema binário ilustrado nesta concepção artística. Repare nos jatos colimados ejetados a partir dos pólos do Buraco Negro em rotação. Créditos: ESO/L. Calçada/M.Kornmesser
Astrônomos combinaram observações a partir do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do observatório espacial de raios-X Chandra da NASA e descobriram o mais poderoso par de jatos de matéria já vistos em um buraco negro de dimensão estelar. Este microquasar ejeta um par de potentes feixes de partículas que insuflam uma enorme bolha cósmica, com 1.000 anos-luz de extensão. Este jato é duas vezes maior e dezenas de vezes mais poderoso que outros já observados em micro-quasares.
“Ficamos surpresos com a enorme quantidade de energia insuflada no gás pelo buraco negro,” disse o líder da equipe Manfred Pakull. “Embora este buraco negro tenha apenas algumas massas solares, trata-se de uma verdadeira versão em miniatura dos mais poderosos quasares e rádio-galáxias, os quais contêm buracos negros com massas de alguns milhões de vezes a massa do Sol.”
ESO mostra a região de R Coronae Australis, uma verdadeira aquarela cósmica
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia on 30 de junho de 2010
Esta bela fotografia da região que rodeia a estrela R Coronae Australis foi criada através de imagens obtidas com o dispositivo Wide Field Imager (WFI) do Observatório do ESO em La Silla , Chile. R Coronae Australis reside na região central de uma zona de formação estelar e se encontra rodeada por uma delicada nebulosa de reflexão azulada embutida em uma nuvem de poeira gigante. Esta nova imagem revela detalhes inéditos desta região do céu.
24 de junho de 1993 – Chile e ESO aprimoram as relações
Posted by Milton W in -►Astronomia e Espaço, Não Há Dia Sem História on 24 de junho de 2010
Não Há Dia Sem História
24 de junho de 1993
Chile e ESO aprimoram as relações


Em 24 de junho de 1993, há 17 anos, quando os grandes telescópios europeus no Chile ainda estavam sendo projetados, o ESO publicou a nota abaixo. Um documento interessante, que traz informações sobre a natureza do diálogo entre a República do Chile e o European Southern Observatory.
As delegações do Governo do Chile e da Organização Internacional do ESO [1] um relatório sobre o resultado das suas discussões sobre a instalação do maior telescópio do mundo “O Grande Telescópio Muito” e “Very Large Telescope Interferometer (VLT / VLTI) em Cerro Paranal (Chile na região II – Antofagasta) e a clarificação das relações futuras entre ESO e Chile. O objetivo destas discussões era uma cooperação mais estreita entre ESO e Chile, para benefício mútuo do país e os oito países membros da União Européia do ESO.
HD 209458 b: VLT detecta pela primeira vez uma super tempestade em exoplaneta
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas on 23 de junho de 2010
Pela primeira vez os astrônomos conseguiram avaliar uma mega-tempestade na atmosfera de um exoplaneta, um “Júpiter quente”. As observações do comportamento atmosférico do monóxido de carbono mostraram que este gás se move em um turbilhão de alta velocidade que se desloca do lado diurno super aquecido para o lado noturno mais frio. Além disso, os astrônomos descobriram algo inédito: mediram a velocidade orbital do próprio exoplaneta, permitindo assim a determinação direta de sua massa.
“HD 209458 b claramente não é um local hospitaleiro. Ao estudar o venenoso monóxido de carbono com precisão, descobrimos evidências de um super vento, que sopra a uma velocidade espantosa de 5.000 a 10.000 km por hora,” disse Ignas Snellen, que lidera a equipe de astrônomos.
NGC 253: as entranhas da galáxia explosiva do Escultor foram reveladas pela visão infravermelha do telescópio VISTA
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia, Galáxias, Telescópios on 17 de junho de 2010

magem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit
O telescópio infravermelho VISTA do ESO, situado no Observatório em Cerro Paranal, Chile, capturou uma surpreendente imagem da galáxia do Escultor (NGC 253), como parte da sua primeira grande campanha. Ao varrer os céus no espectro do infravermelho, a visão do VISTA é menos prejudicada pela poeira, revelando uma pletora de estrelas vermelhas frias, assim como a barra estelar da região central desta galáxia explosiva. Assim, o VISTA contribui para demonstrar a história e o desenvolvimento da NGC 253.
Inédito! ESO segue diretamente o movimento de um exoplaneta em Beta Pictoris
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas on 13 de junho de 2010
Grande avanço! O ESO anunciou que os astrônomos conseguiram, pela primeira vez, rastrear o movimento de um exoplaneta, à medida que este se move de um lado de sua estrela hospedeira, Beta Pictoris para o outro lado. Considerando apenas os poucos exoplanetas observados por imagens diretas, este objeto em questão é o que tem a menor órbita, situando-se quase tão perto da sua estrela como Saturno está do Sol. Dada esta similaridade, os cientistas sugerem que este exoplaneta pode ter sido gerado de forma semelhante aos planetas gigantes do Sistema Solar. Como Beta Pictoris é uma estrela relativamente bem jovem, esta descoberta trás evidências que planetas gigantes gasosos podem se formar a partir dos discos de poeira e gás em apenas alguns milhões de anos, uma escala de tempo consideravelmente curta em termos cosmológicos.






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