Archive for category Supernovas

Exoplaneta de diamante orbita um pulsar de milissegundo

Impressão artística dos planetas extrasolares que orbitam o pulsar PSR B1257+12

A idéia de um exoplaneta orbitando um pulsar (uma estrela de nêutrons cujo feixe de radiação gira atingindo nossos detectores) é tão bizarra que às vezes nos esquecemos de que os três exoplanetas que orbitam o pulsar PSR B1257+12 foram, de fato, os primeiros exoplanetas encontrados pelos astrônomos. Assim, o pulsar PSR B1257+12, detectado por Aleksander Wolszczan em 1990 através do radio-telescópio de Arecibo, um objeto remanescente de uma estrela massiva que explodiu como uma supernova na constelação de Virgem, hospeda os primeiros planetas descobertos desde que Clyde Tombaugh realizou a descoberta de Plutão em 1930. Recentemente um quarto exoplaneta foi descoberto neste pulsar, um micro-exoplaneta com somente 1/5 da massa de Plutão. Nós conseguimos encontrar mundos tão pequenos orbitando sistemas estelares dada a característica específica da arquitetura dos pulsares: sua radiação eletromagnética é gerada de forma tão regular que facilita sobremaneira a observação da assinatura da presença de exoplanetas.

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Astrônomos do ESO esclarecem o mistério das explosões de raios gama obscuras: a presença da poeira cósmica

Impressão artística de uma explosão de raios-gama em uma região de ativa formação estelar. Crédito: ESO/L. Calçada

As explosões de raios gama (sigla GRB, em inglês, Gamma Ray Burst) estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, Entretanto, algumas destas poderosas explosões parecem curiosamente fracas quando observadas no espectro da luz visível. Os astrônomos do ESO fizeram agora uma pesquisa mais detalhada sobre estes tipo peculiar de GRBs, denominada de ‘explosões de raios gama obscuras’, utilizando o dispositivo GROND instalado no telescópio de 2,2 metros MPG/ESO situado em La Silla, Chile. Este estudo mostrou que estas explosões obscuras de raios gama não carecem de explicações complicadas. A sua fraca luminosidade é perfeitamente explicada pela combinação de causas diversas. Destas, a mais importante é justamente a presença de um véu de poeira cósmica na direção entre a Terra e o fenômeno de explosão.

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A supernovas subluminais e a colisão de anãs brancas consistem no mesmo evento?

Uma equipe de astrônomos liderada pelo Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), em colaboração com o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), descobriu certos sistemas de estrelas duplas, compostos de duas estrelas anãs brancas, em processo de colisão. Estes pares de anãs brancas, quando se fundirem, poderão explodir como supernovas em breve, em termos astronômicos.

 

O sistema binário J0923+3028 contém duas anãs brancas, a maior delas está visível com 23% da massa do Sol e 4 vezes o diâmetro da Terra. A companheira invisível consiste em um objeto com 44% da massa do Sol e diâmetro equivalente ao da Terra. Este par está separado entre si por apenas 354.000 km (≈ ¼ do diâmetro do Sol, ≈ 90% a distância entre a Terra e Lua) e a órbita do par se completa em apenas 1 hora. Ao longo do tempo a dupla está se movendo em uma lenta espiral que levará ao choque e fusão em cerca de 100 milhões de anos. Crédito: Clayton Ellis (CfA)

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Qual a massa estelar para que se forme uma estrela de nêutrons?

 

Ciclo de Vida de uma estela massiva, tipicamente com 8 a 25 vezes a massa do Sol. Estrelas acima de 25 massas solares se comportam de forma diferente, formando as estrelas de Wolf Rayet. Crédito: Astronomy-on-line (Brooks/Cole Thomson Learning)

Infelizmente, na Internet, encontramos algumas discrepâncias em páginas que tratam sobre a evolução estelar quando se referem aos limites mínimos e máximos para que uma estrela massiva forme uma estrela de nêutrons.

Recentemente, em um fórum onde se discutia a formação de estrelas de nêutrons (pulsares) surgiram algumas dúvidas sobre quais os limites técnicos para a formação de tais objetos. Um dos membros do fórum (Fabrício), brilhantemente, lançou algumas dúvidas interessantes sobre alguns sites que ele pesquisou, as quais vamos tentar aqui esclarecê-las.

Devemos ter em mente que uma supernova ejeta para o espaço cerca de 90% da massa da estrela que explodiu, ou seja, a massa antes do evento da supernova é aproximadamente 10 vezes maior que a massa do núcleo remanescente que resultaria em uma estrela de nêutrons ou um buraco negro estelar.

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O Programa Pan-STARRS descobre asteróide potencialmente perigoso

Os cientistas acreditam que há muitos asteróides com um quilômetro de diâmetro ou mais que ainda não foram descobertos.

Estas duas imagens do objeto 2010 ST3 (circulado em verde) capturadas pelo Pan-STARRS 1 com 15 minutos de diferença entre si na noite de 16 de setembro de 2010 mostram que o asteróide se deslocam na frente campo do fundo de estrelas e galáxias. Cada imagem tem cerca de 100 segundos de arco de diâmetro. Crédito: PS1SC

Estas duas imagens do objeto 2010 ST3 (circulado em verde) capturadas pelo Pan-STARRS 1 com 15 minutos de diferença entre si na noite de 16 de setembro de 2010 mostram que o asteróide se deslocam na frente campo do fundo de estrelas e galáxias. Cada imagem tem cerca de 100 segundos de arco de diâmetro. Crédito: PS1SC

O recém inaugurado sistema de rastreamento Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System (Pan-STARRS), também chamado de PS1, descobriu um asteróide que se aproximará da Terra a uma distância de 6 milhões de quilômetros (15 vezes a distância da Terra a Lua) em meados de outubro de 2010. O objeto catalogado tem cerca de 45 metros de diâmetro e foi descoberto na comparação das imagens adquiridas em 16 de setembro de 2010, quando este corpo estava a 32 milhões de km da Terra.

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Quais seriam os efeitos de curto prazo de uma Explosão de Raios Gama sobre a vida oceânica na Terra?

Representação artística da explosão de raios-gama (GBR 020813), observada em 2002, que durou cerca de dois minutos. O perigo está se a Terra estiver na direção de um dos dois jatos colimados de radiação de alta energia. Créditos: NASA/CXC/M Weiss

Representação artística da explosão de raios-gama (GBR 020813) observada em 2002, que durou cerca de dois minutos. O perigo de um cenário como este para nós ocorre se a explosão da supernova for dentro da Via Láctea e a Terra estiver na direção de um dos dois jatos colimados de radiação de alta energia. Créditos: NASA/CXC/M Weiss

Se uma explosão de raios gama com origem próxima atingir a Terra, esta poderá ser extremamente prejudicial para o plâncton do oceano em profundidades que atingem até 75 metros, de acordo com o estudo de uma equipe de pesquisadores cubanos.

Seus resultados foram aceitos para publicação na revista de Astrofísica e Ciências Espaciais e o documento de seu trabalho está disponível no arXiv (Short-term effects of Gamma Ray Bursts on oceanic photosynthesis).

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O remanescente de supernova em Vela revelado pela lente de Marco Lorenzi

Remanescente de supernova em Vela retratada por Marco Lorenzi

Remanescente de supernova em Vela retratada por Marco Lorenzi. Clique na imagem para acessar a imagem de 4.000 X 4.000 pixels que pode ser visualizada por zoom.

O disco da Via Láctea corta este intrincado panorama espacial. A região desta magnífica imagem se situa na extremidade noroeste da constelação de Vela. Na verdade, este retrato cósmico trata-se de um mosaico formado por quatro chapas fotográficas com mais de 10 graus de extensão, centrado na estrutura filamentosa brilhante da nebulosa Remanescente de Supernova em Vela.

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ESO revela a Supernova 1987A modelada em 3 dimensões

Impressão artística da modelagem em 3D da SN 1987A, Crédito: ESO/L. Calçada

Impressão artística da modelagem em 3D da SN 1987A, Crédito: ESO/L. Calçada

Baseando-se nos dados fornecidos pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrônomos modelaram uma imagem tridimensional da distribuição do material ejetado pela supernova SN1987A, cuja explosão se deu há pouco mais de 23 anos. Os resultados do estudo indicam que a explosão estelar foi intensa e teve uma direção privilegiada, o que sugere que a supernova foi muito turbulenta, suportando assim os mais recentes modelos computacionais.

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Como funciona a alquimia das estrelas? A nucleossíntese dos elementos químicos no Universo

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturado em 2007 e de rádio fornecido pela rede de radiotelescópios Very Large Array NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturada em 2007, e de rádio fornecida pela rede de radiotelescópios Very Large Array da NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A fabulosa produção de elementos químicos mais pesados em explosões de supernova é algo que hoje em dia não mais nos surpreende. Mas, exatamente, onde e quando a nucleossíntese se processa? Isto ainda não está plenamente claro para nós. Além disso, as tentativas de modelar por computador os cenários de colapso de núcleo das estrelas ainda desafiam os limites de capacidade de processamento atuais dos mais poderosos computadores científicos do mundo.

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Energia Escura: Por que as supernovas Ia são confiáveis como velas padrão?

Figura demonstra a estrutura de uma supernova tipo Ia a partir de observações científicas. As cinzas das fagulhas iniciais aparecem em amarelo. Dependendo da linha de visão sob a qual a supernova é observada, diferentes características espectrais se manifestam. Por um lado a supernova mostra um desvio para o azul depois de algum tempo. No lado oposto a supernova exibe um "alto gradiente de velocidades" e seu espectro apresenta um desvio para o vermelho.  Crédito: IPMU/University of Tokyo.

A figura demonstra a estrutura de uma supernova tipo Ia a partir de diversas observações. As cinzas das fagulhas iniciais aparecem em amarelo. Dependendo da linha de visão sob a qual a supernova é observada, diferentes características espectrais se manifestam. Por um lado a supernova mostra um desvio para o azul depois de algum tempo. No lado oposto a supernova exibe um "alto gradiente de velocidades" e seu espectro apresenta um desvio para o vermelho. Crédito: IPMU/Universidade de Tókio.

Entender a energia escura é um dos maiores objetivos da física moderna. Mas, o conhecimento de suas implicações na expansão acelerada do Universo depende da precisão das medidas cósmicas. Nós podemos tentar entender esta aceleração através do estudo do comportamento das supernovas tipo Ia, que atualmente são usadas como “velas padrão”. Assim, a distância entre nós e uma galáxia distante pode ser aferida quando lá ocorre uma supernova Ia, uma vez que a magnitude visual deste fenômeno depende da distância. Entretanto, quão precisas são estas “velas padrão”? Novos estudos confirmam a utilidade destas explosões estelares e tentam explicar porque algumas supernovas podem ser diferentes de outras.

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