ago 18

Astrônomos desenvolvem previsões meteorológicas mais precisas das anãs marrons

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/pia21752-16.gif

Esta concepção artística mostra uma anã marrom (em Portugal: anã castanha) com bandas de nuvens, que os astrônomos julgam serem similares as vistas em Netuno e nos outros planetas exteriores. Créditos: NASA/JPL-Caltech

Os objetos tênues denominados “anãs marrons” (em Portugal: “anãs castanhas”), menos massivos que o Sol, porém mais massivos que Júpiter, são cobertos de ventos e nuvens poderosas, especificamente, nuvens irregulares e relativamente quentes feitas de gotículas de ferro e poeira de silicato. Os cientistas perceberam recentemente que estas nuvens gigantes podem se mover e engrossar ou diminuir surpreendentemente depressa, em menos de um dia terrestre, mas não entendiam o porquê.

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ago 17

A galáxia distorcida espiral NGC 2442 por Robert Gendler e Roberto Colombari

https://apod.nasa.gov/apod/image/1708/NGC2442-HST-ESO-L.jpg

NGC 2442 – Créditos da imagem ©: Processamento: Robert Gendler & Roberto Colombari; Dados: Hubble Legacy Archive & European Southern Observatory

A galáxia distorcida NGC 2442 pode ser encontrada na constelação meridional do Peixe Voador (flying fish ou Piscis) Volans. Localizada a cerca de 50 milhões de anos luz da Via Láctea essa galáxia possui dois braços expirais que se estendem a partir de uma pronunciada barra central, parecendo um gancho nas imagens de campo largo.

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ago 16

MUSE: Buracos negros supermassivos alimentam-se de medusas cósmicas

O instrumento MUSE do ESO montado no VLT descobre nova maneira de alimentar buracos negros

https://cdn.eso.org/images/large/eso1725a.jpg

Observações de “galáxias medusa” obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram uma maneira até então desconhecida para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente. Esta imagem de uma das galáxias, chamada JO204, obtida com o instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, no Chile, mostra claramente como é que o material flui da galáxia em longos tentáculos. A cor vermelha mostra o brilho do hidrogênio ionizado, o verde corresponde ao oxigênio ionizado e as regiões mais esbranquiçadas são onde se encontra a maioria das estrelas da galáxia. Crédito: ESO/GASP collaboration

Observações de “galáxias medusa” obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram uma maneira até então desconhecida de alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente.

Uma equipe liderada por astrônomos italianos utilizou o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, para estudar como é que o gás é arrancado das galáxias. A equipe focou-se no exemplo extremo de galáxias medusa, situadas em aglomerados de galáxias próximos e assim chamadas devido aos seus “tentáculos” de matéria notavelmente longos, que se estendem por dezenas de milhares de anos-luz além dos discos galácticos [1] [2].
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ago 15

Acompanhando uma Erupção Solar através do Sistema Solar

http://www.esa.int/var/esa/storage/images/esa_multimedia/images/2017/08/in_the_firing_line/17111406-1-eng-GB/In_the_firing_line.jpg

A localização das várias naves durante a ejeção de massa coronal (CME) do Sol de dia 14 de outubro de 2014. As separações dos planetas não são mostradas à escala; as suas distâncias do Sol, no lado esquerdo, são dadas em Unidades Astronômicas e a refletem a distância no momento em que as medições da CME foram feitas (para outros planetas é fornecida a distância média). A Rosetta e o cometa encontravam-se a 3,1 UA do Sol. As datas em que a sonda começou a sentir os efeitos da CME estão indicadas na escala à direita. 3 satélites de observação solar, na vizinhança da Terra (Proba-2 da ESA, SOHO da ESA/NASA e SDO da NASA) capturaram imagens do evento, enquanto as outras naves indicadas estavam na “linha de fogo” e fizeram observações “in situ” de, por exemplo, um aumento da força do campo magnético, aumentos na velocidade do vento solar e diminuições no influxo de raios cósmicos galácticos. A sonda Stereo-A da NASA também captou imagens da sua posição de visualização, enquanto outros dados foram registados pelas sondas Venus Express, Mars Express e Rosetta da ESA, Mars Odyssey, MAVEN e o Rover Curiosity em Marte da NASA, além da sonda Cassini em Saturno da NASA/ESA/ASI. Embora não tenham sido conclusivas, também foram vistas pistas da CME pela sonda New Horizons da NASA e pela Voyager 2 três meses e 17 meses depois, respetivamente. A CME propagou-se a partir do Sol a um ângulo de pelo menos 116º (definido pelas detecções feitas nas proximidades de Vênus e Marte) com uma velocidade de aproximadamente 1.000 km/s no Sol e de mais ou menos 450-500 km/s à distância de Saturno um mês depois. Crédito: ESA

Dez aeronaves em operação no Sistemas Solar, desde a Venus Express da ESA (no Sistema Solar interior) até a Voyager 2 da NASA (a espaçonave mais distante que presenciou o fenômeno), sentiram o efeito de uma erupção solar à medida que esta atravessava o Sistema Solar, enquanto três satélites na órbita terrestre assistiram, proporcionando uma perspectiva única nestas condições meteorológicas espaciais.

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ago 09

ESO: pistas de efeitos relativísticos em estrelas que orbitam o buraco negro supermassivo situado no centro da Galáxia

https://cdn.eso.org/images/large/ann17051a.jpg

Esta impressão artística mostra as órbitas de 3 das estrelas que se encontram muito próximas do buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea. A análise de dados obtidos com o VLT do ESO e outros telescópios sugere que as órbitas destas estrelas mostram os efeitos sutis previstos pela teoria da relatividade geral de Einstein. A órbita da estrela S2 parece desviar-se ligeiramente do percurso calculado pela física clássica. A posição do buraco negro está assinalada com um círculo branco em um halo azul. Créditos: ESO/M. Parsa/L. Calçada

Uma nova análise de dados obtidos com o Very Large Telescope do ESO e outros telescópios sugere que as órbitas das estrelas em torno do buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea mostram os efeitos sutis previstos pela teoria da relatividade geral de Einstein. A órbita da estrela S2 parece desviar-se ligeiramente do percurso calculado pela física clássica. Este resultado é um prelúdio a medições muito mais precisas e testes de relatividade que serão executados pelo instrumento GRAVITY quando a estrela S2 passar muito perto do buraco negro em 2018.

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ago 08

Tau Ceti: quatro exoplanetas tipo Terra foram detectados em órbita da estrela tipo solar mais próxima

https://news.ucsc.edu/2017/08/tau-ceti-planets.html

Esta ilustração compara os quatro exoplanetas detectados em redor da estrela vizinha Tau Ceti (topo) com os planetas interiores do nosso Sistema Solar (embaixo). Crédito: Fabo Feng

Um novo estudo, realizado por um time internacional de astrônomos, revela que estrela Tau Ceti, o objeto tipo solar mais próximo de nossa estrela mãe, que reside a cerca de 12 anos-luz de distância e é visível a olho nu, hospeda 4 exoplanetas de tamanhos parecidos ao da Terra. Estes exoplanetas têm massas tão baixas quanto 1,7 vezes a massa da Terra, o que os torna os menores exoplanetas já detectados em torno de estrelas similares ao Sol. Dois deles são super-Terras localizados na zona habitável da estrela, o que significa que podem eventualmente suportar a existência de água líquida à superfície.

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ago 05

NGC 7098: Uma Visão dupla

https://cdn.eso.org/images/large/potw1730a.jpg

NGC 7098: Uma Visão Dupla. Créditos: ESO/VLT

Residindo a cerca de 95 milhões de anos-luz de distância, na direção da constelação do Oitante, situa-se a NGC 7098 — uma galáxia espiral intrigante com vários grupos de estruturas duplas. O primeiro destes grupos é o duo de estruturas em forma de anel que se enrolam à volta do coração nebuloso da galáxia, os braços espirais de NGC 7098. Esta região central abriga uma segunda estrutura dupla: uma barra dupla.

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ago 03

A colaboração DES – DARK ENERGY SURVEY – revela a mais precisa medição da estrutura da matéria escura no Universo

http://news.fnal.gov/wp-content/uploads/2017/08/DES-year-one-mass-map-full.jpeg

Esse mapa da matéria escura criado a partir de medições de lentes gravitacionais registrou 26 milhões de galáxias na colaboração DES (Dark Energy Survey). O mapa cobre cerca de 1/30 do céu e abrange vários bilhões de anos-luz em extensão. As regiões vermelhas têm mais matéria escura do que a média e as regiões azuis possuem menos matéria escura. Créditos: Chihway Chang, do Instituto Kavli para Física Cosmológica, da Universidade de Chicago juntamente com a colaboração DES

Imagine você plantando uma única semente e, com grande precisão, você consegue ser capaz de prever a altura exata da árvore a partir da qual ela crescerá. Agora, imagine você viajando para o futuro e capturando fotografias que provam que você estava certo em suas estimativas.

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ago 02

Infraestrutura de Ótica Adaptativa de vanguarda: ESO revela uma enorme melhoria na nitidez das imagens do MUSE

https://cdn.eso.org/images/large/eso1724a.jpg

A junção da AOF com o MUSE proporciona uma maior nitidez e um maior alcance dinâmico quando observamos objetos celestes como nebulosas planetárias. Estas novas observações de IC 4406 revelaram cascas nunca antes vistas, além das já familiares estruturas escuras de poeira na nebulosa, as quais lhe renderam o nome de Nebulosa da Retina. Esta imagem mostra uma pequena fração dos dados coletados pelo MUSE usando o sistema AOF e demonstra as capacidades aumentadas do novo instrumento MUSE equipado com a AOF. Créditos: ESO/J. Richard (CRAL)

O Telescópio Principal 4 (Yepun) do Very Large Telescope do ESO (VLT) acaba de ser transformado num telescópio completamente adaptativo. Após mais de uma década de planejamento, construção e testes, a nova Infraestrutura de Ótica Adaptativa (AOF) viu sua primeira luz com o instrumento MUSE, tendo capturado imagens extraordinariamente nítidas de nebulosas planetárias e galáxias. A junção da infraestrutura com o MUSE constitui um dos sistema tecnológicos mais avançados e poderosos construídos até hoje para a astronomia terrestre.

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jul 27

Órion: A história de três cidades estelares

https://cdn.eso.org/images/large/eso1723a.jpg

A OmegaCAM — a câmera de grande angular óptica montada no Telescópio de Rastreamento do VLT do ESO (VST) — capturou de forma detalhada a Nebulosa de Órion e o seu aglomerado associado de estrelas jovens, dando origem a esta imagem. Este objeto famoso, o local de nascimento de muitas estrelas massivas, é uma das maternidades estelares mais próximas de nós, situada a cerca de 1.350 anos-luz de distância. Crédito: ESO/G. Beccari

A partir de nova observações obtidas com o Telescópio de Rastreamento do VLT do ESO, astrônomos descobriram três populações distintas de estrelas bebês no Aglomerado da Nebulosa de Órion. Esta descoberta inesperada ajuda a compreender melhor como é que se formam este tipo de aglomerados, sugerindo que a formação estelar pode acontecer em surtos, onde cada um ocorre numa escala de tempo muito mais rápida do que se pensava anteriormente.

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