Posts Tagged Donald Brownlee

A missão Stardust relata resultados que indicam as origens caóticas do Sistema Solar

Mapa mineral de amostra do cometa P81/Wild2 coletada pela missão Stardust em cores falsas sobreposto numa montagem de imagens obtidas pelo instrumento TEM (Transmission Electron Microscope). Crédito: Laboratório Nacional Lawrence Livermore

Mapa mineral de amostra do cometa P81/Wild2 coletada pela missão Stardust em cores falsas sobreposto em uma montagem de imagens obtidas pelo instrumento TEM (Transmission Electron Microscope). Crédito: Laboratório Nacional Lawrence Livermore

Os astrônomos em geral estimam que os cometas sejam alguns dos corpos mais antigos e primitivos no Sistema Solar. Agora, novos resultados das análises das amostras do Cometa 81P/Wild 2 coletados pela sonda Stardust indicam que material do Sistema Solar interior foi transportado até as regiões de formação cometária pelo menos 1,7 milhões de anos depois da formação dos corpos sólidos mais antigos do Sistema Solar.

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A Terra é Rara? Ou não?

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A Terra e a Lua em montagem feita a partir de imagens da sonda Mariner 10, que se dirigia para Vênus e Mercúrio em 1973. A Terra e a Lua estão em escala real de tamanho. Crédito: NASA

Se as civilizações alienígenas ou a vida inteligente extraterrestre são realmente raras em nossa galáxia, a Via Láctea, então é provável que não iremos ouvir algo dos ET antes do Sol tornar-se uma gigante vermelha, em cerca de cinco bilhões anos, no entanto, se contatarmos os alienígenas inteligentes antes disso, nós teremos muitas boas conversas antes da Terra ser esterilizada.

Essa é a conclusão de um recente estudo realizado por Duncan Forgan e Ken Rice, baseado na hipótese da Terra Rara de Peter Ward e D. Brownlee, no qual eles criaram um modelo computacional de uma galáxia hipotética, que simula a Via Láctea onde vivemos, processando esta simulação por 30 vezes. Como premissa, os cientistas consideraram em  sua galáxia simulada que a vida inteligente formou-se em plantas similares a Terra apenas, tal como estabelece a hipótese da Terra Rara.

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Está a vida baseada no cianureto gerado pelos impactos espaciais?

O impacto de um projétil, simulando um asteróide a 6 km/s, gerou o cianureto, elemento importante na formação dos aminoácidos, blocos formadores da vida. Credito da imagem: P. H. Schultz, Universidad Brown y AVGR

O impacto de um projétil, simulando um asteróide a 6 km/s, gerou o cianureto, elemento importante na formação dos aminoácidos, blocos formadores da vida. Crédito da imagem: P. H. Schultz, Universidade Brown e AVGR

A vida na Terra pode ter sido construída sobre uma fundação de cianureto que foi gerado nas ferozes passagens dos asteróides através da atmosfera. Este cenário foi sugerido por novos experimentos de impacto em altas velocidades.

A Terra provavelmente não nasceu com uma grande quantidade de material orgânico (moléculas complexas de carbono que a vida necessita). Na verdade, a Terra formou-se demasiadamente perto do Sol para que tais compostos químicos orgânicos se condensassem originalmente no disco primordial de gás e poeira cósmica que girava no disco de matéria torno do proto-sistema Solar.

Uma possibilidade é que a matéria orgânica se formou na Terra depois de que o planeta se assentou, por exemplo, em reações químicas induzidas pelos raios nas tempestades atmosféricas. Este cenário foi proposto através do experimento de Stanley Miller na Universidade de Chicago na década de 1950. Este cenário tens restrições pois as reações químicas associadas somente poderiam acontecer na atmosfera inicial terrestre, repleta de metano e hidrogênio. Posteriormente, estudos e análises do registro geológico antigo trouxeram evidências de que a hipótese de Stanley Miller é improvável.

Outros estudos têm sugerido que os blocos básicos da vida procedem de cometas e asteróides que impactaram a Terra, pois estes objetos contêm altas concentrações de material orgânico. No entanto, o tremendo calor do impacto haveria poderia ter queimado grande parte do material, convertendo-o em moléculas mais simples como o dióxido de carbono.

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Aminoácido descoberto pela sonda Stardust no cometa Wild 2 causa comoção nos cientistas que buscam pela vida extraterrestre

Concepção artística da sonda Stardust (‘poeira das estrelas’) aproximando-se do cometa Wild 2 para atravessar a sua cauda de gás e poeira. A área branca representa o núcleo cometário. A grade coletora é o dispositivo com formato de raquete de tênis que se estende para fora da traseira da espaçonave. Crédito: NASA/JPL

Concepção artística da sonda Stardust (‘poeira das estrelas’) aproximando-se do cometa Wild 2 para atravessar a sua cauda de gás e poeira. A área branca representa o núcleo cometário. A grade coletora é o dispositivo com formato de raquete de tênis que se estende para fora da traseira da espaçonave. Crédito: NASA/JPL

Cientistas da NASA descobriram o aminoácido glicina, um dos blocos fundamentais da vida, em amostras do cometa Wild 2 recolhidas pela sonda Stardust [que significa ‘poeira das estrelas’] da NASA.

A Glicina é um dos Blocos Fundamentais para a Vida

“A glicina é um aminoácido usado pelos organismos vivos para construir proteínas e esta é a primeira vez que se descobre um aminoácido em um cometa”, declarou a Dra. Jamie Elsila do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA. “A nossa descoberta suporta a teoria que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e foram trazidos para a Terra há muito tempo atrás por impactos de meteoritos e cometas.”

Dra. Jamie Elsila é a autora principal desta pesquisa, a ser publicada na revista Meteoritics and Planetary Science. A pesquisa foi apresentada em 16 de agosto, durante uma reunião da Sociedade Química Americana em Washington, EUA.

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Existem outras civilizações? Elas também sonham em viajar para outras estrelas e mundos?

Planeta oceânico orbitando Gliese 581 - Crédito©: Karen Wehrstein

Planeta oceânico orbitando Gliese 581 - Crédito©: Karen Wehrstein {1}

George Dvorsky defende uma forte opinião quanto à ‘hipótese da terra rara’ em seu blog Sentient Developments, referindo-se a esse tema como uma desilusão e contestando os motivos pelos quais a vida na galáxia é provável de ser incomum. O post lembra o livro que deu origem a tudo isso: Rare Earth: Why Complex Life is Uncommon in the Universe (Copernicus, 2000), escrito por Peter Ward e Donald Brownlee. Os autores do livro argumentam que a vida complexa (multicelular) na Terra só foi possível devido a uma incrível cadeia de circunstâncias acidentais. Ward e Brownlee defendem que grande parte da nossa galáxia é composta de ‘zonas mortas’.

O tema é complexo e envolve fatores como o lugar do planeta na zona habitável da galáxia (um assunto controverso), sua órbita em torno da sua estrela, seu tamanho, seus satélites, sua magnetosfera, suas placas tectônicas, e muito mais.

Quem afinal está com a razão?

Vejamos a seguir…

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