Archive for category Telescópios

WISE descobre seu primeiro asteróide: 2010 AB78

O asteróideO asteróide recém descoberto pelo WISE, 2010 AB78, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O asteróide 2010 AB78, recém descoberto pelo WISE, é o ponto vermelho no centro desta imagem. Crédito: NASA

O telescópio da NASA Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), descobriu um asteróide inédito, o primeiro de centenas de NEOs a serem descobertos durante a sua missão de inspecionar e mapear todo o céu no espectro do infravermelho.

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GTC: O telescópio com o maior espelho do mundo descobre a menor estrela mais distante da Terra

GTC descobre uma relíquia na Via Láctea: uma das 5 menores estrelas já detectadas

O GTC, Grande Telescópio Canárias, o telescópio que possui maior do espelho do mundo, amplia o horizonte da população estelar mais antiga de nossa galáxia com o descobrimento de uma pequena e remota estrela  sub anã classe L de massa diminuta.

À esquerda, comparação de ULAS1350 com as sub anãs de tipo L anteriormente conhecidas. À direta, concepção artística da trajetória e posição de ULAS1350 em nossa galáxia. Como se aprecia na figura, as sub anãs se encontram no halo da Via Láctea. Créditos: Nicolas Lodieu/GTC (OSIRIS).

À esquerda, comparação de ULAS1350 com as sub anãs de tipo L anteriormente conhecidas. À direta, concepção artística da trajetória e posição de ULAS1350 em nossa galáxia. Como se aprecia na figura, as sub anãs se encontram no halo da Via Láctea. Créditos: Nicolas Lodieu/GTC (OSIRIS).

Com um décimo da massa do Sol, justamente na fronteira entre as estrelas ativas classe M (anãs vermelhas) e as estrelas que fracassaram, as anãs marrons, um novo objeto celeste de bilhões de anos de idade acaba de ser descoberto. Batizada como ULAS1350, esta sub anã classe L poderia converter-se em uma das peças chave para entender as primeiras etapas da história de nossa galáxia.

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Novo Hubble revela a imagem mais profunda do Universo

Esta imagem de campo profundo foi capturada pela nova WFC3/IR câmera instalada no Hubble em agosto de 2009 durante uma exposição de 4 dias por 173.000 segundos. Os objetos mais tênues tem cerca de 1 bilionésimo do brilho que pode ser visto a olho-nu.

Esta imagem de campo profundo foi capturada pela nova WFC3/IR câmera instalada no Hubble em agosto de 2009 durante uma exposição de 4 dias por 173.000 segundos. Os objetos mais tênues têm cerca de 1 bilionésimo do brilho que pode ser visto a olho-nu. A luz das galáxias observadas levou em torno de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Crédito: Hubble/ESA/NASA

Quando as galáxias se formaram? A para ajudar nesta questão é que o reformado Hubble Space Telescope capturou com a sua nova Wide Field Camera 3 a mais profunda imagem nas freqüências próximas do infravermelho da fatia do céu com o mesmo campo de visão que a imagem na luz visível de campo profundo de 2004: Hubble Ultra Deep Field (HUDF).

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O observatório de raios-gama FERMI celebra um ano de atividades e confirma a teoria da Relatividade Geral de Einstein

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carreta um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente  com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons de uma explosão de raios-gama negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

A corrida do fótons: nesta ilustração vemos um fóton de alta energia (roxo) que carrega um milhão de vezes mais energia que o outro fóton (amarelo). Há teorias que sugerem que os fótons de alta-energia sofreriam atrasos em seu longo caminho até a Terra uma vez que estes teriam que interagir mais fortemente com a estrutura do espaço-tempo. Mesmo assim os dados capturados pelo FERMI em dois fótons da explosão de raios-gama GRB 090510 que durou 2,1 segundos negaram esta teoria e os fótons chegaram a nós praticamente juntos (apenas 0,9 segundos de diferença) depois de terem viajado por 7,3 bilhões de anos. Crédito: NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet

O FERMI celebra um ano de recordes!

Durante seu primeiro ano de operações, o Telescópio Espacial de Raios-Gama da NASA FERMI vasculhou o lado extremo do céu com resolução e sensibilidade sem precedentes. O FERMI capturou mais de 1.000 fontes discretas de raios-gama (a forma mais energética da radiação). A mais notável das conquistas do FERMI foi a realização da medição que forneceu evidências experimentais raras acerca da estrutura intrínseca do espaço e do tempo, ou melhor, o espaço-tempo unificado conforme estabelecem as teorias de Einstein.

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Herschel nos mostra pérolas do espaço profundo

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Composição em 5 cores cobrindo uma área de 2 x 2 graus do céu, no plano da Via Láctea. Esta imagem combina as observações dos intrimentos PACS e SPIRE em 5 diferentes faixas do infravermelho (Crédito: ESA) Aqui o azul denota 70 mícroms, o verde 160 mícrons e os tons de vermelho 250/350/500 mícrons.

O observatório espacial Herschel da ESA, o maior telescópio orbital atualmente em operação, captou várias imagens espetaculares de nuvens de gás frio próximas do plano da Via Láctea, revelando uma atividade intensa e imprevista. A região escura e fria está pontilhada de berçários estelares, como pérolas amarradas em um colar cósmico.

Em 3 de Setembro, o telescópio Herschel apontou para a constelação do Cruzeiro do Sul, próximo ao disco galáctico visando descobrir os segredos de um reservatório de gás frio. Enquanto o poderoso telescópio varria o céu, seu receptor Spectral and Photometric Imaging REceiver, SPIRE junto com o instrumento Photoconductor Array Camera and Spectrometer, PACS obtinham as fotos desta área. A região está localizada a 60° a partir do Centro Galáctico, a milhares de anos-luz da Terra.

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Spitzer vê o Cosmos através de seus olhos “quentes” infravermelhos

Berçário Estelar DR22 na constelação de Cisne.

Berçário Estelar DR22 na constelação de Cisne.

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA está iniciando uma segunda fase da sua carreira, tomando suas primeiras imagens do Universo desde começou a esquentar.

O telescópio infravermelho esgotou seu líquido refrigerante em 15 de maio de 2009, mais de cinco anos e meio depois de seu lançamento. Desde então o Sptizer já aqueceu até os gélidos 30º Kelvin (-243º C).

As novas imagens obtidas com os dois canais do detector infravermelho de Spitzer – os dois que trabalham na nova temperatura mais temperada – demonstram que o observatório segue como uma poderosa ferramenta para estudar o empoeirado Universo. As imagens mostram uma animada região de formação estelar, os restos de uma estrela similar ao Sol e uma galáxia girando repleta de estrelas.

“O rendimento dos dois canais de comprimento curto de onda da câmara infravermelha do Spitzer basicamente não se alterou com relação ao desempenho anterior ao esgotamento do hélio líquido [refrigerante] do observatório”, disse Doug Hudgins, cientista do programa Spitzer no escritório central da NASA em Washington. “Colocando isto em perspectiva, isto significa que a sensibilidade de Spitzer nestes comprimentos de onda é aproximadamente a mesma que um telescópio em Terra de 30 metros. Estas imagens esfuziantes demonstram que o Spitzer continuará fornecendo imagens espetaculares e dados científicos de primeiro nível durante sua ‘missão aquecida’”.

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ESA/Herschel: novas imagens prometem um futuro de descobertas brilhantes

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

Herschel é o maior telescópio espacial em operação na atualidade. Crédito: ESA / D. Ducros, 2009

O observatório espacial Herschel encerrou o primeiro teste de observações com todos os seus instrumentos, com resultados espetaculares. Galáxias, berçários estelares e estrelas moribundas concorreram como os primeiros alvos do Herschel. Os instrumentos testados forneceram dados espetaculares nessa primeira tentativa, encontrando água e carbono e revelando dúzias de galáxias distantes.

Estas observações mostram que os instrumentos do Herschel estão funcionando acima das expectativas. Em decorrência do sucesso dessa primeira batelada de observações os cientistas estão otimistas e esperam que a missão Herschel seja recheada de descobertas fantásticas para o deleite dos astrônomos ansiosos. Aqui estão algumas informações sobre os ensaios efetuados com seus três principais equipamentos.

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Planck: a nave espacial criogênica atingiu seu destino no ponto de Lagrange L2

Na quinta-feira passada, à noite, os detectores do Instrumento de Alta Freqüência do observatório espacial Planck alcançaram a sua extraordinariamente baixa temperatura de funcionamento: – 273,05ºC, tornando este satélite o objeto conhecido mais frio no Espaço. O satélite também acaba de atingir a sua órbita definitiva, em torno do segundo ponto de Lagrange do sistema solar, conhecido como L2.

Plano focal do telescópio Planck

Plano focal do telescópio Planck

O observatório espacial Planck está equipado com um complexo sistema de refrigeração com quatro componentes. O primeiro é um equipamento de refrigeração passivo que reduz a sua temperatura até aos -230ºC, através da emissão de calor para o espaço. Três refrigeradores ativos conseguem a partir daí reduzir ainda mais a temperatura até -273,05ºC, apenas 0,1ºC acima do zero absoluto – a temperatura mais baixa do Universo.

Esta temperatura ultra baixa é necessária para que os detectores do Planck possam estudar a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background radiation – CMB), a primeira luz emitida pelo Universo, apenas 380 mil anos após o Big Bang, montando um mapa cartográfico com as medições da  temperatura  da CMB em todo o céu.

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A galáxia M87 dá um show cósmico que foi assistido por 390 astrônomos

Concepção artística do núcleo da M87: buraco negro central supermassivo, disco de acresção e jatos relativísticos. Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF

Concepção artística do núcleo da M87: buraco negro central supermassivo, disco de acresção e jatos relativísticos. Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF

Imagem do jato relativistico da galáxia ativa M87 capturada pelo telescópio espacial Hubble.

Imagem do jato relativístico da galáxia ativa M87 capturada pelo telescópio espacial Hubble.

Quando a rádio galáxia gigante Messier 87 (M87) lançou uma torrente de radiação gama e ondas de rádio, havia um time internacional de colaboração com 390 cientistas  assistindo o espetáculo. As descobertas associadas ao evento foram relatadas na Science Express.

Os resultados fornecem evidências experimentais que as partículas (raios cósmicos) foram aceleradas a velocidades relativísticas, com energias altíssimas, nas vizinhanças do buraco negro supermassivo e emitiram os feixes de raios gama observados. Os raios gama são a radiação mais energética do Universo, sua energia é cerca de um trilhão de vezes mais potente que a luz visível.

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M51: Herschel abre os olhos e apresenta sua primeira imagem

Imagem infravermelha colorizada em 3 cores da M51. Os tons de vermelho, verde e azul usados aqui correspondem respectivamente aos comprimentos de onda de 160, 100 e 70 mícron, capturados pela câmera PACS (Photoconductor Array Camera and Spectrometer) do telescópio espacial Herschel. As áreas azuis indicam regiões de poeira aquecida por estrelas massivas jovens, enquanto que a matéria mais fria aparece registrada em vermelho. Créditos: ESA and the PACS Consortium

Imagem com a visão ultra infravermelha colorizada em 3 tons da M51. Os tons de vermelho, verde e azul usados aqui correspondem respectivamente aos comprimentos de onda de 160, 100 e 70 mícron, capturados pela câmera PACS (Photoconductor Array Camera and Spectrometer) do telescópio espacial Herschel. As áreas azuis indicam regiões de poeira aquecida por estrelas massivas jovens, enquanto que a matéria mais fria aparece registrada em vermelho. Créditos: ESA and the PACS Consortium

Herschel, o maior telescópio de captura de imagens infravermelho já lançado ao espaço apresenta sua primeira imagem!

Essa é a galáxia M51, mais conhecida como a Galáxia do Rodamoinho, uma galáxia espiral que fica apenas a 25 milhões de anos-luz de nós. Devido a sua posição especial podemos ver seus magníficos braços espirais e toda a sua estrutura. O observatório espacial Herschel foi projetado para capturar imagens nas freqüências ultra infravermelhas, que apresentam energias bem abaixo do que nossos olhos podem ver. Nas galáxias o maior emissor desse tipo de radiação é a poeira interestelar, ou seja, as nuvens de matéria residente entre as estrelas. Essas nuvens são criadas, por exemplo, quando estrelas massivas morrem explodindo em fantásticas supernovas, espalhando 90% de sua massa, a qual irá formar novas e estrelas e sistemas planetários. O nascimento de estrelas se dá nos braços espirais desse tipo de galáxias, então quando o Herschel olhou para a M51 foi isso o que ele viu: os braços espirais destacados pela poeira cósmica aquecido. Os pontos brilhantes são nuvens de matéria aquecidas por estrelas jovens quentes e massivas. Estas áreas foram ‘coloridas artificialmente’ em tons de azul para realçar o fenômeno, significando que são regiões de mais alta energia na imagem. Aos nossos olhos, contudo, tais regiões jamais seriam vistas por emitirem apenas radiação infravermelha.

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