Posts Tagged Big Bang
Descobertas 22 das galáxias mais antigas do Universo
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 14 de novembro de 2009

Esta é uma imagem composta em cor falsa das 22 galáxias encontradas em uma época antiga de cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. O painel acima à esquerda representa a galáxia confirmada em 787 milhões de anos de idade do Universo. Estas galáxias estão no Campo Profundo do telescópio Subaru. Crédito: M. Ouchi et al.
Um novo estudo encontrou 22 das primeiras galáxias que se formaram no Universo, confirmando a sua idade em cerca de 787 milhões de anos após o nascimento do Universo. Estas e outras galáxias da infância do Universo poderiam ajudar a trazer nova luz para a cosmologia, mostrando as condições que governaram o início do Universo.
Com os recentes avanços tecnológicos, os astrônomos tem sido capazes de observar mais da conhecida “era da re-ionização“, uma das visões mais antiga do Universo que os astrônomos podem observar via telescópios óticos.
Qual é a idade do Universo? Como calcular isso?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia on 1 de outubro de 2009

Esta visão detalhada de todo o céu mostra o jovem Universo a partir de 5 anos de pesquisa via WMAP. A imagem revela flutuações em torno da temperatura média do Universo de 2,725 +/- 0,0002 Kelvin (aparece nas diferenças de cor) que correspondem às sementes que cresceram para se tornarem nas galáxias. O ruído causado pela Via Láctea foi subtraído dessa imagem usando dados de várias freqüências. A imagem mostra um intervalo de temperatura de +/- 200 microKelvin (0,0002 graus K), as regiões vermelhas são as áreas mais quentes no céu e as azuis mais frias. Crédito: NASA / time do WMAP
Há quanto tempo o Big Bang aconteceu? Qual é melhor estimativa da idade do Big Bang? A resposta mais apurada é:
13,73 bilhões de anos ± 120 milhões de anos
Esta foi a mais recente conclusão do time de astrônomos que trabalhou com os últimos dados da sonda WMAP.
É importante destacar que esta estimativa da idade do Big Bang fornecida pelo time do WMAP é totalmente independente de outras 3 estimativas conhecidas da idade do Universo, tais como:
- A idade dos elementos químicos
- A idade dos aglomerados estelares antigos
- A idade das anãs brancas mais antigas
Vejamos a seguir o que estes 3 métodos independentes calcularam…
A fúria do buraco negro revela sua galáxia tão distante
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros, Cosmologia, Galáxias on 6 de setembro de 2009
QSO CFHQSJ2329-0301 é o quasar mais distante conhecido no Universo
Uma surpresa: a galáxia (quasar) QSO CFHQSJ2329-0301 é tão grande quanto a nossa Via Láctea e hospeda um buraco negro supermassivo com massa equivalente a bilhões de sóis. A surpresa não é o super buraco negro em si, mas o tempo que a luz levou para chegar até nós, 12,8 bilhões de anos (desvio para o vermelho z = 6,43). Isto indica que se trata de um objeto bem jovem tendo em mente que o Universo surgiu há 13,73 ± 0,12 bilhões de anos. O estudo deste longínquo quasar trás implicações para a teoria da formação das galáxias.
Planck: a nave espacial criogênica atingiu seu destino no ponto de Lagrange L2
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Telescópios on 12 de julho de 2009
Na quinta-feira passada, à noite, os detectores do Instrumento de Alta Freqüência do observatório espacial Planck alcançaram a sua extraordinariamente baixa temperatura de funcionamento: – 273,05ºC, tornando este satélite o objeto conhecido mais frio no Espaço. O satélite também acaba de atingir a sua órbita definitiva, em torno do segundo ponto de Lagrange do sistema solar, conhecido como L2.
O observatório espacial Planck está equipado com um complexo sistema de refrigeração com quatro componentes. O primeiro é um equipamento de refrigeração passivo que reduz a sua temperatura até aos -230ºC, através da emissão de calor para o espaço. Três refrigeradores ativos conseguem a partir daí reduzir ainda mais a temperatura até -273,05ºC, apenas 0,1ºC acima do zero absoluto – a temperatura mais baixa do Universo.
Esta temperatura ultra baixa é necessária para que os detectores do Planck possam estudar a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background radiation – CMB), a primeira luz emitida pelo Universo, apenas 380 mil anos após o Big Bang, montando um mapa cartográfico com as medições da temperatura da CMB em todo o céu.
A matéria escura foi responsável pela reconstrução do Universo primordial?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Matéria Escura on 2 de junho de 2009

No Universo primordial, até um bilhão de anos após o Big Bang, os átomos de Hidrogênio foram misteriosamente decompostos em uma sopa universal de íons
Até 380,000 anos após o Big Bang, o Universo era uma sopa quente de plasma que se esfriou. Nessa ocasião a temperatura universal caiu ao nível onde prótons e elétrons podiam se recombinar formando átomos. Esse ‘calmo’ período de formação do Hidrogênio neutro na história universal não durou muito tempo. Os átomos de Hidrogênio primordiais foram desintegrados uma vez mais em um mecanismo denominado reionização que reconstruiu todo o Universo. A era da reionização chegou ao seu fim cerca de 1 bilhão de anos após o Big Bang, quando o Universo tornou-se novamente transparente.
Acreditava-se que as primeiras estrelas que se formaram antes da era da reionização provavelmente despejaram alguma radiação ultravioleta, ionizando o Hidrogênio neutro primordial. No entanto, uma nova e controversa teoria foi recentemente lançada: teve a matéria escura um papel marcante o processo de reionização universal?
O dia em que o Universo foi paralizado: novo modelo cosmológico para a energia escura
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Matéria Escura, Supernovas on 13 de maio de 2009

O destino final do Universo depende da exata natureza da energia escura. Dependendo de suas propriedades, Se a densidade de energia escura for constante, a expansão continuará a acelerar para sempre resultando no 'Big Freeze'. Se aumentar, a aceleração da expansão pode ser tão rápida que as galáxias, estrelas, planetas e mesmo os átomos sejam completamente desintegrados, o chamado 'Big Rip'. Finalmente, se a densidade de energia escura diminuir com o tempo, o universo pode colapsar, o chamado 'Big Crunch'. Crédito: NASA/CXC/M. Weiss / Portal do Astrônomo
Imagine um momento em que o Universo inteiro esteve paralisado. De acordo como o novo modelo para a energia escura, isso é essencialmente o que aconteceu há cerca de 11,5 bilhões de anos, quando o Universo tinha ¼ do tamanho atual.
O novo modelo publicado em 06 de maio de 2009 no jornal Physical Review D, foi desenvolvido pelo pesquisador associado Sourish Dutta e o professor de física Robert Scherrer na Universidade de Vanderbilt, os quais trabalharam junto com o Professor de física Stephen Hsu e o estudante David Reeb da Universidade do Oregon.
A taxa de expansão do Universo foi recalculada com o dobro da precisão
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Supernovas on 11 de maio de 2009
A Constante de Hubble foi reestimada com precisão acima de 95%
Explorando a capacidade poderosa do telescópio espacial Hubble o time aparou as arestas da ‘escala cósmica de distâncias’ envolvendo as incertezas no comportamento das estrelas variáveis cefeidas.

Essa é uma imagem da galáxia espiral NGC 3021. Essa foi uma das diversas galáxias que sofreram explosões de supernovas tipo 1a observadas recentemente pelos astrônomos. A observação dessas supernovas ajuda a medir a taxa de expansão do Universo, a constante de Hubble. Além disso, o telescópio Hubble ajudou a apurar com maior precisão o comportamento das estrelas variáveis cefeidas nesta galáxia, destacadas em círculos verdes nos quatro quadros. As estrelas variáveis cefeidas pulsam em uma freqüência que é associada matematicamente ao seu brilho intrínseco. Tal fenômeno faz delas a ‘vela padrão’ ideal para a medição das distâncias intergalácticas. As Cefeidas são usadas para calibrar também outro ‘marco de milha’ que pode ser usado nas galáxias mais distantes, as supernovas tipo 1a. Crédito: NASA, ESA e A. Riess (STScI/JHU)
O que quer seja a energia escura, explicações para tal são postas a prova se seguirmos as observações do Hubble que refinou a taxa de expansão do Universo a uma taxa com nível de incerteza inferior a 5%. O novo valor da taxa de expansão do Universo, conhecido como constante de Hubble (H0, em homenagem a Edwin Powell Hubble, o astrônomo que primeiro mediu o comportamento do Universo há quase um século), vale 74,2 km/segundo/megaparsec (margem de erro ≈3,6). Os resultados coincidem com uma medida anterior de 72 ± 8 km/s/megaparsec, mas dessa vez a precisão é o dobro da anterior.
A medida do Hubble, conduzida pelo time da pesquisa SHOES (Supernova H0 for the Equation of State) liderado por Adam Riess do Space Telescope Science Institute e da Universidade Johns Hopkins, usou diversos refinamentos para fortalecer a construção da ‘escala básica de distâncias’ ou ‘régua cósmica’, com comprimento de 1 bilhão de anos-luz que os astrônomos utilizam para determinar a taxa de expansão universal.
As observações via Hubble das estrelas pulsantes, denominadas de ‘variáveis cefeidas‘, usando um ‘marco de milha’ próximo, a galáxia NGC 4528, e nas galáxias que tiveram recentemente explosões de supernovas tipo 1ª, ligaram esses indicadores de distância. O uso do Hubble para balizar esses marcos na ‘escada cósmica de distâncias’ minimizou os erros sistemáticos das observações anteriores de diferentes telescópios.
SWIFT detecta o objeto mais distante no Universo visível
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Supernovas on 27 de abril de 2009

Conforme informado no Sky and Telescope blog, o telescópio espacial SWIFT capturou o tênue GRB 090423 (gamma-ray burst – explosão de raios gama) na última quinta-feira que quebrou o recorde de distância do objeto mais distante do Universo observável.
A pesquisa galáctica 6dFGS monta um novo mapa cósmico e revela estruturas e vazios colossais
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Galáxias, Matéria Escura, Telescópios on 6 de abril de 2009
A maior pesquisa galáctica já realizada até hoje, denominada 6dFGS (Six Degree Field Galaxy Survey), observou concentrações gigantes de matéria e enormes vazios cósmicos. Um desses vazios é tão grande que há uma indefinição sobre as suas origens.
O projeto 6dFGS mapeou o equivalente a 41% de todo o céu, mais de 80% do céu visível a partir do hemisfério sul, medindo as posições e distâncias de 110.000 galáxias distantes até 2 bilhões de anos-luz da Terra (equivalente ao desvio para o vermelho z=0,15), que irá revelar não apenas a localização das galáxias mas também para onde elas estão se deslocando, quais são suas velocidades relativas e o que está causando seu movimento.
Nenhuma pesquisa anterior tinha coberto tamanha fatia do céu. A famosa pesquisa SDSS (Sloan Digital Sky Survey – veja uma imagem do mapa gerado pela SDSS clicando no ícone à esquerda), baseada no céu do hemisfério norte, realizou uma varredura cósmica notável mas restringiu-se a uma região com apenas 23% do céu.
O encerramento do censo cósmico 6dFGS foi anunciado em 3 de abril pelo time liderado pelo Dr. Heath Jones do Anglo-Australian Observatory em Epping, Austrália.
O projeto 6dFGS usou o telescópio de 1,2 metros UK Schmidt na Austrália, que é operado pelo Siding Spring Observatory em New South Wales, Austrália, e a varredura se restringiu aos céus visíveis no hemisfério sul .
Estrela de quarks pode conter os segredos do Universo primordial
Posted by EYE in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros, Cosmologia, Supernovas on 22 de fevereiro de 2009
Um novo tipo de estrela pode estar oculto nos restos de uma explosão de supernova próxima. Se confirmada, a “estrela de quarks” pode oferecer novas perspectivas para os primeiros momentos do Universo.
Quando uma supernova explode, deixa para trás um buraco negro ou um denso objeto estelar remanescente chamado estrela de nêutrons. No entanto, segundo cálculos recentes sugerem, há uma terceira possibilidade: a estrela de quarks, que surge quando a pressão cai abruptamente pouco antes de se criar um buraco negro.








![Centauri Dreams [Tau Zero Foundation] Centauri Dreams [Tau Zero Foundation]](http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/12/Centauri-Dreams.jpg)













Comentários