Archive for category Telescópios

NGC 253: as entranhas da galáxia explosiva do Escultor foram reveladas pela visão infravermelha do telescópio VISTA

magem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit

magem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit

O telescópio infravermelho VISTA do ESO, situado no Observatório em Cerro Paranal, Chile, capturou uma surpreendente imagem da galáxia do Escultor (NGC 253), como parte da sua primeira grande campanha. Ao varrer os céus no espectro do infravermelho, a visão do VISTA é menos prejudicada pela poeira, revelando uma pletora de estrelas vermelhas frias, assim como a barra estelar da região central desta galáxia explosiva. Assim, o VISTA contribui para demonstrar a história e o desenvolvimento da NGC 253.

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29 de maio de 1999 – Museu do Eclipse de Sobral, Ceará

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29 de maio de 1999

Museu do Eclipse de Sobral, Ceará

Museu do Eclipse de Sobral no Ceará

Museu do Eclipse de Sobral no Ceará

No dia 29 de maio de 1999, há onze anos, completava-se oitenta anos do célebre eclipse total do Sol, de 1919, cuja sombra deslizou pelo estado do Ceará, para onde acorreram equipes de pesquisadores que buscavam estudar o comportamento da luz solar, já sob a ótica da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein. A cidade de Sobral foi o centro das observações. Para marcar a data e preservar os registros históricos, a gestão do então prefeito de Sobral, Cid Gomes, construiu o Museu do Eclipse.

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23 de maio de 1990 – Telescópio do ESO em La Silla vence a turbulência atmosférica

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23 de maio de 1990

Telescópio do ESO em La Silla vence a turbulência atmosférica

eso9006a - Ótica Adaptativa - sem correção (à esquerda) e com correção

No dia 23 de maio de 1990, há vinte anos, o então European Southern Observatory, hoje European Organisation for Astronomical in the Southern Hemisphere, ESO, publicava (eso9006 – Adaptive Optics sharpens telescopes’ sight) o resultado (composição acima) do trabalho do telescópio de 3,6 metros de diâmetro do Observatório de La Silla. Não é uma imagem de grande impacto visual, mas tem grande significado na evolução da Astronomia.

Galileu Galilei (1564-1642) usou um pequeno telescópio, do tamanho que hoje pode ser encontrado em praticamente qualquer loja de ótica, para reconhecer detalhes da topografia da Lua, as fases de Venus e os quatro satélites de Júpiter a cerca de 650 milhões de quilômetros de distância. Não obstante, Galileu morreu sem ter conseguido entender o que eram as protuberâncias laterais que apareciam no distante planeta Saturno, a mais de 1 bilhão de quilômetros de distância. Ele só via uma mancha. Chegou a sugerir, sem muita convicção, que fossem dois satélites.

A geração seguinte de astrônomos aumentou o tamanho dos equipamentos e Christiaan Huyggens (1629-1695) observou as “protuberâncias” de Saturno e as descreveu como elas realmente são, anéis. Giovanni Cassini (1625-1712) penetrou ainda mais no espaço profundo e descobriu Titã, o maior satélite de Saturno. Veio uma fase da Astronomia em que os equipamentos foram sendo aumentados e as descobertas se sucederam, trazendo realidades e imagens de pontos cada vez mais remotos do Universo.

Porém, a turbulência da atmosfera, que causa ao olho nu a ilusão de que as estrelas piscam e aos telescópios distorções fortíssimas nas imagens, era um problema real e insolucionável. “Desde a invenção do telescópio no começo do século 17, os astrônomos tiveram de aceitar que a nitidez das imagens astronômicas obtidas com os instrumentos ground-based é severamente limitada por um fator que está além de seu controle, que é a turbulência na atmosfera da Terra” (eso8908 – Catching a Twinkling Star: Successful Tests of Adaptive Optics Herald New Era). A Astronomia passou a procurar lugares altos, com o que conseguiu diminuir um pouco o problema. O lançamento do telescópio orbital Hubble, em abril de 1990, foi uma evolução, mas o Hubble custou 2 bilhões de dólares e não pode ser tão democrático e acessível quanto um telescópio construído na superfície do planeta.

Na mesma época em que o Hubble era lançado, “em um importante avanço para a astronomia baseada no chão, um novo dispositivo, conhecido como o Adaptive Optics VLT Prototype (ver: eso8717 – Europe Decides To Build The World’s Largest Optical Telescope, eso8808 – ESO Places Contract for World’s Largest Mirror Blanks e eso8707 – Important Events in the Southern Sky), já demonstrou a sua capacidade de superar esta barreira natural durante uma série de testes bem sucedidos no período de 12 a 23 outubro de 1989. Eles foram realizados no foco do telescópio coudé 1,52 m no Observatoire de Haute Provence (OHP), França. Veja a imagem do equipamento, abaixo:

eso8908a - Teste VLT Adaptive Optics Prototype System

O diagrama básico do mecanismo:

eso8908b - diagrama do protótipo do mecanismo de interferometria

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17 de maio de 2005 – Cinco anos do Observatório Astronômico da UFSC

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17 de maio de 2005

Cinco anos do Observatório Astronômico da UFSC

No dia 17 de maio de 2005, há cinco anos, foi inaugurado, no campus universitário da Trindade, o observatório astronômico da Universidade Federal de Santa Catarina. Seu lema: “Dedicado aos que olham para o ceú”.

Luisa esclama: "Vênus é uma Lua", ao observar o planeta no telescópio da UFSC. Crédito da foto: Carolina R. Moraes

Luisa esclama: "Vênus é uma Lua", ao observar o planeta no telescópio da UFSC. Crédito da foto: Carolina R. Moraes

O observatório conta com dois telescópios de 25 centímetros, para pesquisas e atendimento ao público. 0s equipamentos permitem a visualização de planetas e seus satélites, os anéis de Saturno, as calotas polares em Marte, as crateras e montanhas lunares com detalhes, cometas, estrelas binárias e múltiplas, aglomerados de estrelas, nebulosas e galáxias vizinhas. Um dos telescópios já funcionava na instituição e o outro é um equipamento de alta precisão, que permitirá trabalhos com maior qualidade. O observatório está localizado ao lado do Planetário da UFSC. Também está instalada no local uma câmera fotográfica eletrônica, para produção de imagens astronômicas, e uma estação meteorológica. A construção do observatório contou com recursos da UFSC e da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

O Grupo de Astrofísica do Departamento de Física da UFSC, idealizador e coordenador do observatório, dedica-se à pesquisa, através do estudo de estrelas anãs brancas, estrelas variáveis cataclísmicas e populações estelares em galáxias. Atua também no ensino, através de disciplinas em nível de graduação e pós-graduação.

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16 de maio de 1997 – Começa a ser montado o VLT em Cerro Paranal, o maior complexo de telescópios do mundo

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16 de maio de 1997

Começa a ser montado o VLT em Cerro Paranal, o maior complexo de telescópios do mundo

Plataforma de produção de um dos espelhos de 9,4 metros do complexo VLT (Very Large Telescope) do ESO

Plataforma de produção de um dos espelhos de 8,2 metros do complexo VLT (Very Large Telescope) do ESO. Trata-se de uma câmara de vácuo com diâmetro de 9,4 metros e 122.000 litros de capacidade. O vácuo necessário foi gerado por 8 bombas no topo da câmara de vácuo.

No dia 16 de maio de 1997, há 13 anos, um “press release” da administração do Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory – ESO), informava que havia assinado um contrato com a empresa Linde, alemã, no ano de 1995, a qual forneceria as unidades de revestimento dos espelhos gigantes que comporiam o VLT (Very Large Telescope), cuja construção estava em pleno andamento em Cerro Paranal, pico localizado nos Andes chilenos a 130 km ao sul da cidade de Antofagasta.

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13 de maio de 2000 – Observatório de Pedreira

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13 de maio de 2000

Observatório de Pedreira

Òmega Centauri capturada Observatório de Pedreira

Òmega Centauri capturada Observatório de Pedreira

No dia 13 de maio de 2000, há exatamente dez anos, foi inaugurado o Observatório Astronômico de Pedreira – São Paulo, um monumento de idealismo do casal Paulo Cícero Carvalho (falecido em 30 de março de 2007) e sua mulher, Zélia Carvalho.

É impossível estudar a história do Observatório de Pedreira sem compará-la à história do observatório construido por Percival Lowel em Flagstaff, Arizona. Nos dois casos, pequenas cidades situadas em maiores altitudes e longe das luzes das metrópoles, atrairam pessoas dispostas a não apenas olhar as estrelas, mas buscar um ideal mais elevado.,

Observatório de Pedreira - SP

Observatório de Pedreira - SP

Paulo Cícero Carvalho, após vários cursos de Astronomia, resolveu construir um observatório. Conseguiu comprar um telescópio Schmidt-Cassegrain de 10 polegadas, usado, da Universidade de Conecticut, EUA, e foi para o interior, em busca de um lugar alto, e longe das luzes, onde pudesse construir um observatório.

Carvalho achou um lugar a 600 metros de altitude, no bairro que tem o sugestivo nome de Entre Montes, no município de Pedreira, 135 quilômetros a noroeste de São Paulo, entre as cidades de Amparo e Jaguariuna. Uma aventura semelhante à Flagstaff de Percival Lowel, mas uma aventura brasileira, ocorrida lá para os lados em que São Paulo começa a subir as montanhas de Minas Gerais. Uns blocos de granito antiquíssimos, arredondados, trabalhados pelo mar, mantidos intactos, formam a jardinagem em volta do observatório e contam a história do pré-cambriano brasileiro. Uns canteirinhos com margaridas, ou algo parecido, dão a assinatura do mais brilhante paisagista. O vermelho vivo da base da cúpula do telescópio, surpreendentemente, não destoa, pelo contrário até compõe com os roçados ao fundo, resultando um quadro que bem poderia ser um Portinari.
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OAa_3267_Portinari 1931
O observatório de Pedreira é, sobretudo, uma obra de arte arquitetônica.
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04 de abril de 1986 – Inauguração do Observatório de São Carlos

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04 de abril de 1986

Inauguração do Observatório de São Carlos

Telescopio-Refrator-Grubb-centro-CDCC

O Telescópio Refrator Grubb no CDCC (Centro de Desenvolvimento Científico e Cultural da Universidade de São Paulo)

No dia 4 de abril de 1986, há 24 anos, foi inaugurado o Observatório Astronômico do CDCC – Centro de Desenvolvimento Científico e Cultural da Universidade de São Paulo, na cidade de São Carlos. Aquele era o ano da passagem do cometa Halley.

Telescopio-Dobsoniano no Observatorio CDCC

Telescópio Dobsoniano no Observatório do CDCC

A criação do “Observatório“, como ele hoje é conhecido na cidade, deveu-se a iniciativa do antigo Instituto de Física e Química de São Carlos, durante as gestões dos Diretores Prof. Dr. Milton Ferreira e Prof. Dr. Roberto Leal Lobo e Silva e da antiga Coordenadoria de Divulgação Científica e Cultural, coordenada pelo Prof. Dr. Dietrich Schiel. Eles conseguiram convencer a direção do Instituto Astronômico e Geofísico (São Paulo – SP / USP) em ceder o Telescópio Refrator Grubb 204/3000 de montagem equatorial alemã para ser instalado em São Carlos – SP. As instalações físicas iniciais do Setor de Astronomia contaram com o apoio de verbas da USP, do CNPq e das indústrias de São Carlos.

Objetivos principais de divulgação

  • Atender a Comunidade;
  • Atender a Rede de Ensino Fundamental e Médio;
  • Atender a Licenciatura em Ciências Exatas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC).

O “Observatório” é um modelo que pode ser aplicado e desenvolvido por outras instituições educacionais que tenham interesse em introduzir a Astronomia como disciplina de formação e de estímulo a observação dos fenômenos astronômicos.

Milton W.

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13 de março de 1855 – Percival Lowel

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Percival Lowel
13 de março de 1855

Percival Lowel no Observatório Lowel

Percival Lowel no Observatório Lowel

No dia 13 de março de 1855 nascia, há 155 anos, na costa Leste dos Estados Unidos, em Boston, Massachusetts, o astrônomo e matemático Percival Lowel, ou talvez um lunático que passou quase a vida inteira pesquisando as possibilidades de vida em Marte.

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WISE descobre seu primeiro asteróide: 2010 AB78

O asteróideO asteróide recém descoberto pelo WISE, 2010 AB78, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O asteróide 2010 AB78, recém descoberto pelo WISE, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O telescópio da NASA Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), descobriu um asteróide inédito, o primeiro de centenas de NEOs a serem descobertos durante a sua missão de inspecionar e mapear todo o céu no espectro do infravermelho.

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GTC: O telescópio com o maior espelho do mundo descobre a menor estrela mais distante da Terra

GTC descobre uma relíquia na Via Láctea: uma das 5 menores estrelas já detectadas

O GTC, Grande Telescópio Canárias, o telescópio que possui maior do espelho do mundo, amplia o horizonte da população estelar mais antiga de nossa galáxia com o descobrimento de uma pequena e remota estrela  sub anã classe L de massa diminuta.

À esquerda, comparação de ULAS1350 com as sub anãs de tipo L anteriormente conhecidas. À direta, concepção artística da trajetória e posição de ULAS1350 em nossa galáxia. Como se aprecia na figura, as sub anãs se encontram no halo da Via Láctea. Créditos: Nicolas Lodieu/GTC (OSIRIS).

À esquerda, comparação de ULAS1350 com as sub anãs de tipo L anteriormente conhecidas. À direta, concepção artística da trajetória e posição de ULAS1350 em nossa galáxia. Como se aprecia na figura, as sub anãs se encontram no halo da Via Láctea. Créditos: Nicolas Lodieu/GTC (OSIRIS).

Com um décimo da massa do Sol, justamente na fronteira entre as estrelas ativas classe M (anãs vermelhas) e as estrelas que fracassaram, as anãs marrons, um novo objeto celeste de bilhões de anos de idade acaba de ser descoberto. Batizada como ULAS1350, esta sub anã classe L poderia converter-se em uma das peças chave para entender as primeiras etapas da história de nossa galáxia.

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