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Cassini revela detalhes das fraturas em Enceladus que expelem vapor d’água e elementos orgânicos

A fratura Bagdá em Enceladus: nesta imagem original vemos um mosaico que combina dados de alta resolução do espectrômetro infravermelho composto, a bordo da nave espacial Cassini da NASA, bolsões de calor aparecem ao longo de uma das misteriosas fraturas na região polar sul da lua Enceladus de Saturno. Crédito da imagem: NASA / JPL / GSFC / SWRI / SSI

A quente fratura Bagdá em Enceladus: nesta imagem original vemos um mosaico que combina dados de alta resolução do espectrômetro infravermelho composto, a bordo da nave espacial Cassini da NASA, bolsões de calor aparecem ao longo de uma das misteriosas fraturas na região polar sul da lua Enceladus de Saturno. Crédito da imagem: NASA / JPL / GSFC / SWRI / SSI

Imagens recentemente divulgadas do “flyby” da Cassini por Enceladus em novembro de 2009 revelam uma “floresta” de novos jatos expelidos por suas fraturas proeminentes que atravessam a região polar sul e fornecem o mais detalhado mapa de temperaturas já levantado até agora para uma dessas fraturas.

As novas imagens da equipe de imagem e da equipe do espectrômetro infravermelho também incluem a melhor imagem tridimensional já obtida de uma das “listas de tigre”, uma fissura que liberta partículas geladas, vapor d’ água e elementos orgânicos. Existem também imagens de regiões antes não tão bem mapeadas em Enceladus, incluindo uma região a Sul com padrões tectônicos grosseiramente circulares.

“Enceladus continua a nos surpreender,” afirmou Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. “A cada passagem rasante da Cassini, aprendemos mais sobre suas atividades extremas e o que existe nesta estranha lua.”

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Missão Cassini ganha verbas adicionais e tem seu prazo estendido até 2017

A 20 graus acima do plano dos anéis, a câmera grande angular da sonda Cassini capturou 75 exposições em série para fazer este mosaico de Saturno, dos anéis, e algumas das suas luas, 36 horas depois do equinócio de Saturno, quando o disco solar estava exatamente por cima do equador do planeta. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A câmera grande angular da sonda Cassini capturou 75 exposições em série para fazer este mosaico de Saturno, dos anéis, e algumas das suas luas, 36 horas depois do equinócio de Saturno, quando o disco solar estava exatamente por cima do equador do planeta e a 20 graus acima do plano dos anéis. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A NASA vai prolongar a missão internacional Cassini-Huygens, a Saturno e às suas luas, até 2017. O orçamento de 2011 da agência espacial prevê um aditivo de 60 milhões de dólares por ano para o estudo continuado do planeta “Senhor dos Anéis”.

“Esta é uma missão que continuamente fornece resultados científicos surpreendentes e imagens de cortar a respiração”, afirmou Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária na sede da NASA em Washington. “As históricas descobertas e espetaculares imagens deste viajante espacial têm revolucionado nosso conhecimento de Saturno e das suas luas.”

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As mais belas visões de Júpiter segundo a Cassini

nove anos a sonda robótica Cassini-Huygens passou de raspão por Júpiter para pegar um impulso gravitacional e acelerar em direção a Saturno. Na sua passagem (fly-by) pelo maior planeta do Sistema Solar a Cassini capturou belíssimas imagens, como esta aqui, a 10 milhões de km de distância:

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

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Cassini revela Reia ressurgindo por trás de Titã

Cassini capturou esta bela imagem da lua Reia ressurgindo por trás de Titã. Crédito: NASA/missão Cassini

Cassini capturou esta bela imagem da lua Reia ressurgindo por trás de Titã. Crédito: NASA/missão Cassini

Nesta rara imagem tomada pela sonda robótica Cassini a lua de Saturno Reia ressurge após a ocultação pela mega-lua Titã.

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Cientistas de Caltech explicam a desconcertante assimetria dos lagos de Titã

Os hemisférios norte e sul de Titã, que mostram a grande disparidade entre a abundância de lagos no norte e a sua escassez no sul. A hipótese apresentada favorece o fluxo longo-termo de hidrocarbonetos voláteis, predominantemente metano, de hemisfério para hemisfério. Recentemente, a direcção do transporte tem sido de sul para norte, mas o efeito foi o inverso há dezenas de milhares de anos atrás. Crédito: NASA/JPL/Caltech/UA/SSI

Os hemisférios norte e sul de Titã, que mostram uma grande disparidade entre a abundância de lagos no norte e a sua escassez no sul. A hipótese apresentada favorece o fluxo longo-termo de hidrocarbonetos voláteis, predominantemente metano, de um hemisfério para o outro. Recentemente, a direção do transporte tem sido do sul para norte, mas o efeito foi o reverso disto há dezenas de milhares de anos. Crédito: NASA/JPL/Caltech/UA/SSI

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, do JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA, e de outros institutos, sugerem que a excentricidade da órbita de Saturno em torno do Sol possa ser responsável pela distribuição assimétrica dos lagos nas regiões polares sul e norte de sua maior lua, Titã. O artigo que descreve a nova teoria foi publicado na edição de 29 de Novembro da revista Nature Geoscience.

A alongada órbita de Saturno em torno do Sol submete distintas áreas de Titã a diferentes intensidades de luz solar e isto afeta os ciclos de precipitação e evaporação nestas regiões. Os cientistas julgam que variações semelhantes a esta, na órbita terrestre, geram em nosso planeta longos ciclos de eras do gelo.

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O surpreendente conteúdo dos mares e lagos de Titã

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Lago de hidrocarbonetos em Titã. Crédito da concepção artística: NASA/JPL

Os lagos de Titã possuem alguns componentes químicos surpreendentes, de acordo com os últimos dados enviados pela sonda robótica Cassini que estuda Saturno, suas luas e anéis.

Um dos exóticos atrativos de Titã, lua de Saturno, é a possibilidade de que esta lua gigante tenha oceanos e lagos com ondas, não muito diferentes dos da Terra. Desde a década de 90, os Astrônomos descartaram a possibilidade de existir um oceano global em Titã usando medições por radar tomadas a partir da Terra, porém a possibilidade haver de lagos por lá ainda permanecia. Com certeza, em 2005, a sonda robótica Cassini observou uma grande área similar a um lago conhecido como Ontario Lacus perto do pólo sul. A partir daí temos observado muitos outros lagos de menor tamanho.

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Navegando nos mares alienígenas de Titã

titan_ligeia_mare

Dados obtidos por radar pela sonda Cassini permitiram a criação desta visão colorizada do Ligeia Mare. O lago de metano/etano líquido está mostrado em azul. Crédito: NASA/JPL/USGS

Imagine-se em um barco terrestre navegando em um mar alienígena…

Algo como isso poderá acontecer já em 2022 se Ellen Stofan (geóloga planetária da Proxemy Research) conseguir convencer as agências espaciais a empreender tal aventura. Stofan tem a visão de uma nova missão a Titã, lua de Saturno, o único local do Sistema Solar conhecido que apresenta superfície líquida além da Terra. O metano e etano líquidos na superfície de Titã, revelados pela sonda robótica Cassini, formam mares tão grandes como o Mar Negro ou Grandes Lagos da América do Norte.

O mar Negro é um mar interior entre o sudeste da Europa e a Ásia Menor. Conecta-se com o Mar Mediterrâneo pelo Bósforo e o Mar de Mármara, e ao Mar de Azov pelo estreito de Kerch.  Há um importante fluxo de água através do Bósforo, 200 km³ por ano e de água doce das áreas adjacentes, especialmente da Europa Central e Oriental, totalizando 320 km³ por ano. O Mar negro tem uma área de 436.400 km² e uma profundidade máxima de 2.206 metros.

O mar Negro é um mar interior entre o sudeste da Europa e a Ásia Menor. Conecta-se com o Mar Mediterrâneo pelo Bósforo e o Mar de Mármara, e ao Mar de Azov pelo estreito de Kerch. Há um importante fluxo de água através do Bósforo, 200 km³ por ano e de água doce das áreas adjacentes, especialmente da Europa Central e Oriental, totalizando 320 km³ por ano. O Mar negro tem uma área de 436.400 km² e uma profundidade máxima de 2.206 metros.

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Cassini revela imagens surpreendentes do anel F de Saturno afetado pelas luas pastoras Pandora e Prometeu

Perturbações no anel F de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

Perturbações no anel F de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

Duas luas pastoras continuam a afetar o anel F de Saturno, como podemos ver nesta imagem enviada pela sonda robótica Cassini. A lua Pandora, que fica fora do anel, junto com a lua Prometeu, na parte interna, periodicamente criam as perturbações mostradas acima. O satélite em forma da batata Prometeu empurra o material do anel e deixa para trás um canal escuro. Durante sua órbita de 14,7 horas em torno de Saturno, a lua Prometeu (102 km de diâmetro) atinge o ponto mais distante do planeta Saturno, na posição chamada de apokrone (ou apoastro) Nesta posição, a mais próxima do anel F a sua gravidade torna-se forte o suficiente para desenhar um fluxo de material fora da região principal do anel F.

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Spitzer descobre um anel gigantesco em Saturno, o anel senhor de todos os anéis!

Diagrama com os anéis de Saturno mostra o novo anel. Crédito: Anne Verbiscer

Diagrama com os anéis de Saturno mostra o novo anel. Crédito: Anne Verbiscer

Um anel colossal de escombros rodeando Saturno foi encontrado pelo observatório espacial SPITZER da NASA, Trata-se do maior anel planetário do Sistema Solar. Este disco pode ser uma pista decisiva que explica a curiosa aparência ‘duas caras’ da lua em ‘preto e branco’ Japeto (Iapetus) de Saturno, onde um de seus hemisférios se apresenta muito mais escuro que o lado oposto.

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Qual a origem dos Anéis de Saturno?

Os anéis de Saturno têm fascinado os cientistas desde que o astrônomo italiano Galileu Galilei os observou pela primeira vez usando um de um dos seus telescópios no século XVII. Até hoje, contudo, a origem dos anéis gelados continua para nós um mistério que persiste sem explicação a cada nova descoberta científica.

Cassini flagrou essa fantástica imagem de Saturno e seus anéis em 06 de outubro de 2004

Cassini flagrou essa fantástica imagem de Saturno e seus anéis em 06 de outubro de 2004.

Sabemos agora que Saturno possui múltiplos anéis que contém cerca de 35 × 1024 de toneladas de gelo, poeira e rocha. A sonda robótica Cassini e seus predecessores, as sondas Voyager I e II, também avistaram anéis em mutação, arcos de anel parcialmente formados e até uma lua que liberta partículas geladas formando um novo anel. Tudo isto indica que os anéis tem constantemente evoluído ao longo do tempo.

A Cassini também observou um evento recente, agora no equinócio de Saturno, quando um objeto aparentemente perfurou um dos anéis e deixou um rasto de escombros, o que reforça a tese que os sistemas de anéis estão sempre em mutação.

Embora a Cassini esteja por lá há anos pesquisando o ‘Senhor dos Anéis’ e sua enorme coleção de luas, até hoje, os fenômenos que causaram a formação dos anéis de Saturno permanecem misteriosos para a comunidade astronômica.

Os cientistas aprenderam muito desde que o matemático holandês Christiaan Huygens seguiu os passos de Galileu e descobriu em 1655 o que os anéis de Saturno realmente representavam. Os arcos de anel consistem de aglomerados de gelo, argila, rochas e até mesmo micro-luas que provocam o caos gravitacional ao entrar, atravessar e sair dos anéis.

É importante lembrar que Júpiter, Urano e Netuno também têm suas coleções de anéis. Contudo, os anéis dos demais gigantes gasosos não podem ser comparados à notável riqueza da coleção de Saturno. Para melhor entendimento, os cientistas mapearam os anéis segundo as seguintes divisões (do interior para o exterior): D, C, B, A, F, G e E.

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