nov 15

Ross 128 b: Descoberto o mundo temperado mais perto de nós em órbita de uma estrela calma

O instrumento HARPS do ESO descobre um exoplaneta com a massa da Terra em torno da estrela Ross 128

https://www.eso.org/public/images/eso1736a/

Esta concepção artística mostra o planeta temperado Ross 128 b com a sua estrela anã vermelha progenitora ao fundo. Este planeta, que se situa a apenas 11 anos-luz de distância da Terra, foi descoberto por uma equipa que utilizou o instrumento HARPS, o caçador de planetas único do ESO. O novo mundo é o segundo planeta temperado mais próximo a ser detectado, depois de Proxima b. Trata-se também do planeta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que pode aumentar a probabilidade deste planeta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, que poderá procurar marcadores biológicos na atmosfera do planeta. Créditos: ESO & M. Kornmesser

Com o auxílio do instrumento HARPS, o caçador de exoplanetas único do ESO, foi descoberto um exoplaneta temperado do tamanho da Terra a apenas 11 anos-luz de distância do Sistema Solar. O novo mundo, designado por Ross 128 b, é o segundo exoplaneta temperado mais próximo a ser detectado depois de Proxima b. Trata-se também do exoplaneta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que aumenta a probabilidade deste exoplaneta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, o qual terá a capacidade de procurar marcadores biológicos na atmosfera do exoplaneta.

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nov 09

A sonda DAWN revela a evolução do interior do planeta anão Ceres

 

https://www.jpl.nasa.gov/images/dawn/20171109/PIA22086-16.jpg

Esta imagem, feita com dados obtidos pela sonda DAWN da NASA, mostra cadeias de poços no planeta anão Ceres, denominadas Samhain Catenae. Créditos: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

As características existentes na superfície de Ceres, o maior mundo entre Marte e Júpiter, bem como sua evolução interior têm uma relação mais próxima do que pensávamos.

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nov 03

ESO: ALMA descobre poeira fria em torno da estrela mais próxima Proxima Centauri

Concepção artística dos cinturões de poeira em torno de Proxima Centauri

Esta concepção artística mostra como podem ser os recentemente descobertos cinturões de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Proxima Centauri. Observações ALMA revelaram o brilho emitido pela poeira fria numa região situada a uma distância da Proxima Centauri entre uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol. Os dados apontam também para a presença de um cinturão de poeira mais exterior e ainda mais frio, o que poderá indicar a presença de um sistema planetário elaborado. Estas estruturas são semelhantes aos cinturões maiores do Sistema Solar, estimando-se que também sejam constituídos por partículas de rocha e gelo que não conseguiram formar planetas. Note que esta imagem não se encontra em escala — para vermos claramente Proxima b, o mostramos mais afastado da estrela e maior do que é na realidade. Créditos: ESO & M. Kornmesser

O observatório ALMA no Chile detectou poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Proxima Centauri. Estas novas observações revelam o brilho emitido pela poeira fria numa região situada a uma distância da Proxima Centauri entre uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol. Os dados indicam também a presença de um cinturão de poeira mais externo e ainda mais frio, o que poderá apontar para a presença de um sistema planetário elaborado. Estas estruturas são semelhantes aos cinturões maiores do Sistema Solar, estimando-se que também sejam constituídos por partículas de rocha e gelo que não conseguiram formar exoplanetas.

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out 11

Haumea, o mais exótico dos planetas anões, tem um anel

http://www.iaa.es/sites/default/files/banners/news/2017-06-07303a-haumea_290.jpg

Impressão artística de Haumea, com as proporções corretas do corpo principal e do seu anel. O anel fica a uma distância de 2.287 km do centro do objeto principal e é mais escuro do que a própria superfície do planeta anão. Crédito: IAA (Instituto de Astrofísica da Andaluzia)

O cinturão de objetos trans-netunianos hospeda quatro planetas anões, entre os quais se destaca Haumea por sua forma extremamente achatada e sua rápida rotação. Uma ocultação estelar permitiu a determinação de suas principais características físicas, pouco conhecidas até então, entre as quais se destaca a surpreendente presença de um anel.

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set 13

WASP-19b: um mundo infernal com céu de titânio

O VLT do ESO faz a primeira detecção de óxido de titânio em um exoplaneta

https://cdn.eso.org/images/large/eso1729a.jpg

Esta concepção artística mostra o exoplaneta WASP-19b, em cuja atmosfera astrônomos detectaram pela primeira vez óxido de titânio. Em quantidades suficientemente elevadas, o óxido de titânio pode impedir o calor de entrar ou escapar de uma atmosfera, levando a uma inversão térmica — a temperatura apresenta-se mais elevada na atmosfera superior e mais baixa na inferior, ou seja, o contrário do que acontece numa situação normal. Crédito: ESO/M. Kornmesser

Astrônomos usaram o Very Large Telescope do ESO para detectar pela primeira vez óxido de titânio na atmosfera de um exoplaneta. Esta descoberta feita em torno do planeta do tipo Júpiter quente chamado WASP-19b fez uso do poder do instrumento FORS2, tendo-nos fornecido informações únicas sobre a composição química e a estrutura de temperatura e pressão na atmosfera deste mundo quente e incomum. Os resultados foram publicados na Nature.

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set 07

LOFAR e FERMI: Telescópios “extremos” descobrem o segundo pulsar mais veloz conhecido  

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/superterp_and_gamma_sky_small_targets.jpg

O LOFAR (Low-Frequency Array) consiste de uma rede de milhares de antenas rádio, localizado principalmente na Holanda. O LOFAR descobriu dois novos pulsares de milissegundo investigando fontes de raios-gama anteriormente por descobrir avistada pelo Telescópio Espacial FERMI da NASA: O pulsar J0952-0607, realçado perto do centro à direita, gira 707 vezes por segundo e está agora classificado como o segundo pulsar mais rápido conhecido. A localização da primeira descoberta de um pulsar de milissegundo pelo LOFAR, J1552+5437, que gira 412 vezes por segundo, está para cima e à esquerda. A emissão rádio de ambos os pulsares diminui rapidamente a frequências mais altas, tornando-os ideais para o LOFAR. O topo desta composição mostra uma porção do céu em raios-gama medida pelo observatório de altas energias FERMI. Abaixo está o LOFAR perto de Exloo, Holanda, que hospeda as antenas principais do complexo de radiotelescópios. Créditos: NASA/DOE/Colaboração LAT do FERMI e ASTRON

Acompanhando as enigmáticas fontes altamente energéticas mapeadas pelo Telescópio Espacial de Raios-Gama FERMI da NASA, o radiotelescópio LOFAR (Low Frequency Array), na Holanda, identificou um pulsar girando a mais de 42.000 revoluções por minuto. Trata-se do segundo pulsar mais rápido conhecido.

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set 06

Gliese 710: GAIA divulga os encontros próximo do Sistema Solar com outras estrelas

http://www.esa.int/var/esa/storage/images/esa_multimedia/images/2013/12/gaia_mapping_the_stars_of_the_milky_way/13461326-3-eng-GB/Gaia_mapping_the_stars_of_the_Milky_Way.jpg

Impressão artística do Observatório Espacial GAIA mapeando as estrelas da Via Láctea. Crédito: ESA/ATG medialab; fundo – ESO/S. Brunier

Os movimentos de mais de 300.000 estrelas analisadas pelo satélite GAIA da ESA revelam que encontros próximos raros entre estrelas da Via Láctea com o nosso Sol podem perturbar a nuvem de cometas nos confins do nosso Sistema Solar, enviando eventualmente alguns deles na direção da Terra no futuro remoto.

À medida que o Sistema Solar se move através da Via Láctea e enquanto outras estrelas se movem nas suas órbitas, os “encontros próximos” interestelares são inevitáveis, embora o conceito de “próximo” signifique muitos trilhões de quilômetros.

Uma estrela, dependendo da sua massa e velocidade, precisaria chegar até cerca de 60 trilhões de quilômetros antes de começar a ter um efeito no distante reservatório de cometas do Sistema Solar, a Nuvem de Oort, que os astrônomos julgam que se espalhe por até 15 trilhões de quilômetros do Sol, cerca de 100.000 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

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set 04

A Águia e o Cisne por Josep Drudis

https://apod.nasa.gov/apod/image/1708/m16-m17-toa3-mosaic-crfl-final17-cc.jpg

M16 e M17 por Josep M. Drudis

A Nebulosa da Águia e a Nebulosa do Cisne se espalham nessa ampla paisagem cósmica, uma visão telescópica na direção do braço espiral de Sagittarius e do centro na nossa galáxia Via Láctea.

A Águia é conhecida formalmente como M16 e a vemos no topo da imagem, enquanto que o Cisne (M17) está na parte inferior do quadro. A astrofotografia processada por Josep Drudis mostra nuvens cósmicas como regiões brilhantes de ativa formação estelar. Esta área reside ao longo do braço espiral preenchida pela emissão característica avermelhada da radiação emanada pelo gás atômico do hidrogênio e da poeirenta nebulosa obscura.

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set 02

Plêiades: observatório Espacial Kepler revela a variabilidade das Sete Irmãs

http://www.ras.org.uk/images/stories/press/RAS-PR-17_37/Pleiades_K2ffi.jpg

Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Kepler mostra os membros do aglomerado das Plêiades. O aglomerado abrange 42 CCDs (charge-coupled devices) dos 95 que constituem a câmara do Kepler. As sete estrelas mais brilhantes (Alcyone, Atlas, Electra, Maia, Merope, Taygeta e Pleione) são visíveis a olho nu. O Kepler não foi desenhado para observar estrelas assim tão brilhantes pois elas fazem com que a câmara fique saturada, produzindo picos e outros artefatos. Apesar desta séria degradação, a nova técnica permitiu que os astrônomos medissem cuidadosamente as mudanças no brilho destas estrelas enquanto o Kepler as observava durante quase três meses. Créditos: NASA/Universidade de Aarhus/T. White

As “Sete Irmãs”, assim conhecidas pelos antigos gregos, são agora conhecidas pelos astrônomos modernos como M45, ou como o aglomerado estelar aberto das Plêiades, um conjunto de estrelas visíveis a olho nu e estudadas há já milhares de anos por culturas espalhadas por todo o mundo. O Dr. Tim White do Centro de Astrofísica Estelar da Universidade de Aarhus, juntamente com o seu time de astrônomos dinamarqueses e internacionais, demonstraram uma poderosa nova técnica para observar estrelas como estas que, normalmente, são demasiadamente brilhantes para avistar com telescópios de alto desempenho. O seu trabalho foi publicado em MNRAS (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society).

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ago 31

O ALMA descobre enormes reservatórios de gás turbulento escondidos em galáxias distantes

Primeira detecção de CH+ em galáxias distantes com formação estelar explosiva fornece pistas novas sobre a história de formação estelar do Universo

https://cdn.eso.org/images/large/eso1727a.jpg

Concepção artística de gás alimentando galáxias distantes com formação estelar explosiva – Esta ilustração mostra como é que o gás que cai em galáxias distantes com formação estelar explosiva termina em vastos reservatórios turbulentos de gás frio que se estendem até 30 000 anos-luz além das regiões centrais. O ALMA foi usado para detectar estes reservatórios turbulentos de gás frio que rodeiam galáxias distantes semelhantes. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. Crédito: ESO/L. Benassi

O ALMA detectou reservatórios turbulentos de gás frio em torno de galáxias distantes com formação estelar explosiva. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. A presença deste íon lança uma nova luz sobre como é que as galáxias conseguem estender o seu período de formação estelar rápida. Os resultados foram publicados hoje na revista Nature.

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