Posts Tagged ciências da Terra

Planeta em chamas? O oxigênio que alimentou o fogo ao longo das eras…

Fogo!

Fogo!

Os incêndios que têm assolado vários estados no Brasil recentemente não se comparam aos que infestaram a Terra durante a Era Paleozóica. Naquela época, os níveis de oxigênio na atmosfera terrestre ultrapassavam os 30% (contra os 21% atuais), os insetos eram gigantescos e até as plantas úmidas e verdes alimentavam fogos dezenas de vezes mais freqüentes e vigorosos em comparação aos que atualmente testemunhamos.

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O deslocamento continental e suas implicações na evolução da Terra

Imagem: O registro paleomagnético da Bacia de Amadeus na Austrália (marcado pela estrela) indica uma grande mudança da posição do supercontinente Gondwana em relação ao pólo sul. Crédito: Mitchell Ross / Universidade de Yale.

Imagem: O registro paleomagnético da Bacia de Amadeus na Austrália (marcado pela estrela) indica uma grande mudança da posição do supercontinente Gondwana em relação ao pólo sul. Crédito: Mitchell Ross / Universidade de Yale.

A Terra primitiva representou um fascinante laboratório para o desenvolvimento da vida. Assim, o estudo do comportamento da Terra a longo das eras deve render indícios sobre como a vida poderia evoluir em outros mundos. Por esta razão, novos trabalhos científicos sobre os movimentos dos continentes no passado remoto sempre nos chama a atenção. Neste recente estudo foi descoberto que o supercontinente Gondwana parece ter sofrido uma rotação de 60 graus através da superfície da Terra durante um período altamente interessante do ponto de vista biológico, o início do Cambriano. O Cambriano  foi uma fecunda era quando os principais grupos de animais complexos apareceram em uma sucessão acelerada.

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Cientistas encontram evidências de água congelada e material orgânico na superfície do asteróide 24 Themis

Visão artística do asteróide 24 Themis com seus dois fragmentos em órbita. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia, Instituto de Astrofisica de Canárias, Tenerife, Espanha

Visão artística do asteróide 24 Themis com seus dois fragmentos em órbita. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia, Instituto de Astrofisica de Canárias, Tenerife, Espanha

Aparentemente, os asteróides não são os pedaços de rocha espacial inerte, como os cientistas pensavam.

Agora, Josh Emery, do departamento de ciências terrestres e planetárias da Universidade do Tennessee, Knoxville, EUA, encontrou evidências da presença tanto de água gelada quanto de material orgânico no asteróide 24 Themis. Estas provas suportam a idéia de que os asteróides podem ter sido responsáveis por fornecer água e elementos orgânicos para a Terra primordial.

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A Terra vista do Espaço: o satélite Aqua mostra uma massiva tempestade de poeira no Saara

O satélite Aqua capturou em abril de 2010 esta imagem de uma gigantesca tempestade de poeira assolando Burkina Faso, Mali e Nigéria, na África. Clique na imagem para acessar a versão em alta resolução. Créditos: Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team da NASA GSFC, Michon Scott e Scott Michon.

O satélite Aqua capturou em abril de 2010 esta imagem de uma gigantesca tempestade de poeira assolando Burkina Faso, Mali e Nigéria, na África. Clique na imagem para acessar a versão em alta resolução. Créditos: Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team da NASA GSFC, Michon Scott e Scott Michon.

Uma nuvem gigante de poeira varreu a África ocidental no final de abril de 2010, criando uma tempestade que se espalhou por centenas de quilômetros. O dispositivo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) do satélite Aqua da NASA observou esta tempestade de poeira em 22 de abril de 2010.

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A Terra vista do Espaço: a pluma de cinzas do vulcão Gaua em Vanuatu

Vulcão em Gaua, Vanuatu. Crédito: NASA Earth Observatory por Robert Simmon, através da câmera ALI no EO-1 da NASA

O vulcão de Gaua, Monte Garet, em erupção libera pluma de cinzas, Vanuatu. Crédito: NASA Earth Observatory por Robert Simmon, através da câmera ALI no EO-1 da NASA

Uma pluma de cinzas vulcânicas se eleva a partir do Monte Garet, o pico do vulcão da ilha de Gaua, na república de Vanuatu, mostrado aqui em cores naturais.

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Aquecimento global: massivas erupções vulcânicas foram responsáveis pelo Máximo Térmico Paleoceno-Eoceno de 55 milhões de anos atrás?

Cristais de Zircônio datados de 55 milhões de anos atrás sugerem que massivas erupções vucânicas aqueceram a Terra. Crédito: Svensen et al.

Cristais de Zircônio datados de 55 milhões de anos atrás sugerem que massivas erupções vucânicas aqueceram a Terra. Crédito: Svensen et al.

Vamos falar sobre aquecimento global? Há cerca de 55 milhões de anos, as temperaturas globais aumentaram em cerca de 5˚C e assim permaneceram durante 170.000 anos. Sabemos que nesta época milhares de espécies marinhas primitivas se extinguiram. Paradoxalmente, esta extinção marinha coincidiu com uma era de aumento na diversidade das plantas sem precedentes bem como a ascensão dos mamíferos como o ramo animal dominante. Agora os pesquisadores julgam ter descoberto a causa do efeito estufa de 55 milhões de anos atrás: uma enorme série de erupções submarinas pode ter saturado o ar com possivelmente bilhões de toneladas de metano (CH4), sabidamente um gás com capacidade de produzir o efeito estufa com intensidade 60 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2).

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NASA mostra imagens dos pontos quentes do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia

pontos quentes do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia 19 04 2010

Pontos quentes do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia em 19/04/2010. Crédito: Rob Simmon, NASA/GSFC/MITI/ERSDAC/JAROS e ASTER Science Team/EUA/Japão.

Embora as emissões de cinzas tenham se reduzido desde 19 de Abril, a erupção do vulcão da Islândia Eyjafjallajökull prossegue. Logo no início do dia 19, abalos sísmicos sugeriram que poderia haver lava fluindo a partir do vulcão, disse agência islandesa Met Office. Quando a Guarda Costeira da Islândia sobrevoou o vulcão às 10h30min, observou que o magma está sendo ejetado a 1,5 a 3 quilômetros no ar, embora não haja lava fluindo das crateras do vulcão.

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A Terra está mudando? Veja o comportamento do gelo marinho na Antártida de setembro de 1999 a fevereiro de 2010

Gelo marinho no mar de Ross em Janeiro de 1999. Crédito: Michael Van Woert, NOAA NESDIS, ORA

Gelo marinho no mar de Ross em Janeiro de 1999. Crédito: Michael Van Woert, NOAA NESDIS, ORA

Ao contrário do Ártico, uma bacia de oceano gelado cercado de terra, onde o gelo marítimo se estende até o pólo norte, a Antártida é um grande continente cercado pelo oceano. Devido a essa geografia, o gelo marinho tem mais espaço para se expandir no inverno, mas também reside mais próximo do equador. O resultado final desta disposição é que a extensão do mar de gelo da Antártica é maior do que o Ártico no inverno, mas bem menor no verão. Os picos da quantidade de gelo marítimo na Antártida ocorrem em setembro (final do inverno no hemisfério sul) e a capa marítima de gelo recrudesce para um mínimo em fevereiro (fim do inverno meridional).

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Incríveis imagens do vulcão Eyjafjallajokull na Islândia capturadas pelo astrônomo Snaevarr Gudmundsson

Potentes descargas elétricas formam raios visíveis nas plumas do vulcão Eyjafjallajokull na Islândia em 17 de abril de 2010. Crédito: Snaevarr Gudmundsson.

(*) Potentes descargas elétricas formam raios visíveis nas plumas do vulcão Eyjafjallajokull na Islândia em 17 de abril de 2010. Repare também na enxurrada de icebergs da inundação (na parte inferior da foto). Crédito: Snaevarr Gudmundsson.

O astrônomo Snaevarr Gudmundsson da Islândia passou bem próximo do vulcão Eyjafjallajokull e conseguiu imagens fantásticas do fenômeno.

“Eu consegui ficar próximo do vulcão entre 16h e 22h no sábado e observei esta impressionante erupção”, disse Gudmundsson no e-mail para a redação da Universe Today. “Um evento espantoso, explosões estrondosas de magma aquecido a 1200 °C em choque com água e gelo. Eu fotografei mais de 550 imagens ao longo de 3 horas de puro embevecimento. Pode até parecer estranho, mas suas contínuas mudanças de aparência nunca se tornam enfadonhas”.

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A Terra vista do espaço: as cinzas do vulcão Eyjafjallajökull da Islândia bloqueiam o espaço aéreo norte-europeu

Plumas ejetadas pelo vulcão Eyjafjallajökull da Islândia causam o bloqueio do espaço aéreo no Mar do Norte. Cllique na imagem para ver a versão em alta resolução. Crédito: NASA Earth Observatory

Plumas ejetadas pelo vulcão Eyjafjallajökull da Islândia causam o bloqueio do espaço aéreo no Mar do Norte. Cllique na imagem para ver a versão em alta resolução. Crédito: NASA Earth Observatory

O vulcão Eyjafjallajökull na Islândia expeliu uma vasta nuvem de cinzas e vapor através do Atlântico Norte em meados de Abril de 2010, levando as autoridades do Reino Unido, Irlanda, França e Escandinávia a fechar o espaço aéreo sobre seus países. O fechamento do espaço aéreo teve um efeito dominó, rompendo vôos de outros países, assim como a partida para demais localidades.

O dispositivo  Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) da NASA do satélite Terra capturou esta imagem da região em cor natural em 15 de abril de 2010. A pluma vulcânica ejetada pelo vulcão Eyjafjallajökull no sul da Islândia sopra na direção leste-sudeste.

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