Posts Tagged Big Bang

ESO bate recorde e localiza o quasar mais distante conhecido

Concepção artística de um Quasar. Crédito: ESO/M. Kornmesser

Grupo multinacional de astrônomos do ESO (Observatório Meridional Europeu) localizou e estudou o quasar mais distante conhecido utilizando o conjunto de supertelescópios “Very Large Telescope” situados no Monte Paranal, deserto de Atacama, Chile. Este ultraluminoso farol cósmico, cujo motor central é movido por um buraco negro supermassivo com uma massa equivalente dois bilhões de vezes a do nosso Sol, passa a ser considerado sem dúvida como o objeto mais brilhante do Universo primitivo.

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LHC: a procura pelo bóson de Higgs se estenderá por mais 1 ano, enquanto isso, os micro-buracos-negros se recusam a aparecer

A busca pela captura da ‘partícula do Big-Bang’, o bóson de Higgs,  provavelmente será estendida por mais 1 ano.

Dispositivo CMS (Compact Muon Solenoid): nada de micro-buracos-negros por aqui! Crédito: M. Brice/CERN

Oba! O fim-do-mundo não está próximo, apesar do estardalhaço na mídia sobre as conseqüências da entrada de operação em 2009 do Grande Colisor de Hádrons (LHC – Large Hadron Collider). Falando sério agora, os cientistas informaram em dezembro de 2010 que apesar das previsões de alguns físicos teóricos, os buracos negros microscópicos até agora não forma produzidos nos experimentos do LHC.

Os resultados, publicados no arXiv.org no artigo “Search for Microscopic Black Hole Signatures at the Large Hadron Collider”, coincidem com o anúncio sobre os novos planos que recomendam continuar a operação do LHC até o final de 2012, em vez de parar em 2011 para as mudanças e atualizações planejadas anteriormente – o upgrade do LHC. O maior colisor de hádrons do planeta, com 27 km, pertencente ao laboratório de física de partículas CERN, próximo a Genebra, Suíça, sofreu grandes atrasos e problemas terríveis antes de começar finalmente sua vida operacional no final de 2009. Agora, após estes percalços, contudo, os físicos alegam que o LHC está operando com desempenho bem acima das expectativas e estão muito satisfeitos.

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Cientistas esclarecem sobre o nascimento das primeiras estrelas

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

As primeiras estrelas começaram como pequenas sementes que rapidamente cresceram em estrelas com cem vezes a massa do nosso Sol. Na ilustração, rodopiantes nuvens de hidrogênio e hélio são iluminadas pelas primeiras luzes estelares a brilhar no Universo. Crédito: David A. Aguilar (CfA)

No começo, havia o Hidrogênio e o Hélio… [1]. Estes elementos primordiais foram criados nos primeiros três minutos após o Big Bang. Posteriormente, foram estes elementos que deram origem a todos os outros elementos no Universo. Desde então, as estrelas têm sido as verdadeiras fábricas de construção destes elementos. Através da fusão nuclear, as estrelas produziram elementos como o carbono, oxigênio, magnésio, silício e outras matérias-primas fundamentais para a formação de planetas e posteriormente a vida.

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Stephen Hawking coloca grandes questões sobre o Universo

Stephen Hawking no TED

Stephen Hawking no TED, disse: "Por toda a minha vida eu tenho procurado entender o Universo e achar respostas para essas perguntas. Eu tive muita sorte de que a minha incapacitação não tem sido um obstáculo muito sério; na verdade, talvez ela tenha me dado mais tempo que a maioria das pessoas para seguir em busca de conhecimento."

Em 2008 o gênio Stephen Hawking proferiu esta palestra para o TED. Nesta ocasião Hawking abordou 5 questões interessantes sobre o Universo em que vivemos, a existência de vida extraterrestre e nosso destino:

  1. De onde nós viemos?
  2. Como o Universo veio a surgir?
  3. Estamos sozinhos no Universo?
  4. Existe vida alienígena lá fora?
  5. Qual é o futuro da raça humana?

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Física: Quem tem medo do LHC? Quem tem medo de um mini-buraco-negro?

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidos se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Uma vez que hoje, 30 de março de 2010, o CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear – França e Suíça) está iniciando as tentativas para recriar condições que ocorreram no Universo nos seus primórdios, logo após o Big Bang, confirmar a existência da supersimetria e descobrir o misterioso bóson de Higgs no acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons), vamos esclarecer sobre o tema mini-buracos-negros.

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Spitzer revela dois quasares jovens primordiais

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Astrônomos encontraram o que parecem ser dois dos primeiros e mais primitivos buracos negros conhecidos. Esta descoberta, baseada principalmente em observações do Telescópio Espacial Spitzer, irá fornecer uma melhor compreensão das raízes do Universo e como as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros se formaram.

“Nós encontramos componentes da primeira geração de quasares que nasceram em um ambiente livre de poeira em seus primeiros estágios de desenvolvimento”, disse Linhua Jiang, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do artigo publicado em 18 de março de 2010 na revista Nature: Dust-free quasars in the early Universe.

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Descobertas 22 das galáxias mais antigas do Universo

Esta é uma imagem composta em falso cor das galáxias encontradas em uma época antiga de cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. O painel acima à esquerda representa a galáxia confirmada em 787 milhões de anos de idade do Universo. Estas galáxias estão  no Campo Profundo do telescópio Subaru. Crédito: M. Ouchi et ao.

Esta é uma imagem composta em cor falsa das 22 galáxias encontradas em uma época antiga de cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. O painel acima à esquerda representa a galáxia confirmada em 787 milhões de anos de idade do Universo. Estas galáxias estão no Campo Profundo do telescópio Subaru. Crédito: M. Ouchi et al.

Um novo estudo encontrou 22 das primeiras galáxias que se formaram no Universo, confirmando a sua idade em cerca de 787 milhões de anos após o nascimento do Universo. Estas e outras galáxias da infância do Universo poderiam ajudar a trazer nova luz para a cosmologia, mostrando as condições que governaram o início do Universo.

Com os recentes avanços tecnológicos, os astrônomos tem sido capazes de observar mais da conhecida “era da re-ionização“, uma das visões mais antiga do Universo que os astrônomos podem observar via telescópios óticos.

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Qual é a idade do Universo? Como calcular isso?

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP

Há quanto tempo o Big Bang aconteceu? Qual é melhor estimativa da idade do Big Bang? A resposta mais apurada é:

13,73 bilhões de anos ± 120 milhões de anos

Esta foi a mais recente conclusão do time de astrônomos que trabalhou com os últimos dados da sonda WMAP.

É importante destacar que esta estimativa da idade do Big Bang fornecida pelo time do WMAP é totalmente independente de outras 3 estimativas conhecidas da idade do Universo, tais como:

  1. A idade dos elementos químicos
  2. A idade dos aglomerados estelares antigos
  3. A idade das anãs brancas mais antigas

Vejamos a seguir o que estes 3 métodos independentes calcularam…

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A fúria do buraco negro revela sua galáxia tão distante

Quasar - Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet

Quasar - Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet

QSO CFHQSJ2329-0301 é o quasar mais distante conhecido no Universo

Uma surpresa: a galáxia (quasar) QSO CFHQSJ2329-0301 é tão grande quanto a nossa Via Láctea e hospeda um buraco negro supermassivo com massa equivalente a bilhões de sóis. A surpresa não é o super buraco negro em si, mas o tempo que a luz levou para chegar até nós, 12,8 bilhões de anos (desvio para o vermelho z = 6,43). Isto indica que se trata de um objeto bem jovem tendo em mente que o Universo surgiu há 13,73 ± 0,12 bilhões de anos. O estudo deste longínquo quasar trás implicações para a teoria da formação das galáxias.

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Planck: a nave espacial criogênica atingiu seu destino no ponto de Lagrange L2

Na quinta-feira passada, à noite, os detectores do Instrumento de Alta Freqüência do observatório espacial Planck alcançaram a sua extraordinariamente baixa temperatura de funcionamento: – 273,05ºC, tornando este satélite o objeto conhecido mais frio no Espaço. O satélite também acaba de atingir a sua órbita definitiva, em torno do segundo ponto de Lagrange do sistema solar, conhecido como L2.

Plano focal do telescópio Planck

Plano focal do telescópio Planck

O observatório espacial Planck está equipado com um complexo sistema de refrigeração com quatro componentes. O primeiro é um equipamento de refrigeração passivo que reduz a sua temperatura até aos -230ºC, através da emissão de calor para o espaço. Três refrigeradores ativos conseguem a partir daí reduzir ainda mais a temperatura até -273,05ºC, apenas 0,1ºC acima do zero absoluto – a temperatura mais baixa do Universo.

Esta temperatura ultra baixa é necessária para que os detectores do Planck possam estudar a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background radiation – CMB), a primeira luz emitida pelo Universo, apenas 380 mil anos após o Big Bang, montando um mapa cartográfico com as medições da  temperatura  da CMB em todo o céu.

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