Archive for category Via Láctea

Astrônomos revelam que a Via Láctea está repleta de aglomerados estelares alienígenas

Imagem do típico aglomerado globular Messier 80 capturada pelo Hubble. Trata-se de um enxame estelar composto de centenas de milhares de estrelas que está localizado na direção da constelação de Escorpião. A Via Láctea tem cerca de 160 aglomerados globulares dos quais 25% têm origem alienígena. Crédito: NASA / The Hubble Heritage Team / STScI / AURA

Imagem do típico aglomerado globular Messier 80 capturada pelo Hubble. Trata-se de um enxame estelar composto de centenas de milhares de estrelas que está localizado na direção da constelação de Escorpião. A Via Láctea tem cerca de 160 aglomerados globulares dos quais 25% têm origem alienígena. Crédito: NASA / The Hubble Heritage Team / STScI / AURA

Surpreendentemente, muitos dos aglomerados estelares encontrados em nossa galáxia podem realmente ser alienígenas. Estes aglomerados globulares extragalácticos consistem de coleções de estrelas que se formaram em outros lugares fora da galáxia e depois migraram dentro da nossa Via Láctea.

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Galáxias furtivas vizinhas espreitam a Via Láctea e escapam da detecção

A nossa galáxia, a Via Láctea, brilha gloriosamente no céu noturno. No entanto, galáxias obscuras vizinhas podem ser tênues demais para serem vistas. Aqui vemos o Panorama de todo o céu criado por Axel Mellinger a partir de 3.000 imagens

A nossa galáxia, a Via Láctea, brilha gloriosamente no céu noturno. No entanto, galáxias obscuras vizinhas podem ser tênues demais para serem vistas. Aqui vemos um fantástico panorama de todo o céu criado por Axel Mellinger a partir de 3.000 imagens que ele gerou ao longo de 22 meses. Crédito ©Axel Mellinger.

Embora nossos poderosos telescópios sejam capazes de detectar galáxias distantes nos confins de Universo, cuja luz pode levar até 13 bilhões de anos para chegar até nós, eles às vezes se mostram ineficientes ao tentar ver o que acontece em nossa vizinhança. Novos cálculos estimam que centenas de galáxias anãs vizinhas bem próximas podem estar escapando da detecção devida a sua tênue luminosidade intrínseca.

Em 2008, em entrevista no Instituto de Astrofísica de Canárias, Steven R. Majewski falou da influência das galáxias satélites anãs na formação da Via-Láctea e salientou a provável existência de galáxias escuras, ou seja, galáxias constituídas essencialmente de matéria escura.

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Estrelas desgarradas supervelozes podem contar a história da Via Láctea

Estrelas supervelozes errantes podem nos contar a história da formação da Via Láctea

Estrelas supervelozes errantes podem nos contar a história da formação da Via Láctea?

A estrutura do Universo e a formação de estrelas a partir de discos concentrados de poeira cósmica tendem a se juntar dentro das galáxias. Mas no espaço intergaláctico pode haver bilhões de estrelas errantes a serem descobertas. Estas estrelas que fugiram, atiradas para fora de suas galáxias hospedeiras por interações gravitacionais, podem somar bilhões e provavelmente poderão prover detalhes da história da formação das galáxias, suas colisões e fusões.

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ESO: o projeto GigaGalaxy Zoom libera uma fantástica visão do centro da Via Láctea

Mosaico do centro da Via Láctea por Stéphane Guisard

Mosaico com 1.200 imagens em 340 megapixels: o centro da Via Láctea por Stéphane Guisard

Este mosaico que apresenta uma extensão de 34º × 20º dos céus exibe um exemplo de imagens que são observadas normalmente pelos astrônomos amadores em todo o mundo. No entanto, sua beleza intrínseca deve-se tanto à qualidade do local de observação quanto à perícia do famoso fotógrafo Stéphane Guisard, engenheiro francês que trabalha no ESO [1]. Esta segunda imagem foi claramente beneficiada pela excepcional qualidade do céu de Cerro-Paranal, um dos melhores lugares da Terra para observação dos céus e local onde reside o Very Large Telescope do ESO. Adicionalmente, Guisard tirou partido de sua experiência profissional como engenheiro óptico especialista em telescópios, uma rara combinação no mundo dos fotógrafos. Guisard é o diretor da equipe de engenharia ótica do Paranal, responsável por assegurar ao Very Large Telescope a obtenção do melhor desempenho ótico possível.

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Estará a Via Láctea condenada a sofrer o bombardeio cósmico?

FIGURA 1: Esta imagem de uma simulação em supercomputador mostra a densidade da Matéria Escura da Via Láctea. A variação do brilho (azul -> violeta -> vermelho -> amarelo) corresponde à taxa crescente da concentração da matéria. A região central mais brilhante corresponde aproximadamente à matéria convencional brilhante (bariônica) dos gases e estrelas. As bolhas ao redor indicam as galáxias anãs satélites orbitando a Via Láctea, o que chamamos de ‘subestrutura galáctica’. A simulação prevê que os halos de matéria escura das galáxias espirais estão espalhados, preenchidos com centenas de subestruturas de matéria escura que passam através do disco estelar da galáxia, deixando sua assinatura e trazendo perturbações durante o processo. Crédito: Stelios Kazantzidis, Universidade do Estado de Ohio, EUA.

Esta imagem de uma simulação em supercomputador mostra a densidade da Matéria Escura da Via Láctea. A variação do brilho (azul -> violeta -> vermelho -> amarelo) corresponde à taxa crescente da concentração da matéria. A região central mais brilhante corresponde aproximadamente à matéria convencional brilhante (bariônica) dos gases e estrelas. As bolhas ao redor indicam as galáxias anãs satélites orbitando a Via Láctea, o que chamamos de ‘subestrutura galáctica’. A simulação prevê que os halos de matéria escura das galáxias espirais estão espalhados, preenchidos com centenas de subestruturas de matéria escura que passam através do disco estelar da galáxia, deixando sua assinatura e trazendo perturbações durante o processo. Crédito: Stelios Kazantzidis, Universidade do Estado de Ohio, EUA.

À medida que os cientistas tentam aprender mais sobre a evolução e desenvolvimento das galáxias e em particular o conhecimento sobre a nossa galáxia, há uma questão que permanece em aberto: as colisões com galáxias satélites anãs vizinhas irão um dia fragmentar o disco da Via Láctea?

Não será bem assim… Há um novo estudo que sugere que este infeliz destino não acontecerá.

Embora os astrônomos considerem que tais colisões já tenham ocorrido diversas vezes no passado, as novas simulações computacionais mostraram que em vez de destruir a galáxia, estas colisões na verdade “incharam” (estufaram) o disco galáctico, principalmente em torno das bordas e produziram estruturas chamadas ‘anéis estelares’.

Este novo estudo tenta resolver dois mistérios: o provável destino da Via Láctea associado às influências de suas galáxias-satélite (tais como a Grande Nuvem de Magalhães, a mais massiva) e a origem das suas bordas estufadas, “tipo algodão-doce”, que os astrônomos já observaram em outras galáxias no Universo e as chamaram de “brilhos fulgurantes”.

O estudo também conclui que a misteriosa matéria escura, a qual constitui a maior parte da matéria do Universo, desempenha também aqui um papel importante nas interações galácticas.

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Zona Habitável na Galáxia, o que significa isso?

Zona de Habitação Galáctica e zona de Habitação Estelar

A visão conservadora do conceito da zona de 'cachinhos dourados' mostra uma comparação entre Zona de Habitação Galáctica (ZHG) e Zona de Habitação Estelar (ZHE)

Para abrigar vida complexa, um sistema estelar deve estar suficientemente próximo ao centro de sua galáxia para possuir um nível elevado de metalicidade (é necessária a presença massiva no sistema estelar de elementos pesados, acima do hidrogênio e hélio na tabela periódica) para permitir a formação de planetas rochosos, do tipo terrestre, que permitam o suporte a vida como a conhecemos, segundo os conceitos da “habitabilidade planetária”.

Além de permitir a formação dos planetas telúricos*, os elementos mais pesados formam a base das complexas moléculas da vida como conhecemos (proteínas, aminoácidos, DNA, etc…) e compõem os processos energéticos necessários ao seu desenvolvimento.

* Um planeta telúrico (do latim Tellus um sinônimo de Terra) ou planeta sólido é um planeta rochoso do mesmo tipo que a Terra. No Sistema Solar os planetas telúricos são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Estão mais próximos do Sol, e têm maior densidade que os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). São compostos basicamente de rochassilicatos), ferro e outros metais pesados.

Por outro lado, o sistema planetário candidato a hospedar vida tem que residir longe do conturbado e inóspito centro galáctico, para permanecer livre dos danos causados pelas radiações daninhas nas complexas moléculas de DNA (ou equivalentes), que regem a vida baseada em carbono. Além da concentração de estrelas no núcleo galáctico, grande parte das estrelas residentes por lá são antigas e muitas delas estão em fase terminal, saindo ou já fora da seqüência principal. Uma vez que os planetas telúricos se formam a partir dos mesmos tipos de nebulosas que criam as estrelas, parece razoável inferir que se novas estrelas não se formam mais no núcleo galáctico, também não temos a geração de novos planetas rochosos.

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O telescópio Kepler começa sua missão de caça dos exoplanetas similares a Terra

Uma das áreas alvo do Kepler na Via Láctea. Crédito: Carter Roberts

Uma das áreas alvo do Kepler na Via Láctea. Crédito: Carter Roberts

O telescópio Kepler da NASA começou a caça de exoplanetas similares a Terra na Via Láctea. A missão foi lançada em 06 de março de 2009, a partir da base da NASA no Cabo Canaveral, EUA. O observatório espacial Kepler passará os próximos três anos e meio vasculhando em mais de 100.000 estrelas buscando por sinais que indicam a presença de exoplanetas. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade singular de conseguir detectar exoplanetas tão pequenos quanto a Terra orbitando estrelas semelhantes ao Sol dentro da zona de habitação destas estrelas: distâncias onde as temperaturas são amenas o suficiente para a existência de lagos e oceanos.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

Esta imagem da missão Kepler mostra o campo de visão total do telescópio: uma área rica em estrelas nas constelações de Cygnus e Lira. O aglomerado estelar NGC 6791 e uma estrela com exoplaneta conhecido, a TrES-2, estão destacadas na imagem. O aglomerado tem 8 bilhões de anos de idade e dista 13.000 anos-luz da Terra. Ele é classificado como ‘aglomerado-aberto’ pois suas estrelas estão fracamente ligadas pela gravidade e começaram a se espalhar. TrES-2 é um planeta do tipo ‘Júpiter-quente’ que cruza em frente de sua estrela hospedeira (trânsito) a cada 2,5 dias. O telescópio orbital Kepler tem a capacidade de buscar por exoplanetas em trânsito com dimensões similares a da Terra.

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RCW 38: berçário estelar na Via Láctea é alvo de estudo detalhado

Imagem em infravermelho (em cor falsa) do massivo berçário estelar RCW 38, onde 317 estrelas jovens foram recentemente classificadas. Crédito: DeRose et al., / ESO.

Imagem em infravermelho (em cor falsa) do massivo berçário estelar RCW 38, onde 317 estrelas jovens foram recentemente classificadas. Crédito: DeRose et al., / ESO.

Os berçários estelares podem ser encontrados nas nuvens moleculares gigantes de gás e poeira espalhadas por nossa galáxia, a Via Láctea. Essas regiões conseguem produzir múltiplas estrelas de uma só vez – até centenas de um só golpe. Qual a real freqüência em que isso ocorre? Na média sabemos que uma estrela nova surge por ano em algum lugar da nossa Via Láctea, segundo os astrônomos estimaram. Mas deixando de fora as novas estrelas que surgem de uma só tacada em densos aglomerados globulares, a verdade é que as estrelas não nascem ou são criadas com alta freqüência na Via Láctea.

O que está acontecendo no berçário estelar RCW 38?

Recentemente os astrônomos deram uma olhada detalhada através das freqüências do espectro infravermelho para entender sobre o que está acontecendo dentro do berçário estelar denominado RCW 38 e notaram centenas de estrelas em diferentes estágios de desenvolvimento. O que eles encontraram por lá era significativo pois representa a primeira vez em que um massivo aglomerado estelar distinto da nebulosa de Órion foi estudado com tamanha precisão.

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ESA mostra uma gigantesca erupção de uma rara estrela “morta”: um magnetar em ação

Acima: ilustração de um magnetar. Abaixo: dados do XMM-Newton. Crédito: ESA

Acima: ilustração de um magnetar. Abaixo: dados do XMM-Newton. Crédito: ESA

Uma enorme erupção chegou até nós depois de viajar milhares de anos através do espaço. Estudando essa explosão, com ajuda dos observatórios espaciais XMM-Newton e INTEGRAL, ambos da Agência Espacial Européia (ESA), os astrônomos descobriram uma estrela ‘morta’ que pertence a um raro grupo de objetos: os magnetares.

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M31: mosaico da galáxia de Andrômeda por Robert Gendler

andromeda_por-robert_gendler_smA galáxia de Andrômeda é a galáxia de grande porte mais próxima da nossa Via Láctea. Nossa galáxia é considerada muito parecida com Andrômeda. Juntas a Via Láctea e Andrômeda dominam o Grupo Local de Galáxias. A luz difusa de Andrômeda é gerada por centenas de bilhões de suas estrelas componentes. As diversas estrelas que se destacam envolvendo essa imagem de Andrômeda são de fato estrelas da nossa própria galáxia, que estão bem mais próximas de nós que Andrômeda.

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