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Poderá o buraco negro do centro da Via Láctea tornar-se super ativo? Quantas vezes os buracos negros gigantes se tornam hiperativos?

Painel com imagens compostas das galáxias do aglomerado Abell 644 (à esquerda) e da galáxia SDSS J1021+131 estudados pela pesquisa ChaMP do observatório espacial de raios-X Chandra. Créditos: raios-X - NASA/CXC/Northwestern Univ/D.Haggard et al.; ótico - SDSS.

Um novo estudo dos cientistas do Observatório de Raios-X CHANDRA da NASA busca calcular a freqüência pela qual os maiores buracos negros galácticos conhecidos têm sido ativos nos últimos bilhões de anos. Esta descoberta esclarece a forma pela qual os buracos negros podem crescer e pode trazer implicações para a maneira pela qual o buraco negro gigante no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, poderá se comportar no futuro.

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Chandra e Spitzer revelam o jovem aglomerado Westerlund 2 no coração do berçário estelar RCW 49

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA

A imagem acima é uma composição de paisagens capturadas em radiação fora do espectro da luz visível. Aqui vemos o berçário estelar RCW 49, repleto de poeira cósmica que cerca o aglomerado estelar jovem Westerlund 2.

A visão em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer aparece em preto e branco complementando os dados da imagem em raios-X (em cores falsas) capturada pelo observatório espacial Chandra, que destaca as energéticas  e quentes estrelas da zona central do aglomerado estelar.

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N49: a supernova ejetou uma bolha cósmica que viaja a 2.200 km/s

A remanescente de Supernova N49 em composição de imagens do Chandra & Hubble

A remanescente de Supernova N49 em composição de imagens do Chandra & Hubble

O que é esta bolha estranha azul que aparece isolada à direita? Não temos certeza, mas trata-se provavelmente de uma bolha de escombros remanescente de uma poderosa supernova que se comportou de maneira assimétrica, gerando esta bolha e um furioso magnetar chamado SGR 0526-66 (SGR quer dizer Soft Gamma ray Repeater, um objeto que periodicamente explode emitindo flashes de raios-gama).

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Spitzer revela dois quasares jovens primordiais

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Astrônomos encontraram o que parecem ser dois dos primeiros e mais primitivos buracos negros conhecidos. Esta descoberta, baseada principalmente em observações do Telescópio Espacial Spitzer, irá fornecer uma melhor compreensão das raízes do Universo e como as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros se formaram.

“Nós encontramos componentes da primeira geração de quasares que nasceram em um ambiente livre de poeira em seus primeiros estágios de desenvolvimento”, disse Linhua Jiang, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do artigo publicado em 18 de março de 2010 na revista Nature: Dust-free quasars in the early Universe.

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Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca

Imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.

Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:

  1. Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;
  2. Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.

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RXJ1347: O gás mais quente do Universo

aglomerado estelar RXJ1347_Hubble_e_Chandra

Imagens do aglomerado de galáxias RXJ1347 tomadas pelo telescópio espacial Hubble (à esqueda) e a mesma região em raios-X observada pelo observatório espacial Chandra (à direita). (Crédito: NASA)

Cientistas espaciais descobriram um dos lugares mais quentes conhecidos no Universo com temperaturas que chegam até os assombrosos 300 milhões de graus Celsius.

Uma nuvem de gás abrasador que envolve um enxame de galáxias agrupadas entre si a 5 bilhões de anos luz de distância na constelação de Virgo (Virgem).

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Chandra revela imagem do par de buracos negros supermassivos que irão se fundir na galáxia NGC 6240

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

Esta impressionante imagem da galáxia NGC 6240 contém informações de raios-X obtidas pelo telescópio orbital Chandra (exibido em vermelho, laranja e amarelo) que foram combinados com uma imagem nas faixas de freqüência da luz visível elaborada em 2008. Em 2002 a descoberta deste par de buracos negros em processo de colisão foi anunciada baseada em dados do Chandra a respeito da galáxia NGC 6240. O par de buracos negros supermassivos dista entre si meramente 3.000 anos-luz e os seus efeitos podem ser vistos aqui nas fontes pontuais brilhantes no meio da imagem.

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Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.

Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.

O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.

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NGC 4631 e NGC 4656: A baleia azul e o taco de hóquei

A baleia azul (NGC 4631) e o taco de hóquei (NGC 4656) por Josef Pöpsel e Stefan Binnewies

A baleia azul (NGC 4631) e o taco de hóquei (NGC 4656) por Josef Pöpsel e Stefan Binnewies (Capella Observatory)

NGC 4631 é uma belíssima galáxia espiral, vista de lado, acima, à direita, a apenas 25 milhões de anos-luz da Terra na constelação de Canes Venatici. O formato levemente distorcido desta galáxia sugere seu apelido de Galáxia da Baleia. A NGC 4631 tem tamanho similar ao da nossa galáxia, a Via Láctea.

Retratada nesta rica imagem colorida, seu núcleo na cor amarela e seus aglomerados estelares azuis são fáceis de serem notados. A sua companheira, a pequena galáxia elíptica NGC 4627 aparece logo acima da Galáxia da Baleia.

Vemos também aqui, à esquerda, embaixo, uma outra galáxia com formato irregular que lembra um taco de hóquei, a  NGC 4656. As formas distorcidas e suas trilhas de gás detectadas em outros comprimentos de onda indicam que todas estas três galáxias já tiveram encontros entre si no passado.

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Buracos negros glutões alimentavam antigas e misteriosas bolhas cósmicas?

Novos estudos concluíram que as misteriosas bolhas cósmicas que se espalham pelo Universo primordial parecem estar estufadas e energizadas por ferozes buracos negros no coração de galáxias massivas, no interior dessas bolhas. Estudos futuros sobre esses objetos misteriosos poderão revelar como as galáxias jovens regulavam seu desenvolvimento até tornarem-se as galáxias atuais que nos cercam hoje.

Nessas composições vemos: À esquerda a bolha brilhante de gás hidrogênio aparece em amarelo. À direita, a luz azul é uma evidencia da existência de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia. O gás hidrogênio aquecido aparece em amarelo. Crédito: Raios-X (NASA/CXC/Durham Univ./D.Alexander et al.); Óptico (NASA/ESA/STScI/IoA/S.Chapman et al.); Lyman-alpha Óptico (NAOJ/Subaru/Tohoku Univ./T.Hayashino et al.); Infravermelho (NASA/JPL-Caltech/Durham Univ./J.Geach et al.)

Nessas composições vemos: À esquerda a bolha brilhante de gás hidrogênio aparece em amarelo. À direita, a luz azul é uma evidencia da existência de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia. O gás hidrogênio aquecido aparece em amarelo. Crédito: Raios-X (NASA/CXC/Durham Univ./D.Alexander et al.); Óptico (NASA/ESA/STScI/IoA/S.Chapman et al.); Lyman-alpha Óptico (NAOJ/Subaru/Tohoku Univ./T.Hayashino et al.); Infravermelho (NASA/JPL-Caltech/Durham Univ./J.Geach et al.)

Por mais de uma década os astrônomos tem tentado resolver o enigma das bolhas cósmicas. Os cientistas tentavam elucidar sobre a fonte de energia que alimenta vastos reservatórios de hidrogênio aquecido e brilhante que se espalha por 500.000 anos-luz, ou seja, por uma área muito maior que a de nossa galáxia, a Via Láctea. As chamadas bolhas de Lyman- α (Lyman alpha blobs) são denominadas assim devido ao comprimento de onda da luz liberada quando um elétron do átomo de hidrogênio perde energia. As bolhas de Lyman- α são consideradas os maiores objetos únicos do Universo podendo atingir 200 milhões de anos-luz de diâmetro.

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