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Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca

Imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.

Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:

  1. Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;
  2. Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.

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RXJ1347: O gás mais quente do Universo

aglomerado estelar RXJ1347_Hubble_e_Chandra

Imagens do aglomerado de galáxias RXJ1347 tomadas pelo telescópio espacial Hubble (à esqueda) e a mesma região em raios-X observada pelo observatório espacial Chandra (à direita). (Crédito: NASA)

Cientistas espaciais descobriram um dos lugares mais quentes conhecidos no Universo com temperaturas que chegam até os assombrosos 300 milhões de graus Celsius.

Uma nuvem de gás abrasador que envolve um enxame de galáxias agrupadas entre si a 5 bilhões de anos luz de distância na constelação de Virgo (Virgem).

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Chandra revela imagem do par de buracos negros supermassivos que irão se fundir na galáxia NGC 6240

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

Esta impressionante imagem da galáxia NGC 6240 contém informações de raios-X obtidas pelo telescópio orbital Chandra (exibido em vermelho, laranja e amarelo) que foram combinados com uma imagem nas faixas de freqüência da luz visível elaborada em 2008. Em 2002 a descoberta deste par de buracos negros em processo de colisão foi anunciada baseada em dados do Chandra a respeito da galáxia NGC 6240. O par de buracos negros supermassivos dista entre si meramente 3.000 anos-luz e os seus efeitos podem ser vistos aqui nas fontes pontuais brilhantes no meio da imagem.

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Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross

Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.

Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.

O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.

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NGC 4631 e NGC 4656: A baleia azul e o taco de hóquei

A baleia azul (NGC 4631) e o taco de hóquei (NGC 4656) por Josef Pöpsel e Stefan Binnewies

A baleia azul (NGC 4631) e o taco de hóquei (NGC 4656) por Josef Pöpsel e Stefan Binnewies (Capella Observatory)

NGC 4631 é uma belíssima galáxia espiral, vista de lado, acima, à direita, a apenas 25 milhões de anos-luz da Terra na constelação de Canes Venatici. O formato levemente distorcido desta galáxia sugere seu apelido de Galáxia da Baleia. A NGC 4631 tem tamanho similar ao da nossa galáxia, a Via Láctea.

Retratada nesta rica imagem colorida, seu núcleo na cor amarela e seus aglomerados estelares azuis são fáceis de serem notados. A sua companheira, a pequena galáxia elíptica NGC 4627 aparece logo acima da Galáxia da Baleia.

Vemos também aqui, à esquerda, embaixo, uma outra galáxia com formato irregular que lembra um taco de hóquei, a  NGC 4656. As formas distorcidas e suas trilhas de gás detectadas em outros comprimentos de onda indicam que todas estas três galáxias já tiveram encontros entre si no passado.

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Buracos negros glutões alimentavam antigas e misteriosas bolhas cósmicas?

Novos estudos concluíram que as misteriosas bolhas cósmicas que se espalham pelo Universo primordial parecem estar estufadas e energizadas por ferozes buracos negros no coração de galáxias massivas, no interior dessas bolhas. Estudos futuros sobre esses objetos misteriosos poderão revelar como as galáxias jovens regulavam seu desenvolvimento até tornarem-se as galáxias atuais que nos cercam hoje.

Nessas composições vemos: À esquerda a bolha brilhante de gás hidrogênio aparece em amarelo. À direita, a luz azul é uma evidencia da existência de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia. O gás hidrogênio aquecido aparece em amarelo. Crédito: Raios-X (NASA/CXC/Durham Univ./D.Alexander et al.); Óptico (NASA/ESA/STScI/IoA/S.Chapman et al.); Lyman-alpha Óptico (NAOJ/Subaru/Tohoku Univ./T.Hayashino et al.); Infravermelho (NASA/JPL-Caltech/Durham Univ./J.Geach et al.)

Nessas composições vemos: À esquerda a bolha brilhante de gás hidrogênio aparece em amarelo. À direita, a luz azul é uma evidencia da existência de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia. O gás hidrogênio aquecido aparece em amarelo. Crédito: Raios-X (NASA/CXC/Durham Univ./D.Alexander et al.); Óptico (NASA/ESA/STScI/IoA/S.Chapman et al.); Lyman-alpha Óptico (NAOJ/Subaru/Tohoku Univ./T.Hayashino et al.); Infravermelho (NASA/JPL-Caltech/Durham Univ./J.Geach et al.)

Por mais de uma década os astrônomos tem tentado resolver o enigma das bolhas cósmicas. Os cientistas tentavam elucidar sobre a fonte de energia que alimenta vastos reservatórios de hidrogênio aquecido e brilhante que se espalha por 500.000 anos-luz, ou seja, por uma área muito maior que a de nossa galáxia, a Via Láctea. As chamadas bolhas de Lyman-α (Lyman alpha blobs) são denominadas assim devido ao comprimento de onda da luz liberada quando um elétron do átomo de hidrogênio perde energia. As bolhas de Lyman- α são consideradas os maiores objetos únicos do Universo podendo atingir 200 milhões de anos-luz de diâmetro.

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SNR 0104: os telescópios espaciais Chandra e Spitzer mostram imagens dessa misteriosa remanescente de supernova

Remanescente de supernova SNR 0104

A intrigante nebulosa formada pelos escombros da espetacular supernova SN 0104 gerou uma nuvem irregular capturada pelas câmeras especiais do Chandra (raios-X) e Spitzer (infravermelho), que conseguem ver o que o olho humano não enxerga. Créditos: imagem em raios-X: NASA / CXC / Penn State / S.Park & J.Lee; imagem em infravermelho: NASA / JPL-Caltech

A SNR 0104 é uma remanescente de supernova com um formato incomum, como podemos ver na imagem composta acima. A SNR 0104 dista 190.000 anos-luz da Terra na galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães. Os estudos estimam que a SNR 0104 consiste de uma nebulosa remanescente com os detritos ejetados por uma supernova tipo Ia, a cataclísmica explosão de uma estrela anã-branca quando a mesma atinge o limite de Chandrasekhar (*).

Como sabemos que a progenitora da SNR 0104 foi uma supernova Ia?

Há várias evidências, por exemplo, uma típica supernova tipo Ia gera nuvens de matéria com altas quantidades de ferro e esse é o caso que se apresenta na SNR 0104.

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Mundos em colisão: começa a caça do assassino no sistema binário BD+20 307

Concepção artística de planetas em colisão no sistema binário BD+20 307, há aproximadamente 300 anos luz de distância da Terra, na constelação de Áries. ©Lynette R. Cook

Concepção artística de planetas em colisão no sistema binário BD+20 307, há aproximadamente 300 anos luz de distância da Terra, na constelação de Áries. ©Lynette R. Cook

Tradução do artigo de  Ian O’Neill na Universe Today em 10/01/2009 onde ele comenta suas impressões sobre a conferência da AAS (American Astronomical Society).

Em setembro de 2008, o Observatório de Rayos-X Chandra anunciou que havia observado algo muito estranho em BD+20 307. O sistema binário parecia ter um disco de pó ao redor do mesmo, indicando que aparentement tratava-se de um sistema de formação planetária jovem com apenas uma fração da idade do Sistema Solar. Não obstante, é bem sabido agora que essas binárias possuem, na realidade, alguns bilhões de anos de idade. Concluíram então que o disco havia sido criado por um evento planetário muito raro: uma colisão planetária cataclísmica.

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NGC 6543 – a Nebulosa Olho de Gato é capturada pela visão de raios-X do telescópio Chandra

Chandra capturou em Raios X a imagem da Nebulosa Olho de Gato {1}

Chandra capturou em Raios X a imagem da Nebulosa Olho de Gato {1}

Olhando para nós através do espaço interestelar, vemos nessas imagens a charmosa nebulosa Olho de Gato (NGC 6543) que dista 3.000 anos-luz da Terra. Trata-se de uma das mais famosas e complexas nebulosas planetárias. O olho de gato tem mais de meio ano-luz de diâmetro e representa, na verdade, o final glorioso de uma fase no ciclo de vida de uma estrela similar ao Sol.

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Estudo independente confirma: o destino do Universo é controlado pela Energia Escura

A Energia Escura atua inibindo o crescimento das galáxias

Há 10 anos o estudo das distantes supernovas tipo Ia originou a descoberta da energia escura que é considerada a responsável pela expansão acelerada do Universo. Agora, os cientistas confirmam a existência dessa misteriosa e repulsiva força, usando uma linha independente de experimentos e medições. As novas descobertas fornecem novas e consistentes provas para a teoria geral da relatividade estabelecida por Einstein e suportam a idéia que a energia escura é uma propriedade intrínseca e imutável do vácuo cósmico. Pela primeira vez, os astrônomos observaram claramente os efeitos da energia escura nos objetos colapsados mais massivos do Universo (os aglomerados galácticos), usando o Observatório Chandra de raios-X da NASA. Rastreando como a energia tem impulsionado o crescimento dos aglomerados galácticos e combinando isto com os estudos anteriores, os cientistas conseguiram as melhores evidências até o momento do que é a energia escura e qual será o real destino do Universo.

A imagem composta à esquerda é a do aglomerado estelar Abell 85, localizado a cerca de 740 milhões de anos-luz da Terra. Este aglomerado galáctico é um dos 86 observados pelo Chandra para estudar como a energia escura reprimiu o crescimento destas estruturas massivas ao longo dos últimos 7 bilhões de anos. A emissão na cor violeta é originada pelo gás aquecido a milhões de graus de temperatura que foi detectado pelo observatório de raios-X Chandra da NASA. As demais cores mostram as galáxias em uma imagem ótica do SDSS – Sloan Digital Sky Survey. A ilustração à direita mostra flagrantes da simulação feita por Volker Springel representando o crescimento da estrutura cósmica quando o Universo tinha, respectivamente, 0,9 bilhões, 3,2 bilhões e 13,7 bilhões de anos de idade (agora). Essa imagem nos mostra como o Universo evoluiu de uma arquitetura suave para um estado contendo uma vasta quantidade de estruturas. O crescimento das estruturas foi inicialmente formatado predominantemente pela força atrativa da gravidade. Esta situação mudou há 5,5 bilhões de anos quando a interferência da força repulsiva gerada pela energia escura passou a dominar o cenário universal. Créditos: Raios-X - NASA/CXC/SAO/A.Vikhlinin et al.; Ótico - SDSS; Illustração - MPE/V.Springel.

A imagem composta à esquerda é a do aglomerado estelar Abell 85, localizado a cerca de 740 milhões de anos-luz da Terra. Este aglomerado galáctico é um dos 86 observados pelo Chandra para estudar como a energia escura reprimiu o crescimento destas estruturas massivas ao longo dos últimos 7 bilhões de anos. A emissão na cor violeta é originada pelo gás aquecido a milhões de graus de temperatura que foi detectado pelo observatório de raios-X Chandra da NASA. As demais cores mostram as galáxias em uma imagem ótica do SDSS – Sloan Digital Sky Survey. A ilustração à direita mostra flagrantes da simulação feita por Volker Springel representando o crescimento da estrutura cósmica quando o Universo tinha, respectivamente, 0,9 bilhões, 3,2 bilhões e 13,7 bilhões de anos de idade (agora). Essa imagem nos mostra como o Universo evoluiu de uma arquitetura suave para um estado contendo uma vasta quantidade de estruturas. O crescimento das estruturas foi inicialmente formatado predominantemente pela força atrativa da gravidade. Esta situação mudou há 5,5 bilhões de anos quando a interferência da força repulsiva gerada pela energia escura passou a dominar o cenário universal. Créditos: Raios-X - NASA/CXC/SAO/A.Vikhlinin et al.; Ótico - SDSS; Illustração - MPE/V.Springel.

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