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Ausência de hidrogênio e acetileno na superfície de Titã seriam indícios da presença de vida alienígena? [ATUALIZADO]

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Duas assinaturas potenciais da presença da vida em Titã, lua de Saturno, foram encontradas pela sonda robótica Cassini. Os cientistas, no entanto, apontam que reações químicas não biológicas também podem gerar tais cenários.

Titã tem um clima frio demais para suportar a existência de água líquida em sua superfície. No entanto, alguns exobiólogos têm sugerido que formas exóticas de vida poderiam viver em seus lagos líquidos de metano e etano que pontuam a superfície desta gigantesca lua.

Em 2005, Chris McKay do Ames Research Center da NASA em Moffett Field, junto com Heather R. Smith do International Space University em Strasbourg, França, sugeriram que tais micróbios poderiam existir através da respiração do gás hidrogênio e se alimentando da molécula orgânica acetileno, criando o metano como resíduo do processo digestivo.

Este processo biológico implicaria na falta de acetileno em Titã e na exaustão do hidrogênio na superfície lunar, onde os micróbios habitariam, os cientistas alegam.

Agora, medições realizadas pela sonda Cassini confirmaram estas previsões, sugerindo que este tipo de vida poderia lá estar presente.

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Cassini revela detalhes da cratera Herschel em Mimas, lua de Saturno

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A sonda robótica Cassini executou um rasante em Mimas, em 13 de fevereiro de 2010 e capturou esta detalhada imagem da mega cratera Herschel.

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Cassini mostra como Enceladus deixa bolhas de plasma em seu caminho pelo espaço

Cassini em flyby sobre Enceladus por Karl Kofoed/NASA

Cassini em flyby sobre Enceladus para investigar as plumas emitidas pelos gêiseres encontrados em suas fissuras na região próxima ao pólo sul. Crédito © 2008: Karl Kofoed/NASA

O papel que Enceladus exerce em relação a magnetosfera de Saturno pode ser similar ao da lua Io em Júpiter, a qual insere plasma no espaço interior da magnetosfera joviana.

Observações de como Enceladus interage com o seu ambiente mostram como esta lua peculiar deixa um complexo padrão de ondas e bolhas em seu rastro na órbita ao redor de Saturno. Sheila Kanani falou sobre este tema e apresentou sua pesquisa na Reunião Nacional de Astronomia da RAS em Glasgow, no dia 14 de abril de 2010.

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Dinâmica dos fluidos: o misterioso Hexágono de Saturno foi recriado em laboratório

Esta animação capturada pela Cassini foi possível de ser obtida pois o polo norte de Saturno permaneceu escurecido durante o inverno. A imagem mostra detalhes das tempestades que formam o misterioso desenho hexagonal que tem intrigado os cientistas.

Esta animação capturada pela Cassini foi possível de ser obtida pois o polo norte de Saturno permaneceu escurecido durante o inverno. A imagem mostra detalhes das tempestades que formam o misterioso desenho hexagonal que tem intrigado os cientistas.

Saturno ostenta uma das características geométricas mais desconcertantes do Sistema Solar: um hexágono gigante ao redor de seu pólo norte. Embora este misterioso hexágono não seja tão famoso quanto a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, esta anomalia em Saturno é igualmente enigmática. Agora, os cientistas recriaram esta estrutura em laboratório, utilizando não mais do que água, corante e uma mesa giratória, dando um grande passo, dizem os especialistas, para finalmente decifrar este enigma no planeta senhor dos anéis.

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26 de março de 2004 – Cassini envia fotos de Saturno o Senhor dos Anéis

Não Há Dia Sem História

26 de março de 2004

Cassini celebra 6 anos de viagens ao redor do Senhor dos Anéis

Saturno pela Cassini em 6 de outubro de 2004

Saturno fotografado pela Cassini em 6 de outubro de 2004

No dia 26 de março de 2004, há seis anos, a NASA apresentava fotografias de Saturno, tiradas pela sonda Cassini, que se aproximava do planeta gigante gasoso. A Cassini levava a bordo, além dos seus equipamentos próprios de pesquisa, uma pequena sonda, chamada Huygens, da Agência Espacial Européia – ESA, que faria um pouso, com pára-quedas, no maior satélite de Saturno, Titã.

Entre os planos da missão, estavam vários sobrevôos dos satélites de Saturno e passagens em meio aos anéis. É uma das mais ricas sondagens já feitas que tem trazido informações valiosíssimas.

A Cassini-Huygens fora lançada quase sete anos antes, em 15 de outubro de 1997, do Centro Espacial Kennedy. Sua fonte de energia, que está fazendo a sonda funcionar ainda hoje, é uma pilha de plutônio. A complexa navegação da Cassini incluiu sobrevôos de Vênus e da Terra, para aproveitar a assistência gravitacional a ganhar velocidade. A passagem “de raspão”, pela Terra, de uma espaçonave contendo plutônio, gerou temores de um risco de acidente com contaminação radiativa – que não houve.

Cassini fotografou todos os anéis de Saturno de uma só vez durante a ocultação de 2006

Cassini fotografou todos os anéis de Saturno de uma só vez durante a ocultação de 2006

Hoje, Cassini-Huygens tem sido considerada uma missão altamente vitoriosa, um sucesso retumbante. Como recompensa, um prêmio para todos nós, em 2010 a Missão Cassini ganhou verbas adicionais e teve seu prazo estendido até 2017.

Milton W.

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Cassini revela detalhes das fraturas em Enceladus que expelem vapor d’água e elementos orgânicos

A fratura Bagdá em Enceladus: nesta imagem original vemos um mosaico que combina dados de alta resolução do espectrômetro infravermelho composto, a bordo da nave espacial Cassini da NASA, bolsões de calor aparecem ao longo de uma das misteriosas fraturas na região polar sul da lua Enceladus de Saturno. Crédito da imagem: NASA / JPL / GSFC / SWRI / SSI

A quente fratura Bagdá em Enceladus: nesta imagem original vemos um mosaico que combina dados de alta resolução do espectrômetro infravermelho composto, a bordo da nave espacial Cassini da NASA, bolsões de calor aparecem ao longo de uma das misteriosas fraturas na região polar sul da lua Enceladus de Saturno. Crédito da imagem: NASA / JPL / GSFC / SWRI / SSI

Imagens recentemente divulgadas do “flyby” da Cassini por Enceladus em novembro de 2009 revelam uma “floresta” de novos jatos expelidos por suas fraturas proeminentes que atravessam a região polar sul e fornecem o mais detalhado mapa de temperaturas já levantado até agora para uma dessas fraturas.

As novas imagens da equipe de imagem e da equipe do espectrômetro infravermelho também incluem a melhor imagem tridimensional já obtida de uma das “listas de tigre”, uma fissura que liberta partículas geladas, vapor d’ água e elementos orgânicos. Existem também imagens de regiões antes não tão bem mapeadas em Enceladus, incluindo uma região a Sul com padrões tectônicos grosseiramente circulares.

“Enceladus continua a nos surpreender,” afirmou Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. “A cada passagem rasante da Cassini, aprendemos mais sobre suas atividades extremas e o que existe nesta estranha lua.”

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Missão Cassini ganha verbas adicionais e tem seu prazo estendido até 2017

A 20 graus acima do plano dos anéis, a câmera grande angular da sonda Cassini capturou 75 exposições em série para fazer este mosaico de Saturno, dos anéis, e algumas das suas luas, 36 horas depois do equinócio de Saturno, quando o disco solar estava exatamente por cima do equador do planeta. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A câmera grande angular da sonda Cassini capturou 75 exposições em série para fazer este mosaico de Saturno, dos anéis, e algumas das suas luas, 36 horas depois do equinócio de Saturno, quando o disco solar estava exatamente por cima do equador do planeta e a 20 graus acima do plano dos anéis. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A NASA vai prolongar a missão internacional Cassini-Huygens, a Saturno e às suas luas, até 2017. O orçamento de 2011 da agência espacial prevê um aditivo de 60 milhões de dólares por ano para o estudo continuado do planeta “Senhor dos Anéis”.

“Esta é uma missão que continuamente fornece resultados científicos surpreendentes e imagens de cortar a respiração”, afirmou Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária na sede da NASA em Washington. “As históricas descobertas e espetaculares imagens deste viajante espacial têm revolucionado nosso conhecimento de Saturno e das suas luas.”

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As mais belas visões de Júpiter segundo a Cassini

nove anos a sonda robótica Cassini-Huygens passou de raspão por Júpiter para pegar um impulso gravitacional e acelerar em direção a Saturno. Na sua passagem (fly-by) pelo maior planeta do Sistema Solar a Cassini capturou belíssimas imagens, como esta aqui, a 10 milhões de km de distância:

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

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Cassini revela Reia ressurgindo por trás de Titã

Cassini capturou esta bela imagem da lua Reia ressurgindo por trás de Titã. Crédito: NASA/missão Cassini

Cassini capturou esta bela imagem da lua Reia ressurgindo por trás de Titã. Crédito: NASA/missão Cassini

Nesta rara imagem tomada pela sonda robótica Cassini a lua de Saturno Reia ressurge após a ocultação pela mega-lua Titã.

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Cientistas de Caltech explicam a desconcertante assimetria dos lagos de Titã

Os hemisférios norte e sul de Titã, que mostram a grande disparidade entre a abundância de lagos no norte e a sua escassez no sul. A hipótese apresentada favorece o fluxo longo-termo de hidrocarbonetos voláteis, predominantemente metano, de hemisfério para hemisfério. Recentemente, a direcção do transporte tem sido de sul para norte, mas o efeito foi o inverso há dezenas de milhares de anos atrás. Crédito: NASA/JPL/Caltech/UA/SSI

Os hemisférios norte e sul de Titã, que mostram uma grande disparidade entre a abundância de lagos no norte e a sua escassez no sul. A hipótese apresentada favorece o fluxo longo-termo de hidrocarbonetos voláteis, predominantemente metano, de um hemisfério para o outro. Recentemente, a direção do transporte tem sido do sul para norte, mas o efeito foi o reverso disto há dezenas de milhares de anos. Crédito: NASA/JPL/Caltech/UA/SSI

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, do JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA, e de outros institutos, sugerem que a excentricidade da órbita de Saturno em torno do Sol possa ser responsável pela distribuição assimétrica dos lagos nas regiões polares sul e norte de sua maior lua, Titã. O artigo que descreve a nova teoria foi publicado na edição de 29 de Novembro da revista Nature Geoscience.

A alongada órbita de Saturno em torno do Sol submete distintas áreas de Titã a diferentes intensidades de luz solar e isto afeta os ciclos de precipitação e evaporação nestas regiões. Os cientistas julgam que variações semelhantes a esta, na órbita terrestre, geram em nosso planeta longos ciclos de eras do gelo.

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