Archive for category Plutão

Ray Gralak flagrou Plutão transitando em frente à nebulosa escura Barnard 92

Plutão trasnsitou em frente da nebulosa escura Barnard 92. Crédito: Ray Galak

Plutão transitou em frente da nebulosa escura Barnard 92. Crédito©: Ray Galak

O tênue e distante planeta anão Plutão é muito difícil de ser visto com telescópios amadores, especialmente nos últimos meses porque está atravessando uma região repleta de estrelas perto do centro galáctico, na região da constelação de Sagitário.

No entanto, felizmente, para a alegria dos caçadores de Plutão, o minúsculo planemo atravessou em frente da nebulosa escura de Barnard no início de julho de 2010 e ficou factível de ser observado por telescópios amadores.

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22 de junho de 1978 – A descoberta de Caronte

Não Há Dia Sem História

22 de junho de 1978

A descoberta de Caronte


Dr. James W. Christy
Na noite de 22 de junho de 1978, há 32 anos
, o Dr. James W. Christy (nascido em 1938), do U.S. Naval Observatory, estava estudando Plutão quando percebeu que a mancha que representava o planeta tinha uma visível elongação, tendo mais o formato de uma pera do que de uma esfera. As estrelas que apareciam ao fundo não apresentavam esta elongação. Christy concluiu que se tratava de um satélite e publicou a descoberta na revista Astronomical Journal (Christy e Harrington, Astronomical Journal, 83, 105, 1978). O nome Harrington que aparece na referência da publicação é Robert Sutton Harrington (1942-1993) que também era astrônomo e colega de Christy no Observatório Naval. Harrington teria sido o responsável pelo cálculo da massa do satélite descoberto.

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As grandes luas devem ser chamadas de planetas-satélite?

Exomundos - Crédito: David A. Hardy

Exomundos - Crédito: David A. Hardy

O blockbuster de ficção científica cinematográfica “Avatar” apresentou aos espectadores a idéia de que uma lua poderia ser mais do que apenas uma esfera rochosa repleta de crateras. A imaginária lua Pandora, em órbita de um planeta gigante gasoso hipotético do sistema Alfa Centauri, é exibida como um verdadeiro paraíso, com florestas exuberantes e uma rica diversidade de vida. Se o escritor / produtor do filme James Cameron tivesse consultado o pesquisador de ciências planetárias Alan Stern, especialista nas pesquisas sobre Plutão, ele poderia até mesmo ter disseminado um novo interessante termo para o público de ficção científica: Planeta-Satélite.

Quais as implicações disto? O que seria um Planeta-Satélite?

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As estranhas manchas detectadas em Plutão pelo Hubble podem ser alcatrão e gelo

Recentemente o telescópio orbital Hubble forneceu aos cientistas imagens em primeiro plano de Plutão com detalhes inéditos. A partir destas imagens sem precedentes foram identificadas misteriosas manchas claras e escuras na superfície deste planeta anão. Agora os pesquisadores julgam ter uma melhor idéia do que está causando essas manchas estranhas.

As faces de Plutão: o disco central (180o) mostra uma região brilhante misteriosa que é rica em monóxido de carbono. Crédito: NASA, ESA e M. Buie (Southwest Research Institute)

As faces de Plutão: o disco central (180o) mostra uma região brilhante misteriosa que é rica em monóxido de carbono. Crédito: NASA, ESA e M. Buie (Southwest Research Institute)

As imagens geradas pelo Hubble, divulgadas em fevereiro de 2010, revelaram Plutão como um mundo cor de mel orbitando na periferia do Sistema Solar, um objeto com surpreendentes variações de brilho em toda a sua superfície. Baseados em análises mais detalhadas posteriores, os cientistas sugerem que as manchas escuras podem representar partes da superfície cobertas por uma camada primordial de compostos orgânicos.

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A procura do Planeta X: poderá um mundo do tamanho da Terra estar orbitando no Sistema Solar Exterior?

Concepção artística de Sedna (NASA). Corpos massivos, como Sedna, orbitam além da órbita de Plutão.

Concepção artística de Sedna (NASA). Corpos massivos, como Sedna, orbitam além da órbita de Plutão.

Alguns astrônomos especulam que talvez exista um planeta do tamanho de Marte ou da Terra poderia estar espreitando nos limites de nosso Sistema Solar. No entanto, até os mais avançados telescópios espaciais lançados em 2009 têm poucas possibilidades de encontrar um objeto em tais distâncias.

Um mundo como esse, se porventura existir, teria possivelmente uma órbita muito além de Plutão ou dos planetas anões similares no que orbitam no Sistema Solar exterior. Provavelmente seria um mundo que nos lembraria uma versão criogênica de Marte ou a Terra, no melhor caso, um lugar inadequado para a existência da vida como a conhecemos. Além disso, este corpo não estaria solitário.

“Quando nós formos escrever a história definitiva do Sistema Solar, é muito mais provável que existam cerca dos 900 planetas a mais que os clássicos 9 planetas com os quais crescemos sabendo”, disse Alan Stern, cientista planetário, eleito em 2007 entre as 100 pessoas mais influentes no mundo segundo a revista Times.

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Por que Plutão não é mais um Planeta?

Plutão e suas 3 luas: Caronte, Nix e Hydra

Plutão e suas 3 luas: Caronte, Nix e Hydra

Por que Plutão não é mais um planeta? Alguns anos depois da decisão controversa da União Astronômica Internacional, o debate segue não resolvido, e as pessoas às vezes parecem não aceitar. Isso é um ponto sensível para muitos – Plutão não é um planeta. Neste artigo, vou explicar os acontecimentos que levaram à decisão, o estado atual da definição planetária, e se Plutão tem qualquer esperança para o futuro. Vamos descobrir porque Plutão não é mais considerado um planeta.

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A procura pelo planeta X vai ganhar um reforço extra do observatório Pan-STARRS

A persistente procura pelo planeta X vai ganhar um reforço extra a partir do novo sistema Pan-STARRS, um programa de procura por asteróides potencialmente perigosos (PHAs) em desenvolvimento pelo instituto de astronomia da universidade do Havaí.

Concepção artística de um objeto do Cinturão de Kuiper (KBO), um anel de asteróides de detritos congelados que se estende além a órbita de Netuno. Imagem: T Pyle (SSC) / JPL-Caltech / NASA

Concepção artística de um objeto do Cinturão de Kuiper (KBO), um anel de asteróides de detritos congelados que se estende além a órbita de Netuno. Imagem: T Pyle (SSC) / JPL-Caltech / NASA

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Vamos saudar ‘Haumea’ o quinto planeta-anão

Haumea e suas luas Hi’iaka (a maior) e Nãmaka - crédito: NASA, APOD

Haumea e suas luas Hi’iaka (a maior) e Nãmaka - crédito: NASA, APOD

A União Astronômica Internacional (IAU) anunciou em 17/09/2008 que o bizarro objeto conhecido como 2003 EL61 passa a fazer parte da categoria de “Planeta-Anão”, batizado com o nome de Haumea, que é o nome da deusa da fertilidade da mitologia do Havaí.

Com essa decisão Haumea passa a ser o quinto planeta-anão da família, cujos demais membros são Ceres, Plutão, Eris e Makemake.

A descoberta de Haumea foi divulgada em 2005 e o mesmo foi inicialmente classificado como um ‘objeto trans-netuniano’. Esse objeto recebeu a designação de 2003 EL61, na ocasião.

Haumea consiste em um planemo de formato bizarro que lembra uma bola de futebol americano deformada. Seu diâmetro máximo é quase o mesmo de Plutão, cujo diâmetro equatorial mede 2.306 ± 20 km, mas seu formato anômalo ( 1.960 km × 1.518 km × 996 km ) explica a sua menor massa, estimada em apenas 32% da massa de Plutão.

Haumea gira muito rápido e a duração do ‘dia’ em Haumea é de apenas 4 horas. Alguns astrônomos sugerem que essa rápida rotação pode ser a causa de seu formato original, distinto dos demais planetas-anões. Veja abaixo animação mostrando o seu giro peculiar.

Animação de Haumea em rotação. Clique na imagem para ver o seu giro peculiar.

Animação de Haumea em rotação. Clique na imagem para ver o seu giro peculiar.

Haumea orbita o Sol acompanhado dos objetos trans-netunianos que compõem um vasto anel de distantes corpos rochosos congelados no sistema solar exterior. No momento Haumea está a uma distância de cerca de 50 UA – unidades astronômicas (50 vezes a distância da Terra ao Sol), mas sua órbita elíptica alongada pode trazê-lo até cerca de 35 UA de distância do Sol.

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2005 FY9: um corpo distante do Cinturão de Kuiper chamado Makemake é o quarto planeta-anão

Makemake ou 2005 FY9 é o quarto planeta-anão nomeado pela UAI (União Astronômica Internacional)

Makemake ou 2005 FY9 é o quarto planeta-anão nomeado pela UAI (União Astronômica Internacional)

Um dos maiores objetos do Cinturão de Kuiper, um anel de corpos gelados para depois da órbita de Netuno, ganhou o nome de (136472) Makemake, um deus da cultura do povo da Ilha da Páscoa.

Mas a UAI (União Astronômica Internacional), a organização que tem o poder para nomear os objetos descobertos no Sistema Solar, poderá ter muito mais dificuldade em batizar o quinto planeta anão devido à controvérsia que rodeia a sua descoberta.

Makemake, anteriormente conhecido como 2005 FY9, é o primeiro planeta anão a receber um nome desde 2006, quando o seu vizinho gelado 2003 UB313 ganhou o nome de Éris, a deusa Grega da discórdia. Juntaram-se assim a Plutão e Éris como os únicos “plutóides” com nome, um termo estabelecido pela UAI para descrever objetos tipo-Plutão além da órbita de Netuno, neste caso, dois objetos do cinturão de Kuiper.

O nome Makemake pertence ao deus que criou a Humanidade e o deus da fertilidade na cultura mitológica de Rapa Nui, da Ilha da Páscoa. O nome foi proposto por Mike Brown, Chad Trujillo e David Rainowitz, o time da Caltech que descobriu Makemake, em 31 de março de 2005, pouco antes das festividades da Páscoa. Makemake é o quarto planeta-anão no sistema Solar e o terceiro plutóide (o planeta-anão Ceres não é considerado um plutóide, pois está fora do cinturão de Kuiper). Makemake é hoje o segundo KBO (objeto do cinturão de Kuiper) mais brilhante no céu, após Plutão, com uma magnitude aparente calculada em +16,7. Makemake é atualmente visível na constelação de Coma Berenices, mas apenas telescópios amadores de alta-performance conseguem vê-lo.

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