mar 14

M42/M43: no Coração de Órion por Christoph Kaltseisd

https://apod.nasa.gov/apod/image/1703/M42kaltseis_Cedic.jpg

M42 e M43 – Crédito: Christoph Kaltseis, CEDIC 2017

Próximo ao centro desse preciso e magnífico retrato cósmico, no âmago da Nebulosa de Órion, residem quatro estrelas bem massivas muito quentes (entre 15 a 30 massas solares), as quais fazem parte do aglomerado aberto do Trapézio (Trapezium), descoberto por Galileo Galilei.

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mar 13

Poeiras, gases e estelas na Nebulosa de Órion por Jesús M.Vargas e Maritxu Poyal

https://apod.nasa.gov/apod/image/1703/M42_HubbleVargas_12000.jpg

Nebulosa de Ório capturada pelo Hubbe e processada por Jesús M.Vargas e Maritxu Poyal

Grande Nebulosa de Órion, uma imensa região de formação estelar próxima, é provavelmente a mais famosa das nebulosas astronômicas.

Na imagem em destaque, filamentos de poeira escura e gás brilhante envolvem estrelas jovens quentes e massivas na fronteira dessa gigantesca nuvem molecular interestelar situada a ‘apenas’ 1.500 anos luz. Aqui, parte do centro da nebulosa é revelada nessa detalhada imagem, capturada pelo Telescópio Espacial Hubble , em cores atribuídas pelo reprocessamento executado por Jesús M.Vargas e Maritxu Poyal.

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mar 12

UGC 12591: a galáxia de rotação mais rápida conhecida

Por que essa galáxia gira tão rapidamente?

https://apod.nasa.gov/apod/image/1703/UGC12591_Hubble_4000.jpg

A veloz galáxia UGC 12591 capturada pelo Hubble.

Primeiramente, tentar identificar de que tipo de galáxia a UGC 12591 consiste é uma tarefa bastante difícil. A UGC 12591 possui faixas de poeira distribuídas como no formato de uma galáxia espiral, mas também possui um gigantesco e difuso bojo central de estrelas como vemos em geral nas galáxias lenticulares.

Assim, a UGC 12591 foi classificada como uma galáxia híbrida S0/Sa, algo entre uma galáxia lenticular e uma espiral.

Surpreendentemente, observações mostram que UGC 12591 gira muito rapidamente, a cerca de 480 km/s (1,8 milhões de quilômetros por hora), ou seja, praticamente o dobro do giro de nossa galáxia Via Láctea. Essa é maior taxa de rotação até então medida em uma galáxia.

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mar 11

Iota Orionis é como um coração pulsante na Constelação de Órion

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Iota Orionis é um sistema binário facilmente visível a olho nu. Trata-se da estrela mais brilhante na espada de Órion, o Caçador. Crédito: Danielle Futselaar

Um time de astrônomos do projeto de constelações BRITE (BRight Target Explorer) e do Observatório Ritter descobriu um aumento cíclico de 1% na emissão de radiação por uma estrela muito massiva do sistema Iota Orionis que poderá mudar o nosso entendimento sobre essa classe de estrelas. O sistema binário Iota Orionis é facilmente visível a olho nu, sendo a estrela mais brilhante na espada de Órion, o Caçador. A sua variabilidade única, relatada na MNRAS (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society), foi descoberta usando os satélites astronômicos menores, os chamados “nanosats” (nanosatélites).

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mar 10

Hubble revela a data da última ‘grande refeição’ do buraco negro supermassivo central da Via Láctea

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/hubblestscimilkyway.jpg

A radiação de vários quasares distantes perfura a seção norte das Bolhas de Fermi, um fluxo de gás expelido pelo buraco negro supermassivo central em nossa Via Láctea há cerca de 6 milhões de anos. Na inserção abaixo temos a medição do gás que se move na direção da Terra e na direção oposta, indicando que a matéria viaja em grande velocidade. O Hubble também observou a luz de quasares que passaram fora da bolha norte. Inserção acima mostra que o gás no percurso de luz de um destes quasares não se move nem na direção da Terra nem na direção oposta. Este gás está no disco da Via Láctea e não partilha as mesmas características do material sondado dentro da bolha. Créditos: NASA, ESA e Z. Levy (STScI)

O buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia Via Láctea há muito que não tem tido “boas refeições”. O Telescópio Espacial Hubble da NASA revelou que o buraco negro teve a sua última grande refeição há cerca de 6 milhões de anos, quando consumiu um grande aglomerado gasoso. Após o “prato principal”, o buraco negro “engordado” ejetou para o espaço a “comida” restante, formando uma bolha colossal de gás com massa equivalente a milhões de sóis, a qual agora flutua acima e abaixo do centro da nossa Galáxia.

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mar 09

Astrônomos revisitam teorias sobre as origens da matéria escura e descartam a hipótese sobre buracos negros primordiais

Um novo estudo sugere que as ondas gravitacionais detectadas pelo experimento LIGO foram provenientes de buracos negros formados durante o colapso de estrelas e não das primeiras eras do Cosmos, no Universo Primordial.

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O objeto de microlente na galáxia no plano da frente pode ser [a] uma estrela (como ilustrado), [b] um buraco negro primordial ou [c] um outro objeto compacto. Créditos: NASA / Jason Cowan (Astronomy Technology Center)

A natureza da matéria escura, que os cientistas estimam que compõe cerca 80% da massa das partículas no Universo Observável, permanece como um dos grandes mistérios ainda não resolvidos da ciência atual. A falta de evidências experimentais, que permitam identificá-la associando a algumas das novas partículas elementares previstas pelos teóricos, bem como a recente descoberta das ondas gravitacionais provenientes da fusão de dois buracos negros (com massas com cerca de 30 vezes a do Sol) pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory), renovaram o interesse pela possibilidade de que a matéria escura poderia estar contida em buracos negros primordiais com massas entre 10 e 1.000 vezes a do Sol.

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mar 08

ESO: Poeira estelar antiga lança luz sobre as primeiras estrelas

A galáxia A2744_YD4 é o objeto mais distante observado até hoje pelo ALMA

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Esta concepção artística mostra como poderá ser a galáxia jovem muito distante A2744_YD4. Observações obtidas pelo ALMA mostraram que esta galáxia, observada quando o Universo tinha apenas 4% da sua idade atual, é rica em poeira. Tal poeira é produzida numa geração anterior de estrelas e por isso estas observações dão importantes pistas sobre o nascimento e morte explosiva das primeiras estrelas do Universo. Créditos: ESO/M. Kornmesser

Astrônomos usaram o ALMA para detectar uma enorme quantidade de poeira estelar resplandecente em uma galáxia observada quando o Universo tinha apenas 4% da sua idade atual. Esta galáxia foi observada pouco depois da sua formação e trata-se da galáxia mais distante onde já se detectou poeira. Estas observações mostraram também a mais distante detecção de oxigênio no Universo. Estes novos resultados fornecem novas pistas relativas ao nascimento e morte explosiva das primeiras estrelas.

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mar 07

NGC 1055: uma galáxia de perfil

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A galáxia perfilada NGC 1055 – crédito: ESO/VLT/FORS2

A faixa colorida de estrelas, gás e poeira que vemos nesta imagem é a galáxia espiral NGC 1055. Aqui capturada pelo Very Large Telescope do ESO (VLT), acredita-se que esta enorme galáxia é 15% maior em diâmetro que a Via Láctea. NGC 1055 parece não ter os braços rodopiantes característicos de uma galáxia espiral, mas isso se deve meramente ao fato de estarmos observando-a de perfil. No entanto, nós podemos ver estranhas estruturas distorcidas, muito provavelmente causadas pela interação com uma galáxia vizinha grande.

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mar 06

LL Pegasi: ALMA e Hubble estudam uma espiral celeste diferente

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Espiral celeste em LL Pegasi – Créditos: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/H. Kim et al.

Embora esta imagem pareça ser o padrão de uma concha na praia, a espiral intrigante que aqui vemos é na realidade um fenômeno astronômico da natureza.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) obteve esta imagem de um sistema estelar binário, onde duas estrelas — LL Pegasi e a sua companheira — estão presas em uma ‘valsa estelar’, orbitando em torno do centro de gravidade comum. A velha estrela LL Pegasi perde material gasoso de forma contínua, à medida que se transforma em uma nebulosa planetária, sendo a forma em espiral bem marcada que observamos criada pelas duas estrelas que orbitam neste gás.

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mar 05

SN 2014C: observatório NuSTAR revela novas pistas sobre a supernova ‘camaleão’

Lembrando o que disse o famoso astrônomo Carl Sagan:

Somos feitos de matéria das estrelas.

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Esta imagem, no espectro visível, obtida pelo recenseamento SDSS (Sloan Digital Sky Survey), mostra a galáxia espiral NGC 7331, no centro, onde os astrônomos observaram a rara supernova SN 2014C, em destaque nas inserções (antes, à esquerda; e depois, à direita). Créditos: em raios-X – NASA/CXC/CIERA/R. Margutti et al; no visível: SDSS

As reações termonucleares que ocorreram em estrelas antigas produziram grande parte da matéria que forma nossos corpos, nosso planeta e nosso Sistema Solar. Quando as estrelas explodem em mortes violentas chamadas supernovas, esses elementos recém-formados escapam e se espalham semeando o Universo.

Contudo, uma supernova em particular está desafiando os modelos astronômicos de como as supernovas distribuem seus escombros. A supernova SN 2014C mudou dramaticamente de aparência ao longo de um ano, aparentemente porque tinha expelido uma grande quantidade de material no final da sua vida. Isto não se encaixa em qualquer categoria reconhecida de como uma explosão estelar deveria ocorrer. Para explicar tal comportamento incomum, os cientistas devem reconsiderar as ideias estabelecidas sobre como as estrelas massivas vivem as suas vidas antes de explodir.

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