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Astrônomos do ESO respondem a pergunta: Gliese 581d é um planeta extrasolar potencialmente habitável?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exobiologia, Exoplanetas on 22/12/2010

Este diagrama demonstra as distâncias dos planetas em nosso Sistema Solar (linha superior) e as distâncias no sistema Gliese 581 (linha inferior), a partir de suas respectivas estrelas (à esquerda). A zona de habitação está indicada pela área azul. O novo exoplaneta Gliese 581 g reside justamente entre Gliese 581 c e Gliese 581 d e tal equivale a posição da Terra em relação ao Sol em termos de habitabilidade. Da mesma forma Gliese 581 c está em posição equivalente a de Vênis e Gliese 581 d está em distância equivalente a de Marte. Crédito: ESO
Embora o exoplaneta não confirmado Gliese 581g tenha recebido atenção exagerada por ter chances de ser um mundo habitável, os astrônomos do ESO voltaram suas atenções para seu vizinho real mais próximo, o exoplaneta confirmado Gliese 581d para responder questões sobre sua potencial habitabilidade.
Novas investigações sugerem que o exoplaneta Gliese 581d, uma das super-Terras que orbita a estrela anã vermelha Gliese 581, pode muito bem estar residindo dentro da “zona habitável” do seu sistema, a distância perfeita para permitir a existência de água no estado líquido. A descoberta segue a de um estudo similar, publicado em maio de 2010, que demonstrou a mesma conclusão sobre Gliese 581d.
WASP12b: um exoplaneta de grafite e diamante intriga cientistas
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas on 10/12/2010

Concepção artística do exoplaneta ‘júpiter-quente’ WASP-12b e sua estrela hospedeira. Créditos: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC)
Embora grande parte dos mais de 500 exoplanetas, descobertos até hoje, sejam demasiado quentes para serem habitáveis, a probabilidade de descobrirmos um exoplaneta pequeno e frio o bastante sustentar a vida deverá aumentar à medida que a tecnologia melhora, nos próximos anos. Telescópios maiores e melhores deverão ajudar os astrônomos a decompor as atmosferas de planetas extrasolares menores e a determinar se contêm moléculas fundamentais como água e oxigênio, essenciais para a vida como a conhecemos.
65 Cybele: cientistas revelam novas descobertas da presença de água e compostos orgânicos em asteróides
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Asteróides, Sistema Solar on 10/10/2010

Impressão artística de um asteróide passando próximo de um objeto planetário. Crédito: Gabriel Pérez, Instituto de Astrofisica de Canárias, Espanha
Novas descobertas revelam que a presença de água congelada em asteróides pode ser mais comum do que antes se pensava.
Agora foi a vez de falar do asteróide 65 Cybele, onde foram encontrados compostos orgânicos e água congelada.
As duas equipes que anunciaram seus resultados já haviam mostrado evidências da presença de água e moléculas orgânicas em asteróides pela primeira vez em abril de 2010 (veja: Cientistas encontram evidências de água congelada e material orgânico na superfície do asteróide 24 Themis). Os equipamentos utilizados nesta pesquisa foram o Telescópio em Mauna Kea, no Havaí e o Telescópio Espacial de infravermelho Spitzer. Os telescópios detectaram as assinaturas que comprovam a presença destas substancias na superfície do 65 Cybele.
Terá sido Vênus um planeta habitável?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Vênus on 28/06/2010

Imagem da atmosfera de Vênus sofrendo erosão pelo vento Solar. Vênus perdeu grandes quantidades de água para o espaço.
A missão Venus Express da ESA está ajudando os cientistas a investigar a possibilidade de Vênus ter tido oceanos no passado remoto. Caso positivo, a história do astro pode até ter começado como um planeta habitável, semelhante à nossa Terra.
Atualmente, a Terra e Vênus são mundos completamente distintos. A Terra é um lugar luxuriante, com vida abundante, enquanto Vênus é um planeta infernal, com a sua superfície fervente que apresenta temperaturas superiores às de um forno da cozinha (464º C).
Mais de um-terço de Marte foi coberto por oceanos?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Marte on 16/06/2010
Há 3,5 bilhões de anos um vasto oceano cobria mais de um-terço da superfície de Marte
Novos estudos sugerem que no passado distante o Planeta Vermelho possuiu um ciclo hidrológico similar ao da Terra, com precipitações, fluxos d’água, formação de nuvens de vapor d’água, geleiras e acumulação de água em lagos e mares.

Este mapa ilustra como Marte se parecia há 3,5 bilhões de anos quando um vasto oceano cobria cerca de 36% da superfície do Planeta Vermelho, conforme o levantamento realizado pela Universidade do Colorado em Boulder a partir das informações das sondas orbitais em Marte. Crédito:Universidade do Colorado – Boulder – EUA
Como os cientistas chegaram a essa conclusão?
Cientistas encontram evidências que planetas tipo Terra são bastante comuns na Via Láctea ao analisar a química de 146 anãs brancas
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas on 15/04/2010
Estaria Frank Drake certo? Há quase meio século, o astrônomo americano postulava, baseado em probabilidade estatística pura, que a Via Láctea pode estar cheia de planetas semelhantes à Terra. Agora, novas observações da química de estrelas antigas ‘aposentadas’, objetos semelhantes ao que irá acontecer com o Sol no futuro, em 7 bilhões de anos, conhecidas como anãs brancas, sugerem que a esmagadora maioria delas tinha, quando estavam na seqüência principal, pelo menos, um mundo rochoso orbitando-a. Assim, porque as estrelas semelhantes ao Sol poderiam compor até a metade da população da Via Láctea de centenas de bilhões de estrelas, tal implica que pode haver centenas ou mesmo milhares de civilizações habitando nossa galáxia.
MRO revela vastas geleiras escondidas em Marte
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exploração Espacial, Marte on 07/03/2010

Mapa de Marte gerada pelo instrumento Shallow Radar da MRO mostra depósitos glaciais. O mapa cobre uma área de 1050 por 775 km. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/University of Rome/Southwest Research Institute
Imagens de radar recentemente capturadas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) mostraram que vastos glaciares (de água congelada em Marte) são comuns na região de latitude média ao norte de Marte, mas temos que procurar sob a superfície para encontrá-las.
HiRISE revela contornos pseudo-geométricos em alto-relevo na paisagem marciana
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Marte on 17/01/2010
Em 13 de janeiro de 2010 o time do programa HiRISE da Universidade do Arizona liberou intrigantes novas imagens de Marte. Alfred McEwan, membro do time do programa HiRISE, Universidade do Arizona, comentou as descobertas.
1) Relevos intrigantes na bacia de Hellas

IMAGEM 1: (ESP_016022_1420) interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: NASA / JPL / Universidade do Arizona / HiRISE
O piso da bacia de Hellas em Marte é muitas vezes obscurecido pela névoa atmosférica e a poeira, mas tende a ser bastante claro nesta época do ano, quanto ocorre a primavera no norte e outono no sul do planeta vermelho.
Na imagem acima HiRISE nos apresenta relevos intrigantes no chão da bacia de Hellas, em formatos muito estranhos. Aqui, explicou McEwan, os materiais parecem ter corrido de maneira viscosa, como o gelo, na superfície da bacia de Hellas. As características de fluxo viscoso são mais comuns nas latitudes médias de Marte, mas os da bacia de Hellas são especialmente únicos, por razões desconhecidas.
Esta sub-imagem mostra uma área interessante colorida (as áreas avermelhadas têm mais poeira).
Podem os planetas similares a Terra estarem repletos de carbono?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas, Terra on 29/12/2009
Podem os planetas extrasolares serem globos de grafite e diamante?

Os planetas similares a Terra ao redor de outras estrelas podem estar compostos não de rochas mas sim de carbono, com uma crosta de grafite, um interior de diamante e oceanos de alcatrão. Crédito: Lynette Cook
A astronomia é a ciência do exótico, no entanto, o que os astrônomos mais desejam encontrar é apenas o que nos é familiar: outro planeta como a Terra, um rosto hospitaleiro em um Cosmos altamente hostil. O observatório espacial Kepler, que foi lançado em março de 2009 é atualmente o melhor instrumento para descobrir planetas similares a Terra ao redor de estrelas similares ao Sol, ao contrário dos planetas gigantes que os caçadores de exoplanetas têm descoberto até o momento. Muitos até estimam que o ano de 2010 será o ano das exo-Terras. Mas se os exoplanetas gigantes até então encontrados, que efetivamente não têm o aspecto que os astrônomos estavam esperando, servem de alguma indicação para nós, essas exo-Terras também não devem ser mundos familiares.
Os teóricos tem estimado nos últimos anos que outros planetas com a massa da Terra podem ser enormes gotas de água, bolas de nitrogênio ou pedaços de ferro. Dê o nome do seu elemento ou composto favorito e alguém irá imaginar um planeta feito primordialmente do mesmo. Na prática, o espectro de possibilidades depende em grande parte da proporção relativa entre o carbono e o oxigênio. Depois dos elementos mais leves (hidrogênio e hélio), sabemos que o carbono e o oxigênio são verdadeiramente os elementos mais comuns em todo o universo. Em um sistema planetário, no seu bojo, estes se emparelham para formar o monóxido de carbono. Assim, o elemento deste par que têm um ligeiro excesso termina por dominar a química do planeta.




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