Posts Tagged ciências da Terra
A Terra se oxigenou 270 milhões de anos antes do que se pensava?

Fósseis de estromatólitos primitivos cônicos encontrados na região de Pilbara, oeste da Austrália indicam que a Terra se oxigenou 270 milhões antes do que se sabia.
Um novo estudo que analisou antigas formações rochosas no oeste da Austrália sugere que as bactérias produtoras de oxigênio podem ter evoluído de centenas de milhões de anos mais cedo do que se pensava.
Geólogos descobrem evidências dos dias em que o campo magnético da Terra ficou caótico e se inverteu
Os geólogos Scott Bogue e Jonathan Glen do US Geological Survey acabam de desenterrar novas evidências sobre ocorrências mudanças super-rápidas de polaridade magnética da Terra.
Logo ao norte de uma parada de caminhões ao longo da Interstate 80 em Battle Mountain, Nevada, os geólogos encontraram evidências de uma época na história da Terra em que seu campo geomagnético enlouqueceu. O que aconteceu afinal?

Fluxos de Lava estudados em Nevada (Sheep Creek Range) fornecem novas evidências de uma inversao geomagnética super-rápida que ocorreu há 15 milhões de anos.
Planeta em chamas? O oxigênio que alimentou o fogo ao longo das eras…
Os incêndios que têm assolado vários estados no Brasil recentemente não se comparam aos que infestaram a Terra durante a Era Paleozóica. Naquela época, os níveis de oxigênio na atmosfera terrestre ultrapassavam os 30% (contra os 21% atuais), os insetos eram gigantescos e até as plantas úmidas e verdes alimentavam fogos dezenas de vezes mais freqüentes e vigorosos em comparação aos que atualmente testemunhamos.
O deslocamento continental e suas implicações na evolução da Terra

Imagem: O registro paleomagnético da Bacia de Amadeus na Austrália (marcado pela estrela) indica uma grande mudança da posição do supercontinente Gondwana em relação ao pólo sul. Crédito: Mitchell Ross / Universidade de Yale.
A Terra primitiva representou um fascinante laboratório para o desenvolvimento da vida. Assim, o estudo do comportamento da Terra a longo das eras deve render indícios sobre como a vida poderia evoluir em outros mundos. Por esta razão, novos trabalhos científicos sobre os movimentos dos continentes no passado remoto sempre nos chama a atenção. Neste recente estudo foi descoberto que o supercontinente Gondwana parece ter sofrido uma rotação de 60 graus através da superfície da Terra durante um período altamente interessante do ponto de vista biológico, o início do Cambriano. O Cambriano foi uma fecunda era quando os principais grupos de animais complexos apareceram em uma sucessão acelerada.

Mapa da Terra no início do Cambriano: o supercontinente do Sul é a Gondwana. O segundo em tamanho, à esquerda, é a Laurentia (a parte central da América do Norte), os dois menores são a Báltica, no centro ao sul (parte da Europa) e a Sibéria, no centro ao norte (mesma região no oeste russo)
Gondwana é o que chamamos de precursor do sul do supercontinente que dominava o planeta, uma vasta região que acabaria por separar-se da Laurásia aproximadamente 200 milhões de anos atrás, quando o supercontinente [Pangea] se dividiu em duas grandes áreas. O artigo da wikipédia nos dá noções básicas sobre Gondwana, que incluía a maior parte da massa de terra do hemisfério sul, aglutinando as atuais áreas que correspondem à Antártida, América do Sul, África, Madagascar, Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, juntamente com o subcontinente indiano e a Arábia (embora os dois últimos tenham, obviamente, se mudado depois para o hemisfério norte).
O rápido movimento do supercontinente
O movimento do massivo continente Gondwana foi relativamente rápido, com algumas regiões deslocando-se a uma velocidade de pelo menos 8 a 24 centímetros por ano, há 525 milhões de anos. Compare isso com o ritmo das mudanças de hoje, que não superam mais do que 4 centímetros por ano. A pergunta intrigante é se os resultados da mudança da posição relativa entre o polo sul e o continente Gondwana foi resultado do deslocamento das placas tectônicas (as placas tectônicas estão em constante movimento relativo entre si) ou se nesta era ocorreu um “verdadeiro deslocamento polar”, que envolveria a rotação do núcleo interno de massa sólida sob o núcleo externo líquido em relação ao eixo de rotação da Terra, mudando a localização dos polos geográficos. Esta nota de imprensa da Yale University detalha o tema.
Deslocamento polar?
O que o autor líder do estudo, Ross Mitchell (Yale University) sugere é que o cenário mais provável foi que o “verdadeiro deslocamento polar” causou a elevada taxa de movimento do Gondwana, que excedeu a velocidade costumeira do deslocamento das placas tectônicas no passado durante algumas centenas de milhões de anos. Mas, devemos considerar que os argumentos sobre deslocamento polar contra as placas tectônicas têm sido discutidos por décadas. Mitchell só pode afirmar: “Se o verdadeiro desvio polar causou a mudança, isto faz sentido. Se a mudança foi devido ao movimento tectônico de placas, teríamos que fornecer novas explicações extraordinárias”.
Explosão Cambriana
Mas vamos voltar ao tema principal, que trata de qual efeito a migração teria tido sobre o meio ambiente terrestre e seus seres vivos. Neste modelo, por exemplo, o Brasil migrou de perto do polo sul para os trópicos, um tipo de movimento que teria afetado as concentrações de carbono e os níveis dos oceanos. Aqui está o que Mitchell tem a dizer sobre estes resultados:
“Ocorreram dramáticas mudanças ambientais durante a era Cambriana, justamente ao mesmo tempo em que Gondwana estava passando por este deslocamento massivo. Além de aumentar nossa compreensão das sobre o movimento das placas tectônicas e do verdadeiro deslocamento polar, este fenômeno poderia trazer grandes implicações para entendermos as causas da explosão da vida animal durante a era cambriana.”

A evolução da vida na Terra e a explosão Cambriana: até há 600 milhões de anos, a vida na Terra consistia basicamente de algas, bactérias e plâncton. Então, no início da era Cambriana, em uma explosão criativa de diversidade que durou apenas 10 milhões de anos, a Natureza produziu uma variedade inigualável de animais multicelulares – os ancestrais de todas as criaturas que hoje nadam, voam e andam pelo nosso mundo. O que causou a explosão Cambriana? Este é um enigma que há décadas atormenta os cientistas.
Será fascinante ver como esse trabalho irá inspirar novas pesquisas que visam explicar os efeitos do deslocamento dos continentes na evolução biológica terrestre. Mitchell e sua equipe desenvolveu seu trabalho ao estudar a magnetização de rochas antigas na Bacia de Amadeus da Austrália central.
Este artigo foi assinado por Ross Mitchell, David Evans e Taylor Kilian, com o título “Rapid Early Cambrian Rotation of Gondwana”, publicado em Geology Vol. 38, nº 8 (Agosto de 2010), páginas 755-758.
Fontes
O artigo acima é uma tradução livre (com adaptações editoriais e complementos), baseada nas fontes abaixo:
- Centauri Dreams: A Continental Shift and Its Implications
- Yale: Gondwana Supercontinent Underwent Massive Shift During Cambrian Explosion
- Geology Times: Gondwana supercontinent underwent massive shift during Cambrian explosion (13/08/2010)
Artigo Científico
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A Terra vista do Espaço: o satélite Aqua mostra uma massiva tempestade de poeira no Saara
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Terra on 28/04/2010

O satélite Aqua capturou em abril de 2010 esta imagem de uma gigantesca tempestade de poeira assolando Burkina Faso, Mali e Nigéria, na África. Clique na imagem para acessar a versão em alta resolução. Créditos: Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team da NASA GSFC, Michon Scott e Scott Michon.
Uma nuvem gigante de poeira varreu a África ocidental no final de abril de 2010, criando uma tempestade que se espalhou por centenas de quilômetros. O dispositivo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) do satélite Aqua da NASA observou esta tempestade de poeira em 22 de abril de 2010.
A Terra vista do Espaço: a pluma de cinzas do vulcão Gaua em Vanuatu
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Terra on 27/04/2010

O vulcão de Gaua, Monte Garet, em erupção libera pluma de cinzas, Vanuatu. Crédito: NASA Earth Observatory por Robert Simmon, através da câmera ALI no EO-1 da NASA
Uma pluma de cinzas vulcânicas se eleva a partir do Monte Garet, o pico do vulcão da ilha de Gaua, na república de Vanuatu, mostrado aqui em cores naturais.
NASA mostra imagens dos pontos quentes do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Terra on 22/04/2010

Pontos quentes do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia em 19/04/2010. Crédito: Rob Simmon, NASA/GSFC/MITI/ERSDAC/JAROS e ASTER Science Team/EUA/Japão.
Embora as emissões de cinzas tenham se reduzido desde 19 de Abril, a erupção do vulcão da Islândia Eyjafjallajökull prossegue. Logo no início do dia 19, abalos sísmicos sugeriram que poderia haver lava fluindo a partir do vulcão, disse agência islandesa Met Office. Quando a Guarda Costeira da Islândia sobrevoou o vulcão às 10h30min, observou que o magma está sendo ejetado a 1,5 a 3 quilômetros no ar, embora não haja lava fluindo das crateras do vulcão.
A Terra está mudando? Veja o comportamento do gelo marinho na Antártida de setembro de 1999 a fevereiro de 2010
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Terra on 21/04/2010
Ao contrário do Ártico, uma bacia de oceano gelado cercado de terra, onde o gelo marítimo se estende até o pólo norte, a Antártida é um grande continente cercado pelo oceano. Devido a essa geografia, o gelo marinho tem mais espaço para se expandir no inverno, mas também reside mais próximo do equador. O resultado final desta disposição é que a extensão do mar de gelo da Antártica é maior do que o Ártico no inverno, mas bem menor no verão. Os picos da quantidade de gelo marítimo na Antártida ocorrem em setembro (final do inverno no hemisfério sul) e a capa marítima de gelo recrudesce para um mínimo em fevereiro (fim do inverno meridional).





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