Posts Tagged colisão

Choque de gálaxias: simulação versus realidade

O que acontece quando duas galáxias colidem entre si?

Embora este processo interativo possa levar bilhões de anos, tais encontros titânicos são relativamente comuns.

Uma vez que as galáxias, basicamente, são constituídas de espaço vazio, as colisões entre suas estrelas são praticamente inexistentes. No entanto, a gravidade inerente a cada galáxia acabará por distorcê-las ou até destruir uma das galáxias. Ao final do processo, o par de galáxias pode acabar se fundindo para gerar uma única galáxia maior.

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ESO: Os Olhos cósmicos no aglomerado de Virgem revelam uma turbulenta colisão entre três galáxias

"Os Olhos" do aglomerado de Virgem foram capturados pelo dispositivo FORS2 do Very Large Telescope do ESO.

"Os Olhos" do aglomerado de Virgem foram capturados pelo dispositivo FORS2 do Very Large Telescope do ESO.

O “Very Large Telescope” (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) capturou uma extraordinária imagem da dupla de galáxias belas e incomuns, conhecidas como “Os Olhos”. A maior delas, a NGC 4438, já foi no passado distante uma galáxia espiral, no entanto, seu formato hoje é irregular. NGC 4438 sofreu deformações severas, provocadas por colisões com outras galáxias nas últimas centenas de milhões de anos.

O programa Jóias Cósmicas do ESO liberou esta primeira imagem de uma série de iniciativas pelas quais o ESO alocou tempo de seu complexo de telescópios para divulgação científica.

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Hubble descobre que Plutão tem 4 luas!

Duas imagens com anotações do sistema Plutão obtidas pela câmera WFC3 do Observatório Espacial Hubble exibem o recém-descoberto objeto P4 dentro do círculo. A imagem à esquerda foi obtida a 28 de Junho de 2011 e a da direita em 3 de Julho de 2011. Créditos: NASA, ESA e M. Showalter (Instituto SETI)

Uma equipe de astrônomos com apoio do Telescópio Espacial Hubble encontrou a quarta lua em órbita do criogênico planeta anão Plutão. Este minúsculo satélite recém descoberto, temporariamente denominado pelo código P4, foi descoberto em trabalho do Hubble que estava procurando pela presença de supostos anéis (como aqueles que vemos nos planetas gigantes gasosos) em torno de Plutão.

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A supernovas subluminais e a colisão de anãs brancas consistem no mesmo evento?

Uma equipe de astrônomos liderada pelo Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), em colaboração com o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), descobriu certos sistemas de estrelas duplas, compostos de duas estrelas anãs brancas, em processo de colisão. Estes pares de anãs brancas, quando se fundirem, poderão explodir como supernovas em breve, em termos astronômicos.

 

O sistema binário J0923+3028 contém duas anãs brancas, a maior delas está visível com 23% da massa do Sol e 4 vezes o diâmetro da Terra. A companheira invisível consiste em um objeto com 44% da massa do Sol e diâmetro equivalente ao da Terra. Este par está separado entre si por apenas 354.000 km (≈ ¼ do diâmetro do Sol, ≈ 90% a distância entre a Terra e Lua) e a órbita do par se completa em apenas 1 hora. Ao longo do tempo a dupla está se movendo em uma lenta espiral que levará ao choque e fusão em cerca de 100 milhões de anos. Crédito: Clayton Ellis (CfA)

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Arp 226: a colisão galáctica “Átomos Pela Paz” revelada pelo ESO

 

NGC 7252 ou Arp 226: colisão de galáxias apelidada de "Átomos pela Paz" capturada pelo observatório de La Silla do ESO.

Astrônomos do ESO (Observatório Europeu do Sul) capturaram uma imagem inédita da famosa galáxia “Átomos pela Paz” (NGC 7252). Este objeto é na verdade uma colisão de duas galáxias, que fornece aos cientistas uma excelente oportunidade de estudar quais os efeitos das fusões de galáxias na evolução do Universo.

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Novos estudos sugerem que a formação da Terra e da Lua pode ter ocorrido depois do que pensávamos

Big Splash!

Big Splash! e a Lua surgiu... Quando?

Quando se deu o Big Splash?

Os astrônomos haviam teorizado que o planeta Terra e a Lua se originaram de uma gigantesca colisão entre dois outros planetas similares em tamanho a Vênus e Marte. Embora a teoria do grande impacto (em inglês: Big Splash) continue firme como a melhor explicação para o surgimento da Lua, a data precisa em que a colisão ocorreu foi agora contestada a partir de novos estudos. Na teoria original os astrônomos estimavam que este choque interplanetário se sucedeu há 4,537 bilhões de anos, quando o Sistema Solar tinha apenas 30 milhões de anos de idade. A nova pesquisa demonstra que a Terra e a Lua se formaram mais tarde, ou seja, cerca de 150 milhões de anos após o nascimento do Sistema Solar.

“Nós determinamos as idades da Terra e da Lua usando isótopos de Tungstênio, os quais têm a capacidade de revelar se os núcleos planetários de ferro e suas superfícies rochosas foram fundidos no processo de colisão”, explicou Tais W. Dahl, que realizou o estudo como parte de seu projeto de tese em geofísica no Niels Bohr Institute da Universidade de Copenhagen em colaboração com o professor David J. Stevenson da California Institute of Technology (Caltech).

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Pesquisa do SWIFT revela o gatilho que acende os buracos negros nos núcleos das galáxias ativas: a colisão de galáxias

Dados de uma pesquisa em andamento do observatório SWIFT ajudaram aos astrônomos a resolver um problema existente há décadas: o mistério que está por trás da irradiação de vastas quantidades de energia originadas a partir de uma pequena quantidade de buracos negros.

Galáxias ativas estudadas pelo SWIFT

Galáxias ativas estudadas pelo SWIFT

NO PAINEL ACIMA: Fotografias na luz visível dos diversos núcleos de galáxias ativas (destacados nos círculos), detectados pela pesquisa SWIFT de raios-X de alta energia, mostram claramente a presença de galáxias em colisão. Estas imagens, capturadas pelo telescópio de 2,1 metros no Kitt Peak National Observatory no Arizona, mostram os formatos de galáxias entrelaçadas ou distorcidas pela atração gravitacional dos vizinhos próximos. Embora estes AGNs aqui mostrados já fossem conhecidos antes da pesquisa do SWIFT, dúzias de outros foram encontrados pelo SWIFT em galáxias mais distantes. Créditos: NASA/Swift/NOAO/Michael Koss e Richard Mushotzky (Universidade de Maryland).

Os cientistas estimam que cerca de 1% dos buracos negros supermassivos apresentam este tipo de comportamento. As novas descobertas confirmam que os buracos negros “se acendem” quando suas galáxias colidem. Os dados da pesquisa oferecem um vislumbre de como poderá ser o comportamento do buraco negro central de nossa galáxia, a Via Láctea, no futuro distante.

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Arp244: uma dupla de galáxias em colisão na constelação do Corvo lembra as antenas de um inseto cósmico

Arp244_NGC4038_NGC4039

Arp244: As antenas do 'inseto cósmico' são resultantes da interação entre duas galáxias em colisão. Créditos: Star Shadows Remote Observatory e PROMPT/CTIO (Jack Harvey, Steve Mazlin, Rick Gilbert e Daniel Verschatse)

A dupla de galáxias Arp44 (NGC 4038 e NGC 4039) colidiram a 60 milhões de anos-luz de distância na constelação de Corvus (Corvo).  Entretanto, em geral, suas estrelas não chegaram a se chocar durante este longo e tedioso evento que tem se alongado por um bilhão de anos.

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2010 AL30 passou perto da Terra. Asteróide?

Nesta animação o 2010 AL30 aparece como um tênue risco branco que se move entre as estrelas. Na parte inferior vemos um objeto bem mais brilhante: o satélite SAO6270 que estava passando ao mesmo tempo da captura destas imagens. Crédito da imagem: Alberto Quijano Vodniza e Rafael Rojas Pereira.

Nesta animação o 2010 AL30 aparece como um tênue risco branco que se move entre as estrelas. No momento da captura dessas imagens estava passando um satélite que deixou um risco mais brilhante. Crédito da imagem: Alberto Quijano Vodniza e Rafael Rojas Pereira.

Um estranho objeto que deixou alguns observadores questionando se o mesmo se tratava de  lixo espacial foi apenas mais um pequeno asteróide que passou raspando a Terra como o 2009 DD45, sem danos, na quarta-feira.

Os astrônomos sabiam que esta pedra espacial não iria chocar-se com a Terra. O objeto fez sua aproximação máxima as 12:45 GMT do dia 13 de janeiro de 2010, passando a uma distância de aproximadamente 130.000 km de nosso planeta, com magnitude visual +14. A distância de 130.000 km corresponde a quase 1/3 da distância média entre a Terra e a Lua (!). Para entender o que representa isso, clique aqui nesta imagem.

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Discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 1: por que Vênus não tem nenhuma lua?

Venus Magellan north pole

Imagem feita por radar de Vênus, gerada pela sonda Magalhães, revela a superfície do planeta em cor falsa a partir do seu pólo norte. Vênus gira no mesmo sentido dos ponteiros de relógio em volta de seu pólo norte, enquanto os demais planetas do Sistema Solar (exceto Urano que gira deitado, com eixo a 98º) rodam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Crédito da imagem: NASA

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. No encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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