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2010 AL30 passou perto da Terra. Asteróide?

Nesta animação o 2010 AL30 aparece como um tênue risco branco que se move entre as estrelas. Na parte inferior vemos um objeto bem mais brilhante: o satélite SAO6270 que estava passando ao mesmo tempo da captura destas imagens. Crédito da imagem: Alberto Quijano Vodniza e Rafael Rojas Pereira.

Nesta animação o 2010 AL30 aparece como um tênue risco branco que se move entre as estrelas. No momento da captura dessas imagens estava passando um satélite que deixou um risco mais brilhante. Crédito da imagem: Alberto Quijano Vodniza e Rafael Rojas Pereira.

Um estranho objeto que deixou alguns observadores questionando se o mesmo se tratava de  lixo espacial foi apenas mais um pequeno asteróide que passou raspando a Terra como o 2009 DD45, sem danos, na quarta-feira.

Os astrônomos sabiam que esta pedra espacial não iria chocar-se com a Terra. O objeto fez sua aproximação máxima as 12:45 GMT do dia 13 de janeiro de 2010, passando a uma distância de aproximadamente 130.000 km de nosso planeta, com magnitude visual +14. A distância de 130.000 km corresponde a quase 1/3 da distância média entre a Terra e a Lua (!). Para entender o que representa isso, clique aqui nesta imagem.

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Novas discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 1: por que Vênus não tem nenhuma lua?

Venus Magellan north pole

Imagem feita por radar de Vênus, gerada pela sonda Magalhães, revela a superfície do planeta em cor falsa a partir do seu pólo norte. Vênus gira no mesmo sentido dos ponteiros de relógio em volta de seu pólo norte, enquanto os demais planetas do Sistema Solar (exceto Urano que gira deitado, com eixo a 98º) rodam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Crédito da imagem: NASA

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. Agora, no recente encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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O lixo espacial é mantido sob controle?

Lixo Espacial na órbita baixa (NASA)

Lixo Espacial na órbita baixa (NASA)

‘Escombros espaciais’ ou ‘lixo-espacial’ (Space Junk) referem-se a quaisquer objetos feitos pelo homem que permanecem em órbita e não servem para nenhum objetivo útil. O lixo-espacial pode fazer um satélite ativo passar por situações péssimas. Em 11 de fevereiro de 2009 um satélite de comunicações Iridium de uma empresa de comunicações privada dos EUA colidiu com um satélite Russo fora de operação. A colisão destruiu os dois satélites e criou um campo de detritos que ameaça outros satélites operacionais. Em 12 de março de 2009 os três membros a bordo da Estação Espacial Internacional foram orientados para fugir para dentro da espaçonave Soyuz, quando foram notificados sobre o alto risco de choque da ISS com lixo espacial. Felizmente, os escombros passaram ao largo da estação espacial, sem danos.

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A Lua já deu uma ‘meia-volta’ no passado? A sua face oculta já esteve visível a partir da Terra?

A face oculta da Lua vista pela Apollo 16

A face oculta da Lua vista pela Apollo 16. Era esta era a face visível há 3,9 bilhões de anos?

Há pouco mais de 3,9 bilhões de anos, a Lua poderá ter realizado a sua derradeira “meia-volta” quando um asteróide fez que a Lua alternasse a face visível que nos é familiar.

O lado oculto da Lua nunca se mostra visível para nós aqui na Terra, porque a Lua roda em torno de seu eixo em velocidade sincrônica: uma vez para cada órbita que completa em torno da Terra. Mas uma análise das crateras de impacto mostra que o lado oculto da Lua talvez já tenha apontado em nossa direção.

A idéia do ‘giro lunar’ não é totalmente nova. Em 1975 pesquisadores nos EUA propuseram que se um asteróide de tamanho significativo se chocasse contra nosso satélite o resultado da colisão poderia gerar uma oscilação para frente e para trás como um pêndulo, antes de se fixar novamente na rotação sincrônica, com uma face voltada fixamente para a Terra. Até agora, contudo, não haviam evidências para suportar essa teoria.

Mark Wieczorek e Matthieu Le Feuvre do Instituto de Paris para a Física Terrestre da França estudaram a idade relativa e a distribuição de 46 crateras conhecidas, formadas por impactos do grande bombardeamento tardio no Sistema Solar.

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Mundos em colisão: Spitzer descobre rastros deixados por exoplanetas que se chocaram

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Concepção artística da colisão de exoplanetas detectada pelo Spitzer no sistema HD 172555. Crédito: NASA/JPL

Um violento choque de exoplanetas no jovem sistema HD 172555 mandou para o espaço rochas derretidas e lava aquecida. O telescópio espacial Spitzer da NASA descobriu pistas de uma colisão em alta-velocidade entre dois exoplanetas recém-formados em torno de uma jovem estrela.

Os astrônomos dizem que dois corpos rochosos, um das dimensões da Lua e o outro similar a Mercúrio, colidiram entre si recentemente, nos últimos mil anos – o que é pouco tempo para os padrões cósmicos. O impacto destruiu o objeto menor, vaporizando grandes quantidades de rocha e libertando massivas quantidades de lava fervente para o espaço.

Uma curiosa animação artística ilustra o evento, neste link: http://www.nasa.gov/mission_pages/spitzer/multimedia/spitzer-20090810.html.

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A Terra pode receber impacto similar ao de Júpiter?

O recente impacto recebido por Júpiter de um cometa ou asteróide é um violento aviso de que nosso Sistema Solar é uma galeria de tiro que às vezes atingem a Terra.

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Ainda assim, quais são as possibilidades de que um impacto cósmico ameace nosso planeta?

Até agora (agosto de 2009) temos catalogados 784 objetos próximos a Terra (NEOs), com mais de 1 quilômetro de diâmetro.

“Se um objeto com cerca do mesmo tamanho do que se chocou com Júpiter alcançar a Terra – um objeto cometário típico com aproximadamente um quilômetro — tal seria catastrófico”, explicou o astrônomo Donald Yeomans, diretor do programa de Objetos Próximos (Near-Earth Object program) a Terra da NASA, Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena, Califórnia.

Os cientistas já descartam as chances de um impacto na Terra para todos estes 784 grandes NEOs. Mesmo assim, objetos menores também constituem riscos e os pesquisadores estimam que ainda faltem a serem descobertos mais de 100 NEOs acima de 1 km de diâmetro.

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Júpiter levou uma violenta pancada cósmica [ATUALIZADO com imagens do Hubble e Gemini]

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter, seu tamanho em comparação a Terra (Earth to scale) e em relação a Grande Mancha Vermelha (Great Red Spot). Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Astrônomos usando o observatório Keck no Havaí capturaram os resultados de um objeto que se chocou com Júpiter, o material ejetado da atmosfera joviana pelo impacto, sob a visão infravermelha da câmera do Keck II, exatamente 15 anos após os impactos que Júpiter sofreu com a queda dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9.

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2009 HC82: Novo asteróide recém descoberto deixa astrônomos intrigados

O Sistema Solar sempre trás surpresas para os astrônomos, mas a recente descoberta do asteróide 2009 HC82 com 2 a 3 km de diâmetro colocou os observadores de ‘orelha em pé’. O asteróide tem uma órbita retrógrada o que é uma anomalia em relação aos demais asteróides. Esse objeto NEO (Near Earth Object) já havia sido detectado anteriormente devido a sua órbita esdrúxula.

neo_earth-250x150Trata-se de uma órbita fortemente inclinada e no sentido inverso ao compararmos com o resto dos corpos do Sistema Solar com um período de 3,39 anos terrestres. Ainda mais ele se aventura perto demais da Terra (3,5 milhões de quilômetros) o que o transforma em um asteróide potencialmente perigoso (PHA).

O asteróide 2009 HC2 foi descoberto em 29 de abril de 2009 através da bem sucedida Catalina Sky Survey e depois disso cinco observações independentes confirmaram sua existência. Além do cálculo apurado do seu período, estimado em 3,39 anos, os astrônomos verificaram a inclinação de 155° em sua órbita com relação a ecliptica do Sistema Solar. Embora as órbitas inclinadas não sejam tão raras, achar um asteroide retrogrado (inclinação > 90°) é extremamente dificil. Outro caso raro é o corpo detectado em setembro de 2008 (Kuiper Belt Object Travelling the Wrong-Way in a One-Way Solar System), descoberto pela Universidade Inglesa de Columbia e denomimado 2008 KV52, com inclinação >90º e apelidado de “Drac” (lembrando a habilidade de Drácula em subir as paredes).

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Qual a razão do movimento retrógrado de Vênus?

Um impacto colossal pode ser a causa da anomalia do movimento de Vênus

Um impacto colossal pode ser a causa da anomalia do movimento de Vênus

Comparando Vênus com todos os demais planetas do Sistema Solar, nota-se que esse planeta tem uma rotação única. Visto de cima, todos os planetas giram no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Tal comportamento é natural de ser esperado uma vez que se supõe que todos os planetas se formaram da mesma nebulosa planetária há mais de 4,5 bilhões de anos.

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Sondas espaciais STEREO procuram restos de um misterioso protoplaneta chamado Theia

Implantação dos painéis das sondas STEREO. Crédito: Johns Hopkins, University Applied Physics Laboratory. Crédito: Dr. C. J. Eyles, University de Birmingham

Implantação dos painéis das sondas STEREO. Crédito: Johns Hopkins, University Applied Physics Laboratory. Crédito: Dr. C. J. Eyles, University de Birmingham

Como a Lua se formou? A principal hipótese Giant Impact Theory” propõe que no início da formação do Sistema Solar, um protoplaneta com a dimensão de Marte impactou com a Terra. Os restos da colisão, uma mistura do material de ambos os corpos, foram arremessados para fora da órbita da Terra e se aglutinaram dando origem a Lua. Em breve esta teoria poderá ser testada, resolvendo talvez a questão de como a Lua se formou. Duas sondas gêmeas, da NASA, estão prestes a entrar em regiões do espaço conhecidos como Pontos de Lagrange onde os restos deste misterioso protoplaneta podem estar escondidos. As sondas denominadas Solar Terrestrial Relations Observatory, ou simplesmente STEREO, passarão pelos pontos L4 e L5 onde a gravidade do Sol e da Terra se une formando vazios gravitacionais onde asteróides e poeira espacial tendem a recolher-se.

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