Posts Tagged anã branca
Exoplaneta de diamante orbita um pulsar de milissegundo
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas, Pulsar, Supernovas on 26/08/2011
A idéia de um exoplaneta orbitando um pulsar (uma estrela de nêutrons cujo feixe de radiação gira atingindo nossos detectores) é tão bizarra que às vezes nos esquecemos de que os três exoplanetas que orbitam o pulsar PSR B1257+12 foram, de fato, os primeiros exoplanetas encontrados pelos astrônomos. Assim, o pulsar PSR B1257+12, detectado por Aleksander Wolszczan em 1990 através do radio-telescópio de Arecibo, um objeto remanescente de uma estrela massiva que explodiu como uma supernova na constelação de Virgem, hospeda os primeiros planetas descobertos desde que Clyde Tombaugh realizou a descoberta de Plutão em 1930. Recentemente um quarto exoplaneta foi descoberto neste pulsar, um micro-exoplaneta com somente 1/5 da massa de Plutão. Nós conseguimos encontrar mundos tão pequenos orbitando sistemas estelares dada a característica específica da arquitetura dos pulsares: sua radiação eletromagnética é gerada de forma tão regular que facilita sobremaneira a observação da assinatura da presença de exoplanetas.
A supernovas subluminais e a colisão de anãs brancas consistem no mesmo evento?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Supernovas on 18/11/2010
Uma equipe de astrônomos liderada pelo Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), em colaboração com o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), descobriu certos sistemas de estrelas duplas, compostos de duas estrelas anãs brancas, em processo de colisão. Estes pares de anãs brancas, quando se fundirem, poderão explodir como supernovas em breve, em termos astronômicos.

O sistema binário J0923+3028 contém duas anãs brancas, a maior delas está visível com 23% da massa do Sol e 4 vezes o diâmetro da Terra. A companheira invisível consiste em um objeto com 44% da massa do Sol e diâmetro equivalente ao da Terra. Este par está separado entre si por apenas 354.000 km (≈ ¼ do diâmetro do Sol, ≈ 90% a distância entre a Terra e Lua) e a órbita do par se completa em apenas 1 hora. Ao longo do tempo a dupla está se movendo em uma lenta espiral que levará ao choque e fusão em cerca de 100 milhões de anos. Crédito: Clayton Ellis (CfA)
Pulsar massivo recém descoberto bate recorde de massa e desafia astrofísica
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Física, Pulsar on 27/10/2010

Os pulsos de uma estrela de nêutrons sofrem atraso quando passam perto da anã branca companheira. Este efeito permitiu aos astrônomos medir as massas do sistema binário pulsar/anã branca. Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
Uma equipe de astrônomos descobriu a mais massiva estrela de nêutrons já medida, através do Telescópio Green Bank do NSF (National Science Foundation). A existência de tal objeto trás impactos em vários campos da astrofísica.
“Esta é uma estrela de nêutrons com duas vezes a massa do Sol (massa estimada = 1,97 ± 0,04 M☼), 13% mais massiva que o segundo lugar, o pulsar PSR J1903 + 0327 (massa = 1,74 ± 0,04 M ☼), cuja descoberta foi anunciada em junho de 2008. Isto é surpreendente. A descoberta de um objeto com tal massa significa que diversos modelos teóricos que tentam explicar a composição interna das estrelas de nêutrons têm que ser descartados”, afirmou Paul Demorest, membro do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). “Esta medição também desafia nosso conhecimento do comportamento da matéria sob densidades extremamente altas e trás implicações para os modelos de física nuclear”, acrescentou Paul.
Sistema binário eclipsante de anãs brancas observado pela primeira vez revela os segredos das estrelas de hélio
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço on 06/06/2010

Concepção artística do sistema binário NLTT 11748. A rara anã branca maior, porém bem menos massiva, composta de Hélio é eclipsada pela mais massiva e comum anã branca de carbono/oxigênio, a qual tem praticamente o tamanho da Terra. Crédito: Steve Howell/Pete Marenfeld/NOAO
Rara anã branca de Hélio tem suas características reveladas
Astrofísicos da UCSB (Universidade da Califórnia em Santa Bárbara) são os primeiros cientistas no mundo que identificaram duas anãs brancas eclipsantes em sistema binário. Tal descoberta permitiu a primeira medição direta do diâmetro de uma rara anã branca composta de Hélio puro. Estas observações são as primeiras que confirmam a teoria estelar sobre as anãs brancas de Hélio.
Cientistas encontram evidências que planetas tipo Terra são bastante comuns na Via Láctea ao analisar a química de 146 anãs brancas
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas on 15/04/2010
Estaria Frank Drake certo? Há quase meio século, o astrônomo americano postulava, baseado em probabilidade estatística pura, que a Via Láctea pode estar cheia de planetas semelhantes à Terra. Agora, novas observações da química de estrelas antigas ‘aposentadas’, objetos semelhantes ao que irá acontecer com o Sol no futuro, em 7 bilhões de anos, conhecidas como anãs brancas, sugerem que a esmagadora maioria delas tinha, quando estavam na seqüência principal, pelo menos, um mundo rochoso orbitando-a. Assim, porque as estrelas semelhantes ao Sol poderiam compor até a metade da população da Via Láctea de centenas de bilhões de estrelas, tal implica que pode haver centenas ou mesmo milhares de civilizações habitando nossa galáxia.
SN 2007if: a Super-Supernova Ia intriga os astro-físicos e pode impactar a Cosmologia
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Supernovas on 17/03/2010

Os cosmologistas usam as supernovas tipo Ia, como esta visível no canto inferior esquerdo desta galáxia, para explorar passado e o futuro da expansão do Universo e entender melhor a natureza da energia escura. Crédito: High-Z Supernova Search Team, HST, NASA
Uma colaboração multinacional liderada pela Universidade de Yale mediu, pela primeira vez, a massa de uma supernova tipo Ia originada em um objeto estelar que ultrapassa o limite superior de massa de Chandrasekhar. Esta descoberta possivelmente poderá refletir no modo como os cosmologistas medem a expansão do Universo.
Os cosmologistas têm usado o padrão intrínseco energético das supernovas Tipo Ia – violentas explosões de núcleos de anãs brancas – como uma espécie de régua cósmica para medir a distância da Terra a galáxia onde ocorreu a supernova e assim compreender melhor o passado e o futuro da expansão do Universo, explorando a natureza da energia escura. Até recentemente, pensava-se que as anãs brancas não poderiam exceder o limite de Chandrasekhar, uma massa crítica equivalente a cerca de 1,4 vezes a massa do Sol, que se ultrapassado provoca a detonação da estrela como uma supernova. Este limite uniforme tem sido uma das ferramentas-chave na medição da distância das supernovas e conseqüentemente das suas galáxias.
HM Cancri: par binário de anãs brancas giram na velocidade mais rápida já medida
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço on 10/03/2010

Sistema HM Cancri: par binário de anãs brancas emissor de raios-X tem o menor período de rotação já medido - 5,4 minutos. A distância entre as anãs brancas é tão pequena (menos de ¼ da distância da Terra à Lua) que elas trocam matéria entre si.
Uma equipe multinacional de astrônomos demonstrou que o par de objetos estelares do sistema binário HM Cancri, orbitam o seu centro de massa em somente 5,4 minutos. Isto torna o sistema HM Cancri o par binário com o período orbital mais curto conhecido. Também se trata da menor dupla já detectada. O sistema binário tem só 8 vezes o diâmetro da Terra, o que é equivalente a não mais do que ¼ da distância da Terra à Lua.
Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros on 13/01/2010

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI
Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.
Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:
- Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;
- Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.
Identificada uma supernova em contagem regressiva para explodir
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Supernovas on 20/11/2009
Astrônomos encontram suspeito principal de uma Supernova de Tipo Ia

Mosaico mostra V445 Pupis ao longo de 2 ano, entre 2005 e 2007. As imagens nos mostram uma concha bipolar, inicialmente com uma cintura muito fina e com lóbulos de cada lado. Dois nodos observados em ambos os extremos da concha, parecem deslocar-se a cerca de 8450 +/- 570 km/s. A concha - diferente de todas as observadas até agora nas explosões de ‘novas’ - encontra-se ela própria em movimento, deslocando-se cerca de 6720 +/- 650 km/s. As duas estrelas centrais estão obscurecidas por um disco espesso de poeira, que parece ter sido formado durante a última explosão. Crédito: ESO
Utilizando o sistema Very Large Telescope do ESO – Observatório do Sul Europeu (European Southern Observatory), no Chile, que tem a capacidade de obter imagens tão nítidas como se fossem obtidas a partir do espaço, os astrônomos construíram o primeiro filme de uma incomum concha de matéria ejetada por uma “estrela vampiro”. Esta gulosa anã branca gerou, em novembro de 2000, uma violenta explosão (que os astrônomos chamam de ‘nova’) depois de ter sugado parte da matéria da sua estrela companheira. Os astrônomos conseguiram determinar a distância e o brilho intrínseco deste objeto no ato da explosão. Pensa-se que este sistema binário é um candidato importante, há muito tempo procurado, a progenitor de uma supernova tipo Ia. As supernovas Ia são fenômenos explosivos cruciais para os estudos da energia escura, atuando como velas padrão cósmicas, uma vez que as supernovas Ia são sempre similares energeticamente entre si.
“Um dos principais problemas na astronomia moderna é o fato de ainda não sabermos exatamente qual o tipo de sistema estelar explode sob a forma de supernova de tipo Ia,” informou Patrick Woudt, da Universidade da Cidade do Cabo, autor principal do artigo que descreve estes resultados. “E isto é frustrante, uma vez que estas supernovas têm um papel determinante no sentido de mostrar que o Universo está atualmente em expansão acelerada, em função da energia escura.”




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