Posts Tagged cinturão de asteróides

WISE revela seu primeiro cometa: o “P/2010 B2 (WISE)”

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A mancha avermelhada no centro desta imagem é a imagem do primeiro cometa descoberto pelo observatório espacial WISE da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

Há alguns dias o observatório WISE descobriu seu primeiro asteróide, o 2010 AB78. Agora, o time do WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA informou sobre a descoberta de seu primeiro cometa, um dos muitos cometas que esta missão promete encontrar, além de milhões de outros objetos celestes, durante sua pesquisa de todo-o-céu no espectro do infravermelho.

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WISE descobre seu primeiro asteróide: 2010 AB78

O asteróideO asteróide recém descoberto pelo WISE, 2010 AB78, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O asteróide 2010 AB78, recém descoberto pelo WISE, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O telescópio da NASA Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), descobriu um asteróide inédito, o primeiro de centenas de NEOs a serem descobertos durante a sua missão de inspecionar e mapear todo o céu no espectro do infravermelho.

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Haumea: uma enorme mancha escura vermelha detectada no planeta-anão deixa os astrônomos intrigados

Mosaico mostra a mancha vermelha de Haumea observada ao longo do seu dia de 3,9 horas

Mosaico mostra a mancha vermelha de Haumea observada ao longo do seu dia de 3,9 horas

Uma área vermelha escura encontrada no planeta anão Haumea parece ser mais rica em minerais e componentes orgânicos que o resto de sua superfície congelada. Como Haumea é tão pequeno está tão longe este plutóide aparece nos telescópios como apenas um singelo ponto de luz, mas a mancha foi descoberta através das medições das mudanças no seu brilho durante seu rápido giro. As pequenas porém persistentes diferenças indicam que a mancha escura é mais avermelhada na luz visível e mais azulada nos comprimentos de onda na faixa do infravermelho.

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2009 HC82: Novo asteróide recém descoberto deixa astrônomos intrigados

O Sistema Solar sempre trás surpresas para os astrônomos, mas a recente descoberta do asteróide 2009 HC82 com 2 a 3 km de diâmetro colocou os observadores de ‘orelha em pé’. O asteróide tem uma órbita retrógrada o que é uma anomalia em relação aos demais asteróides. Esse objeto NEO (Near Earth Object) já havia sido detectado anteriormente devido a sua órbita esdrúxula.

neo_earth-250x150Trata-se de uma órbita fortemente inclinada e no sentido inverso ao compararmos com o resto dos corpos do Sistema Solar com um período de 3,39 anos terrestres. Ainda mais ele se aventura perto demais da Terra (3,5 milhões de quilômetros) o que o transforma em um asteróide potencialmente perigoso (PHA).

O asteróide 2009 HC2 foi descoberto em 29 de abril de 2009 através da bem sucedida Catalina Sky Survey e depois disso cinco observações independentes confirmaram sua existência. Além do cálculo apurado do seu período, estimado em 3,39 anos, os astrônomos verificaram a inclinação de 155° em sua órbita com relação a ecliptica do Sistema Solar. Embora as órbitas inclinadas não sejam tão raras, achar um asteroide retrogrado (inclinação > 90°) é extremamente dificil. Outro caso raro é o corpo detectado em setembro de 2008 (Kuiper Belt Object Travelling the Wrong-Way in a One-Way Solar System), descoberto pela Universidade Inglesa de Columbia e denomimado 2008 KV52, com inclinação >90º e apelidado de “Drac” (lembrando a habilidade de Drácula em subir as paredes).

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Cometas não só podem aniquilar a vida, mas também impedir que ela apareça!

Impressão artística de um planeta esterilizado pelo contínuo bombardeio de cometas e meteoros. Crédito: David Hardy em http://www.pparc.ac.uk/Nw/tc_images.asp

Impressão artística de um planeta esterilizado pelo contínuo bombardeio de cometas e meteoros. Crédito: David Hardy em http://www.pparc.ac.uk/Nw/tc_images.asp

Algumas estrelas têm um elevado nível de cometas à sua volta e isso pode trazer o apocalipse sobre as possíveis formas de vida enraizadas em seus planetas. Visando entender melhor como isso funciona, há uma investigação em curso para determinar qual fração de sistemas estelares que podem ser inabitáveis por causa de impactos de cometas.

Muitos dos cometas no nosso sistema Solar estão no Cinturão Kuiper, um disco cheio de detritos que se estende desde a órbita de Netuno (30 UA) para quase duas vezes o superior a essa distância. Outras estrelas têm mostrado discos de detritos semelhantes a esse. Um exemplo disso é Epsilon Eridani, estrela gêmea do Sol a 10 anos-luz da Terra, que é um sistema jovem que possui três anéis.

epsilon-eridaniCerca de 20 por cento das estrelas semelhantes ao Sol têm discos de detritos que são mais substanciais que o nosso Cinturão de Kuiper, de acordo com os dados do Telescópio Espacial Spitzer. Mais detritos podem significar mais cometas, mas isso também pode significar mais impactos assassinos em planetas semelhantes à Terra orbitando essas estrelas?

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Por Júpiter! Foi descoberto o mistério do cinturão de asteróides

O cinturão de asteróides

O cinturão de asteróides

O cinturão de asteróides envolve o sistema Solar interior como uma trincheira rochosa em anel que se estende desde a órbita de Marte até a de Júpiter. Existem, contudo, vazios nessa trincheira, mais notavelmente onde a influência orbital de Júpiter é mais potente. Quaisquer asteróides azarados que se aventurem nessas regiões denominadas vãos de Kirkwood (nome dado em honra ao matemático Daniel Kirkwood) terão suas órbitas perturbadas e serão  arremessados para fora do acolhedor cinturão de asteróides. Nesse caso pode até ser possível que tais asteróides sigam em uma rota de colisão com um dos planetas telúricos do sistema Solar interior (como a Terra ou Vênus) ou até Lua…

Quais as razões desses vazios no cinturão de asteróides?

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Os quatro sóis do sistema HD 98800

Um sistema com quatro estrelas anãs-laranjas: a concepção artística acima mostra os dois anéis de poeira que indicam a possível presença de um exoplaneta ainda não detectado, orbitando o par central de estrelas no sistema quádruplo HD 98800 - Illustração: NASA/JPL-Caltech/T Pyle/SSC. O sistema quádruplo de estrelas HD 98800 consiste de dois pares binários HD 98800 A e B, ambos com estrelas T Tauri (anãs laranjas de tipo espectral K), e dois discos ao redor da componente B. O par A-B tem uma separação de 50 UA e um período de 300-430 anos. As estrelas da componente B, com semi-eixo maior de ~0,98 UA e excentricidade 0,78, são denominadas HD 98800 Ba e Bb, suas massas são 0,699 e 0,582 Massas Solares, respectivamente. Os discos ao redor de HD 98800 B se localizam nas distâncias radiais de 1,5 a 2 UA e de 5,9 a 6,5 UA. O plano dos discos apresenta uma inclinação superior a 10 graus.

{1} The Four Suns of HD 98800 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle (SSC)

A concepção artística acima mostra os dois anéis de poeira que indicam a possível presença de um exoplaneta ainda não detectado, orbitando o par central de estrelas no sistema quádruplo HD 98800 – Illustração: NASA/JPL-Caltech/T Pyle/SSC.

O sistema quádruplo de estrelas HD 98800 consiste de dois pares binários HD 98800 A e B, ambos com estrelas T Tauri (anãs laranjas de tipo espectral K), e dois discos ao redor da componente B. O par A-B tem uma separação de 50 UA e um período de 300-430 anos. As estrelas da componente B, com semi-eixo maior de ~0,98 UA e excentricidade 0,78, são denominadas HD 98800 Ba e Bb, suas massas são 0,699 e 0,582 Massas Solares, respectivamente. Os discos ao redor de HD 98800 B se localizam nas distâncias radiais de 1,5 a 2 UA e de 5,9 a 6,5 UA. O plano dos discos apresenta uma inclinação superior a 10 graus.

Quantas estrelas serão necessárias para gerar um planeta? No nosso sistema solar apenas uma: o Sol. Entretanto, pesquisas através do telescópio orbital Spitzer de infravermelho mostram que planetas poderiam algumas vezes formar-se em sistemas com múltiplas estrelas.

Como será a visão de um sistema como quatro sóis no céu? Os planetas do sistema HD 98800, se de fato existirem, teriam essa rara visão.

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Epsilon Eridani, a estrela irmã do Sol, tem 3 anéis

Os astrônomos descobriram que a famosa estrela Épsilon Eridani, uma das estrelas mais próximas da Terra, contém um tríplice sistema de anéis, ou seja, dois cinturões internos de asteróides e um anel externo de gelo e cometas. O cinturão interno de asteróides é virtualmente um irmão gêmeo do cinturão de asteróides do nosso Sistema Solar enquanto que o outro cinturão externo possui 20 vezes mais massa. Além disso, a presença desses três anéis implica certamente na presença de planetas ainda não detectados confinados entre os mesmos. Esses supostos planetas limparam suas órbitas e delimitaram os formatos desses três cinturões.

Epsilon Eridani - Esse desenho mostra o sistema planetário mais próximo do nosso Sistema Solar. NASA/JPL-Caltech

Epsilon Eridani - Esse desenho mostra o sistema planetário mais próximo do nosso Sistema Solar. NASA/JPL-Caltech

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