Posts Tagged berçário estelar

NGC 346: ESO revela berçário estelar dentro da Pequena Nuvem de Magalhães

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO

O ESO (European Southern Observatory) publicou a imagem do berçário estelar NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante de nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, que reside a 210.000 anos-luz, na constelação de Tucano. Neste aglomerado estelar, o gás é aquecido, excitado e dispersado pela radiação, vento e calor emitidos por estrelas de grande massa, formando uma estrutura de nebulosa envolvente em filamentos que lembram uma teia de aranha. Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.

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Missão WISE revela suas primeiras imagens de sua pesquisa de todo-o-céu

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores de mais longo comprimento de onda de 12 e 22 micrômetros, colorizadas, respectivamente em laranja e vermelho.

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica aquecida dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores com maiores comprimentos de onda, em 12 e 22 micrômetros. Os resultados desta capturas foram colorizadas artificialmente, respectivamente, em laranja (12μm) e vermelho (22 μm) para compor este mosaico da M31. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

O observatório espacial de infravermelho WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) revela um belo conjunto de imagens recém processadas, conforme anúncio da NASA.

Desde que o WISE começou o sua pesquisa de todo-o-céu no infravermelho em 14 de janeiro de 2010, este telescópio espacial já enviou mais de um 250.000 imagens não-processadas. Destas novas imagens, quatro foram especialmente processadas e representam os alvos principais da missão:

  1. Um cometa repleto de gás e poeira (“Siding Spring”);
  2. Uma nebulosa ativa com um berçário de estrelas (NGC 3603);
  3. Uma galáxia (M31 – Andrômeda);
  4. Um aglomerado galáctico (“Fornax” – Fornalha).

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VISTA: Nebulosa de Órion analisada no infravermelho

O VISTA revela ejeções de matéria em alta velocidade a partir de estrelas jovens

Imagem no infravermelho da Nebulosa de Órion obtida com o VISTA. Crédito:  ESO/J. Emerson/VISTA/Cambridge Astronomical Survey Unit

Imagem no infravermelho da Nebulosa de Órion obtida com o VISTA. Crédito: ESO/J. Emerson/VISTA/Cambridge Astronomical Survey Unit

A nebulosa de Órion nos revela muitos de seus segredos, em uma imagem extraordinária obtida pelo VISTA, o novo telescópio de rastreamento do ESO (European Southern Observatory). O grande campo de visão do telescópio possibilita a observação da nebulosa em todo o seu esplendor enquanto que a visão infravermelha do VISTA permite-nos perscrutar profundamente regiões de poeira que se encontram geralmente invisíveis, e onde podemos observar o comportamento de estrelas jovens muito ativas que lá residem.

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O VLT do ESO mostra a maternidade estelar em NGC 3603 onde reside a estrela mais massiva conhecida – A1

NGC 3603 é uma região de formação estelar explosiva: uma fábrica cósmica onde estrelas se formam freneticamente. Essa imagem foi obtida com o dispositivo FORS integrado ao telescpio de 8,2 metros VLT em Cerro Paranal, Chile. Crédito: ESO/VLT

NGC 3603 é uma região de formação estelar explosiva: uma fábrica cósmica onde estrelas se formam freneticamente a 22.000 anos-luz de distância da Terra. Essa imagem foi obtida com o dispositivo FORS integrado ao telescópio de 8,2 metros VLT em Cerro Paranal, Chile, mostra um enorme campo em torno do aglomerado estelar aberto NGC 3603 e revela a textura detalhada das nuvens envolventes de gás e poeira. Crédito: ESO/VLT

O ESO divulgou magníficas imagens capturadas pelo Very Large Telescope (VLT), mostrando um berçário estelar gigante em torno da NGC 3603, local onde se encontram permanentemente estrelas em formação. Envolto nesta nebulosa encontra-se um dos mais compactos e luminosos aglomerados de estrelas massivas jovens da nossa Via Láctea. Este aglomerado estelar é um local similar às regiões ativas de formação estelar que existem em outras galáxias. Aqui também reside a estrela de maior massa observada até hoje – NGC 3603-A1[1].

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ARP 299: colisão de galáxias gera fábrica de supernovas na explosiva IC 694

O sistema de galáxias em processo de fusão Arp 299 consiste das galáxias IC 694 (à esquerda) e NGC 3690 (à direita). Crédito: Hubble

O sistema de galáxias em processo de fusão Arp 299 consiste das galáxias IC 694 (à esquerda) e NGC 3690 (à direita). IC 694 é uma fábrica de supernovas. Crédito: Hubble

Observações de rádio revelaram dentro da região central e oculta pela poeira da galáxia IC 694 um total de 26 objetos. Estes objetos consistem em sua maioria de supernovas jovens ou remanescentes de supernovas. A galáxia IC 694 (componente do sistema Arp 299), que apresenta frenéticos berçários de formação estelar, é um laboratório idôneo para estudar os processos de formação estelar e a influência do meio circundante na evolução das supernovas.

Um grupo de astrônomos, encabeçado por Miguel Ángel Pérez-Torres, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (IAA-CSIC), encontrou nas regiões centrais da galáxia IC 694 uma fábrica de supernovas realmente prolífica: foram descobertas 26 fontes que correspondem em sua maioria rádio supernovas jovens e remanescentes de supernova, que constituem diferentes estágios evolutivos do mesmo fenômeno, a morte de estrelas massivas, ou seja, com mais de oito massas solares.

Os resultados foram possíveis graças ao uso da Rede Européia VLBI, uma rede européia de rádio telescópios que permite observar com uma resolução única no mundo. O artigo sobre esta pesquisas foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

“As observações que temos realizado da IC 694 nos permitem estudar quase em tempo real como as estrelas mais jovens e massivas morrem e interagem com o meio circundante”, explicou Miguel Ángel Pérez-Torres (IAA-CSIC), principal autor desta pesquisa.

“Se desejássemos realizar um estudo assim em uma galáxia similar a nossa necessitaríamos cinqüenta ou até cem anos. No caso de IC 694, que apresenta explosões de formação estelar recente, nós pudemos levar a cabo esta busca em menos de um ano. Sem dúvida, IC 694 é uma verdadeira fábrica de supernovas”, apontou Miguel.

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Spitzer revela par de anãs marrons bebês

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, contribuiu para a descoberta das anãs marrons (ou anãs castanhas) mais jovens já observadas. Se esta descoberta for confirmada, poderemos resolver o mistério astronômico de como as anãs marrons são formadas.

As anãs marrons objetos proscritos porque se encaixam entre planetas e estrelas, em termos de temperatura intrínseca e sua massa. São objetos mais frios e leves que as estrelas e mais massivas (e normalmente mais quentes) que os planetas. Isto tem gerado debates entre os astrônomos: as anãs marrons se formam como os planetas ou como as estrelas?

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LH 95: Hubble mostra berçário estelar na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães

O berçário estelar LH95 da Grange Nuvem de Magalhães. Crédito: Hubble Space Telescope

O berçário estelar LH95 da Grange Nuvem de Magalhães. Crédito: Hubble Space Telescope - Hubble Heritage Team, D. Gouliermis (MPI Heidelberg) et al., (STScI/AURA), ESA, NASA

Como é que as estrelas nascem? Para entender mais sobre este processo caótico e complexo os astrônomos usaram o Hubble Space Telescope para obter uma visão com detalhes da região de formação estelar LH 95 na nossa galáxia satélite vizinha Grande Nuvem de Magalhães (LMC – Large Magellanic Cloud).

Normalmente apenas as estrelas mais brilhantes, massivas e azuis são visíveis em um berçário estelar. Entretanto, a imagem acima foi obtida em resolução tão alta e usando cores específicas que muitas estrelas amarelas, recentemente formadas e menos massivas são também discerníveis.

Nesta imagem colorida cientificamente está visível uma névoa azul de gás hidrogênio difuso aquecido pelas estrelas energéticas jovens e nuvens de poeira escura remanescentes de explosões de supernovas.

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Zona Habitável na Galáxia, o que significa isso?

Zona de Habitação Galáctica e zona de Habitação Estelar

A visão conservadora do conceito da zona de 'cachinhos dourados' mostra uma comparação entre Zona de Habitação Galáctica (ZHG) e Zona de Habitação Estelar (ZHE)

Para abrigar vida complexa, um sistema estelar deve estar suficientemente próximo ao centro de sua galáxia para possuir um nível elevado de metalicidade (é necessária a presença massiva no sistema estelar de elementos pesados, acima do hidrogênio e hélio na tabela periódica) para permitir a formação de planetas rochosos, do tipo terrestre, que permitam o suporte a vida como a conhecemos, segundo os conceitos da “habitabilidade planetária”.

Além de permitir a formação dos planetas telúricos*, os elementos mais pesados formam a base das complexas moléculas da vida como conhecemos (proteínas, aminoácidos, DNA, etc…) e compõem os processos energéticos necessários ao seu desenvolvimento.

* Um planeta telúrico (do latim Tellus um sinônimo de Terra) ou planeta sólido é um planeta rochoso do mesmo tipo que a Terra. No Sistema Solar os planetas telúricos são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Estão mais próximos do Sol, e têm maior densidade que os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). São compostos basicamente de rochassilicatos), ferro e outros metais pesados.

Por outro lado, o sistema planetário candidato a hospedar vida tem que residir longe do conturbado e inóspito centro galáctico, para permanecer livre dos danos causados pelas radiações daninhas nas complexas moléculas de DNA (ou equivalentes), que regem a vida baseada em carbono. Além da concentração de estrelas no núcleo galáctico, grande parte das estrelas residentes por lá são antigas e muitas delas estão em fase terminal, saindo ou já fora da seqüência principal. Uma vez que os planetas telúricos se formam a partir dos mesmos tipos de nebulosas que criam as estrelas, parece razoável inferir que se novas estrelas não se formam mais no núcleo galáctico, também não temos a geração de novos planetas rochosos.

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ESA/Herschel: novas imagens prometem um futuro de descobertas brilhantes

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

O observatório espacial Herschel encerrou o primeiro teste de observações com todos os seus instrumentos, com resultados espetaculares. Galáxias, berçários estelares e estrelas moribundas concorreram como os primeiros alvos do Herschel. Os instrumentos testados forneceram dados espetaculares nessa primeira tentativa, encontrando água e carbono e revelando dúzias de galáxias distantes.

Estas observações mostram que os instrumentos do Herschel estão funcionando acima das expectativas. Em decorrência do sucesso dessa primeira batelada de observações os cientistas estão otimistas e esperam que a missão Herschel seja recheada de descobertas fantásticas para o deleite dos astrônomos ansiosos. Aqui estão algumas informações sobre os ensaios efetuados com seus três principais equipamentos.

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RCW 38: berçário estelar na Via Láctea é alvo de estudo detalhado

Imagem em infravermelho (em cor falsa) do massivo berçário estelar RCW 38, onde 317 estrelas jovens foram recentemente classificadas. Crédito: DeRose et al., / ESO.

Imagem em infravermelho (em cor falsa) do massivo berçário estelar RCW 38, onde 317 estrelas jovens foram recentemente classificadas. Crédito: DeRose et al., / ESO.

Os berçários estelares podem ser encontrados nas nuvens moleculares gigantes de gás e poeira espalhadas por nossa galáxia, a Via Láctea. Essas regiões conseguem produzir múltiplas estrelas de uma só vez – até centenas de um só golpe. Qual a real freqüência em que isso ocorre? Na média sabemos que uma estrela nova surge por ano em algum lugar da nossa Via Láctea, segundo os astrônomos estimaram. Mas deixando de fora as novas estrelas que surgem de uma só tacada em densos aglomerados globulares, a verdade é que as estrelas não nascem ou são criadas com alta freqüência na Via Láctea.

O que está acontecendo no berçário estelar RCW 38?

Recentemente os astrônomos deram uma olhada detalhada através das freqüências do espectro infravermelho para entender sobre o que está acontecendo dentro do berçário estelar denominado RCW 38 e notaram centenas de estrelas em diferentes estágios de desenvolvimento. O que eles encontraram por lá era significativo pois representa a primeira vez em que um massivo aglomerado estelar distinto da nebulosa de Órion foi estudado com tamanha precisão.

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